BENVINDO QUEM VIER POR BEM

ESTE BLOGUE NASCEU A 20/09/2007 PARA QUE NÃO TENHA DE ESCREVER NO CADERNINHO COMO SUGERIU A MINHA NORA O DIA A DIA DO JOÃO.


autismo Pictures, Images and Photos





A MINHA IDADE

Lilypie 3rd Birthday Ticker

terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

FILMES A NÃO PERDER

1. Meu filho, meu mundo – Son-rise: A Miracle of Love, 1979


De Glenn Jordan, com James Farentino, Kathryn Harrold e Stephen Elliot.



Sinopse: Quando nasceu, Raun era um saudável e feliz bebê. Com o passar dos meses, seus pais começam a observar que há alguma coisa estranha com ele, sempre com um ar ausente. Um dia vem a confirmação do que suspeitavam... Raun era autista. Decidem então penetrar no mundo da criança, acreditando que somente o milagre do amor poderá salvá-lo.
Filme baseado em história verídica. Os pais são os criadores do Método Son-rise para tratamento do autismo.
O filme passou despercebido na época, já que não havia instrumentos precisos e nem critérios para o diagnóstico. No DSM II (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais), em 1968, o autismo se enquadrava dentro de "esquizofrenia de início de infância". As primeiras edições do CID não citam o autismo. Na oitava edição é considerado como uma forma de esquizofrenia e na nona o como psicose infantil. A partir da década de 80, o autismo é retirado da categoria de psicose. No DSM III, o termo utilizado passa a ser o de “distúrbios pervasivos do desenvolvimento”, que se distingue da esquizofrenia infantil. No DSM IV, 1991, o autismo se caracteriza por prejuízo severo e invasivo em diversas áreas do desenvolvimento. No CID-10, 1993, o autismo também deixa de ser diagnosticado como uma psicose e é considerado um distúrbio global do desenvolvimento.


Um certo olhar – Snow Cake, 2006


De Marc Evans, com Alan Rickman, Sigourney Weaver, Carrie-Anne Moss





Sinopse: Alex (Alan Rickman) é um taciturno inglês que está no Canadá para se encontrar com a mãe de seu falecido filho. No caminho ele dá carona para Vivienne (Emily Hampshire), jovem que vai visitar a mãe. Na viagem um caminhão atinge o carro, matando Vivienne. Alex sai então à procura da mãe da jovem. Ao encontrá-la, descobre que ela (Sigourney Weaver) é autista. Linda não tem qualquer reação ao saber da tragédia, mas Alex decide ficar com ela até o funeral. É quando ele conhece Maggie (Carrie-Anne Moss), a vizinha sexy com quem se envolve.

Um filme bastante sensível, que conta com atuações muito boas de Alan Rickman e Sigourney Weaver. A autora do roteiro, Angela Pell, moldou os acontecimentos a partir da convivência e experiências vividas com o filho autista, Johnny. Por isso, nota-se rapidamente ser um filme sobre a percepção.

Percepção e entendimento do sentido da existência humana, da necessidade de lidar com diversidade, perdas e diferenças, e, também, de que mesmo aqui existem mundos paralelos. No final o que sobressai é a amizade, a solidariedade, a nossa capacidade de amar. Um belo filme. Um belo retrato do autismo!


Autismo – O Musical (Autism – The Musical), 2007


De Tricia Regan, com a participação de 5 crianças autistas e suas respectivas famílias.





Sinopse: O filme acompanha 5 autistas que trabalham na produção de um musical. Durante o processo, eles experimentam frustrações e sucessos ao lado de suas famílias enquanto se preparam para a apresentação.O filme é um documentário de 90 minutos e mostra todas as dificuldades e peculiaridades de cada um. A exploração da música com auxiliar no tratamento é o ponto chave do filme. Não deixem de ver.

Elaine Hall, mãe de Nell, autista, na busca de tratamento para o filho, teve a idéia de criar o Miracle Project, que trabalharia com crianças autistas e faria com que elas desenvolvessem capacidades pessoais através de elementos como canto, atuação e dança. O documentário “Autismo – O Musical”, da diretora Tricia Regan, segue os seis meses de trabalho desenvolvidos por Elaine e cerca de 22 crianças com autismo, no Miracle Project.

O filme aborda de perto cinco crianças participantes do projeto: Adam, Henry (que é filho de Stephen Stills, do clássico grupo Crosby, Stills & Nash), Lexi, Neal e Wyatt e seus pais. Contando com a total colaboração das famílias que cederam vídeos caseiros de seus filhos, a diretora consegue pintar um cenário que causa uma empatia muito grande com o espectador e que faz com que a gente se importe com cada um deles.


Uma Viagem Inesperada (The Unexpected Journey), 2004


Outros títulos: Missão Especial e Miracle Run.

De Gregg Champion, com Mary-Louise Parker, Aidan Quinn, Jake Cherry, Bubba Lewis, Jeremy Shada, Zac Efron



Sinopse: Quando Corrine descobre que seus dois filhos gêmeos, de apenas sete anos, são autistas, seu mundo desaba. O pai os abandona e ela sabe que não haverá cura e, por isso, acredita que está condenada, junto com os filhos, a ser uma escrava do mal que os assola. Aos poucos, porém, ela vai aprender que existe esperança na superação e no amor que existe entre ela e as crianças. Ela os coloca numa escola e não informa sobre problema dos meninos. Mas a atitude estranha das crianças faz com que os professores a acusem de maus tratos e, quando Corrine conta a verdade, eles a mandam procurar outra escola. Ela fica determinada a dar aos seus filhos uma vida normal, acima de todas as dificuldades e vencendo todos os preconceitos que apareçam em seu caminho. O que ela não esperava era a atenção e generosidade de Doug Thomas (Aidan Quinn), que compartilha os seus problemas e participa de sua família. Tudo começa a mudar quando um de seus filhos é aceito em uma escola e o outro entra para a equipe de corrida cross country. A superação é inacreditável e o sucesso dos garotos vai além do esperado. Definitivamente o amor ultrapassa os limites da realidade e a Missão é duplamente Especial! Uma verdadeira lição de vida. Baseado em fatos verídicos.


O Enigma De Kaspar Hauser (Jeder Für Sich Und Gott Gegen Alle), 1974


De Werner Herzog



Sinopse: Kaspar Hauser é um jovem que foi trancado a vida inteira num cativeiro, desconhecendo toda a existência exterior. É um personagem real e enigmático que foi encontrado em Nuremberg, em 1928, com supostamente 15 ou 16 anos. Falava apenas uma palavra, mal conseguia andar e não se comportava como humano. Até hoje o seu enigma persiste. A exclusão social de que foi vítima não o privou apenas da fala, mas de uma série de conceitos e raciocínios, o que fazia, por exemplo, que Hauser não conseguisse diferenciar sonhos de realidade. Na verdade tudo lhe é estranho: as dimensões, os movimentos, a perspectiva, o pensamento e a fala. Mas mesmo depois de adquirir a linguagem não lhe foi possível entender esse estranho mundo em que vivem as pessoas. Kaspar Hauser nunca se transformou nesse animal de costumes; no máximo, poderia ser visto como "domesticado" pela sociedade da época.

É um dos mais celebrados filmes do diretor Werner Herzog, cujo título significa, em tradução literal, "Cada um por si e Deus contra todos".



Código para o inferno (Mercury Rising)




Sinopse



Quando uma operação não tem o resultado esperado Arthur Jeffries (Bruce Willis), um agente do F.B.I., se torna bode expiatório e é relegado o segundo plano, sendo usado só em operações de rotina. Mas sua vida tem uma radical mudança quando Simon Lynch (Miko Hughes), um menino de nove anos autista, sem o menor esforço desvenda um "indecifrável" código do governo americano que tinha custado dois bilhões de dólares. Assim, o responsável pelo projeto ordena que este contratempo em forma de criança seja eliminado, mas o agente encarregado da missão mata os pais do garoto (e simula que o marido matou a mulher e se suicidou), mas a criança não é encontrada. Jeffries descobre Simon em um esconderijo e não aceita a versão do "suicídio". Fica claro que querem o garoto morto, ele não sabe quem e nem o motivo, mas decidiu protegê-lo e sozinho, pois não sabe em quem confiar. Outras pessoas são mortas e, se não agir rápido, Simon poderá ser a próxima vítima do chefe de uma agência que está determinado a fazer qualquer coisa para manter seu poder e prestígio.



http://www.interfilmes.com/filme_12921_Codigo.para.o.Inferno-(Mercury.Rising).html






Rain man






Esses são alguns filmes que tratam sobre o autismo.



SINOPSI



Um jovem viaja a asilo a fim de aproximar-se do irmão autista, que não vê desde pequeno, e herdar toda a fortuna paterna sozinho. Em sua viagem de volta, os dois redescobrem antigos sentimentos e passam a viver juntos e sem ressentimentos. Dirigido por Barry Levinson (Mera Coincidência) e com Dustin Hoffman, Tom Cruise e Valeria Golino no elenco. Vencedor de 4 Oscars.

http://www.adorocinema.com.br/filmes/rain-man/rain-man.asp





Título: Gilbert Grape - Aprendiz de sonhador/ What’s Eating Gilbert Grape




Direção: Lasse Hallström



Gênero: Drama



País/Ano: Estados Unidos/ 1993



Duração: 117 min.



Sinopse: A história se passa numa cidadezinha de interior idílica, onde vive Gilbert Grape, um adolescente aparentemente comum (Depp) que sustenta a família desde a morte do pai. O peso não é para qualquer um: além das irmãs excêntricas, do irmão deficiente mental (Leonardo DiCaprio), inclui a mãe obesa, que não pára de comer desde a morte do marido. Mas a chegada de uma jovem forasteira (Juliette Lewis) dará a Gilbert, a possibilidade de pela primeira vez fazer suas escolhas.



Título: Forrest Gump, o contador de histórias/Forrest Gump




Direção: Robert Zemeckis



Gênero: Comédia/Drama



País/Ano: Estados Unidos/1994



Duração: 142 minutos



Sinopse: Forrest Gump (Tom Hanks) é um jovem problemático, de QI bem inferior ao resto da população. Por conta do acaso, ele participa dos fatos mais importantes da história dos Estados Unidos em um período de 40 anos.



Loucos de amor/ Mozart and the Whale




Direção: Petter Naess



Gênero: Comédia



País/Ano: EUA/ 2005



Duração: 94 minutos



Sinopse: Comédia romântica inspirada na vida de duas pessoas com a Síndrome de Asperger, uma forma de autismo, cujas disfunções emocionais ameaçam sabotar seu recém-iniciado romance. Donald é um cara legal, porém um motorista de táxi sem sorte que ama os pássaros e tem uma habilidade fora do comum com os números. Como muitos portadores da Síndrome, ele gosta de padrões e rotinas. Mas quando a bela mas complicada Isabelle se junta ao seu grupo de ajuda aos autistas, sua vida - e seu coração - ficam de cabeça para baixo.



Imagens recolhidas na net-Sinopse in música e inclusão




Estreias de fevereiro: My Name is Khan
My Name is Khan conta a história de Rizwan Khan (Shahrukh Khan), um muçulmano de Bombaim que sofre de autismo. Nos Estados Unidos, ele casa com uma mãe solteira indiana chamada Mandira (Kajol). Depois do ataque terrorista ao World Trade Center, Khan é preso porque confundem seu autismo com “atitudes suspeitas”. Após a prisão, ele começa sua jornada para encontrar o presidente Barack Obama para limpar seu nome.
Resumindo, esse é um filme com público limitado e que dificilmente irá alcançar as telonas brasileiras. De qualquer forma, é um Road Movie sobre preconceito, islamismo e sobre os Estados Unidos da atualidade. O elenco é de grandes nomes e espera-se que o filme torne Bollywood internacionalmente reconhecida. É esperar para ver.

Estreia nos EUA: 12 de fevereiro


Estreia no Brasil: mistério

Título em português: mistério
Diretor: Karan Johar

País: Índia



I AM A SAM

EUA, Los Angeles - Sam Dawson tem a capacidade mental de uma criança de 7 anos e uma grande paixão pelos Beatles. Trabalha numa filial da cafeteria Starbucks, limpando as mesas e arrumando metodicamente as cestinhas com adoçantes. Sam e seu grupo de amigos têm compromissos fixos para cada dia da semana. Mas essa rotina fica alterada com o nascimento de Lucy e o desaparecimento de sua mãe, uma sem-teto que só queria um lugar para morar. Apesar de confuso, Sam se dedica amorosamente à nova missão de pai. Noites sem dormir, mamadeiras, histórias, brincadeiras, nada lhe custa, pois Lucy Diamond é a razão de sua vida.




Quando Lucy chega aos 7 anos, uma assistente social deseja encaminhá-la para adoção por uma família "normal", para não prejudicar o desenvolvimento da menina. Os amigos de Sam procuram um escritório de advocacia nas páginas amarelas. Não é muito promissor o primeiro encontro com a ansiosa Rita Harrison, que não perde uma causa. Leva algum tempo até que a advogada perceba que tem muito a ganhar, humana e afetivamentemente, ao lutar por esse trabalho pro bono (diminutivo do latim "pro bono publico", que significa "para o bem do povo).



Sean Penn e Dakota Fanning estão excelentes nos papéis de pai e filha. É surpreendente também o desempenho de alguns amigos de Sam, atores com atraso mental mas um bom timing para interpretação. Dificuldade para lidar com os filhos? Todos temos. A advogada Rita, muito esperta e inteligente no trabalho, carece de habilidade no relacionamento com seu menino. Na verdade, apoiar as famílias, comuns ou problemáticas, deveria ser uma obrigação da sociedade e do Estado. Pais novos ou experientes se beneficiam de informação e treinamento no cuidado com crianças e adolescentes.
Diretora: Jessie Nelson


Roteiro: Kristine Johnson & Jessie Nelson

Música: John Powell

Fotografia: Elliot Davis

Elenco: Sean Penn, Dakota Fanning, Michelle Pfeiffer, Laura Dern, Dianne Wiest, Doug Hutchison.

MOVIMENTO DE PAIS EM REDE FORMA MAIS UM NUCLEO NO ALGARVE

Movimento Pais em Rede forma mais um núcleo



Sábado, 6 de fevereiro de 2010 por ajudas.com


O Algarve passou a contar com um núcleo do projecto Pais-em-rede no passado fim-de-semana. Este projecto resulta de um movimento cívico de âmbito nacional composto por “famílias especiais e por cidadãos solidários a este movimento que se pretende assumir como parceiro social, capaz de unir vozes para trabalhar e discutir questões relacionadas com as pessoas portadoras de deficiência e as suas famílias.


O objectivo passa por “juntarmo-nos e termos uma voz activa para podermos inclusivamente chegar ao parlamento e tentarmos mudar as leis que há perante a deficiência”, explicou Teresa Ramalho, grande impulsionadora do núcleo algarvio deste movimento.


Mãe de uma jovem de 22 anos portadora de deficiência, Teresa Ramalho diz que é tempo de mudar mentalidades e lutar para que todos os cidadãos, inclusive os portadores de deficiência, tenham “direito a ter um projecto de vida”.


O Pais-em-rede já conta com núcleos em Lisboa, no Porto, em Coimbra, em Peniche e em Évora, tendo agora nascido o núcleo de Faro.

sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

O AUTISMO NÃO EXISTE


Não existe cura para autismo. Em lugar nenhum do mundo. Autistas, não precisam ser curados, precisam ser respeitados. O que precisamos é oferecer dignidade, habilitação e reabilitação para uma vida independente, com o máximo de autonomia possível. Na verdade, o autismo não existe. Quem existe são autistas que sofrem pela negação por parte de pais e profissionais, que não são aceites nas escolas e que não têm instituições que os apoiem na inclusão, que pagam caro por não cumprir as expectativas de uma sociedade, ou de uma família que esperava um filho "padrão", ou “normal”.



Neste sentido, a busca da cura do autismo é vã, deletéria e, muitas vezes, prejudicial quando colabora para aumentar o preconceito que afasta mais ainda o autista da aceitação por parte da sua família e da sociedade, dos seus direitos fundamentais e da sua dignidade inerente.


O que deve ser oferecido para o autista é a oportunidade de uma maior participação, contacto social, de construção da sua vida com maior independência possível, com o apoio da família e dos seus pares. Isto não significa tratar o autista ou autismo, nem buscar a cura. Isto é habilitação e reabilitação.




Alexandre Mapurunga



Publicada por Associação de Pais e Amigos da Criança com Deficiência

MAIL DO NOSSO AMIGO MÁRIO RELVAS

Olá Mario Relvas.



Visite: http://vivenciasautisticas.blogspot.com ou ainda http://clubedeautores.com.br/book/11917--Vivencias_Autisticas






Vivências Autísticas oferecem uma sondagem no horizonte do tempo, onde encontrar suas origens é tão difícil quanto descobrir de onde vem o autismo propriamente dito.


Mesmo que conseguíssemos estabelecer uma regressão de memória para voltar aos caminhos percorridos, lapsos ficariam, pois para o início da busca nada existe, e para o futuro ainda não há protocolo catalogado.


Vivências Autísticas não são peças ocasionais, são produtos do dia a dia.


Vivências Autísticas é um livro dedicado aos pais, no sentido duplo e verdadeiro da palavra, amigos, cuidadores, médicos, guerreiros, enfermeiros e anjos da guarda. Todos - Mães e Pais - excepcionais. Luminosos Testemunhos.


Pode divulgar no seu país e outros que possa, de língua portuguesa.


Receba o meu melhor abraço.


Nilton Salvador


rosandores@gmail.com


http://vivenciasautisticas.blogspot.com

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

PER DO NORTE....CONVITE

Convidam-se todos os interessados para uma reunião no próximo dia 6 de Fevereiro de 2010, pelas15 horas, no CEFPI, na Rua de Vila Nova, 1323, Vilarinha, Porto A reunião tem como finalidade a constituição de núcleos do Movimento Pais em Rede (PER) na região Norte e o incremento dos que já estão criados.



A sua presença é muito importante. Sem ela o movimento fica mais pobre.


A Direcção Distrital do Porto


Ilda Taborda - 919717627


Celeste Carvalho - 961331196


Fátima Carvalho – 916498826


Respostas para:paisemrede.porto@gmail.com Clique no Link para ver a Localização:(http://maps.google.pt/maps?f=q&source=s_q&hl=pt-PT&geocode=&q=Rua+de+Vila+Nova,+1323+Porto&sll=41.165991,-8.666947&sspn=0.011711,0.019205&ie=UTF8&hq=&hnear=R.+de+Vila+Nova+1323,+Porto&ll=41.173292,-8.671238&spn=0.01171,0.019205&z=16)


Pais em Rede pretendem criar núcleos no Norte



O Movimento Pais em Rede convida todos os interessados para uma reunião no próximo dia 6 de Fevereiro de 2010, pelas 15 horas, no CEFPI, na Rua de Vila Nova, 1323, Vilarinha, Porto
A reunião tem como finalidade a constituição de núcleos do Movimento Pais em Rede (PER) na região Norte e o incremento dos que já estão criados.

PAIS-EM-REDE é um movimento cívico, a nível nacional, sem fins lucrativos, que apoia "famílias especiais" com o objectivo de promover a qualidade de vida e a realização de projectos pessoais e profissionais, lutando pela qualidade de vida das “pessoas excepcionais” e suas famílias.



Ordem de Trabalhos:

1-Balanço do trabalho já realizado pelo PER e Plano para 2010

2-Importância dos núcleos na ampliação da REDE.

3-A construção de um núcleo – “Os 5 Passos”

4-Formação de grupos.

5-Trabalho orientado de grupos




http://www.cyberjornal.net/index.php?option=com_content&task=view&id=10690&Itemid=85

 



Workshop- Autismo (Estratégia e Intervenção)

Workshop- Autismo (Estratégia e Intervenção)



Data: 27 Fevereiro 2010


Horário: 9 às 18h


Programa:


- Distúrbios do espectro do autismo


- Autismo/Asperger


- Reacção familiar


- Programa TEACCH


- Como ajudar a lidar com crianças com autismo


- Estratégias de Intervenção pedagógica


Duração: 8 horas


Preço: 70€


Morada: R. Pedro Álvares Cabral, Edifício Euro, n.º 24, 4.º D 2670 – 391 Infantado, Loures


Telefone: 21 243 69 09


Email: geral@iddp.pt


Web: www.iddp.pt

LIVROS PARA CRIANÇAS COM PROBLEMAS DE DESENVOLVIMENTO

Olá,



NÃO SEI SE JÁ TÊM CONHECIMENTO dos livros da Editora Kalandraka que começam a sair já adaptados com os simbolos do boardmaker. Envio-vos o link para darem uma vista de olhos. Cada livro custa 12 euros. A colecção chama-se Makakinhos e o livro que eu vi é o "Chibos Sabichões"


Aqui segue mais informação.

http://www.kalandraka.pt/index22.htm


La colección MAKAKINHOS conforma un material de apoyo que puede ser utilizado, igualmente, en Centros de Educación Infantil, como un primer acercamiento de los prelectores a los libros, y así facilitar su entrada en el mundo de la lectura.


Os profissionais dedicados à educação especial exigem material de apoio que permita tornar a leitura mais acessível a crianças com problemas do desenvolvimento. Esta iniciativa tenta aproximar e estimular o caminho da leitura a todas elas, contribuindo para romper com as barreiras na comunicação e tornando mais compreensível o mundo da fantasia a muitos meninos e meninas. Os destinatários destes livros são pessoas com necessidades específicas: atraso global do desenvolvimento, perturbações específicas da linguagem (PEL), paralisia cerebral (PC), perturbações do espectro do autismo, dificuldades de aprendizagem, ou seja, utilizadores ou potenciais utilizadores da Comunicação Aumentativa. A leitura apoia-se, para além do texto e da ilustração, num sistema gráfico de comunicação utilizado internacionalmente – SPC – Símbolos Pictográficos de Comunicação (Mayer-Johnson). Este sistema baseia-se em imagens (pictogramas) muito simples, acompanhadas da palavra escrita, referente ao seu significado.


Aproximar a leitura de pessoas com necessidades educativas especiais é o principal objectivo da colecção MAKAKINHOS, criada pela KALANDRAKA em colaboração com a associação galega BATA (Baión Asociación de Tratamiento del Autismo).



Ângela Pinto------TERAPEUTA DO JOÃO

O AUTISMO

Actualmente, não se fala em autismo mas em 'perturbações do espectro do autismo', devido à grande variabilidade de características apresentadas pelos sujeitos que eram designados simplesmente de autistas. As perturbações do espectro do autismo são consideradas como uma constelação de anomalias do desenvolvimento, que apresentam um conjunto de características comuns. Essas características são: reduzida interacção social, problemas de comunicação verbal e não verbal, actividades e interesses limitados ou pouco usuais.
As crianças com esta perturbação frequentemente tratam as outras pessoas como se fossem objectos inanimados, apresentam comportamentos repetitivos, não olham nos olhos, nem interagem com outras crianças. A ecolália (linguagem que consiste em repetir literalmente o que se ouve) é também um tipo de linguagem muito comum, uma vez que estas crianças repetem literalmente o que ouvem. Além disso, manifestam grande confusão entre os pronomes 'Tu' e 'Eu'.
O grau de severidade do autismo varia bastante. Os casos mais severos são caracterizados por comportamentos extremamente repetitivos e auto-agressivos. Estes comportamentos podem persistir por muito tempo e podem ser muito difíceis de mudar. As formas mais simples assemelham-se a uma desordem de personalidade associada a dificuldades de aprendizagem.
As perturbações do espectro do autismo frequentemente surgem associadas a outro tipo de distúrbios, como deficiência mental, alterações cromossomáticas, epilepsia, etc. A taxa de prevalência desta perturbação é de 1:1000 indivíduos, sendo os rapazes quatro vezes mais atingidos que as raparigas. Esta perturbação foi encontrada em todo mundo, em pessoas de todas as raças e níveis sociais.
As perturbações do espectro do autismo não são o resultado de uma causa única, existindo provas crescentes de que estas podem ser causadas por uma variedade de factores, tais como factores genéticos e ambientais (químicos e vírus). A crença de que os hábitos dos pais eram os responsáveis por esta perturbação foi refutada.
Embora não exista uma cura para o autismo, com tratamento e treino apropriado, algumas crianças podem desenvolver certas competências, que lhes permitam obter um maior grau de autonomia. As terapias ou intervenções devem ser planeadas de acordo com os sintomas específicos de cada indivíduo. As terapias mais bem estudadas incluem as intervenções médicas e comportamentalistas. As primeiras implicam o uso de medicamentos, a maioria dos quais afectam os níveis de serotonina (composto químico cerebral libertado e reabsorvido pelos neurónios). As segundas implicam um trabalho intensivo por parte de terapeutas, que procuram, sobretudo, ajudar estas crianças a desenvolverem destrezas sociais e de linguagem. Este tipo de intervenção surte mais efeitos se for desenvolvida precocemente.
Podemos assim concluir que a aluna que suscitou o 'nascimento' deste artigo não é de certeza autista, parece apresentar, sim, uma profunda instabilidade emocional, cujas causas deveriam ser analisadas através da recolha de dados adicionais.
Texto da autoria da Dra Adriana Campos in Educare  http://www.educare.pt/educare/Detail.aspx?opsel=2&schema=1CD970AB0836334EB627B1FF128684C3&contentid=1037623119CA3A1FE0440003BA2C8E70&channelid=FB1E151EFC02264FAA334EBDFF922FA2


A imagem que ilustra este texto dá-nos a conhecer os 12 principais sinais de uma PEA (Perturbação do Espectro Autista), sinais esses que poderão ser consultados no link http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.itu.com.br/imgs/noticias/8564_autismo/autismo.gif&imgrefurl=http://www.itu.com.br/noticias/detalhe.asp%3Fadm%3D1%26cod_conteudo%3D8564&usg=__3lY0sdLWP2m1RQXIeLIJo7enrQ0=&h=532&w=424&sz=35&hl=pt-PT&start=6&sig2=Lfl8Eam7QG2ZWEfsBFYqvw&tbnid=JTT87DbrgLJugM:&tbnh=132&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3Dautismo%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-PT&ei=yWdcS-6gIMus-gasoaUW



quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

AS BIRRAS

As birras atingem o seu auge entre os 18 meses e os 3 anos, estão geralmente associadas ao facto de a criança ainda não ser capaz de verbalizar as suas vontades e podem surgir pela frustração do bebé não ser capaz de adiar as suas vontades.
A intensidade e a paixão que uma criança com cerca de um ano sente relativamente a cada decisão reflectem-se nas suas birras.
Habitualmente começam com o andar, já que nesta altura todas as atenções do bebé estão centradas nesse ponto e reflectem a luta interior da própria criança. Nas alturas mais inesperadas a criança pode fazer uma enorme birra, deitando-se no chão. Nem sempre estas crises de negativismo se podem evitar, mas uma actuação firme ajuda muito na sua resolução.
Mas também podem significar que algo não está bem e aparecem associadas a perturbações do desenvolvimento como a perturbação do espectro do autismo ou certas anomalias cromossómicas.


Recomendações aos pais:


O desejo pela independência da criança faz com que a palavra não se torne também a sua preferida, assim como o abanar a cabeça para dizer não. Qualquer pedido que seja feito terá uma resposta negativa. Este não não é dirigido a ninguém, é apenas uma fase pela qual a criança tem de passar. Não é necessário reprimi-la.
É necessário manter a disciplina para coisas importantes, para que a criança adquira os seus próprios limites.
Afecto e Amor não significam permissividade e indisciplina.
É necessário educar e não castigar.
Não se deve deixar a criança fazer tudo o ela quer. É importante ensinar regras, o que se deve e não deve fazer para se viver em sociedade. Se a criança tiver um comportamento agressivo, como por exemplo, morder, bater, arranhar, deverá ser retirada do local e ser-lhe explicado calmamente porque não se deve comportar dessa maneira. Mesmo que a criança não compreenda tudo o que se lhe está a dizer, se for repreendida sempre que tenha essa atitude, acabará por entender que não é um comportamento aceitável.
Nesta fase as crianças têm necessidade de encontrar algo que atinja os pais, pelo que é essencial procurar compreender o que se passa com a criança, podendo ser uma chamada de atenção porque precisa por exemplo de um carinho.

domingo, 24 de Janeiro de 2010

NOVO SITE...... AUTISTAS DE PORTUGAL


Autistas de Portugal  foi criado por uma mãe que sente necessidade de partilhar com outros pais,amigos e familiares de crianças e jovens autistas.
trocando vivências e experiências não nos sentimos tão sós.
Constitui um espaço de livre partilha de experiências,dúvidas e emoções de quem partilha do universo autista.

Eu estou lá,aos amigos e seguidores deste blogue peço venham tb, vão gostar.


http://autistasdeportugal.ning.com/

FORMAÇÃO NO ABCREAL PORTUGAL



O Centro ABCREAL Portugal



-Centro de Intervenção Terapêutica intensiva a Crianças e Jovens com Perturbações de Desenvolvimento no Espectro do Autismo-




Realiza novamente as seguintes acções de Formação especialmente dedicadas aos Pais:




23 de Janeiro - ABA Princípios Gerais


30 de Janeiro - ABA no dia-a-dia



E apresenta o novo módulo formativo:


27 de Fevereiro – Higiene, Alimentação e Treino de Casa-de–banho




Horário das Formações: Das 14.30 às 16 hs.


Inscrições para leamcp@gmail.com ou a.marcal@centroabcreal.com




Limite de Inscrições: 10




Preço: 10 Euros
( 5 Euros para Pais do Centro )



Local: Rui Rui Furtado, nº. 14A, Charneca da Caparica


( Palhais, atrás do Centro de Saúde da charneca )

sábado, 23 de Janeiro de 2010

PAIS EM REDE--- PER

MAIS QUATRO BLOGUES QUE ADERIRAM AO NOSSO MOVIMENTO:

http://sol.sapo.pt/blogs/deficiencia/archive/2010/01/20/Pais_2D00_em_2D00_Rede.aspx


http://apapinhaegulosa.blogspot.com/


http://daescritaaleitura.blogspot.com/2010/01/pais-em-rede.html



 http://a-b-r-i-l.blogspot.com/2010/01/pais-em-rede.html



É MUITO IMPORTANTE QUE SE DÊ A CONHECER O MOVIMENTO E ACIMA DE TUDO PAIS DE PORTUGAL ADIRAM AOS PAIS EM REDE,TRAGAM OS VOSSOS FAMILIARES E AMIGOS,SÓ ASSIM PODEMOS MUDAR A DEFICIÊNCIA NESTE PAÍS



UNIDOS POR UMA CAUSA JUSTA

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

CONVOCATÓRIA PARA A REUNIAÃO DO DIA 20 DO PER-PAIS EM REDE


CONVOCATÓRIA



Convocam-se todos os sócios residentes no distrito de Lisboa para uma reunião no próximo dia 20 de Janeiro de 2010, pelas 21 horas, na Av. Do Brasil, 101, Lisboa, onde se situa o Edifício Sísmico do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil).
A reunião tem como finalidade a constituição formal do Núcleo distrital de Lisboa.


Ordem de Trabalhos:


1 – Necessidade de se criar o núcleo de Lisboa


2 – Eleição da direcção distrital de Lisboa e formalização do núcleo


3 - Proposta do plano de acção para 2010


4 - Formação de grupos de trabalho.


A sua presença é muito importante. Sem ela o movimento fica mais pobre.



Pela direcção nacional


Luísa Beltrão



Respostas para: carmocotta@hotmail.com;  luisabeltrao@hotmail.com;  ana.caa@netcabo.pt;   ana.carvalho@finantia.com; daniela.godinho@netcabo.pt








Nota: O LNEC situa-se no quarteirão seguinte ao do Hospital Júlio de Matos, do mesmo lado da Av. Do Brasil (que vai ter à rotunda do Aeroporto).


NÃO FATEM
UNIDOS POR UMA CAUSA JUSTA

HOSPITAL DE FARO PROMOVE PALESTRA SOBRE AUTISMO


Hospital de Faro promove palestra sobre autismo




O autismo vai ser o tema da primeira palestra de 2010 do ciclo “Hoscult”, ciclo de palestras organizado mensalmente pelo Hospital Central de Faro. A sessão acontece dia 28 de Janeiro pelas 15:00 horas no auditório daquele hospital.


Sob o título “Jovem autista: esperanças e constrangimentos” a palestra vai contar com intervenções de elementos do Grupo de Apoio ao Autismo do Serviço de Pediatria do Hospital de Faro, nomeadamente a pediatra Isabel Rodrigues, a psicóloga Raquel Medeiros, a terapeuta ocupacional Conceição Silva e a terapeuta da fala Margarida Lino.


A par da apresentação do trabalho desenvolvido por estas profissionais com crianças e jovens autistas, a equipa dá o seu contributo para o debate sobre as expectativas e dificuldades com que as crianças e jovens portadores desta patologia se deparam no seu dia-a-dia.


A mesa de oradores fica completa com a intervenção de um elemento da direcção da APPDA – Algarve (Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo) que vai falar da experiência e das práticas empreendidas pela associação no acompanhamento destas crianças e jovens, bem como no apoio dado aos pais e familiares que lidam diariamente com a doença.
JV/RS
09:18 segunda-feira, 18 janeiro 2010

domingo, 17 de Janeiro de 2010

SELO OFERECIDO PELA ATENA


ESTE SELO FOI-ME OFERECIDO PELA ATENA,DEVIA PASSÁ-LO A 5 PESSOAS...
QUEM ME CONHECE SABE QUE GOSTO DE QUEBRAR REGRAS POR ISSO ESTE SELO FICA  AO DISPOR DE TODOS OS QUE TRABALHAM EM PROL DO AUTISMO E DAR A CONHECER ESTE VASTO MUNDO.
ASSIM QUEM ESTIVER INTERESSADO TERÁ DE ME PEDIR O SELO...COMO PODEM VER EXISTE AQUI UMA ENOVAÇÃO

UM GÉNIO PROVINCIANO CHAMADO GLENN GOULD

Um gênio provinciano chamado Glenn Gould


Milhões e milhões de pessoas tentam fazer alguma coisa e acabam conseguindo. Pode ser tocar, cantar, dançar, escrever, pintar. Pode ser jogar futebol, vôlei, basquete, pingue-pongue. Pode ser nadar, correr, saltar, levantar peso. Pode ser tornar-se físico, matemático, químico, biólogo, professor, médico, engenheiro. Pode ser qualquer coisa. Milhões de pessoas conseguem. Mas só uma parcela ínfima alcança seu objetivo em nível tão elevado que passa a merecer o título de gênio.


Sorte, acaso, inteligência, talento, dom, vontade, disciplina, concentração, habilidade, paixão? O que transforma uma pessoa e concede a ela essa centelha especial, quase mágica, que a coloca muito acima de maioria, e bastante acima também de seus pares, daqueles que partilham o que buscaram, tentaram e - a certa altura - conseguiram?


Os pedantes têm certa má vontade com a palavra gênio, que qualificam como romântica. Mas é certo que existem gênios em matemática, física, música, xadrez, linguística, ou seja, naquelas especialidades que exigem altíssima inteligência aliada a profunda capacidade de abstração e, digamos assim, incansável curiosidade em relação a tudo que esteja ligado ao objetivo que se persegue.


O GAROTO E O PIANO
Glenn Gould foi um desses raros. Nascido numa família de classe média em Toronto, Canadá, nunca foi um menino igual aos outros. Talvez sofresse de uma forma branda de autismo, a síndrome de Asperger, caracterizada basicamente pelo desinteresse nas relações sociais, que o fazia preferir tocar piano a conviver com os colegas de escola. Que frequentou pouco. E na qual nunca se saiu bem.

Sua mãe, Florence, disse certa vez, quando jovem, que se casaria e teria um filho chamado Glenn, musicalmente bem dotado. Assim, quando engravidou, tocava para ele ouvir lá dentro, no útero, e cercou sua vinda ao mundo de toda a música que conseguiu. Talvez a paixão materna explique a maneira "fetal" de Gould ao piano: sentado numa cadeira extremamente baixa, com os joelhos próximos do teclado, inclinava-se sobre ele, quase o tocando com a testa. E cantava enquanto tocava, às vezes tão alto que era ouvido da plateia, chegando a incomodar algumas pessoas.

Diz a lenda que, ainda bebê e no colo da avó, apertava uma tecla do piano e esperava que o som se esvaísse completamente antes de apertar outra. O que não é comum nas crianças, que preferem extrair o máximo de som que podem, de modo geral apertando várias teclas ao mesmo tempo.

Desde pequeno foi acostumado com a ideia de seu talento superior, e gostava disso. Tanto gostava que foi preciso trancar o piano, para que não estudasse mais de quatro horas por dia, temendo seus pais que se tornasse excêntrico, ou adoecesse. Por outro lado, o pai se dispôs a gastar US$ 3.000 anuais em sua educação musical, soma considerável para a época (por volta de 1940), quantia suficiente para manter razoavelmente bem uma família de sete pessoas. Havia, assim, certa ambiguidade em sua educação, e o espelho era Mozart, sacrificado ao "menino-prodígio".

O COELHO SAI DA CARTOLA


Aos 5 anos, Gould ouviu o primeiro concerto público. Aos 9, decidiu que se tornaria pianista profissional. Aos 10, foi entregue aos cuidados do professor Alberto Guerrero, do conservatório de Toronto, seu único professor além da mãe. Nascido no Chile, Guerrero falava seis idiomas, tocava vários instrumentos e esnobava os colegas, preferindo receber os alunos fora do conservatório. Mas não esnobava apenas os colegas. Também os alunos eram escolhidos criteriosamente e foi, de certa forma, uma reverência ao gênio a aceitação do pequeno enrustido.


Que podia tal professor fazer por esse aluno tão especial? Quando já famoso, Glenn Gould costumava dizer que aprendera tudo sozinho. De sua parte, Guerrero assumia que "o segredo para ensinar Glenn era deixá-lo descobrir as coisas por si mesmo, ou deixá-lo pensar que descobrira por si mesmo". De qualquer forma, o aluno era excessivamente convencido do próprio talento para permitir que alguém lhe dissesse o que devia fazer.


Quando questionado sobre a aparente ingratidão do ex-aluno, que não o citava como mestre, Guerrero dizia: "Se Glenn acha que não aprendeu nada comigo, é o maior cumprimento que pode me fazer". No fundo, queria dizer que, para um talento como aquele, a única coisa a fazer era conduzi-lo em direção à realização de seu potencial. Mesmo porque o aluno costumava ser agressivo com os professores: "Tudo o que existe para aprender sobre como tocar piano pode ser ensinado em meia hora".


O NOVIÇO REBELDE


Aos 15 anos, Gould começou a carreira de concertista profissional. Ganhou US$ 250, sua parte na bilheteria. Mais tarde, em 1962, ele disse de si mesmo nessa época: "Eu odiava noventa e cinco por cento de toda a música, de todos os períodos". Opinião forte demais para um garoto, ainda que genial.

Em 1956, aos 25 anos, Glenn Gould se tornou "estrela internacional", com uma marcante interpretação das "Goldberg Variations", de Bach, que o levou no ano seguinte à Rússia, no auge da Guerra Fria, em evidente desprezo pela política de beligerância então reinante. Em abril de 1964, com apenas 31 anos, participou de seu último recital. Ou seja, a carreira de concertista durou apenas oito anos. Conhecendo o potencial do rádio, da televisão e do disco, dedicou o resto da vida a gravações.


Em outubro de 1982, poucos dias depois de completar 50 anos, morreu de derrame, em Toronto, cidade que nunca abandonou.
Uma vida relativamente longa para quem comia apenas uma vez por dia e, por ocasião dos concertos, costumava jejuar completamente. "Me sentirei culpado se comer mais", justificava.
Glenn Gould permanece icônico entre os apreciadores de piano, em especial dos que gostam de Bach ou Schoenberg. Para quem quase nunca saiu da provinciana Toronto, o garoto enrustido até que foi longe demais.



Publicado em: 17/01/2010

OS ANIMAIS NA VIDA DOS AUTISTAS E A QUINTA DOS ANIMAIS NOS AÇORES



Sabias que a terapia com animais surgiu no século IX?
A utilização de animais como parte de um programa terapêutico foi registada pela primeira vez no século IX, em Gheel, na Bélgica, onde pessoas com necessidades especiais foram autorizadas a cuidar de animais domésticos.
Nos anos 60, assiste-se ao ressurgimento deste tipo de terapia graças ao psicólogo americano Boris Levinson. Este descobriu que o contacto com animais poderia ser benéfico para o desenvolvimento de crianças com problemas de socialização ou com algumas doenças. Iniciou o seu trabalho observando a mudança comportamental de um paciente seu com sérios problemas de socialização. Quando a criança chegou, um dia, antes da hora marcada para a consulta, encontrou na sala de espera "Jingles", o cão labrador do Dr. Levinson com o qual começou a conversar sobre as suas angústias e aflições. A experiência motivou Levinson a usar o "Jingles" no tratamento de autismo. Descobriu então que o animal propiciava às crianças a oportunidade de expressarem as suas emoções. Os resultados dos seus estudos foram divulgados em 1962, num artigo intitulado "The dog as a "co-therapist"" ("O cão como um "co-terapeuta"").
Hoje em dia, as teorias de Levinson são levadas muito a sério. Está comprovado que a convivência com animais faz bem à saúde física e mental dos seres humanos de qualquer idade, qualquer que seja a sua problemática.
A Terapia com Animais é reconhecida cientificamente em vários países, destacando-se os Estados Unidos, o Canadá, a França e a Itália, que já a realizam há cerca de 40 anos.



TERAPIA PARA CRIANÇAS Animais domésticos ajudam a despertar os cinco sentidos


Publicado na Segunda-Feira, dia 18 de Janeiro de 2010, em Actualidade


É um espaço de promoção do meio campestre onde os animais e as crianças estabelecem contacto ‘in loco’. A Quinta dos Animais, de âmbito pedagógico, tem como principal objectivo a integração social de meninos e meninas com e sem deficiência.
As realidades próprias do campo podem ser conhecidas literalmente no terreno da Quinta dos Animais, localizada na zona da Ribeirinha, concelho de Angra do Heroísmo, através de um conjunto de actividades de carácter pedagógico como alimentar e acariciar os animais domésticos. Bezerros, cabras, cães, gatos, coelhos, galinhas e uma égua são alguns dos habitantes de um espaço vivo e natural orientado para o público infantil e juvenil, em particular crianças com problemas de saúde associados a diferentes patologias crónicas.
Numa altura em que o fenómeno das quintas pedagógicas floresce um pouco por todo o território português, este projecto ainda em fase de arranque, segundo a responsável, Marisa Sousa, destaca-se do geral pelo seu contributo específico na vida de meninos e meninas com autismo, paralisia cerebral, estados depressivos ou doenças do sistema imunitário – diabetes, lúpus, doenças hepáticas, entre outras.

“É uma terapia, portanto, a qual permite despertar os cinco sentidos das nossas crianças melhorando a sua comunicação neste espaço e fora dele”, explica a empresária local em declarações à “a União”, sublinhando que “existe um equilíbrio entre a parte médica, psicológica e espiritual”. “Mas há uma filtração entre os animais e as crianças pela qual aprendem que os animais também demonstram afectos, respeito e paciência uns com os outros”, acrescenta.
Na prática, continua, as duas dezenas de crianças que agora frequentam o sítio da Quinta, a maioria a descobrir certas características da vida animal pela primeira vez, aprendem a desvendar os ‘segredos’ da terra e dos seres vivos no processo de interacção entre as mesmas e a Natureza. Ordenhar as cabras, recolher os ovos das galinhas e perceber o funcionamento do ciclo agrícola e da cultura biológica preenchem os dias – fins-de-semana, feriados e período de férias – de filhos de famílias das diferentes classes sociais.
“Estão a descobrir que há um fascínio grande na relação entre os animais e eles mesmos e que, assim, com esse contacto, estão a vencer muitos dos seus próprios medos”, especifica a ‘patroa’ – como as crianças carinhosamente a tratam –, frisando que as crianças são todas bem-vindas independentemente da sua condição socioeconómica. “Não há discriminação”, afirma.
Apesar da situação geográfica e do espaço natural característico do arquipélago dos Açores, os quais facilitam ao mesmo tempo o contacto com a terra e o mar e, por isso, permitem encurtar distâncias entre os seus habitantes e a Natureza, através da actividade desportiva por exemplo, Marisa Sousa adverte que as camadas mais jovens da população encontram-se actualmente mais próximas do mundo virtual do que do natural.
“Estão expostas a muita tecnologia, o que não lhes faz bem. Além de frequentemente assistirem a violência através da televisão, assistem também, por vezes, em casa e na escola, o bullying. Aqui as crianças aprendem a desarmar muitos desses conflitos consigo próprios e com os outros”, diz.


Terreno em falta
Para alargar o leque de oferta da Quinta dos Animais seguindo a sua linha orientadora, é necessário a aquisição de um terreno cuja dimensão ideal ronda 50 a 100 alqueires.
De acordo com Marisa Sousa, o projecto está orçado em cerca de 200 mil Euros e o apoio financeiro público torna-se fundamental para garantir o seu pleno desenvolvimento. De momento aguarda resposta por parte das entidades competentes.
Neste sentido, adianta, está aberta a propostas vindas de ambos os municípios – Angra do Heroísmo ou Praia da Vitória, o importante, considera a empresária, é dotar a Quinta com instalações próprias para albergar os animais em dias de mau tempo e oferecer espaços destinados às crianças como refeitório, salão multiusos e ateliê
“Pode ser terreno com ou sem infra-estruturas. Depois disso, o próximo passo é a apresentação do projecto integral”, esclarece em tom de conclusão.
As duas dezenas de animais são pertença da Quinta e foram doados pelos pais das crianças, amigos e entusiastas desse método de carácter pedagógico, sendo que os mesmos prestam um importante contributo ao fornecimento de rações e de outros géneros alimentares para a Mascote, a Papoila, a Mimi, a Boneca, a Nina, o Sim, o Cajo, o Noir e o Bunny – os bezerros do sítio –, além dos restantes animais cada qual, curiosamente, com o seu nome próprio.


Projecto iniciado nos Estados Unidos
O projecto-piloto de Marisa Sousa teve lugar nos Estados Unidos da América, dois anos antes de regressar aos Açores, no âmbito da sua formação académica. Na terra do Tio Sam, onde viveu quase duas décadas, a empresária terceirense promoveu o contacto de forma real entre cães e gatos e crianças provenientes de famílias com carências económicas agravadas.
Arrancou com uma dezena de participantes e logo, conta, num curto espaço de tempo, atingiu uma centena dado ao êxito dessa iniciativa de auto-recreação.


sábado, 16 de Janeiro de 2010

10 COISAS QUE TODA A CRIANÇA COM AUTISMO GOSTARIA QUE VOCÊ SOUBESSE

Dez coisas que toda criança com autismo gostaria que você soubesse.


Por Ellen Nottohm


1) Antes de tudo eu sou uma criança.


Eu tenho autismo. Eu não sou somente "Autista". O meu autismo é só um aspecto do meu caráter. Não me define como pessoa. Você é uma pessoa com pensamentos, sentimentos e talentos. Ou você é somente gordo, magro, alto, baixo, míope. Talvez estas sejam algumas coisas que eu perceba quando conhecer você, mas isso não é necessariamente o que você é. Sendo um adulto, você tem algum controle de como se auto-define. Se quer excluir uma característica, pode se expressar de maneira diferente. Sendo criança eu ainda estou descobrindo. Nem você ou eu podemos saber do que eu sou capaz. Definir-me somente por uma característica, acaba-se correndo o risco de manter expectativas que serão pequenas para mim. E se eu sinto que você acha que não posso fazer algo, a minha resposta naturalmente será: Para que tentar?


2) A minha percepção sensorial é desordenada.




Interação sensorial pode ser o aspecto mais difícil para se compreender o autismo. Quer dizer que sentidos ordinários como audição, olfato, paladar, toque, sensações que passam despercebidas no seu dia a dia podem ser doloridas para mim. O ambiente em que eu vivo pode ser hostil para mim. Eu posso parecer distraído ou em outro planeta, mas eu só estou tentando me defender. Vou explicar o porquê uma simples ida ao mercado pode ser um inferno para mim: a minha audição pode ser muito sensível. Muitas pessoas podem estar falando ao mesmo tempo, música, anúncios, barulho da caixa registradora, celulares tocando, crianças chorando, pessoas tossindo, luzes fluorescentes. O meu cérebro não pode assimilar todas estas informações, provocando em mim uma perda de controle. O meu olfato pode ser muito sensível. O peixe que está à venda na peixaria não está fresco. A pessoa que está perto pode não ter tomado banho hoje. O bebê ao lado pode estar com uma fralda suja. O chão pode ter sido limpo com amônia. Eu não consigo separar os cheiros e começo a passar mal. Porque o meu sentido principal é o visual. Então, a visão pode ser o primeiro sentido a ser super-estimulado. A luz fluorescente não é somente muito brilhante, ela pisca e pode fazer um barulho. O quarto parece pulsar e isso machuca os meus olhos. Esta pulsação da luz cobre tudo e distorce o que estou vendo. O espaço parece estar sempre mudando. Eu vejo um brilho na janela, são muitas coisas para que eu consiga me concentrar. O ventilador, as pessoas andando de um lado para o outro... Tudo isso afeta os meus sentidos e agora eu não sei onde o meu corpo está neste espaço.


3) Por favor, lembre de distinguir entre não poder (eu não quero fazer) e eu não posso (eu não consigo fazer)


Receber e expressar a linguagem e vocabulário pode ser muito difícil para mim. Não é que eu não escute as frases. É que eu não te compreendo. Quando você me chama do outro lado do quarto, isto é o que eu escuto "BBBFFFZZZZSWERSRTDSRDTYFDYT João". Ao invés disso, venha falar comigo diretamente com um vocabulário simples: "João, por favor, coloque o seu livro na estante. Está na hora de almoçar". Isso me diz o que você quer que eu faça e o que vai acontecer depois. Assim é mais fácil para compreender.
4) Eu sou um "pensador concreto" (CONCRETE THINKER). O meu pensamento é concreto, não consigo fazer abstrações.


Eu interpreto muito pouco o sentido oculto das palavras. É muito confuso para mim quando você diz "não enche o saco", quando o que você quer dizer é "não me aborreça". Não diga que "isso é moleza, é mamão com açúcar" quando não há nenhum mamão com açúcar por perto e o que você quer dizer é que isso e algo fácil de fazer. Gírias, piadas, duplas intenções, paráfrases, indiretas, sarcasmo eu não compreendo.


5) Por favor, tenha paciência com o meu vocabulário limitado


Dizer o que eu preciso é muito difícil para mim, quando não sei as palavras para descrever o que sinto. Posso estar com fome, frustrado, com medo e confuso, mas agora estas palavras estão além da minha capacidade, do que eu possa expressar. Por isso, preste atenção na linguagem do meu corpo (retração, agitação ou outros sinais de que algo está errado).Por outro lado, posso parecer como um pequeno professor ou um artista de cinema dizendo palavras acima da minha capacidade na minha idade. Na verdade, são palavras que eu memorizei do mundo ao meu redor para compensar a minha deficiência na linguagem. Por que eu sei exatamente o que é esperado de mim como resposta quando alguém fala comigo. As palavras difíceis que de vez em quando falo pode vir de livros, TV, ou até mesmo serem palavras de outras pessoas. Isto é chamado de ECOLALIA. Não preciso compreender o contexto das palavras que estou usando. Eu só sei que devo dizer alguma coisa.


6) Eu sou muito orientado visualmente porque a linguagem é muito difícil para mim.


Por favor, me mostre como fazer alguma coisa ao invés de simplesmente me dizer. E, por favor, esteja preparado para me mostrar muitas vezes. Repetições consistentes me ajudam a aprender. Um esquema visual me ajuda durante o dia-a-dia. Alivia-me do stress de ter que lembrar o que vai acontecer. Ajuda-me a ter uma transição mais fácil entre uma atividade e outra. Ajuda-me a controlar o tempo, as minhas atividades e alcançar as suas expectativas. Eu não vou perder a necessidade de ter um esquema visual por estar crescendo. Mas o meu nível de representação pode mudar. Antes que eu possa ler, preciso de um esquema visual com fotografias ou desenhos simples. Com o meu crescimento, uma combinação de palavras e fotos pode ajudar mais tarde a conhecer as palavras.
7) Por favor, preste atenção e diga o que eu posso fazer ao invés de só dizer o que eu não posso fazer.
Como qualquer outro ser humano, não posso aprender em um ambiente onde sempre me sinta inútil, que há algo errado comigo e que preciso de "CONSERTO". Para que tentar fazer alguma coisa nova quando sei que vou ser criticado? Construtivamente ou não é uma coisa que vou evitar. Procure o meu potencial e você vai encontrar muitos! Terei mais que uma maneira para fazer as coisas.


8) Por favor, me ajude com interações sociais.


Pode parecer que não quero brincar com as outras crianças no parque, mas algumas vezes simplesmente não sei como começar uma conversa ou entrar na brincadeira. Se você pode encorajar outras crianças a me convidarem a jogar futebol ou brincar com carrinhos, talvez eu fique muito feliz por ser incluído. Eu sou melhor em brincadeiras que tenham atividades com estrutura começo-meio-fim. Não sei como "LER" expressão facial, linguagem corporal ou emoções de outras pessoas. Agradeço se você me ensinar como devo responder socialmente. Exemplo: Se eu rir quando Sandra cair do escorregador não é que eu ache engraçado. É que eu não sei como agir socialmente. Ensine-me a dizer: "você esta bem?".


9) Tente encontrar o que provoca a minha perda de controle.


Perda de controle, "chilique", birra, mau-criação, escândalo, como você quiser chamar, eles são mais horríveis para mim do que para você. Eles acontecem porque um ou mais dos meus sentidos foi estimulado ao extremo. Se você conseguir descobrir o que causa a minha perda de controle, isso poderá ser prevenido - ou até evitado. Mantenha um diário de horas, lugares pessoas e atividades. Você encontrar uma seqüência pode parecer difícil no começo, mas, com certeza, vai conseguir. Tente lembrar que todo comportamento é uma forma de comunicação. Isso dirá a você o que as minhas palavras não podem dizer: como eu sinto o meu ambiente e o que está acontecendo dentro dele.


10) Se você é um membro da família me ame sem nenhuma condição.


Elimine pensamentos como "Se ele pelo menos pudesse…" ou "Porque ele não pode…" Você não conseguiu atender a todas as expectativas que os seus pais tinham para você e não gostaria de ser sempre lembrado disso. Eu não escolhi ser autista. Mas lembre-se que isto está acontecendo comigo e não com você. Sem a sua ajuda a minha chance de alcançar uma vida adulta digna será pequena. Com o seu suporte e guia, a possibilidade é maior do que você pensa. Eu prometo: VAI VALER A PENA.


E, finalmente três palavras mágicas: Paciência, Paciência, Paciência. Ajudam a ver o meu autismo como uma habilidade diferente e não uma desabilidade. Olhe por cima do que você acha que seja uma limitação e veja o presente que o autismo me deu. Talvez seja verdade que eu não seja bom no contato olho no olho e conversas, mas você notou que eu não minto, roubo em jogos, fofoco com os colegas de classe ou julgo outras pessoas? É verdade que eu não vou ser um Ronaldinho "Fenômeno" do futebol. Mas, com a minha capacidade de prestar atenção e de concentração no que me interessa, eu posso ser o próximo Einstein, Mozart ou Van Gogh. Eles também eram autistas. Talvez um dia iremos encontrar uma possível resposta para o alzheim ou para o enigma da vida extraterrestre - O que o futuro tem guardado para crianças autistas como eu, está no próprio futuro. Tudo que eu posso ser não vai acontecer sem você sendo a minha Base. Pense sobre estas "regras" sociais e se elas não fazem sentido para mim, deixe de lado. Seja o meu protetor seja o meu amigo e nós vamos ver até onde eu posso ir.


CONTO COM VOCÊ!!!


Estudo em bebês promete desvendar os mistérios do autismo


BEBÊ DE QUATRO MESES PARTICIPA DE UM EXPERIMENTO INÉDITO QUE VAI DESCOBRIR COMO FUNCIONA O CÉREBRO DE CRIANÇAS MUITO PEQUENAS


O pequeno Matai Reid foi monitorado por cientistas da Durham University, na Inglaterra, que avaliaram como seu cérebro respondia a diferentes imagens em movimento quando ele olhava para a tela de uma televisão. Para isso, ele teve de usar um engenhoso capacete com sensores que mediam e gravavam sua atividade cerebral.



Segundo Dr. Vincent Reid, psicólogo da Durham University, ainda não se sabe o suficiente sobre como o cérebro de bebês muito pequenos reage a certas coisas. Em entrevista ao tablóide britânico Daily Mail, ele afirma: “É vital nós entendermos este funcionamento para conseguir identificar problemas e atrasos no desenvolvimento, e assim conseguir diagnosticar mais precocemente doenças como o autismo”. Gemma Reid, a mãe do bebê, concordou em emprestar seu filho para o bem da ciência:




“O simples ato de observar como os bebês se desenvolvem já ajuda a aprender como funcionam algumas doenças cerebrais”. Ela conta que Matai gostou de participar do procedimento, que, segundo o dr. Reid, “não é doloroso, invasivo e nem prejudicial para a criança”. Ele afirma que ele e sua equipe simplesmente estão analisando o cérebro do bebê a partir de uma perspectiva acadêmica.




A National Autistic Society (Sociedade Nacional do Autismo, na Inglaterra) descreve o autismo como uma deficiência no desenvolvimento que dura a vida toda. Pessoas que sofrem da doença tem dificuldades para se interagir e se comunicar socialmente. O próximo passo dos psicólogos é procurar mais crianças, acima de dois anos, para participar do experimento

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

NOTICIAS DO DINIS


Boa noite a todos,



Porque sabemos que estão sempre aí desse lado expectantes pelas novidades do nosso pequeno grande herói, aqui vão as novidades fresquinhas:
O tratamento oftalmológico de dia 04-01-2010, o primeiro de mais um ano de luta, aconteceu no Centro Cirúrgico de Coimbra (http://www.ccci.pt/) pelas mãos do seu oftalmologista o Dr. António Travassos que à semelhança do que nos havia dito no dia do último tratamento em bloco a 30-11-2009, passou pelas seguintes etapas:
Realização de uma terceira angiografia contrastada, que consiste em colocar um produto de contraste e fotografar todo o fundo dos olhos e respectivos vasos e realizou fotocoagulação da periferia central da retina em ambos os olhos.
Os pontos de coagulação na retina transformam-se em cicatrizes, que contribuem para estagnar a doença.
Apesar do olho direito já não poder recuperar a capacidade visual, é necessário evitar o pior cenário, ou seja, o surgimento de um glaucoma neovascular e por consequência a necessidade de congelar o olho pelo processo de crioterapia ou mesmo a eventual retirada do olho.
Segundo a conversa mantida ainda no bloco, logo após a cirurgia, o médico disparou cerca de 600 shots de laser no OD e deu continuidade à 5ª sessão de fotocoagulação do OE.
 Apesar de ainda só terem passado 2 dias do tratamento, e apesar de sobretudo o seu olho direito ainda ter uma aparência inchada e muito vermelha devido ao intensivo tratamento, conseguimos ver a capacidade que o Dinis tem em dar a volta aos assuntos com a maior coragem de todas.
Apesar das cirurgias e anestesias que já foram muitas, apesar da incerteza que ronda o horizonte da vida do Dinis, apesar da angústia da ausência de muitas respostas, ele não perde a grandiosa capacidade de sorrir.
Um dia um grande senhor disse-nos que “Só os bravos estão aptos a ultrapassar desafios como estes” – o Dinis é o Bravo, nós apenas o acompanhamos e lhe tentamos transmitir força – a força do Amor.

http://dinis.webnode.com/comunica%c3%a7%c3%a3o%20social/%22pra%c3%a7a%20da%20alegria%22%202009-12-28/

http://dinis.webnode.com/comunica%c3%a7%c3%a3o%20social/a30-minutos-da-rtp-2009-11-24/
 
PAULO ROSA
 
Parabéns PAIS do DINIS ,pela LUTA ,pelo SUCESSO , pelo AMOR QUE É TÃO IMPORTANTE e por me enviarem as NOTICIAS QUE TENHO TODO O GOSTO EM DIVULGAR.
Um beijimho ao DINIS ele é um GUERREIRO e vai VENCER
 
Isabel Santos

quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

TESTEMUNHO DA ISABEL BARBOSA SOBRE O PER



Mesmo estando doente com uma valente gripe e febril,o que me impossibilitou de hoje estar presente na reunião do PER , não puder deixar de postar aqui uma mensagem de uma mâe que tenho a certeza poderá fazer muito pelo nosso MOVIMENTO.
NÃO DEIXEM DE LER E DIVULGAR:






"Caros Pais, Técnicos, Amigos e Conhecidos,
Muitos de vós, não me conhecem e desde já peço desculpa por estar a utilizar o vosso endereço, mas é por uma boa causa.
Sou, Isabel Barbosa, mãe da CECÍLIA, menina com 8 anos de idade e com Perturbações do Espectro do Autismo (PEA).
E venho por este meio, apresentar-vos um Movimento que veio mudar a minha vida, e com toda a certeza que vai mudar muitas coisas em Portugal, relacionadas com as pessoas incapacitadas.
Trata-se do *_PAIS-EM-REDE_*, que se quer um Movimento Cívico Nacional.
É constituído por pais especiais como eu, que têm filhos com qualquer tipo de incapacidade mental, física, sensorial, intelectual, etc, mas e também por cidadãos solidários com esta causa.
Sua missão é congregar, num movimento de âmbito nacional, famílias de pessoas com incapacidades, mobilizando toda a sociedade para uma causa que é comum; promover a realização de estudos e diagnósticos de situações e propor linhas de orientação; dar formação especial a pais e cuidadores de pessoas com incapacidades.
Sua visão é construir com muita esperança e persistência, um mundo onde as pessoas incapacitadas sejam olhadas em toda a sua plenitude e o papel das suas famílias valorizado.
Existem associações que prestam serviços no apoio às pessoas com incapacidades. Mas não conseguem alterar as mentalidades, não é a função delas.


Na minha mais profunda opinião:
Temos que ser nós, "pais especiais" a dar os primeiros passos para converter a forma de olhar as pessoas com deficiência, visto que ninguém melhor do que nós, sabe as dificuldades que enfrentamos, o mal-estar dos que nos passam ao lado, a imensa frustração face às portas que se fecham e nos deixam sós;
Temos que ser nós, "pais especiais" a unir-nos porque a UNIÃO FAZ A FORÇA e sozinhos não temos poder para mudar nada. Não pudemos esquecer que os nossos filhos, agora crianças e jovens, serão brevemente adultos, e os nossos filhos agora adultos, serão brevemente idosos;
Temos que ser nós, “pais especiais”, a trabalhar em conjunto para construir um futuro melhor. Não somos eternos e se hoje os pais mais novos têm ainda capacidade física e moral, daqui a alguns anos já não será assim, que o digam os mais velhos que se sentem tão cansados.
SEI que se não for eu a cuidar da minha filha, a zelar pelos seus direitos e pelo seu bem-estar, mais ninguém o fará.


O mesmo devem pensar os restantes “pais especiais”.


O *_PAIS-EM-REDE_*, tem um site www.pais-em-rede.com que embora esteja em reestruturação, tem toda a informação necessária sobre o Projecto, estando no entanto, para muito breve o lançamento de um Portal, super dinâmico, interactivo e informativo.


Se tiverem alguma dúvida que queiram esclarecer, não hesitem em contactar-nos, ou a mim, para o endereço ibarbosa@lnec.pt ou para lebasiasobrab@gmail.com .

Teremos e terei todo o gosto em vos ajudar, afinal estamos todos no mesmo barco, uns de uma maneira, outros de outra. Eu sei o que vocês sentem e passam e vocês sabem o que eu sinto e passo. Certo?

Depois de lerem o nosso projecto e tirarem as dúvidas que ainda persistirem, se acharem que se devem juntar à nossa luta, podem fazê-lo, associando-se através dos boletins que vos envio em anexo, afinal, só juntos poderemos alterar alguma coisa para o bem-estar e qualidade de vida dos nossos filhos. *Não existe nenhuma obrigação de contribuição financeira*.
Toda a contribuição é bem empregue, mas quem não o puder fazer, não deixa de ser esclarecido, aceite e ajudado.

O nosso ainda actual site, devido à reestruturação, não está a deixar preencher os boletins on-line, o que não acontecerá com o nosso Portal.

Assim sendo, depois de preenchido o boletim, deverá ser enviado para ivonesilva77@gmail.com ou mesmo para mim.

Existem 2 tipos de boletins: o de *FAMILIAR*, para os familiares mais chegados da pessoa incapacitada;

E o de *AMIGO*, para os nossos amigos, que se queiram juntar à nossa causa.

*Peço-vos que divulguem o _PAIS-EM-REDE_ pelos vossos contactos de Pais Especiais, Técnicos, Amigos e Conhecidos. Quem sabe, não ajudarão alguém que até nem conheçam pessoalmente. Bem-haja!*


E para acabar em beleza a minha mensagem, vou partilhar com vocês /_*TODOS*_/, uma canção linda e verdadeira que o ex-vocalista dos *FISCHER-Z, o JOHN WATTS*, no ano passado escreveu, compôs, cantou e dedicou a uma mãe especial portuguesa.
Também é dedicada a todos vós, Pais Especiais! Oiçam e abusem desse audição.


Um abraço forte a /_*TODOS*_/.


Isabel Barbosa
 
http://www.blogger.com/goog_1263511469849
 

domingo, 10 de Janeiro de 2010

"Sala Snoezelen" EM PAREDES


As salas multissensoriais constituem um recurso muito útil para a Educação Especial. A sua utilização pode ser diversa: desde problemas de aprendizagem, autismo, problemas comportamentais, stress...




Cascatas de luzes, paredes tácteis, projectores de imagens, luzes inteligentes, elementos interactivos, música - são alguns dos elementos que podem aparecer numa sala deste tipo e que permitem criar artificialmente um ambiente para a atenção de estímulos específicos, produzir aprendizagens, conjugar e estimular ao mesmo tempo esquemas de acção e de interacção sem necessidade de recorrer ás capacidades intelectuais. No Agrupamento Vertical das Escolas de Paredes foi inaugurada recentemente uma destas salas denominada “Sala Snoezelen”sendo a quarta sala do género numa escola pública do nosso país.
 
 
Sala Snoezelen



A palavra Snoezelen provém do holandês e foi criada nos anos 60 por Hulseggee e Verheul, para designar certas actividades desenvolvidas no trabalho com indivíduos com deficiência mental profunda. Resulta da junção de duas palavras com significados próximos de “som anazalado e sono leve, sonolência, repouso”. Refere-se à interacção com indivíduos cujas capacidades cognitivas se encontram francamente diminuídas, através da estimulação e integração sensorial. Com o Snoezelen pretende-se “tocar” os indivíduos através da estimulação dos cinco sentidos e das emoções que desperta.



Associação Internacional Snoezelen (contém fundamentação e lista detalhada de materiais e equipamentos):
 http://www.isna.de/index2e.html

Mais informação e Materiais para sala Snoezelen:


http://www.snoezeleninfo.com/introduction.asp


http://www.rompa.com/

SAÚDE - Corrupção também na OMS?

Gripe A:




OMS sob suspeita de corrupção

Depois de umas férias informativas sobre a gripe A H1N1, que mais parece ter sido determinado para permitir a concentração de milhares e milhares de pessoas nos centros comerciais para as compras natalícias, regressaram aos media as recomendações do ministério da Saúde e as notícias sobre a Gripe A, algumas provocadoras de algum alarme. Tudo isto num momento em que reaparecem as críticas e aparece a suspeita de a corrupção já ter chegado à Organização Mundial de Saúde (OMS).

F.William Engdahl* - 05.01.10



Durante o decurso deste ano, o parlamento da Holanda [1] manteve suspeitas sobre o famoso Dr. Osterhaus e iniciou uma investigação por conflito de interesses e má administração. Fora da Holanda e da comunicação social dessa nação, só umas poucas linhas foram publicadas na respeitável revista britânica Science, mencionando a sensacional investigação sobre os negócios do Dr.Osterhaus.

Não se questionavam, nem as referências de Osterhaus, nem os seus conhecimentos da sua especialidade. O que se põe em causa. como assinalava num simples comunicado a revista Science, é a independência da sua opinião pessoal no tocante à pandemia da gripe A. Referindo-se ao Dr.Osterhaus, a revista Science publicava as seguintes linhas na sua edição de 18 de Outubro de 2009:

«Na Holanda, durante os últimos seis meses, era difícil abrir a televisão sem ver aparecer o célebre caçador de vírus Albert Osterhaus e ouvi-lo falar da pandemia da gripe A. Pelo menos, era isso que se promovia. Osterhaus era o Senhor Gripe, o director de um laboratório, internacionalmente conhecido, no Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão. Todavia, a sua reputação decaiu rapidamente a semana passada, quando surgiu a referência a uma série de suspeitas sobre o seu desejo de incentivar o temor sobre a pandemia, afim de favorecer os interesses do seu próprio laboratório na elaboração de novas vacinas. No momento em que a Science era impressa, a Segunda Câmara do Parlamento da Holanda anunciava também que o assunto será objecto de um debate urgente.» [2]


No dia 3 de Novembro, sem sair completamente incólume, Osterhaus conseguiu evitar prejuízos. No sítio na net da revista Science, um dos blogues informava: «A Segunda Câmara do Parlamento da Holanda, rejeitou hoje uma moção que exigia que o governo rompesse todo o vínculo com o virólogo Albert Osterhaus do Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão, que está a ser objecto de acusações por conflito de interesses como conselheiro governamental. Por outro lado, o Ministro da Saúde Ab Klink anunciava na mesma altura uma lei [3] para a transparência do financiamento da investigação, que obrigará os cientistas a revelar os vínculos financeiros que mantém com empresas privadas» [4]

Num comunicado difundido através do sítio do Ministério da Saúde na Internet, o ministro Klink, de que se sabe que é amigo pessoal de Osterhaus [5], afirmava posteriormente que este último não era mais do que muitos outros conselheiros do ministério para as questões relacionadas com as vacinas da gripe A H1N1. O ministro informou também estar «ao corrente dos interesses financeiros de Osterhaus [6] que, segundo o próprio ministro, não tem nada de extraordinário, apenas o progresso da ciência e da saúde pública». Pelo menos, isso era o que se pensava.


Uma análise mais profunda do processo Osterhaus permite antever que esse virólogo holandês, de fama internacional, poderá ser o eixo de uma burla de vários milhares de milhões montada ao redor do risco de uma pandemia. Seria o caso de um sistema fraudulento, em que as vacinas, não submetidas aos processos necessários de ensaio, estariam a ser utilizadas em seres humanos, o que implicaria o risco - o que já aconteceu - de provocar sequelas sérias, como paralisias graves e, inclusivamente, a aos humanos e que era necessário tomarem-se medidas drásticas. Afirmava ainda que ele era o primeiro cientista em todo o mundo a demonstrar que o vírus H5N1 podia contaminar os seres humanos.[8]


Referindo-se ao perigo que representava a gripe aviária, Osterhaus declarava, numa entrevista que transmitiu a BBC em Outubro de 2005, que: «se o vírus conseguia efectivamente mutar-se de tal forma a poder transmitir-se entre os humanos, estaríamos perante uma situação completamente diferente. Poderíamos estar no princípio de pandemia». E acrescentava: «existe o risco verdadeiro de que as aves disseminem o vírus por toda a Europa. É um risco real que, no entanto, ninguém pôde avaliar até agora, porque não realizámos experiências» [9].

O vírus nunca chegou a mutar-se, todavia Osterhaus estava disposto a «realizar experiências» que seguramente trariam generosas gratificações. Para sustentar o seu cenário alarmante de pandemia e conferir-lhe certa legitimidade científica, Osterhaus e os seus ajudantes de Roterdão, começaram a recolher e a congelar amostras de excrementos de pássaros. Osterhaus afirmou que, segundo os períodos do ano, todas as aves na Europa, até 30%, eram portadoras do mortífero vírus da gripe aviária H5N1. Afirmou também que as pessoas em contacto com galinhas e frangos estavam, portanto, expostas ao vírus.
morte.


O embuste dos excrementos das aves


Albert Osterhaus não é um indivíduo qualquer. Trata-se de um cientista que desempenhou um papel nas grande ondas de pânico que se desencadearam devido à aparição de vírus, desde as mortes misteriosas imputadas à SRAS (Síndroma Respiratório Agudo Severo) em Hong-Kong, onde a actual directora geral da OMS, Margaret Chan, promoveu a sua carreira como responsável da saúde pública a nível local.


Segundo a sua biografia oficial na Comissão Europeia, em Abril de 2003, em pleno apogeu do pânico provocado por SRAS, Osterhaus foi contratado para participar nas investigações sobre os casos de infecções respiratórias que, naquele momento, eram cada vez mais frequentes em Hong-Kong. A informação da União Europeia dizia o seguinte: «Demonstrou, de novo, o seu talento em reagir rapidamente perante situações graves. Em 3 semanas provou que esta enfermidade é provocada por um coronavirus recentemente descoberto que contamina gatos, morcegos e outros animais carnívoros» [7]


Posteriormente, quando se deixou de falar dos casos de SRAS, Osterhaus dedicou-se a outra coisa, à tarefa de dar envergadura mediática aos perigos daquilo que ele chamava a gripe aviária H5N1. Em 1997, já havia tocado o alarme depois da morte, em Hong-Kong, de uma criança de 3 anos que Osterhaus sabia que tinha estado em contacto com pássaros. Osterhaus desenvolveu o seu trabalho de intriguista na Holanda e em toda a Europa, afirmando que uma nova mutação letal da gripe se havia transmitido
Osterhaus comunicou tudo isto aos jornalistas e estes tomaram nota da sua mensagem alarmista. Perante os jornalistas, Osterhaus pôs a hipótese de que depois de ter provocado várias mortes nos antípodas asiáticos, o vírus, a que ele pusera a etiqueta de H5N1, se iria propagar até à Europa, possivelmente através das penas ou pelas entranhas das aves mortalmente infectadas. Osterhaus sustentava a tese de que as aves migratórias seriam capazes de trazer para ocidente o novo vírus mortal, até a regiões tão distantes [da Ásia] como a Ucrânia e a Ilha de Rugen [10]. Ele só precisava de fingir que não sabia que as aves não emigram do este para oeste mas sim do norte para sul.


A campanha alarmista de Osterhaus, ao redor da gripe aviária, arrancou realmente em 2003, devido à morte de um veterinário holandês que tinha adoecido. Osterhaus anunciou que a morte tinha sido provocada pelo vírus H5N1. Convenceu o parlamento holandês que exigisse o sacrifício de milhões de frangos. Contudo, não houve nenhuma outra morte provocada por uma infecção semelhante à que tinha sido atribuída à H5N1. Para Osterhaus, isto demonstrava a eficácia da campanha de sacrifícios massivos preventivos. [11]


Para Osterhaus, os dejectos das aves propagavam o vírus ao cair sobre a população e sobre as demais aves em terra. Sustentava firmemente a sua convicção de que aqueles dejectos eram o vector que propagava a nascença mortal do vírus H5N1 a partir da Ásia.


A crescente acumulação de amostras congeladas de dejectos de aves que Osterhaus e os seus associados tinham reunido e conservado no instituto apresentava, sem dúvida, um problema. Nem uma única amostra daquelas conservadas permitiu confirmar a presença do vírus H5N1. Em 2006, por ocasião do congresso da OIE (Organização Internacional de Epizootias), actualmente denominada Organização Mundial de Saúde Animal, Osterhaus e os seus colegas da Universidade Erasmo de Roterdão, não tiveram mais remédio do que admitir que ao analisar as 100.000 amostras de matérias fecais que tão cuidadosamente haviam conservado, não tinham encontrado a menor prova do vírus H5N1. [12]


Em 2008, em Verona, durante a conferência da OMS sobre o tema «A gripe aviária e o intercâmbio homem-animal», Osterhaus fazia uso da sua palavra perante seus colegas da comunidade científica, sem dúvida menos cativados do que o público não científico pelos seus incitamentos à emotividade. Admitia ele então que «no estado actual de conhecimento nada permite formular um alerta contra o vírus H5N1, nem afirmar que este possa provocar uma pandemia.» [13]. Naquele momento, não obstante, o seu olhar dirigia-se já insistentemente para outras possibilidades de coincidir o seu próprio trabalho sobre as vacinas com novas possibilidades de crise pandémica.


Gripe A e corrupção na OMS


Ao comprovar que a gripe aviária não provocava nenhuma vaga de mortes - e depois das companhias Roche, que fabrica o Tamiflu, e a GlaxoSmithKline, que fabrica o Relenza, registarem lucros ascendentes de milhares de milhões de dólares quando os governos decidiram armazenar reservas de vacinas anti-virais cuja eficácia é objecto de polémica - Osterhaus, e os demais conselheiros da OMS, viraram os olhos para campos mais férteis.


Em Abril de 2009, parecia que a sua busca fortificava quando em La Gloria, um pequeno povoado no Estado mexicano de Veracruz, se diagnosticou um caso de um garoto portador da gripe então chamada «suína» ou H1N1. Com uma pressa totalmente fora do habitual, o aparelho propagandístico da Organização Mundial da Saúde, arrancou com todas as suas forças com declarações da sua directora geral, a drª Margaret Chan, sobre a possível ameaça de uma pandemia mundial.


A senhora Chan indicou o procedimento: «urgência de saúde pública de carácter internacional» [14]. Posteriormente, outros casos declarados em La Gloria foram apresentados num portal médico na internet como um «estranho aparecimento de infecções pulmonares e respiratórias agudas, que evolucionam, convertendo-se em broncopneumonias, nalguns casos de crianças. Um habitante de La Gloria descrevia os sintomas: «febre, tosse severa e secreções nasais muito abundantes» [15].


Contudo, esses sintomas não carecem de sentido no contexto ambiental de La Gloria, uma das zonas de maior concentração de criação intensiva de porcos a nível mundial, cujas pocilgas pertencem principalmente ao grupo americano Smithfield. Já há meses que a população local vinha organizando manifestações junto à sede mexicana do grupo Smithfield, a protestar pelas graves deficiências respiratórias provocadas pelas estrumeiras. Esta causa plausível das diversas enfermidades diagnosticadas em La Gloria não pareceu despertar o interesse de Osterhaus, nem dos demais conselheiros da OMS. Aparecia finalmente a tão esperada pandemia, aquela que o próprio Osterhaus vinha predizendo desde 2003, quando participou sobre o SRAS na província chinesa de Guandgong.


Em 11 de Janeiro de 2009, Margaret Chan anunciava que a propagação do vírus H1N1 havia alcançado o nível 6 de «urgência pandémica». Curiosamente, a senhora Chan anunciava nessa mesma comunicação que: «segundo as informações disponíveis até hoje, uma esmagadora maioria de doentes apresenta sintomas benignos, o seu restabelecimento é rápido e total, na maioria dos casos sem recorrer a qualquer tratamento médico». E acrescentava depois: «A nível mundial a quantidade de mortes é pouco importante, não se espera um incremento brusco e espectacular da quantidade de casos graves e mortais».


Posteriormente, veio a saber-se que a senhora Chan tinha actuado dessa forma em consequência dos acalorados debates no seio da OMS, seguindo os conselhos do Grupo Estratégico de Consulta da OMS (SAGE, siglas correspondentes a "Strategic Advisory Group of Experts"). Um dos membros do SAGE, naquele momento e ainda agora, é o nosso «Senhor Gripe», o Doutor Albert Osterhaus.


Osterhaus não só ocupava uma posição estratégica para recomendar à OMS que declare a «urgência pandémica» e para incitar ao pânico, como também era ainda o presidente de uma organização que se encontra na primeira linha no tocante a esse tema. Trata-se do Grupo Europeu de Trabalho Científico sobre a Gripe (ESWI, siglas correspondentes a "European Scientific Working Group on Influenza), que se define como um «grupo multidisciplinar de líderes de opinião sobre a gripe, cujo objectivo é lutar contra as repercussões de epidemia ou de pandemia gripais». Como os seus próprios membros explicam, o ESW é - sob a direcção de Osterhaus - o eixo central «entre a OMS, em Genebra, o Instituto Robert Koch em Berlim e a Universidade de Connecticut nos Estados Unidos».


O mais significativo a respeito do ESWI é que o seu trabalho é inteiramente financiado pelos mesmos laboratórios farmacêuticos que ganham milhares de milhões graças à urgência pandémica, enquanto que os anúncios que fez a OMS obrigam aos governos do mundo inteiro a comprar e armazenar vacinas. O ESWI recebe financiamentos provenientes dos laboratórios e distribuidores de vacinas contra o H1N1, como Baxter Vaccins, Medimmune, GlaxoSmithKline, Sanofi Pasteur e outros, entre os quais se encontra Novartis, que produz a vacina, e o distribuidor do Tamiflu, Hofmann La Roche.


Para manter essa vantagem, Albert Osterhaus, o virólogo mais importante do mundo, conselheiro oficial dos governos inglês e holandês sobre o vírus H1N1 e chefe do Departamento de Virologia do Centro Médico da Universidade Erasmo de Roterdão, fazia parte da elite da OMS reunida no grupo SAGE, ao mesmo tempo que presidia ao ESWI, apadrinhado pela indústria farmacêutica. Por sua vez, o ESWI recomendou medidas extraordinárias para vacinar o mundo inteiro, considerando como elevado o risco de uma nova pandemia que, segundo diziam com insistência, podia ser comparável à aterradora gripe espanhola de 1918.


O banco JP Morgan, presente em Wall Street, estimava que, principalmente graças ao alerta de pandemia declarado pela OMS, os grandes industriais farmacêuticos, que também financiavam o trabalho do ESWI de Osterhaus, podiam acumular entre 7.500 milhões e 10.000 milhões de dólares de lucro [16]


Por sua vez, o dr. Frederick Hayden é membro do SAGE, na OMS, e do Wellcome Trust, em Londres. É também um dos amigos mais chegados de Osterhaus. Por serviços «de consulta», Hayden recebe, além disso, fundos da Roche e da GlaxoSmithKline, de ente outros gigantes farmacêuticos que participam no fabrico de produtos ligados à crise do H1N1,


Outro cientista britânico, o professor David Salisbury, que depende do ministério britânico de saúde, encontra-se à cabeça do SAGE na OMS e dirige, além disso, o Grupo de Consulta sobre o H1N1 na OMS. Salisbury é também um ardente defensor da indústria farmacêutica. No Reino Unido, o grupo de defesa da saúde "One Clic" acusou-o de silenciar a comprovada relação entre as vacinas e o crescimento do autismo entre as crianças, assim como a relação entre a vacina Gardasil e os diferentes casos de paralisia, incluindo mortes [17]


No dia 28 de Setembro de 2009, o professor David Salisbury, que depende do ministério de saúde declarava: «a comunidade científica está de acordo sobre a ausência de risco no tocante à inoculação do Thimerosal (ou Thiomersal)». Esta vacina, utilizada na Grã-Bretanha contra o H1N1, é fabricada principalmente por GlaxoSmithKline. Contém Thimerosal, um conservante à base de mercúrio. Em 1969, como toda uma série de exames, cada vez mais numerosos, mostravam que o Thimerosal presente nas vacinas podia ser a causa de casos de autismo entre crianças nos Estados Unidos, a American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) e o Public Health Service (Serviço de Saúde Pública) exigiram que [o Thimerosol] fosse retirado da composição das vacinas [18].


Outro membro da OMS, que também manteve estreitos vínculos financeiros com os fabricantes de vacinas que beneficiam das recomendações do SAGE, é o Doutor Arnold Monto, consultor remunerado pelos fabricantes de Medimunne, Glaxo e ViroPharma. Pior ainda, nas reuniões de cientistas «independentes» que organiza o SAGE, participam «observadores», e, entre os que se encontram - por incrível que possa parecer - estão os mesmos produtores de vacinas, GlaxoSmithKline, Novartis, Baxter e companhia. Entretanto, impõe-se a seguinte pergunta: Se supõe que o SAGE é composto pelos melhores peritos da gripe do mundo inteiro, por que é que convidam os fabricantes de vacinas a participar nas suas reuniões?


Durante o último decénio, a OMS criava as chamadas «alianças entre os sectores público e privado», com o objectivo de incrementar os fundos à sua disposição. Mas em vez de receber fundos provenientes apenas dos governos dos países membros da ONU, como estava previsto no princípio, a OMS recebe actualmente das empresas privadas cerca do dobro do orçamento que habitualmente lhe estabelece a ONU, sob a forma de bolsas e ajudas financeiras.


De que empresas privadas provêm esses fundos? Dos mesmos fabricantes de vacinas que beneficiam de decisões oficiais como a adoptada em Junho de 2009 sobre a urgência pandémica da gripe H1N1. À semelhança dos benfeitores da OMS, os grandes laboratórios têm as suas entradas em Genebra com direito a um tratamento de «portas abertas e carpete vermelha» [19].


Numa entrevista concedida ao semanário alemão Der Spiegel, um membro da Cochrane Collaboration, uma organização de cientistas independentes que avaliam todos oe estudos realizados sobre a gripe, o epidemiologista Tom Jefferson, assinalava as consequências da privatização da OMS e da comercialização da saúde, «T.Jefferson (T.J.) : […] uma das características mais surpreendentes desta gripe e de toda a telenovela a que deu lugar é que, ano após ano, há gente que emite previsões cada vez mais pessimistas. Nenhuma se cumpriu até à data, mas essas pessoas continuam a emitir previsões. Por exemplo: o que se passou com a gripe aviária que nos ia matar a todos? Nada. Contudo, isso não impede que essa gente continue a fazer as suas previsões. Às vezes, parece que há toda uma organização que tem a esperança de [ver surgir] uma pandemia.


Der Spiegel: De quem é que está a falar? Da OMS?


T.J.: Da OMS e dos responsáveis da saúde pública, os virólogos e os laboratórios farmacêuticos. Eles construíram todo um sistema à volta da iminência da pandemia. Há muito dinheiro em jogo, assim como redes de influência, carreiras e instituições inteiras! Bastou uma mutação de um dos vírus da gripe para vermos toda a máquina a pôr-se em marcha.»[20]


Quando se lhe perguntou se a OMS tinha declarado a urgência pandémica de forma deliberada com o propósito de criar um imenso mercado para as vacinas e medicamentos contra o H1N1, Jefferson respondeu:


«Não acha estranho que a OMS tenha modificado a sua definição de pandemia? A antiga definição falava de um vírus novo, de rápida propagação, para o qual não há imunidade e que provoca uma alta taxa de enfermos e de mortes. Hoje em dia, esses dois últimos parâmetros sobre as taxas de infecção foram suprimidas, e foi assim como a gripe A entrou na categoria das pandemias.»[21]


Muito judiciosamente, a OMS publicava em Abril de 2009 a nova definição de pandemia, mesmo a tempo para permitir à própria OMS, seguindo os conselhos provenientes, entre outros, do SAGE, do «Senhor Gripe» (aliás Albert Osterhaus) e de David Salisbury, de classificar de urgência pandémica vários casos benignos de gripe, rebaptizada de gripe A H1N1. [22]


Em 8 de Dezembro de 2009, em nota de rodapé de um artigo sobre o carácter grave ou benigno da «pandemia mundial» de H1N1, o Washington Post mencionava que «ao alcançar o seu apogeu nos Estados Unidos a segunda onda de infecção do H1N1, os principais epidemiologistas prevêem que esta epidemia poderá ser uma das mais benignas [que têm havido] desde que a medicina moderna vem documentando as epidemias da gripe»[23].


Igor Barinov, deputado russo e presidente da Comissão de Saúde da Duma (Parlamento russo), exigiu aos representantes russos ante a OMS, acreditados em Genebra, que providenciem uma investigação oficial sobre os numerosos indícios de corrupção massivamente aceites pela OMS e provenientes da indústria farmacêutica.


«Fizeram-se graves acusações de corrupção contra a OMS», afirmava Barinov, acrescentando que: «deve organizar-se uma comissão internacional de investigação o mais depressa possível» [24].




NOTAS:


[1 Tweede Kamer der Staten-Generaal (Segunda Câmara dos Estados Gerais ds Holanda, corresponde à Câmara Baixa)


[2] Artigo em inglês, Martin Enserink, em "Holland, The Public Face of Flu Takes a Hit"(«Holanda, o rosto público da gripe sofre um golpe»), Science, 16 de OPutubro de 2009, Vol.326, nº5951, pp 350-351;DOI: 10.1126/science,326-350b.


[3] «Sunshine Act», referência à denominação americana das leis vinculadas à liberdade de informação.


[4] Artigo em inglês, Science, 3 de Novembro de 2008, "Roundup 11/3-The Brink Edition".


[5] Artigo em holandês, "De Farma maffia Deel 1 Osterhaus BV", 28 de Novembro de 2009.


[6] Artigo em holandês, Ministerie van Volksgezondheid, Welzijn en Sport, "Financiele belangen Osterhaus waren bekend Nieuwsbericht", 30 de Setembro de 2009.


[7] Albert Osterhaus, Comissão Europeia, «Recherche».


[8] ibid.


[9] Artigo em inglês, Jane Corbin, entrevista com o Dr. Albert Osterhaus, BBC Panorama, 4 de Outubro de 2005.


[10] Artigo em alemão, Karin Steinberger, "Vogelgrippe: Der Mann mit der Vogelperspektive", Suddeutsch Zeitung, 20 de Outubro de 2005.


[11] ibid.


[12] Artigo em alemão, "Schweinegrippe-Geldgierig Psychopath Ausloser der Pandemie?", Polskaweb News.


[13] Artigo em inglês, Ab Osterhaus, "External factors influencing H5N1 mutation/reassortment events with pandemic potential", OIE, 7-9 de Outubro de 2008, Verona, Itália.


[14] Artigo em inglês, "Health Advisory", Swine Flu Overview, Abril de 2009.


[15] Artigo em Inglês, Biosurveillance, Swine Flu in Mexico, Timeline of Events, 24 de Abril de 2009.


[16] Citado no artigo em holandês de Louise Voller e Kristian Villesen, "Staerk lobbyisme bag WHO-beslutning om massevaccination", Information, Copenhaga, 15 de Novembro de 2009.


[17] Artigo em inglês, Jane Bryant, et al, "The One Click Group Response: Prof. David Salisbury Threatens Legal Action", 4 de Março de 2009.


[18] Professor David Salisbury citado no artigo em inglês "Swine flu vaccine to contain axed additive, Londres, Evening Standard e Gulf News, 28 de Setembro de 2009.


[19] Artigo em alemão, Bert Ehgartner, "Schwindel mit der Schweinegrippe ist die Aufregung ein Coup der Pharmaindustrie?"


[20] Tom Jefferson, entrevista com o epistemologista Tom Jefferson: «C'est toute une industrie qui espére une pandemie de grippe», Der Spiegel, 21 de Julho de 2009.


[21] ibid.


[22] Artigo em holandês, Louise Voller, Kristian Villesen, "Mystisk aendring af WHO's definition af en pandemi", Copenhagen Information, 15 de Novembro de 2009.


[23] Artigo em inglês, Rob Stein, "The Pandemic Could Be Mild", Washington Post, 8 de Dezembro de 2009.


[24] Artigo em holandês "Russland fordert internationale Untersuchung" Polskanet, 5 de Dezembro de 2009.


* F. William Engdahl, é analista económico e político.


FONTE DE INFORMAÇÃO: http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2010/01/saude-corrupcao-tambem-na-oms.html

sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

EXPOSIÇÃO "AUTISMO E INCLUSÃO"


A Casa Pia de Lisboa e a APPDA-lisboa, irá inaugurar no próximo dia 13 de Janeiro pelas 16:00H, a Exposição "Autismo e Inclusão", no Centro Cultural Casapiano.


Centro Cultural Casapiano


Horário: Seg a Sáb: 10h-18h


Endereço: Rua dos Jerónimos, 7 A


1400-210 Lisboa


Telefone: 21 361 08 30


No âmbito da Exposição realizar se-á um encontro designado "Relato e partilha de experiências de vida", dirigido aos pais de crianças com Autismo.


Nesse sentido gostaria de contar com a presença dos pais de crianças com Autismo, pois irão estar presentes outros pais, que vivem o Autismo na primeira pessoa, e que tem experiências diversas para partilhar.
Iremos contar com a presença da escritora Ana Martins, autora do livro "Autista, quêm eu?"

O encontro será no dia 20 de Janeiro (Quarta-Feira), pelas 17:30h, no Centro Cultural Casapiano.


Os interessados poderão confirmar a sua presença para  helena.sabino@casapia.pthssabino@gmail.com ou 967327137.
 
 
EU SOU O JÃO E PEDI À  VOVÓ PARA VOS DIZER QUE PUBLICASSEM NOS VOSSOS BLOGUES , ASSIM HAVERÁ MAIS PARTILHA DE INFORMAÇÃO E OUTROS PAPÁS COMO OS MEUS PODERÃO FICAR A SABER QUE NÃO ESTÃO SÓS.

OBRIGADO

quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

QUAIS AS MANISFESTAÇÕES MAIS COMUNS DO AUTISMO



Quais as Manifestações mais Comuns?

1.Isolamento
2.Ausência/alterações ao nível da linguagem
3.Evitamento do contacto visual

4.Desinteresse pelas pessoas e/ou jogos (brincar)
5.Medos pouco usuais
6.Uso inadequado de objectos
7.Resistência a aprendizagem
8.Girar obsessivamente objectos
9.Riso ou choro sem motivo aparente
10.Ausência da consciência do perigo
11.Inconsistência nas respostas aos sons
12.Ligação obsessiva a objectos
13.Rejeição do contacto físico
14.Resistência à mudança
15.Comportamentos e actividades repetitivas e estereotipadas


Isolamento


Crianças com autismo manifestam um aparente alheamento relativamente ao meio, não mostrando interesse no contacto com outras pessoas.
Não interage com outras crianças ou adultos, mas quando interagem fazem-no de forma inadequada.


Ausência/alterações ao nível da linguagem


Cerca de 50% das pessoas com autismo não desenvolvem a linguagem (às vezes este é o primeiro sinal de alarme para os pais).
Os que têm linguagem apresentam alterações significativas, nomeadamente dificuldade ou incapacidade de usar a linguagem na comunicação com o outro. Dificuldade ou incapacidade de falar na primeira pessoa (não dizem o “eu”, referem-se a si próprios na segunda ou terceira pessoa). Respondem repetindo a pergunta ou parte dela (ecolalia). Alterações no tom e ritmo do discurso. Dificuldades na compreensão da linguagem, interpretação no sentido literal, dificuldade em “apanhar o segundo sentido”, p.ex., um comentário do tipo “o ar hoje está pesado” é entendido no sentido literal, ou seja a criança entendeu que o ar pesa – Quilogramas.


Evitamento do contacto visual


Normalmente não estabelece contacto visual directo (olhos nos olhos) com as pessoas e/ou actividades do momento (p.ex., quando pintam não olham para o papel), dependendo mais do olhar periférico “pelo canto do olho”. Por vezes olham o outro mas aparentemente sem o ver (como se fosse Transparente)



Desinteresse pelas pessoas e/ou jogos


Crianças com autismo não têm capacidade espontânea para iniciar um jogo com significado que envolva a imaginação – jogo simbólico, faz de conta. Tendem a envolver-se em actividades repetitivas não interagindo com as outras crianças ou adultos, p.ex., preferem atirar uma bola contra a parede do que para outra pessoa. Preferem brincar sozinhas.


Medos pouco usuais


Crianças com autismo respondem aos estímulos sensoriais (visão, olfacto, tacto, paladar e audição) de maneira pouco previsível, p.ex., estímulos visuais com cores brilhantes podem fascinar algumas e provocar ansiedade ou medo irracional noutros. Estas crianças têm dificuldade em regular os estímulos sensoriais.


Uso inadequado de objectos

Crianças com autismo parecem fascinadas por partes de brinquedos, como as rodas de um carro, não mostrando interesse pelo brinquedo em si.
Com frequência desenvolvem uma ligação obsessiva com determinados objectos, podendo a perda destes causar um estado de grandes ansiedade e excitação.


Resistência a aprendizagem


Crianças com autismo têm grandes défices na área da comunicação, isto é dificuldades em compreender tanto as instruções verbais como não verbais, (gestos, mímica, expressões faciais, etc.)
Parecem mostrar pouco interesse e rejeitar as tentativas de aprendizagem, especialmente quando não há uma recompensa imediata.


Girar obsessivamente objectos


Objectos redondos e susceptíveis de poderem rodar produzem uma enorme atracção, p.ex., colocam um carro de perna para o ar e fazem rodar incessantemente as rodas.

Riso ou choro sem motivo aparente

Crianças com autismo podem rir, chorar ou gritar em situações inapropriadas e sem motivo aparente, p.ex., riem-se quando alguém grita ou ficam com medo quando alguém ri.
Em algumas crianças estas atitudes desajustadas prolongam-se criando situações de grande ansiedade, tanto para elas como para os pais.


Ausência da consciência do perigo


Ausência de receio de perigos reais e medo irracional de situações comuns. Isto poderá ser consequência da falta de compreensão das situações ou seja, não estabelecem a correlação entre causa e efeito.


Inconsistência nas respostas aos sons

Crianças com autismo podem ignorar sons altos e reagir a um murmúrio ou ao roçar das folhas de papel.
Em muitas circunstâncias poderá parecer que têm problemas de audição (surge então a hipótese da surdez).


Ligação obsessiva a objectos


Muitas crianças com autismo estabelecem ligações bizarras a certos objectos ou a partes de objectos, como pedras, peças de brinquedos, etc. Poderão ficar fascinados por objectos que produzam som (copos, campainhas, …). Os objectos são muitas vezes seleccionados por uma característica particular (cor, textura e forma) e são transportados para toda a parte. Ficam tensas ou mesmo em pânico se alguém pretende tirar-lhos.


Rejeição do contacto físico

Muitas crianças com autismo podem resistir ou mostrar desagrado a serem pegadas ou tocadas. Não é raro os pais dizerem “ele estava tão feliz quando estava sozinho, mas começou a gritar e a chorar quando o peguei ao colo”. Muitas crianças não exibem movimentos de antecipação para serem pegadas ao colo, adoptando a 2postura de boneco”. Com frequência, mesmo em situações geradoras de stress, não procuram o necessário conforto, ajuda ou segurança junto de adultos ou de outras crianças. A sua capacidade em mostrar empatia é invariavelmente deficiente, traduz-se numa perturbação da interacção social e dificuldades no estabelecimento de relações de amizade.


Resistência à mudança


Com muita frequência estas crianças aderem de forma inflexível a determinadas rotinas, geralmente não funcionais, e que assumem uma forma doentia, p.ex. quando vão para a escola têm de ir sempre pelo mesmo caminho e para se vestirem têm de seguir uma determinada sequência.
Há uma intolerância às mudanças de ambiente (pequenas mudanças verificadas no quarto poderão produzir uma grande irritabilidade).
As crianças com autismo sentem-se mais seguras e confortáveis em ambientes estruturados e previsíveis. Qualquer alteração ou desvio à rotina não planeada podem causar ansiedade e conduzir a comportamentos bizarros ou a um estado de extremo stress.

Comportamentos e actividades repetitivas e estereotipadas

Tendência a manterem-se em actividades repetitivas, estereotipadas e rotineiras. Podem tratar-se de rotinas simples ou extremamente complexas, p.ex., bater em superfícies, balancear, cheirar pessoas e coisas, abanar os braços, torcer os dedos, com os braços flectidos fazer batimentos repetitivos das mãos, coleccionar os mais diversos objectos/partes de objectos/lixos, alinhar objectos, etc.


Publicada por "Espectro da Perturbação Autista"

quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

GRITOS DE REVOLTA,VOZES DE ESPERÂNÇA

Gritos de revolta, vozes de esperança


Luísa Beltrão



Assume-se como um movimento cívico nacional e sem fins lucrativos e tem como principal objectivo dar voz aos que se escondem nos guetos do medo, do desespero e da indiferença. Mudar mentalidades, unir esforços para ir ao encontro de soluções e promover uma melhor qualidade de vida para pais com filhos “especiais” são os caminhos escolhidos por este projecto pioneiro


POR HELENA OLIVEIRA
© DR


Imagine que, depois de passar pela experiência maravilhosa de uma gravidez, o seu bebé, ao contrário de todas as expectativas comuns a quem está à espera de um novo ser, perfeito e “cor-de-rosa”, nasce diferente. Imagine que o leva aos melhores especialistas – caso tenha recursos para tal – e que estes lhe dizem que não há nada a fazer. Que o seu filho não vai aprender a falar, a andar, que não terá amigos nem sonhos futuros, e que as vossas vidas, numa sociedade pouco dada a inclusões, será passada no silêncio, ou melhor, nos guetos onde pais com filhos com necessidades especiais acabam por se esconder e aí sobreviver da única forma possível.



Para Luísa Beltrão, professora de Filosofia reformada, escritora de mérito reconhecido, mãe de sete filhos e avó de 17 netos, não foi preciso imaginar. Há cerca de 29 anos que luta contra esta marginalização e, desde sempre, acreditou que era na congregação de pais que poderia estar a resposta, ou parte dela, para a problemática das pessoas com necessidades especiais. Actualmente, é o rosto e a voz de uma nova associação baptizada de Pais em Rede, cujo principal objectivo é lutar pela qualidade de vida das “pessoas excepcionais” e suas famílias. O VER conversou com Luísa Beltrão que, através da sua longa experiência que passa “pela interacção com os outros, com instituições e entidades diversas” não só colocou o dedo nas feridas da deficiência em Portugal, como abriu as portas deste novo movimento que se quer “horizontal e transversal, num esforço de união entre pais, técnicos, cidadãos e políticos”. Porque vivemos numa sociedade que tem duas hipóteses: ou apoia ou não apoia. E, se não apoia, “ai de si se amanhã lhe acontece a mesma coisa...”.
Comecemos por alguns dados. Estima-se – e o verbo estimar aqui implica menos aproximações à realidade do que a que estamos habituados a ver em estatísticas – que existam cerca de 600 mil pessoas com incapacidades cognitivas, motoras e/ou sensoriais no nosso país. No plano jurídico, uma boa notícia: Portugal está ao nível dos países da União Europeia. Mas na prática, as notícias são dramáticas: “o fosso entre o plano de jure e o plano de facto é inacreditável”, afirma Luísa Beltrão. Admitindo que desde a altura em que a sua filha nasceu e os dias hoje, existiu uma enorme evolução, “sobretudo de intenção”, a verdade é que “existe uma legislação, que não é cumprida nem interiorizada”. A frase “sim, está na lei, mas não há dinheiro” é aquela que as famílias de pessoas com deficiência mais ouvem, o que leva a entrevistada (e o comum dos mortais) a colocar a questão óbvia: “então se há uma lei, não é para cumprir porque não há dinheiro?”.
Contudo, não é só no plano legislativo que Portugal demonstra enormes deficiências. Existe também a velha e complexa questão das mentalidades. Como afirma a responsável pela associação Pais em Rede, “em Portugal trabalha-se para a imagem. E como nesta problemática não há imagem que resista, há o que eu chamo de ‘mundo do silêncio’, aquele que pertence aos guetos”, acusa. E a mudança de mentalidades constitui igualmente um dos princípios de base deste novo movimento, mas com uma ressalva: a necessária mudança de mentalidades, a nível sociocultural, relativa a esta temática só é possível se houver primeiro uma transformação das mentalidades das “famílias especiais”. E é delas, em primeiro lugar, que é preciso cuidar.


Identidade parental precisa-se


Depois de ter notado, comparativamente aos padrões de desenvolvimento que tinha ao seu dispor, que a filha era diferente, Luísa Beltrão resolveu levá-la a Londres. Tinha na altura 11 meses e, depois de observada por vários especialistas, foi-lhe diagnosticada uma microcefalia. Dessa experiência, Luísa guarda, em particular, as palavras do neurologista que acompanhou a filha e que ecoariam para o resto da sua vida: que com este atraso global de desenvolvimento, se a filha vivesse em Inglaterra aprenderia a ler, a escrever e uma profissão, mas que em Portugal não iria ter nenhuma dessas hipóteses e, mais marcante ainda para a mãe, o veredicto: “ela vai ser o que você fizer dela”. Este enorme sentido de responsabilidade é comum a muitos pais e, se por um lado, os pode estimular em termos do “processo de conversão dos seus filhos”, por outro pode levá-los a um dramático sentimento de culpa, caso as expectativas que coloquem nos seus filhos não sejam “adequadamente” atingidas. Uma outra coisa que o neurologista transmitiu a Luísa Beltrão foi: “nunca aceite um não, seja de quem for, mesmo de um médico famoso, pois você é de longe a pessoa que melhor conhece a sua filha”.


Apesar do choque inicial, cabe aos pais identificarem alguns objectivos para os seus filhos, nem que seja aqueles que nos parecem mais comuns: que os filhos sejam felizes e que se integrem, o mais possível, na sociedade. O que, como sabemos, é um dos obstáculos mais difíceis de superar pelas pessoas com deficiência e, em particular, no nosso país. A título de exemplo, quando uma criança é integrada numa escola de ensino especial, tal implica que os pais tenham de aceitar a deficiência dos filhos. O que, como explica Luísa Beltrão, “é o reconhecimento de um estatuto, que é muito marginalizante, pois é quando se entra no gueto”.


Esta identificação de objectivos consciente é absolutamente crucial. Voltando à questão das mentalidades, a única forma segura de o fazer é através da mudança dos próprios actores principais. “No fundo, o que todos os pais desejam é que os seus filhos sejam ‘normais’, lutando incessantemente para que sejam o ‘mais normais possível’”. Ora, como sabemos, nas crianças com necessidades especiais não é possível atingir esta “normalidade”. Há sim, que valorizar as características de cada criança ou jovem e partir de uma base sólida e com honestidade para a sua integração. “E para haver honestidade tem que se começar pelos pais, a formá-los, a identificar em conjunto com eles quais são as grandes necessidades, sem esquecer os técnicos, os médicos, e todos os que pertencem ao seu meio envolvente, identificar os objectivos e depois então arranjar os meios para resolver os problemas”.


Luísa Beltrão dá como exemplo a enorme necessidade de terapeutas da fala. São muitos os pais que se queixam, e com razão, que meia hora por semana “não é nada, ter ou não ter é praticamente igual”. Contudo, se existir uma formação conjunta, em que o terapeuta da fala não trabalhe exclusivamente com a criança, mas sim que ensine os pais, os irmãos, os técnicos e todos os que trabalham e acompanham a criança, tal será mais barato e mais eficiente, porque as pessoas estão todas envolvidas num processo de equipa. “Porque a educação é um trabalho de equipa e nunca um trabalho individual”, remata Luísa Beltrão.


Para além do mais, e sendo a família o núcleo central de desenvolvimento de qualquer criança, nestes casos em particular é ainda mais crucial. “No caso especifico de filhos com problemas, de miúdos que têm limitações que não lhes permitem fazer uma socialização normal, essas crianças irão precisar muito mais ainda de uma educação adequada ao seu problema, ou melhor dizendo, às suas características e o que acontece é que os pais não têm preparação nenhuma para tal”. Ou seja, quando lhes cai em cima o “fardo” de terem uma criança diferente, não existem referenciais nenhuns nos quais se possam apoiar.







Para a promotora do Pais em Rede, o grande problema é que “não existem padrões” nem respostas a perguntas como “Como é que eu posso educar o meu filho? O que é que eu devo fazer neste momento?”. Daí que a sua grande corrida tenha sido sempre no sentido de congregar estes pais. “Os pais precisam urgentemente de um apoio, de uma formação e de convívio, de interacção com outros pais, para se definir uma identidade parental. Esta definição é, para mim, um dos aspectos mais importantes [do Pais em Rede]. Uma identidade parental que permita a cada pai e a cada mãe sentir uma integridade no desempenho do seu papel parental e de seguida aprendizagens, experiências, formações, etc., que, a cada momento, lhes permita orientar o processo dos seus filhos”. Dai que se possa ler, nos objectivos expressos da nova associação: fomentar a intercomunicação das ‘ famílias especiais’, construindo a consciência do ‘nós’ para resolver o problema do ‘eu’.


E, como afirma Luísa mãe, isso não acontece em Portugal. “Em Portugal, os pais são completamente relegados para segundo plano”.
© DR

Ideias teoricamente fantásticas


Ao longo de toda a sua infância, a filha de Luísa Beltrão cresceu num ambiente caloroso e povoado de estímulos. A mais nova de sete irmãos, era igualmente acarinhada pelos amigos destes, de tal modo que a sua limitação intelectual se tornava leve. O problema agudizou-se quando os irmãos começaram a casar e a sair de casa e “o grande problema dela era saber quem eram os seus pares ”, recorda Luísa Beltrão que acrescenta que “um dos grandes problemas destes miúdos é que não têm pares, não têm vida própria, não têm actividades de lazer, a maior parte não trabalha e são uma espécie de membros doentes das famílias”.


Sempre acreditando que era na união de esforços que se poderiam encontrar soluções, desde cedo que esta mãe se movimentou nas escolas frequentadas pela filha no sentido de criar associações de pais: “discutíamos diversas questões, analisávamos problemas e encontrávamos soluções”. E, como conta, as coisas foram evoluindo. Contudo, houve alturas em que as coisas correram muito mal: “ tive grandes, grandes desgostos nesta luta, porque apesar de não pretender falar muito nisto, a verdade é que há muitos poderzinhos que eu acho que são perversos e que de certa maneira desvirtuam os grandes objectivos”. Porque se os grandes objectivos são encontrar modos de integrar plenamente as pessoas com deficiência e suas famílias na sociedade, não se pode fingir que as coisas ocorrem como lá fora só porque se adoptam medidas que não chegam a concretizar-se, acusa.

Luísa Beltrão afirma que Portugal faz ainda muito pouco pelos cidadãos invisíveis e dá como exemplo a já polémica legislação sobre a escola inclusiva, ideia que, a seu ver, “é teoricamente fantástica, pois em vez de haver guetos, as crianças estão integradas no ensino regular”.

Elogiando os muitos técnicos fabulosos existentes no país – “pessoas extraordinárias, que são de uma dedicação fantástica – de quem ninguém fala”, o que acontece é que “não são criadas condições mínimas de dignidade”. Ou seja, na prática, não existem materiais apropriados, o número de técnicos é reduzido, não há apoios nem a preparação das demais crianças, “absolutamente necessária, explicando-lhes que existem meninos diferentes que também querem ser felizes”. Ou seja e para resumir, não se criaram condições sólidas, “o que acaba por ter um efeito perverso”.
Para além disso, os pais, “não só não são consultados, ensinados ou apoiados”, como lhes agravam os problemas. Na maioria dos casos, as crianças estão ainda mais isoladas e não têm o apoio pedagógico ou terapêutico de que necessitam. Já para não falar do período de férias. “É que as pessoas se esquecem que estes pais trabalham e a sua vida não é minimamente facilitada”.
Na verdade, o que a promotora do Pais em Rede quer dizer é que o Estado tem deveres consignados na Constituição e nos documentos oficiais que não cumpre.


“Assinámos agora a Convenção da ONU, que já não se fica por uma intenção moral, é um compromisso obrigatório. Vamos ver o que isto dá, mas a questão é que a maioria dos pais nem sequer tem noção desses direitos e por isso não exige”.

Unir para realizar

O movimento Pais em Rede não é prestador de serviços, tendo como objectivo principal funcionar como facilitador através da rede nacional (organizada em núcleos distritais) que está em vias de criar.


“Os pais têm que aprender a unir esforços e a reflectir em conjunto de modo a promover o progresso, a mudança das mentalidades e a optimização dos recursos”, explicita a mentora do projecto. E, para que fique bem claro, Pais em Rede não pretende substituir ou sobrepor-se a nenhuma instituição, a nenhuma associação, a nenhum poder político, “mas sim formar a tal rede associativa de pais, de técnicos, de cidadãos solidários – porque isto é algo que toca a todos”, sublinha.


Comparando o investimento que se faz nas pessoas com deficiência em países como a Holanda, a Dinamarca e até Espanha, Luísa Beltrão dá um exemplo simples: se não é possível dar a visão a um cego, é possível, contudo, ensiná-lo a viver e a aprender a desenvolver capacidades que contrabalancem a falta de visão. Ou seja, “é preciso dotar a pessoa de armas que lhe permitam lutar pela tal integridade, a auto-estima e um lugar na sociedade que a maior parte dos deficientes não tem”.


Para facilitar a aquisição destas armas, além da construção da rede associativa, Pais em Rede está em vias de estabelecer parcerias de vária ordem: com universidades, com o poder político, ao nível de vários ministérios, com o poder local (cujo papel é fundamental junto das populações, especialmente daquelas que se encontram fora dos grandes meios urbanos), e outras entidades que permitam mapear as necessidades existentes e procurar soluções adequadas. “Um dos nossos objectivos, por mais ambicioso que se mostre, é construir um diagnóstico baseado em testemunhos personalizados”, diz. Se a quantificação é importante, tem que haver também dados qualitativos. Como se detectam as limitações intelectuais se não houver um cuidado extremo na recolha da informação? “Há casos gritantes de pessoas com limitações intelectuais óbvias que vão a uma junta médica e é-lhes dado um grau de deficiência zero...”.

Este movimento pretende constituir-se em parceiro social, sublinha Luísa Beltrão, não para dominar mas como a porta que se abre para que cada um desenvolva os seus potenciais. “A essência do movimento é a união de esforços, pais, técnicos, cidadãos, políticos, não entrando em guerra e, sobretudo, não sendo donos de ninguém, porque quando nos tornamos donos, a tendência é para destruir”.
Criar condições para construir, para crescer, para desenvolver potenciais. Esta é a missão de Pais em Rede.


Os pais vão à escola
A necessidade de formação dos pais é uma urgência.
Já estruturado, mas ainda com o protocolo em discussão, Pais em Rede procura criar “Escolas para pais”. A primeira escola vai ter início em Lisboa, sendo que outras virão a seguir de modo a abrangerem o território nacional. Estas escolas funcionarão, para já, em dois níveis: a formação de pais, centrada na construção da identidade parental, a procura e uso de informação; e, num nível mais avançado, a selecção de pais cuidadores e pais formadores.


Mensagem para... todos


O VER pediu a Luísa Beltrão que enviasse uma mensagem para os pais de pessoas especiais. E como é da sua natureza, não se contentou apenas com uma...
Aos pais, para perceberem que não estão sozinhos, que há muitos pais como eles e que têm de se juntar, discutir os problemas e, sobretudo, perceberem que têm um longo processo à sua frente, que são responsáveis por aquilo que o seu filho vai ser, e também co-responsáveis pela forma como a sociedade olha para as pessoas com deficiência. Não há milagres e somos nós que temos de criar as soluções.
À sociedade e, em especial, aos meios de comunicação: privilegiem a discussão dos problemas. Pois se é bom falar nas boas práticas e nos sucessos, que são uma espécie de oásis no deserto, importante mesmo é falar nos problemas. Há que retirar a tampa deste mundo de silêncio e não ter medo de dizer as verdades mesmo que elas magoem. Dizem-nos para não dramatizar. Mas as coisas são dramáticas enquanto não for possível avaliá-las, discuti-las, trazê-las para a praça pública.
E se achar que não tem nada a ver com este problema, está enganado: tem a ver, porque vive num meio que, ou apoia, ou não apoia.
E se não apoia, ai de si se a sociedade de que faz parte e ajudou a construir não é capaz de olhar pelos seus membros mais frágeis. Porque amanhã pode ser um deles.

FELIZ 2010 PARA TODOS OS AMIGOS E SEGUIDORES



EU ACREDITO NO MOVIMENTO PAIS EM REDE....E VOCÊ?
EM 2010 O MOVIMENTO PAIS EM REDE FARÁ A DIFERENÇA ...PRECISAMOS DE SI COMO SÓCIO.
UNIDOS POR UMA CAUSA

NOTICIAS DO JORNAL PORTO NET..AUTISMO



Autismo: Outra forma de ver o mundo



Por Tatiana Henriques - lcc07030@letras.up.pt


Publicado: 30.12.2009
15:41 (GMT)


Marcadores: Crianças , Educação , Ensino especial , Saúde


João tem seis anos e é autista. Estima-se que em Portugal 65 mil pessoas também o sejam. O JPN foi conhecer melhor esta perturbação.
João (nome fictício) só começou o contacto com Inês Freitas, terapeuta da fala, quando tinha cerca de um ano e meio. Antes disso, eram muitas as diferenças sentidas pelos pais, como enumera a mãe Fernanda (nome fictício): "O meu filho, antes de ir para a terapia, não me olhava nos olhos, chorava quando lhe pegávamos ao colo, não respondia quando o chamávamos e não dizia uma única palavra."


Para Fernanda, o contacto do seu filho com a terapeuta é fundamental. Apesar das poucas alterações sentidas no início, as diferenças são agora evidentes: "O seu desenvolvimento está a ser notório e nós como pais estamos muito satisfeitos com a sua evolução."
Fernanda nota também mudanças no relacionamento de João com as outras crianças: "Já brinca com os outros meninos, diz o que precisa, cumpre regras. Além disso, também está mais atento e acompanha os outros meninos na escola."
Quando foi diagnosticado que João tinha autismo, os pais decidiram visitar a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo do Norte (APPDA-Norte). "Lá explicaram-nos o que era o autismo e encaminharam-nos para as terapias. Agora convocam-nos para palestras e reuniões com pais de meninos com autismo, em que discutimos alguns dos temas que nos preocupam".
Contudo, Fernanda não deixa de referir que a instituição deveria "investir em mais técnicos", uma vez que "as listas de espera para as terapias são muito longas e há muitas crianças que ficam sem apoios". Na verdade, estima-se que, em Portugal, o autismo atinja 65 mil pessoas. A APPDA-Norte também tem vindo a investir em novos projectos, com a vista à integração dos jovens autistas na sociedade.
João tem agora seis anos e está envolvido em diversas actividades, como a hidroginástica. Na escola frequenta Terapia Ocupacional e tem apoio do Ensino Especial. O seu desenvolvimento, diz a mãe, é visível de dia para dia.


Autismo: O que é?



Por Tatiana Henriques - lcc07030@letras.up.pt


Publicado: 30.12.2009
15:42 (GMT)


Marcadores: Crianças , Educação , Ensino especial , Saúde


Um estudo recente estima que há 65 mil portugueses autistas. Apesar da complexidade da doença e das suas limitações, é possível ter uma vida normal.
O autismo é uma perturbação no desenvolvimento, que reúne várias características (tríade de Wing). "É uma condição ou estado de alguém que apresenta alheamento da realidade exterior e que se concentra nele próprio", como explica Inês Freitas, terapeuta da fala.
As principais dificuldades revelam-se na capacidade em comunicar (como em jogos infantis, por exemplo) e no processo de aprendizagem. Marta Colim, auxiliar de acção directa da APPDA-Norte, diz que a comunicação é menos imediata: "Alguns são muito afectivos, outros evitam o toque, o que acaba por ser o mais comum".
É comum os autistas apresentarem estereotipias (movimentos repetitivos do corpo) e outras doenças como a epilepsia, a esquizofrenia, a hiperactividade e o síndrome de Asperger - este é o caso do de André Vilaça.

Síndrome de Asperger

Distingue-se do autismo clássico por não influenciar negativamente no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo, verificando-se essencialmente um défice na capacidade comunicação. Os principais sintomas desta síndrome são a dificuldade de interacção social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com as mudanças e a perseveração em comportamentos estereotipados. A maior parte dos autistas é do sexo masculino, numa relação homem/mulher de quatro para um. Estima-se que, em Portugal, esta perturbação atinja 65 mil pessoas. Os primeiros sintomas são identificados ainda no início da infância, sendo que, por norma, o diagnóstico é estabelecido entre os 18 e os 36 meses. Este é considerado seguro a partir dos três anos de idade.
O autismo regista diferentes graus: o completamente autónomo (as perturbações não são tão significativas e afectam em menor modo o doente), o moderado e o profundo (requer cuidados especiais e específicos).
Admite-se que o autismo seja provocado por uma disfunção cerebral, manifestada a nível neurosifisiológico, neuro-patológico ou psicológico. Mas a verdade é que ainda se desconhece as verdadeiras causas da doença. O autismo não tem cura. Pode tratar-se e educar-se uma criança autista, mas não curá-la. Contudo, quem é autista não está impossibilitado de ter uma vida normal.


Viver com Autismo


Inês Freitas é terapeuta da fala e o seu trabalho passa por um contacto directo e permanente com crianças autistas. Inês considera esta uma actividade de "grande emoção e expectativa constante, já que ainda há muito que descobrir sobre o autismo, o que torna o trabalho ainda mais fascinante". Tal implica "muita dedicação e calma, respeito e muita força de vontade" por parte dos terapeutas e das crianças.
Na APPDA-Norte estão muitos jovens institucionalizados e é Marta Colim quem os acompanha (com mais frequência no período nocturno). A responsável descreve as características destes jovens: "Não são doentes fáceis, não gostam que se quebrem as rotinas. Facilmente tornam-se obsessivos com algumas das actividades que realizamos."
Inês Freitas também refere estas diferenças: "Cada caso é um caso e para cada criança há uma história de vida diferente." Por isso, a terapeuta da fala elabora um plano terapêutico muito específico, pensado para cada criança. Para Inês, o seu trabalho, enquanto terapeuta da fala, "não se baseia no autismo em si, mas sim, na criança".
A evolução no autismo é feita de forma lenta, sem colocar demasiada ansiedade e pressão emocional em quem sofre desta perturbação. Inês Freitas não deixa de exaltar os pequenos passos no desenvolvimento, pois "qualquer evolução é significativa e irá ajudar [os jovens] a integrarem-se na sociedade".
A importância de uma aposta no desenvolvimento logo nos primeiros anos de vida é essencial para que os resultados sejam mais visíveis e permanentes. Tal implica um auxílio dos técnicos de saúde e de educação, de modo a que "mais potencialidades sejam dadas à criança para que esta se possa desenvolver da melhor maneira possível e envolver-se na sociedade", ressalva Inês Freitas.

Autismo: APPDA-Norte apoia a integração dos autistas
Por Tatiana Henriques - lcc07030@letras.up.pt
Publicado: 30.12.2009
15:43 (GMT)
Marcadores: Crianças , Educação , Ensino especial , Saúde


Com 25 anos de existência, a APPDA-Norte oferece hoje várias actividades aos jovens autistas. Responsáveis salientam que ainda existe discriminação em torno desta perturbação.
Nascida há 25 anos, fruto do desejo de um grupo de pais de autistas, a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo do Norte (APPDA-Norte) tem hoje vários serviços à disposição, quer para o portador desta perturbação, quer para a sua família.
O Centro de Estudos de Apoio à Criança e à Família (CEACF), o Grupo de Autonomia e Socialização em Contexto (GASC) e o Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) são alguns dos exemplos. Entre as acções oferecidas destacam-se as cozinhas pedagógicas, a terapia ocupacional, as idas ao cinema e as actividades desportivas, em parceria com a Faculdade de Ciências de Desporto e de Educação Física do Porto.
Além destas ofertas, existe ainda o Lar Residência que tem capacidade para vinte utentes, onde estão os jovens institucionalizados, que se encontram completamente "integrados nas residências", salienta Marta Colim, auxiliar de acção directa da APPDA-Norte. Isto apesar de para alguns a "adaptação ter sido difícil", já que não gostam "que se quebrem rotinas".
A responsável revela que este lar é composto por quatro apartamentos T5 e estão todos preparados para receber os jovens. No entanto, não estão todos ocupados durante toda a semana, visto que alguns apenas dormem lá no fim-de-semana ou noutras alturas mais específicas.
O trabalho com os autistas
A dificuldade na comunicação com autistas é um dos maiores impedimentos na relação com estes jovens. Quando tal é possível, torna-se numa grande conquista para todos os envolvidos. Daí a terapeuta da fala Inês Freitas atribuir uma grande importância a este tipo de associação: "Contribui de forma significativa para as crianças e familiares de crianças com perturbações do desenvolvimento do espectro autista; são um apoio fundamental."
Marta Colim conta que estes jovens são sujeitos a uma forte medicação. Sofrem, contudo, de crises constantes e imprevisíveis: "Já fui agredida por alguns deles durante estas crises." Para a responsável, a demonstração de violência diz respeito às fortes dores que sentem e que não conseguem transmitir, reflectindo "um sofrimento retraído, que eles não conseguem explicar devidamente".
Mas a agressão nem sempre se revela externamente. Por vezes resulta em auto-agressões que em casos mais graves chegam a provocar a cegueira, já que os olhos são um dos alvos mais usuais neste tipo de agressões. Pais e técnicos sentem-se impotentes perante esta situação. "Esta é talvez uma das maiores dificuldades no meu trabalho diário, porque não sei como ajudá-los. É frustrante", lamenta a auxiliar.
Marta Colim não considera que os défices comunicacionais e cognitivos se traduzam na indiferença dos autistas na vivência em sociedade. Conclui que estas crianças "são muito inteligentes". "Ensinam-nos coisas só com o olhar ou sorriso, pedem beijos. Ninguém pense que um autista é burro, pelo contrário", sublinha.
A discriminação é outro dos problemas que os técnicos enfrentam, diz Colim. "Durante as saídas as pessoas olham muito para eles e também para nós. Olham com desagrado e isso irrita-me profundamente". Apesar de esta discriminação ter vindo a diminuir ao longo dos anos, ainda continua a ser sentida.



Autismo: Em Gaia, aprende-se a caminhar contra a (in)diferença



Por Tatiana Henriques - lcc07030@letras.up.pt


Publicado: 30.12.2009
15:42 (GMT)


Marcadores: Crianças , Educação , Ensino especial , Saúde


O autismo pode complicar uma vida, mas não a torna impossível. Comprovar esta premissa é o objectivo do projecto "Caminhando contra a (in)diferença"
Para "sensibilizar a sociedade sobre o autismo" e "trabalhar a interacção sem ser de uma forma preconceituosa" surgiu o projecto "Caminhando contra a (in)diferença", uma iniciativa do Externato Pedro Nunes, em Vila Nova de Gaia, e a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo do Norte (APPDA-Norte).
Deste modo, alunos da APPDA-Norte contactaram com estudantes do 12.º ano da Área de Projecto do Externato, conta Lígia Santos, responsável pela disciplina. Colar, recortar, desenhar ou pintar eram algumas das actividades, mas o objectivo principal foi mesmo conversar e conviver.
Lígia Santos salientasalienta que o "momento alto" de toda esta colaboração foi em Maio com a representação de uma peçapeça. André Vilaça, autista, escreveu o texto dramático, que foi baseado no livro "Contos Soltos", e todos os envolvidos participaram.
"Nenhum continuou a mesma pessoa"
Natália Correia é professora do Externato Pedro Nunes e colaboradora na área da Educação Física da APPDA-Norte. É uma "dupla-personalidade", graceja a própria, que sempre considerou que um envolvimento entre as duas instituições "traria benefícios óbvios".
Como resultado, Natália notou mudanças evidentes, por exemplo, nos seus alunos do Externato: "Penso que este projecto os fez crescer como pessoas, passaram a perceber que ser 'normal' é só mais uma maneira de ser, entre tantas outras."
Também Lígia Santos salienta que os objectivos iniciais foram, sem dúvida, cumpridos: "Sem presunção, penso que, mesmo pelas opiniões auscultadas no fim, os anseios iniciais foram largamente preenchidos, levando-me ao espanto. Nenhum dos envolvidos continuou a mesma pessoa."
Devido ao sucesso alcançado, prepara-se agora a repetição deste projecto no próximo ano. Desta vez vai contar também com a colaboração da Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Gaia (CERCI Gaia). O propósito é incluir jovens portadores de Trissomia 21.

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

APPDA DE SETUBAL



APPDA – Setúbal - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo

Promove Workshops

A APPDA – Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada em 2005 por um grupo de pais e técnicos que consideraram indispensável a constituição de uma Associação que promova o desenvolvimento, a educação, a integração social e a participação na vida activa das pessoas com perturbações do espectro do autismo (p.e.a.), no Distrito de Setúbal.

A Associação coloca para à disposição de pais, técnicos e sociedade em geral, informações sobre:



 a problemática do autismo;


 indicações dos serviços que respondem à problemática do autismo, (diagnóstico, estratégias de intervenção, terapias, …);



 legislação de apoio às pessoas com p.e.a. e seus familiares.


A Associação dinamiza reuniões mensais de “Ajuda Mútua de Pais e Técnicos” e promove acções de sensibilização e formação sobre a problemática das perturbações do espectro autista.


Vai promover acções de formação:

Workshop "Gestão de sala de aula na metodologia ABA"

Data: 16 de Janeiro de 2010

Horário: 10:00h - 17:30h

Carga horária: 6 horas

Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra

Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes - 35.00?

Não sócios - 40.00 €



Workshop "Gestão de comportamentos na sala de aula"

Data: 30 de Janeiro de 2010

Horário: 10:00h - 17:30h

Carga horária: 6 horas

Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra

Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes - 40.00?

Não sócios - 45.00 €

Workshop "Jogos para leitura e escrita - aplicação prática dos jogos"

Data: 20 de Fevereiro de 2010

Horário: 10:00h - 17:30h

Carga horária: 6 horas

Local: Av. Cova dos Vidros, lote 2367 R/C Quinta do Conde 2975-333 Sesimbra

Preço: Sócios da APPDA-Setúbal e Estudantes - 40.00?

Não sócios - 50.00 €

APPDA - Setúbal, ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA AS PERTURBAÇÕES DO DESENVOLVIMENTO E AUTISMO

Avenida 5 de Outubro Edifício Bocage, 148 - 4º L - 2900-309 SETÚBAL

Telefone / Fax: 265501681

Telemóvel: 917640469

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segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

EDUCAR


EDUCAR - RUBEM ALVES

Eu recebi um slide com essa mensagem de Rubem Alves e me apaixonei...
Quero compartilhar com vocês que visitam meu blog.

Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.
O educador diz: “Veja!” - e, ao falar, aponta.
O aluno olha na direção apontada e vê o que nunca viu. Seu mundo se expande.
Ele fica mais rico interiormente...
E, ficando mais rico interiormente, ele pode sentir mais alegria e dar mais alegria - que é a razão pela qual vivemos.
Já li muitos livros sobre psicologia da educação, sociologia da educação, filosofia da educação – mas, por mais que me esforce, não consigo me lembrar de qualquer referência à educação do olhar ou à importância do olhar na educação, em qualquer deles.
A primeira tarefa da educação é ensinar a ver.
É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo.
Os olhos têm de ser educados para que nossa alegria aumente.
A educação se divide em duas partes: educação das habilidades e educação das sensibilidades.
Sem a educação das sensibilidades, todas as habilidades são tolas e sem sentido.
Os conhecimentos nos dão meios para viver.
A sabedoria nos dá razões para viver

Quero ensinar as crianças.
Elas ainda têm olhos encantados.
Seus olhos são dotados daquela qualidade que, para os gregos, era o início do pensamento: a capacidade de se assombrar diante do banal.
Para as crianças, tudo é espantoso: um ovo, uma minhoca, uma concha de caramujo, o vôo dos urubus, os pulos dos gafanhotos, uma pipa no céu, um pião na terra.
Coisas que os eruditos não vêem.
Na escola eu aprendi complicadas classificações botânicas, taxonomias, nomes latinos – mas esqueci.
Mas nenhum professor jamais chamou a minha atenção para a beleza de uma árvore, ou para o curioso das simetrias das folhas.
Parece que, naquele tempo, as escolas estavam mais preocupadas em fazer com que os alunos decorassem palavras que com a realidade para a qual elas apontam.
As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor.
Aprendemos palavras para melhorar os olhos.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem... O ato de ver não é coisa natural.
Precisa ser aprendido.
Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo, e o mundo aparece refletido dentro da gente
São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver.
Elas não têm saberes a transmitir.
No entanto, elas sabem o essencial da vida.
Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança jamais será sábio.



Rubem Alves – Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Mestre em Teologia, Doutor em Filosofia, psicanalista e professor emérito da Unicamp. Tem três filhos e cinco netas. Poeta, cronista do cotidiano, contador de histórias, um dos mais admirados e respeitados intelectuais do Brasil.


Ama a simplicidade
Ama a ociosidade criativa
Ama a vida, a beleza e a poesia
Ama as coisas que dão alegria
Ama a natureza e a reverência pela vida
Ama os mistérios
Ama a educação como fonte de esperança e transformação
Ama todas as pessoas,
mas tem um carinho muito especial pelos alunos e professores
Ama Deus,
mas tem sérios problemas com o que as pessoas pensam e/ou dizem a Seu respeito
Ama as crianças e os filósofos – ambos têm algo em comum:
fazer perguntas
Ama, ama, ama, ama...
"As crianças não têm idéias religiosas, mas têm experiências místicas.



Experiência mística não é ver seres de um outro mundo.
É ver este mundo iluminado pela beleza..."










FELIZ NATAL

sábado, 19 de Dezembro de 2009

MÃE ESCREVEU FABÚLA PARA EXPLICAR AUTISMO DO FILHO AOS AMIGOS

Mãe escreveu fábula para explicar autismo do filho aos amigos



Quinta, 17 de Dezembro


A necessidade de explicar as diferenças do filho, uma criança autista, levaram Paula Antunes a escrever a fábula ‘No Mundo da Lua?... Talvez Não...’, hoje apresentado na Escola Básica de Aranguez, em Setúbal. “A história nasceu da necessidade que eu tinha de explicar aos colegas do meu filho, os motivos pelos quais o José Pedro era diferente. Eu ia inventando e contando histórias, colocava-me no papel dos animais, e os miúdos iam percebendo”, disse à Lusa Paula Antunes.


A nova escritora é mãe do José Pedro, um menino de 13 anos com o Síndrome de Asperger, uma doença com algumas semelhanças com o autismo, mas em que as crianças apresentam boas capacidades cognitivas. “É uma fábula muito simples, escrita especialmente para as crianças compreenderem o que é esta problemática”, disse, deixando perceber pontos comuns entre a fábula que escreveu e a sua história de vida. Segundo Paula Antunes, a história começa quando uma das personagens, a Dona Josefa, se apercebe que o seu filhote, o Pedrocas é diferente, não fala, não brinca com os outros, anda sempre de cabeça na lua e só quer saber de plantas.


Apesar das diferenças que o condicionam, o Pedrocas acaba por ganhar o respeito de todos os animais da quinta ao salvar uma vida. Além da história, que pretende sensibilizar a comunidade para a problemática das crianças autistas, o livro incluiu também um conjunto de desenhos de Afonso Sobral, um jovem com dificuldades profundas, mas que, mesmo assim, consegue transportar-nos ao mundo do autismo.



A receita da venda do livro ‘No Mundo da Lua?... Talvez Não...’, patrocinado pela Câmara de Setúbal, reverte integralmente para a APPDA - Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, de Setúbal.






JORNAL DA MADEIRA/LUSA



quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

JORNAL OJE...NOTICIAS DO MOVIMENTO PAIS EM REDE


Movimento Pais em Rede apoia "pessoas excepcionais"
15/12/09, 11:25
É um novo movimento que se quer "horizontal e transversal, num esforço de união entre pais, técnicos, cidadãos e políticos", como afirma Luisa Beltrão, responsável pelo Pais em Rede, uma nova associação que visa cumprir quatro grandes objectivos: promover a qualidade de vida das pessoas com deficiência, apoiar as famílias "especiais", ajudar a resolver os problemas, de vária ordem, com que estas se confrontam e mudar as mentalidades.


De acordo com as estimativas, existem cerca de 600 mil pessoas, em Portugal, com incapacidades cognitivas, motoras e/ou sensoriais. E não são apenas as pessoas com deficiência que têm de lidar com os seus próprios problemas de incapacidade e exclusão, mas também os seus pais que, em Portugal e de acordo com Luisa Beltrão, "são completamente relegados para segundo plano".

A inexistência de padrões e respostas à difícil questão "como é que eu posso educar o meu filho?", por exemplo, é um dos grandes estímulos para que o Pais em Rede pretenda congregar, informar e formar pais que, de um momento para o outro, se sentem completamente isolados e sem qualquer tipo de referencial a seguir. Ou seja, integrar estas famílias, em todas as regiões do país e definir, em simultâneo, a complexa rede de carências existentes, abrindo caminhos para as resolver é a missão por excelência da associação. Estar presente em áreas como a saúde, a educação, a formação e a integração sócio-profissional de modo a assegurar a realização pessoal das pessoas especiais e das suas excepcionais famílias são também metas a atingir. Saiba mais em www.pais-em-rede.com

http://www.oje.pt/suplementos/mais-responsavel/noticias/movimento-pais-em-rede-apoia-pessoas-excepcionais

sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

APPDA LISBOA


CONVITE



Mais uma vez a APPDA-Lisboa irá estar presente no Museu Nacional de Arte Antiga com uma Acção de Divulgação/Venda no dia 12 de Dezembro (Sabado) das 21h às 24h.


A entrada no Museu é gratuita e há diversas actividades entre elas um concerto e visitas guiadas.


Contamos com a Vossa presença.


Com os melhores cumprimentos,


A Direcção




APPDA-Lisboa, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo


R. Jose Luis Garcia Rodrigues


Bairro Alto da Ajuda


1300-565 LISBOA


www.appda-lisboa.org.pt


NIB: 0010 0000 25776970001 75 BPI


Participe e ajude a nossa causa enviando-nos um donativo*.


*(Ao enviar peça o recibo do vosso contributo e indique o NIF)

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

QUEBRANDO BARRREIRAS .....GEORGE HUXLEY


Quebrando barreiras


A superação é capaz de sobrepor leis de inclusão existentes há mais de uma década.



Há 16 anos leis dão direito ao portador de deficiência um espaço no mercado de trabalho, porém é um processo que vem crescendo de maneira demasiadamente lenta. Toda empresa que têm de 100 a 200 empregados deve reservar 2% de sua vaga para pessoas com deficiência, quem têm de 201 a 500 funcionários, a cota reservada é de 3% e, para as que têm de 501 a 1.000 empregados, é de 4%. As principais ações abriram portas para portadores de deficiência com melhor preparação, deixando a grande maioria excluída do mercado. Mas a criatividade e a persistência do ser humano vêm mostrando que todos são capazes de superar qualquer barreira para ter uma vida digna sem qualquer preconceito ou exclusão.


“As coisas são processuais na vida da gente, elas não vem ao acaso, a gente tem que ir construindo os objetivos” comenta Paulo Ross, professor de pedagogia da UFPR, é portador de deficiência visual, nasceu com glaucoma congênito e começou a perder a visão a partir dos 3 anos. Diz ser a favor das leis de cotas, pois onde há carência de acesso, é preciso que sejam elaborados recursos para que se tenha uma melhoria. “Se uma gestante precisa de cuidado especial para ficar em pé, porque pode prejudicar a circulação, precisa de uma cota para a gestante ficar na fila, só pode ficar 15 minutos” citou.

Ross, enquanto cursava pedagogia, sentiu a necessidade de um apoio especifico. A falta de acessos a materiais dificultaram seus estudos, e a educação especial na época era restringido apenas para o ensino fundamental e médio sendo praticamente nulo ao ensino superior. Ele afirma que não tinha apoio de professores da universidade, contava com a ajuda espontânea de colegas que se voluntariavam a ler em algum momento se encontrassem, sem que a instituição tomasse iniciativa. “O aluno Paulo era visto como um etê, que viria uma fada mágica e traduziria todo o conhecimento em um chip que o Paulo haveria de ter na sua cabeça”,disse


Marcelo Silva Pereira de Castro é artesão e portador de autismo. Trabalha apenas com madeira, fazendo jogos, porta CD, porta cartões. Expõe seus produtos na feira do Largo da Ordem há 11 anos, conseguindo ter um bom relacionamento com o público sem que sua deficiência impedisse seu trabalho. Sua brincadeira de criança virou profissão, “meu interesse começou quando tinha 8 anos, comecei a brincar com objetos de madeira e vi numa construção pessoas usando serra circular e outras ferramentas” conta Marcelo Silva. Quando criança, seus pais passaram por grandes dificuldades por falta de informação de sua deficiência. Os médicos da época diagnosticavam que tinha deficiência auditiva, mas não convenciam seus pais, pois sabiam que ele escutava. Só na adolescência quando sua mãe estava assistindo um filme na televisão descobriu do que se tratava a doença de Marcelo. A família passou por grandes dificuldades pela falta de informação levando-o a fazer tratamentos traumáticos. “Se tivessem o conhecimento do autismo e o diagnóstico correto quando ele era criança, muita coisa teria sido mais fácil e provavelmente, ele nunca teria precisado fazer um tratamento que ele fez em SP “ comenta sua irmã Cassiana Silva Castro.

Márcia Regina Rodrigues Miranda trabalhou durante muito tempo em escolas de educação especial com deficientes mentais. Dentro das escolas observava que alguns alunos se sobressaiam em educação artística, porém era uma área que não tinha professores especializados. A partir de então decidiu fazer faculdade de artes, para suprir essa necessidade dentro da escola. No seu último ano de faculdade, criou um projeto para elaborar trabalhos artísticos dentro das escolas. Juntou um grupo de alunos da FEPE ( Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional), com problemas de comportamento, que não faziam nenhuma atividade, fazendo com que elaborassem desenhos e pinturas. “ Eu busquei dentro da escola que eles tivessem um trabalho de oficina e que esse trabalho tivesse venda fora da escola”, o resultado foi o melhor possível. Mas devido às burocracias, para que alunos tivessem uma renda partir de seus trabalhos decidiu montar um ateliê somente para portadores de necessidades especiais para que seu projeto de fato surgisse efeito. “Eles tem comissão em tudo que vendem, então vender uma barrica, por exemplo, é R$150,00 metade é deles e metade é do ateliê para bancar os materiais. Eles estão numa idade que tem que ver o trabalho deles como um trabalho profissional.” Com as vendas os alunos conseguem guardar dinheiro para comprar suas coisas.

Felipe Tezza, portador da Síndrome de Down, já comprou um computador novo e algumas roupas.


Enquanto as leis e a falta de políticas públicas para o processo de inclusão seguem um caminho parcialmente lento, com barreiras burocráticas e adaptações. Existem pessoas que quebram todas as barreiras para se incluírem na mesma sociedade e serem consideradas normais. E deficiência é normal.

Tomando como exemplo estes casos aqui esposto eu transcrevo o que diz a Isabel Barbosa:

GOSTAVA DE DEIXAR AQUI UMAS PALAVRAS PARA OS PAIS ESPECIAIS. Na minha opinião, algo tem que mudar em Portugal, quanto à forma como a deficiência é vista e tratada. E quanto a mim, devem ser os pais especiais, que devem em conjunto começar a trabalhar e a lutar por essa mudança, afinal, ninguém melhor do que nós, que sofremos na pele tudo o que diz respeito aos nossos filhos especiais, para trabalharmos em soluções que poderão vir a ser colocadas em prática.



Por isso, continuo a solicitar a vossa adesão ao MOVIMENTO PAIS-EM-REDE, pois aqui estamos todos em sintonia, em rede, a trabalhar, a pensar , a lutar pelo mesmo, pelos nossos familiares e por muitos milhares de pessoa, que não têm quem lute e se preocupe por elas.






PENSEM NISTO!  
 
http://www.pais-em-rede.com/
 
Adiram,façam-se sócios,contem as vossas experiências e o que desejam para o futuro dos vossos filhos,não custa nada e da UNIÃO SAI A FORÇA.

RELATO DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL COM ALUNO COM AUTISMO



Relato de experiência profissional com aluno com autismo


Professora Myrian de Rezende Martins
Prefeitura de Taboão a Serra – EMI Franjinha/ Nov-2009


Minha experiência com o aluno Pedro (autista) começou em 2008, quando juntamente com a Auxiliar de Desenvolvimento Infantil Ednea (Néa), recebemos na sala de Jardim II este aluno que, juntamente com os demais, necessitava de nosso carinho, dedicação, atenção e ensinamentos.


O Pedro era diferente dos demais do grupo, pois, apesar dos seus 5 anos não falava , fugia da sala e não interagia com os demais colegas, mostrando uma extrema agitação .
Ao longo do ano letivo eu e a Néa fomos juntas construindo saberes, pesquisando e conquistando o Pedro para que pudesse avançar, dentro de suas potencialidades. Nossa prioridade era que ele aprendesse a brincar, a interagir com os colegas e também que compreendesse as regras sociais e a rotina da sala e da escola.
Durante este tempo fui dialogando com a mãe sobre a importância da integração da família com a escola e ela pôde me dar importantes dicas de como melhor agir com o Pedro.
Os demais alunos se tornaram pequenos professores do Pedro e colaboravam conosco, ensinando e estimulando o Pedro a se envolver nas brincadeiras e demais atividades e ele a cada dia apresentava progressos e se integrava com as atividades e a rotina da escola.
Ao final do ano, juntamente com a equipe de inclusão da Secretaria de Educação do município foi decidido que o Pedro permaneceria por mais um ano na Educação Infantil, de modo que pudesse desenvolver a linguagem oral, aperfeiçoar o entrosamento social e também pudesse nos dar mais subsídios para que pudéssemos contribuir ainda mais para o seu desenvolvimento cognitivo.
Ao longo de 2009, pudemos colher de fato os frutos de um árduo trabalho, envolvendo as pessoas que criaram vínculos, as ações às vezes intuitivas, às vezes pesquisadas, muitas observações transformadas em ações, oferecendo ao aluno caminhos para o seu desenvolvimento. Atualmente o Pedro fala frases simples, interage melhor com os colegas e funcionários, participou da festa junina, dançando com a turma, o que emocionou a todos, reconhece seu nome e conta até 10.
Sua mãe é muito participativa.
Enfim, o Pedro é um aluno que nos desafiou, mas que também nos trouxe a chance de perceber o quanto é possível oferecer a estes alunos, que por tantas vezes são discriminados . O Pedro não só nos ofereceu a condição de acreditar na inclusão como também nos fez sentir educadores inclusivos, pois, como educadores somos tão capazes que muitas vezes desconhecemos nosso potencial inclusivo. Enfatizo que sou professora sem especialização em educação especial, apenas acredito que é possível dar a todos a mesma oportunidade! Assim como fizemos com o nosso Pedro.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

MOVIMENTO PAIS EM REDE


No passado dia 5 deste mês fui à minha 1ª reunião de Pais em Rede em casa da escritora Luísa Beltrão, ela também mãe de uma menina que necessita de necessidades educativas especiais.



Estivemos ali cerca de 12 mães com filhos de várias idades e com necessidades especiais de vários tipos.

Da união sai a Força e isso eu como avó, pude ver que nenhuma destas mães baixou os braços perante o seu "problema" e têm lutado cada uma por si para o melhor para os seus filhos.



Precisamente este MOVIMENTO visa UNIRMO-NOS para que possamos chegar a quem de direito deve ajudar todos os NEE deste nosso país.


Assim vou dar-vos a conhecer em traços ligeiros o movimento e pedir a todas as seguidoras, mães ou familiares, ou amigos dos nossos meninos/as que adiram ao Movimento, divulguem e se façam sócios.


www.pais-em-rede.com


A integração das "famílias especiais" na sociedade portuguesa é problemática.


PAIS-EM-REDE pretende especializar-se nesta área, reunindo famílias e cidadãos solidários, de todas as regiões do país, com o objectivo de definir a complexa rede de carências e de abrir caminhos para as resolver.

Ajude a tornar Portugal um lugar melhor para as pessoas com necessidades especiais.

PAIS-EM-REDE é um movimento cívico, a nível nacional, sem fins lucrativos, que apoia "famílias especiais" com o objectivo de promover a qualidade de vida e a realização de projectos pessoais e profissionais.


PAIS-EM-REDE pretende ser a voz activa, que actua de forma dinâmica e transversal, em colaboração com as estruturas existentes.


PAIS-EM-REDE visa estar presente em áreas como a saúde, a educação, a formação e integração socioprofissional de modo a assegurar a realização pessoal.


Para atingir os seus objectivos, PAIS-EM-REDE pede o seu testemunho com o fim de elaborar um diagnóstico da situação sobre carências existentes e os problemas que as famílias enfrentam.

O seu empenho nesta causa é importante.

Inscreva-se como associado.



Projecto - Unidos Por Uma Causa


PORTANTO neste momento é importante:


--------------------Divulgação do movimento.


------------------- Angariação de sócios - familiares e amigos


---------------------Levantamento de problemas, necessidades e testemunhos de situações passadas que considerem importante e possam ajudar a definir um diagnóstico (todas as informações devem ser assinadas e datadas por uma questão de fidedignidade).



A todos aqueles que só agora têm conhecimento do nosso Movimento o endereço do nosso site é www.pais-em-rede.com onde podem consultar o projecto que contém tudo o que precisam.



Poderão fazer download dos boletins de inscrição podem fazer fotocópias para angariação de sócios.


LEMBREM-SE QUE AS QUOTAS NÃO SÃO OBRIGATÓRIAS.



Embora, se alguém quiser fazer algum donativo, é óptimo porque andamos a precisar de dinheiro.



Irei mandar a todos o mail deste post e peço aqueles que me seguem e que não têm email nos vossos blogues que entrem em contacto comigo.



Lembrem-se que eu não estou aqui só pelo meu neto (até acabar o pré-escolar ele é um privilegiado, tem todos os acompanhamentos que necessita no Colégio Maria Pia onde anda, casa Pia de Lisboa),mas por todos os que necessitam e só juntos podemos VENCER


Um Abraço de Coragem





quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

BOAS NOTICIAS PARA O RAFAEL DAS CALDAS DA RAINHA



Funcionária contratada para tomar conta de criança autista no Chão da Parada




Dezembro 2nd, 2009 in Jornal das Caldas.


Rafael, de sete anos, que frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha e sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo, já tem acompanhamento no estabelecimento de ensino.
A falta de uma auxiliar nesta Escola já foi noticiada pelo JORNAL DAS CALDAS. Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II, revelou que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha contratou uma funcionária, através do POC (Plano Ocupacional de Emprego) para acompanhar o Rafael e para dar algum apoio às crianças que frequentam as actividades de enriquecimento curricular.
Gil Pacheco reconhece que não é uma situação estável mas garante que a nova colaboradora tem contrato com a duração de um ano. “O ideal era ter uma assistente operacional com o perfil certo, mas como a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) está a orientar para que se contrate através do POC, é preferível ter lá uma pessoa do que não ter ninguém”, sublinhou.
A mãe de Rafael, Mafalda Almeida diz que se reuniu no passado dia 26 com presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II e que ele lhe confirmou que a nova funcionária tinha sido contratada para dar apoio a Rafael. No entanto, a encarregada de educação continua com dúvidas porque tinha lhe sido comunicado que a auxiliar era para dar apoio às crianças das actividades de enriquecimento curricular.
Mafalda Almeida aguarda agora o desenrolar da situação, esperando que a nova funcionária contratada tenha a disponibilidade para acompanhar Rafael da melhor forma.
Rafael tem passado os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.
A doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”, admite a mãe.
“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifestou um grupo de encarregados de educação numa carta enviada à DREL.
“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.
“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.
A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.


Marlene Sousa (texto)
Carlos Barroso (foto)

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

HOJE DEPOIS DO BANHITO


segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Ativista abre caminhos para adultos com Autismo em NJ



Don Bennetti, residente em Edison (NJ), vem oferecendo enormes oportunidades para adultos autistas no Douglas Developmental Disabilities Center. Em 2006, pais envolvidos com o centro na Rutgers University formaram uma força tarefa que focaliza em encontrar empregos para seus filhos e filhas. O objetivo não era tão fácil. “Encontrar trabalho para indivíduos autistas é muito difícil”, explicou Bennetti. “Não há muitas vagas no mercado”.

Bennetti parou de bater de porta em porta e decidiu criar o seu próprio negócio e, pouco tempo depois, ele fundou o “Men with Mops” (Homens com esfregões). Atualmente , a empresa possui 15 adultos autistas e o filho de Bennetti, Luke, é um dos funcionários, ou seja, ele possui seu próprio emprego. “Men with Mops executa uma variedade de tarefas: limpeza, corte de grama, recolhimento de folhas e mais. Sob o treinamento de supervisores, eles fazem o que podem durante as horas do programa (10:00 am às 2:15 pm, de segunda as sextas-feiras) e dentro de um diâmetro máximo de 30 milhas do centro.

Bennetti ainda lembra-se da primeira vez que seus funcionários receberam seus salários. “O sorriso em seus rostos, essa foi a recompensa da criação do Men with Mops”. Ele disse que alguns pais sequer querem sacar os cheques, ou seja, apenas pô-los em uma moldura! Essa tendência dificultou Bennetti em controlar o saldo bancário.

Há planos de expansão, como descreveu Chris Manente, coordenador do programa DDDC. Ele disse que o primeiro passo será expandir o horário de trabalho do Men with Mops além das restrições atuais determinadas pelo programa, o que significa mais horas e até finais de semana.

“O que teríamos que fazer é descobrir uma forma de apoiar nossos funcionários do Men with Mops através de treinadores profissionais além do ambiente que o programa diário de adultos do Douglas Development Disabilities Center possa provar”, disse Manente.

Ele acrescentou que isso pode ser realizado se a companhia Men with Mops contratarem seus próprios treinadores ou ter pais de adultos com autismo assumindo a função. Através dessas ações, Manente disse que a Men with Mops poderia expandir o programa para um número maior de adultos com autismo em várias áreas do Estado Jardim.

O MEU TESOURO

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segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

ASPERGUER,AUTISMO E EMPATIA: ESTUDO ENGLOBA 27 GENES

Enviado por Priscilla para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil
Traduzido pela Fga. Mônica Accioly




Cientistas da universidade de Cambridge identificaram 27 gens que estão associados com a síndrome de Asperger, e/ou com autismo e/ou com a empatia. A pesquisa será publicada em AUTISM RESEARCH.
A pesquisa foi liderada pelo Dr Bhismadey Chakrabarti e pelo professor Simon Baron-Cohen do centro de pesquisa do autismo, em Cambridge. Sessenta e oito (68) genes foram escolhidos, fosse porque eram conhecidos por participar do crescimento de neurônios, no comportamento social ou nos esteróides do hormônio sexual (testosterona e estrogênio). O último grupo de genes foi incluído considerando-se que a SA ocorre principalmente nos homens e também porque pesquisas anteriores mostraram que os níveis de testosterona fetal estão associados com traços de autismo e de empatia em crianças em desenvolvimento típico.
A pesquisa realizou dois experimentos. Primeiro, examinaram aqueles genes em 349 adultos, todos dentro do espectro do autismo e do coeficiente de empatia. Depois examinaram 174 adultos com diagnóstico formal de SA e foram feitas as devidas comparações.
A pesquisa encontrou que componentes de 27 dos 68 genes estavam associados com SA (síndrome de asperger) e/ou autismo. Dez (10) desses genes estavam ligados aos esteróides sexuais, dando suporte ao papel por eles desempenhado no autismo. Oito (8) de tais genes estavam envolvidos no crescimento dos neurônios, dando suporte à idéia de que o autismo poderia resultar de circuitos cerebrais com conexões deficientes, quando do desenvolvimento cerebral. Os demais 9 genes estariam relacionados ao comportamento social, levando alguma luz à biologia da sensitividade social e emocional.
Comentário do Dr Chakrabarti: “esses 27 genes representam conhecimentos preliminares para o entendimento das bases genéticas da SA e correlatos,como empatia. Todos são bons candidatos para outros estudos, tanto quanto ao autismo leve ou grave. Cinco (5) daqueles genes que encontramos haviam sido reportados anteriormente no autismo, mas os outros 22 nunca foram relacionados com SA, autismo ou empatia. Agora precisamos estudar como esses genes interagem.”
Professor Baron-Cohen: “Nós escolhemos pesquisar a genética da SA porque todos os outros estudos genéticos estavam focados no autismo clássico, que pode incluir as dificuldades no aprendizado e na linguagem. A SA é uma condição mais “pura”porque tai s fatores estão ausentes. Os novos resultados representam um avanço significativo em relação ao nosso trabalho anterior, ao nos mostrar que os hormônios esteróides sexuais (testosterona e estrógeno) influenciam no desenvolvimento social e no autismo. O novo estudo também confirma que outras moléculas são importantes na compreensão do autismo e da empatia.”
Síndrome de Asperger (SA) é um subgrupo do autismo. O outro subgrupo é o autismo clássico. As condições de autismo aparecem em 1% da população e o seu diagnóstico é feito tendo como base as relações sociais e a comunicação.
Referência:
Chakrabarti, B, Dudbridge, F, Kent, L, Wheelwright, S, Hill-Cawthorne, G, Allison, C, Banerjee-Basu, S, & Baron-Cohen, S. - Genes related to sex-steroids, neural growth and social-emotional behaviour are associated with autistic traits, empathy and Asperger Syndrome. Autism Research, July 16, 2009

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/07/090715101427.htm

sábado, 14 de Novembro de 2009

CORREIO DO MINHO



Cientistas norte-americanos descobriram uma mutação num gene comum aos humanos e aos chimpanzés que poderá ajudar a explicar por que razão uns falam e os outros não.
Segundo um estudo hoje publicado na revista Nature, a mutação consiste numa diferença em apenas duas das centenas de moléculas do gene FOXP2 que terá ocorrido quando os humanos desenvolveram a capacidade de falar.
Não será provavelmente o único gene envolvido no desenvolvimento da fala e da linguagem, mas os investigadores concluíram que actua de modo diferente nos humanos e nos chimpanzés.
Pouco se sabe sobre o processo de evolução e desenvolvimento da fala entre os humanos, mas testes laboratoriais mostraram que a versão humana do FOXP2 regula uma rede diferente de outros genes ligados à linguagem.
Esse gene 'desempenha realmente um papel importante nas diferenças entre humanos e chimpanzés', afirmou o principal autor do estudo, Daniel Geschwind, professor de neurologia, psiquiatria e genética humana na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Estudos anteriores sobre a evolução já tinham sugerido uma variação do gene entre o homem e o chimpanzé devida às duas moléculas alteradas e o impacto possível dessa diferença na capacidade de falar.
'O nosso estudo faz a demonstração experimental dessa diferença', sublinhou Geschwind.
O desenvolvimento da investigação deste e de outros genes poderá abrir caminho a tratamentos genéticos para pessoas com dificuldades de desenvolvimento da linguagem, como no caso do autismo, por identificar alvos terapêuticos, assinalou o cientista.
Perspectiva idêntica foi avançada por outra autora do estudo, Genevieve Konopka, também da UCLA, segundo a qual a descoberta dos genes influenciados permitiu 'identificar um conjunto de novas ferramentas para estudar como poderá ser regulada a linguagem humana a nível molecular'.
No autismo ou na esquizofrenia, esses processos moleculares poderão permitir 'compreender melhor o impacto dessas patologias na capacidade do cérebro de utilizar a linguagem', concluiu

O AUTISMO NÃO É UMA DOENÇA

Em Vinhais, sexta-feira passada, inaugurou-se a primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito de Bragança. Aberta das 9 às 17:30, na Escola do 1º Ciclo da vila, recebe alunos com necessidades educativas especiais, cuja problemática se enquadra no espectro do autismo.
Para além de admitir crianças provenientes dos concelhos limítrofes, esta Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Autismo (UEEA) é, de momento, constituída por duas professoras especializadas (Celmira Macedo e Cristina Gonçalves), duas auxiliares de acção educativa (Eduarda Santos e Sónia Eiras), uma psicóloga, três terapeutas (fisioterapia, musicoterapia e terapia da fala) e cinco meninos. Três são de Vinhais e dois residem no concelho de Mirandela.

Celmira Macedo, docente de Educação Especial, desvenda o objectivo desta unidade. “Iremos garantir que as crianças tenham qualidade de vida e de trabalho, potenciando as áreas fortes do autismo e trabalhar as áreas fracas, a área do comportamento, da interacção social, algumas áreas da aprendizagem e da comunicação, como a linguagem”.
Para tal, a equipa afecta à unidade vai procurar, acima de tudo, reunir a criança, a família e o seu contexto social.

As cinco crianças integradas em Vinhais poderão, eventualmente, receber mais um colega, já que, o limite legal de cada UEEA é de seis alunos.

Câmara, Agrupamentos de Escola e DREN uniram-se para apoiar crianças com necessidades especiais

A criação da unidade resulta de um projecto da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), em parceria com o Agrupamento de Escolas D. Afonso III de Vinhais, e com o apoio da Direcção Geral de Educação do Norte (DREN). A iniciativa resultou num investimento, quer em termos de recuperação da sala, quer na aquisição de imobiliário indicado especificamente para crianças autistas, que rondou os dez mil euros.

“Em todos os projectos que haja uma contribuição para o bem-estar dos alunos, a Câmara de Vinhais não hesita e tem-no demonstrado desde o início, indo de encontro a todas as solicitações do Agrupamento que venham nesse sentido. Esta foi mais uma aposta, um desafio colocado há cerca de meio ano, ao qual dissemos sim de imediato”, revela o vereador da Educação da CMV, Roberto Afonso.

Manuela Rocha, mãe do Martim, um aluno de 9 anos integrado na unidade e que sofre de perturbações do espectro do autismo, mostra-se satisfeita por haver no concelho um sítio indicado para crianças com necessidades especiais. “Este é um espaço necessário em qualquer lugar onde haja um menino com autismo”, afirma.


Esta inauguração aconteceu em ambiente de festa e com direito a lanche, uma vez que, à semelhança dos anos anteriores, se deu as boas-vindas à Comunidade Educativa do concelho. No início deste encontro, teve lugar uma visita ao Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho.

De seguida, na E.B.1 de Vinhais, realizou-se a Festa de Recepção ao Professor, que pretendeu “promover o convívio e viabilizar a integração da comunidade docente, para além de contribuir, em simultâneo, para o fortalecimento dos laços entre professores e município”, explicou o presidente da autarquia, Américo Pereira.


Por: Bruno Mateus Filena

AUTISMO



Autismo é um dos temas que já deixou de ser tabu para muitas pessoas e se este ainda é encarado como tabu é porque as pessoas não querem ver nem perceber o que é o autismo. Após ter realizado uma pesquisa sobre esta "diferença" consegui retirar algumas conclusões, que passo a referir. O Autismo passa por uma dificuldade metal em comunicar e estabelecer contactos com os outros e com o meio. Existem algumas características que ao as conseguirmos conhecer poderá ser mais fácil perceber o que é o autismo, estas são o isolamento, manterem a sua maneira de ser, memorização mecânica por exemplo os nomes e datas todos dos filmes durante três anos, sempre a mesma cara, o medo de um simples toque como por exemplo um aperto de mão, gosto de relacionar os objectos como por exemplo no filme "I am Sam", Sam estava sempre a por por ordem os pacotes de açúcar, adoçante, etc., gestos repetidos como balançar sempre as mão e a dependência das rotinas no filma "Rain Man" o autista em questão tinha que ver os programas televisivos sempre, deitar-se sempre as onze da noite, ter a cama debaixo de uma janela, comer sempre as mesmas coisas, entre outras coisas, como podemos ver estas são apenas algumas das características que um autista pode apresentar. Um exemplo de uma causa autista é o de uma menina chamada Joana.



Desde o dia em que nasceu Joana apresentou comportamento anormal, parecia diferente das demais crianças. Numa idade em que a maioria das crianças é curiosa e quer ver tudo, Joana mexia-se pouco no berço e não respondia aos ruídos dos brinquedos. Seu desenvolvimento não se deu na ordem esperada, ficou de pé antes de gatinhar, e quando andava era na ponta dos pés. Aos dois anos e meio de idade ainda não falava apenas agarrava as coisas ou gritava pelo que queria. Era capaz de ficar sentada durante horas olhando para um de seus brinquedos.
Durante uma sessão de avaliação passou todo o tempo puxando os tufos do agasalho da psicóloga. Este exemplo que aqui apresentei foi retirado do site  http://www.psicosite.com.br/tra/inf/autismo.htm e a informação utilizada na pesquisa das características do site  http://autismo122.blogs.sapo.pt/2054.html.

FILME I AM SAM



Filme "I am Sam"
No dia 5 de Novembro de 2009 visualizámos uma filme durante a aula de área de Estudo da Comunidade que se intitulava "I am Sam", filme esse que retratava a diferença entre os deficientes e das pessoas ditas "normais", a base do filme estava na luta pela custódia por parte de um autista pela sua filha que foi abandonada pela sua mãe no dia em que nasceu, durante sete anos esta menina foi criada por um autista e por uma vizinha que era cega, a menina foi retirada ao pai, pois este tinha uma mentalidade de sete anos e não apresentava condições para dar uma educação, a partir deste dia iniciou-se uma luta para que Sam pode-se educar a sua filha que tanto amava, conheceu uma advogada egoísta e que só pensava em trabalhar, trabalhar e trabalhar.
A luta inicia-se contra tudo e contra todos e o sofrimento de um pai por estar longe da sua filha e por ter sempre o tempo contado para a ver e para a amar.
O fim do filme, bem o fim do filme fica na vossa curiosidade, pois acho que este filme para um animador que está a iniciar é bastante importante e explicito para compreendermos a vida dos autistas, a importância que pequenos pormenores fazem na sua vida , outro filme que também falta sobre o autismo é o "Rain Man", mais um filem que a conselho a ver pelas mesmas razões do "I am Sam".
Este não foi o primeiro filme onde pode visualizar a vida de um autista mas sim o segundo, as coisas de um filme para o outro não mudaram muito, as rotinas, as regras, a organização são factores fundamentais para um autista conseguir viver a sua vida, a diferença que existe de um filme para o outro é que no "Rain Man" o autista em questão tinha muita dificuldade em conseguir quebrar as suas rotinas e no "I am Sam" este não sentou nenhumas dificuldades visíveis quando teve que quebrar as suas rotinas por causa da sua fillha.
As pessoas autistas são pessoas normais como nós, apenas existem neles pequenos pormenores que os tornam pessoas especiais e que merecem mais atenção.

FALTA DE AUXILIARES NAS ESCOLAS



Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa
Rafael tem sete anos e frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha. Sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo. Tem apoio pedagógico especializado nas aulas, mas passa os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.
A mãe, Mafalda Almeida, desespera com a falta de respostas do Ministério da Educação e já recolheu o apoio dos pais das outras crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, que reconhecem que a doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”.
“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifesta o grupo de encarregados de educação numa carta enviada à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).
“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.
“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.
A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.
Rafael tem uma professora de apoio especializado duas vezes por semana, terapeuta da fala uma hora por semana, terapeuta ocupacional e psicóloga. Mas falta uma auxiliar em permanência.
O problema estende-se a toda a escola. Tem 46 alunos e não há auxiliar de acção educativa. Já aconteceu, nas actividades extra-curriculares, um professor não chegar a tempo por ter de se deslocar de outra escola para aquela, e as crianças ficarem sozinhas no recreio, podendo entrar qualquer pessoa e sair qualquer criança do estabelecimento de ensino.
Agrupamento sem verbas
O Ministério não atribuiu qualquer auxiliar à escola do Chão da Parada já que “a lei só determina essa obrigatoriedade a partir dos 48 alunos”, esclarece Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II.
O reforço do número de auxiliares de educação foi solicitado à DREL pelo agrupamento mas não há prazos para que a questão seja resolvida.
O agrupamento é composto por 33 escolas, com 2200 alunos (desde o pré-escolar ao secundário) e 52 auxiliares. Apesar de ser preciso mais 14 auxiliares, “à luz da Lei, temos mais duas auxiliares do que o número obrigatório”. O problema reside “na fórmula usada pelo Ministério da Educação, que é manifestamente insuficiente para as nossas necessidades”, considera Gil Pacheco.

Outro caso
Na escola de Salir do Porto, pertencente ao mesmo agrupamento, uma menina de sete anos com deficiência motora também sente a falta de uma auxiliar educativa. “Anda de cadeira de rodas e não se consegue movimentar sozinha. Para deixar de usar fralda precisava de acompanhamento. No refeitório é a própria cozinheira quem lhe dá a comida”, lamenta a mãe, Virgínia Sutre.
Francisco Gomes (texto)
Carlos Barroso (fotos)






Tags: Sociedade

CARRIS OFERECEU 1ºS LIVROS DE BOLSO AOS PASSAGEIROS


Dezenas de passageiros do eléctrico 15 (Lisboa) receberam hoje os primeiros livros de bolso distribuídos pela Carris no âmbito do projecto "Ler entre Linhas", uma iniciativa bem aceite pelos clientes, para quem "o que é oferecido é bem-vindo".

Destak/Lusa
destak@destak.pt


No próximo dia 19, a empresa vai distribuir nos seus 750 autocarros e 55 eléctricos 25 mil pequenos livros com um capítulo da obra "Querido Gabriel", traduzida em 18 línguas, onde o norueguês "Halfdan Freihow descreve a sua relação com o filho mais novo, a quem foi diagnosticado autismo aos 13 anos.
Até ao final de 2010, serão oferecidos mensalmente e em igual número excertos de outras obras literárias lançadas pela editora Objectiva - como a história de vampiros "A Estirpe" ou o manual escrito por uma criança de 12 anos "Como conquistar uma miúda" - para tornar as viagens mais agradáveis e promover hábitos de leitura".
"Vamos ao encontro de muitos gostos para pôr os portugueses a ler mais. Ao mesmo tempo, queremos melhorar a mobilidade em Lisboa, aumentar a sua qualidade, torná-la mais sustentável", disse à Lusa o presidente da Carris, José Manuel Rodrigues, durante a viagem de divulgação do projecto, no eléctrico 15, que liga a Praça da Figueira a Algés (Oeiras).
Na iniciativa esteve também o autor de "Querido Gabriel", para quem a leitura nos transportes públicos pode compensar algum isolamento: "Costumo comparar o autismo a estar no meio de estranhos. E quando se entra num autocarro estamos rodeados de desconhecidos, de quem nada sabemos, o que pode ser uma experiência de certa forma autista".
Jorge Andrade, um dos primeiros passageiros a conhecer o "Ler entre Linhas", disse à Lusa que a escolha do primeiro livro foi "uma boa ideia" para informar muito mais pessoas sobre o autismo e talvez fazê-las compreender melhor a doença.
Habituado a consultar os jornais gratuitos nos transportes públicos, Jorge afirma que irá incluir os livros de bolso nas suas leituras.
Também José Ferreira, utilizador diário da Carris, aplaudiu a "boa iniciativa", apesar de nem sempre conseguir ler nos transportes: "Às vezes leio o jornal, mas com os movimentos fico tonto, tenho de esperar por chegar ao café ou a casa".
Ainda assim, o reformado mostrou-se "muito curioso" para conhecer os excertos das obras, até porque, como vários passageiros, considera que "o que é oferecido é bem-vindo e se tiver utilidade ainda melhor".
Quanto aos custos do programa, o presidente da empresa pública explicou que os livros de bolso são da responsabilidade da Objectiva, que assim promove novos títulos.
À Carris cabe apenas pagar aos jovens que distribuem a oferta

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

PAIS EM REDE

EU, NÃO VOU PUDER IR, MAS COM TODA A CERTEZA VOU COMPRAR O LIVRO, POIS O TEMA PARA ALÉM DE ME SER COMPLETAMENTE FAMILIAR, PORQUE A MINHA FILHA TEM AUTISMO, AINDA "SINTO FOME E SEDE" DE SABER TUDO O QUE LHE DIGA RESPEITO, DE FORMA A PODER COMPREENDER AO MÁXIMO A SUA COMPLEXA MANEIRA DE SE MANIFESTAR E PODENDO ASSIM, AJUDAR A MINHA FILHA, *RESPEITANDO-A E CONTINUANDO A AMÁ-LA E ACEITÁ-LA COMO SER SER HUMANO FASCINANTE QUE É.*


JÁ AGORA, APROVEITO PARA VOS PEDIR, A VÓS "PAIS ESPECIAIS" E A TODOS OS(AS) MEUS(MINHAS) AMIGAS, CONHECIDOS(AS) QUE VISITEM O SITE DO *MOVIMENTO* *_PAIS-EM-REDE_**  (http://www.pais-em-rede.com/)_
_*, DO QUAL EU TAMBÉM FAÇO PARTE COM MUITO ORGULHO E PEDIR-VOS QUE SE TORNEM ASSOCIADOS (NÃO SÓCIOS) PARA NOS AJUDAREM *A MUDAR AS MENTALIDADES DA SOCIEDADE, EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS COM INCAPACIDADES E ÀS SUAS FAMÍLIAS. *

MUITO RESUMIDAMENTE:

_*PAIS-EM-REDE*_ "É UM *MOVIMENTO CÍVICO*, DE ÂMBITO NACIONAL, COMPOSTO POR "FAMÍLIAS ESPECIAIS" E POR TODOS OS CIDADÃOS SOLIDÁRIOS COM ESTE *MOVIMENTO*, CUJA FUNÇÃO É CONSTITUIR-SE EM PARCEIRO SOCIAL, CAPAZ DE UNIR VOZES PARA COMUNICAR, DISCUTIR, ORGANIZAR E PROPOR SOLUÇÕES, E, EM CONSEQUÊNCIA, MUDAR AS MENTALIDADES, NA MIRA DE UMA PROGRESSIVA QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS COM INCAPACIDADES E DAS SUAS FAMÍLIAS".

_*PAIS-EM-REDE*_ "NÃO PRETENDE SUBSTITUIR-SE OU SOBREPOR-SE A NENHUMA ASSOCIAÇÃO, NÃO É PRESTADORA DE SERVIÇOS, NA ACEPÇÃO MATERIAL DO TERMO, MAS VISA *CONGREGAR ESFORÇOS, *CRIANDO UMA REDE DE CIDADÃOS RESPONSÁVEIS, ORGANIZADOS EM NÚCLEOS DISTRITAIS, SEM CONOTAÇÕES PARTIDÁRIAS, CONFESSIONAIS OU IDEOLÓGICAS."

"- SE É PAI OU MÃE, EDUQUE O SEU FILHO NO RESPEITO PELA DIFERENÇA;
- SE É PROFESSOR/A, ENSINE OS VALORES DA DIGNIDADE HUMANA;
- SE É DOMÉSTICA, CONTINUE A PERMITIR QUE O DETALHE FAÇA A DIFERENÇA;
- SE É PROFISSIONAL DE SAÚDE, ALÉM DA DOENÇA, VEJA A PROMESSA;
- SE É JORNALISTA, ALARGUE A CONSCIÊNCIA SOLIDÁRIA DO PÚBLICO;
- SE É ADMINISTRATIVO/A, ATENDA O OUTRO COMO UM PRÓXIMO;
- SE É ADVOGADO/A, LUTE PELA VISIBILIDADE E CUMPRIMENTO DAS LEIS;
- SE É ARTISTA, CRIE BELEZA ONDE A NORMA REJEITA;
- SE É ARQUITECTO/A, CONSTRUA COM AS LIMITAÇÕES DOS OUTROS;
- SE É EMPRESÁRIO, PARTILHE COMO UM INVESTIMENTO COM RETORNO;
- SE TRABALHA NO COMÉRCIO, NA CONSTRUÇÃO CIVIL, NA INDÚSTRIA, NA AGRICULTURA OU NAS PESCAS, DESCUBRA O LUGAR CERTO PARA GENTE ESPECIAL.
SEJA QUAL FOR A SUA SITUAÇÃO, LEMBRE-SE QUE É UM SER HUMANO E ACTUE EM CONFORMIDADE."
*_PARA MAIS INFORMAÇÕES:

_geral@pais-em-rede.pt

http://www.pais-em-rede.com/ _

_- Ana Félix da Costa - anafelixdacosta@gmail.com - 925129340

- Carmo Cotta - carmocotta@hotmail.com - 925129303

- Daniela Godinho - daniela.godinho@netcabo.pt - 925129302

- Luísa Beltrão - luisabeltrão@hotmail.com - 925129301

- Ana Maria Almeida - ana.caa@netcabo.pt - 925129341 *

COMO "MÃE ESPECIAL" QUE SOU APELO SOBRETUDO A TODAS AS MÃES E PAIS ESPECIAIS, QUE SE JUNTEM A NÓS, POIS SÓ UNIDOS PODEREMOS MARCAR A DIFERENÇA, POR UMA CAUSA MAIS DO QUE JUSTA.
PENSEM QUE SE NÃO NOS MEXERMOS AGORA, O QUE SERÁ O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?
SERÁ QUE OS NOSSOS FILHOS, NÃO TÊM O DIREITO DE TEREM UM FUTURO CONDIGNO, E FELIZ COMO QUALQUER SER HUMANO, SÓ POR CAUSA DAS SUAS LIMITAÇÕES?
NÓS PAIS NÃO SOMOS ETERNOS! PORQUE NÃO BATALHAR, ESFORÇANDO-NOS AGORA, AINDA MAIS UM POUCO, DE FORMA A MUDAR AS MENTALIDADES, PARA QUE SE CONSIGA QUE A SOCIEDADE ACEITE E APRECIE O GRANDE POTENCIAL QUE MUITAS DESTAS PESSOAS TÊM PARA DAR, NÃO SÓ A NÍVEL HUMANO (QUE É UM TESOURO AUTÊNTICO), MAS TAMBÉM A NÍVEL PROFISSIONAL, SOCIAL, ETC.
MAS ESTE TRABALHO, DEVE COMEÇAR SOBRETUDO PELOS "PAIS ESPECIAIS", POIS SÃO AS PESSOAS QUE MAIS SENTEM AS NECESSIDADES CONSTANTES E DIÁRIAS DOS SEUS FILHOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS.
UM ABRAÇO ESPECIAL DE UMA MÃE ESPECIAL
Isabel Barbosa

OBRIGADA ISABEL PELA PARTILHA DE INFORMAÇÃO VOU PASSAR AOS MEUS CONTACTOS.
GOSTEI DE TE CONHECER E À TUA CECILIA.
5ª FEIRA LÁ VOU NOVAMENTE À PISCINA COM O JOÃO E TENHO A CERTEZA QUE DENTRO EM POUCO ELE JÁ ESTARÁ MUITO MAIS EVOLUÍDO,ALIÁS O FINAL DA AULA JÁ FOI COM ALGUMAS GARGALHADAS E DEIXOU-SE MOLHAR TODO,COMO ME DISSESTE É UMA EQUIPA FANTÁSTICA E SABE TRABALHAR COM OS NOSSOA MENINOS E MENINAS.
bEIJINHOS PARA TI E PARA A CECILIA
 
 
Envio-vos em anexo a resposta que escrevi à Fátima Meireles, mentora da ideia da criação da Associação para as pessoas com necessidades especiais. Nessa resposta, consta resumidamente o conteúdo da reunião a que assisti na passada 4ª feira, dia 4, com alguns dos elementos do PAIS-EM-REDE  (http://www.pais-em-rede.com/)  e info@pais-em-rede.com.  

Gostei muito do que vi, da força de vontade que reconheci naqueles membros, da forma como fui recebida e tratada, das ideias que ouvi. Sinceramente, vejo-me a "lutar" por uma causa tão justa como a que a PAIS-EM-REDE está a defender.

Peço-vos que num bocadinho que tenham mais disponível (eu sei que são poucos) visitem o site deles e se associem. Não é preciso pagar quotas. Com a continuação do desenvolvimento do projecto e se puderem é sempre bem vinda uma ajudinha financeira, por mais pequena que seja, para os gastos inerentes.
O que habitualmente as pessoas fazem, quando têm condições para isso, é amealhar, poupando para o seu futuro na velhice.
Nós pais especiais, também nos devemos de UNIR para conseguirmos mudar algumas coisas que poderão ser benéficas para os nossos filhos no futuro, a ponto de por exemplo existirem mais empresas a dar trabalho a pessoas com limitações, com deficiência. Até porque, tendo algum tipo de incapacidade, não quer dizer que não sejam craques noutras funções e assim sendo sentem-se produtivos e contributivos para a sociedade de que também fazem parte.
Unidos é muito mais fácil ensinarmos à sociedade, que não são só as pessoas "normais" que são excepcionais. Mais excepcionais, são as pessoas que devido às suas limitações, conseguem fazer algo que algumas pessoas "normais" acham extraordinários e até nem elas próprias apesar da sua "normalidade" conseguem fazer. Penso que me consegui fazer entender!

Bem, o que eu apelo é que "demos as mãos" para que UNIDOS POR UMA CAUSA, consigamos ajudar os nossos queridos filhos especiais no presente e sobretudo no futuro, quando nós pais, já formos velhinhos e já não tenhamos capacidades de os puder ajudar.

Se entenderem que não se devem juntar a nós, passem pelo menos a palavra, divulgando este MOVIMENTO que ainda vai dar muito que falar, devido ao belo e excelente trabalho que já está a fazer e ao que ainda vai ser feito.

Um grande abraço de uma mãe especial, com a esperança que estas palavras toquem os vossos corações em prol dos NOSSOS, agora MENINOS(AS), mas ADULTOS no amanhã. E em prol dos agora ADULTOS, mas VELHINHOS no amanhã.
Isabel Barbosa

REUNIÃO DE 4ª FEIRA DE PAIS EM REDE
Das poucas diferenças que me parece haver entre a PAIS-EM-REDE e nós, é que eles por enquanto e a médio longo prazo, não farão qualquer prestação de serviços. De resto, o lema de "luta" é o mesmo, a aceitação, a protecção, a inclusão, a ajuda, etc, das pessoas com incapacidades e suas famílias, por parte da sociedade portuguesa.
Têm um projecto com o ISPA, os quais se mostraram super interessados. O site deles, tem todas as informações necessárias, para se perceber bem o âmbito do esforço deles.
A reunião foi com 6 mães super activas e todas elas também com filhos com necessidades especiais diversas.
Parecem-me pessoas de outro meio social que não o meu, mas nem por isso, senti qualquer discriminação, pelo contrário.
A presidente é a escritora Luísa Beltrão. Foi na casa dela o jantar e a reunião. Apesar de já ter uma idadezinha, é super dinâmica. Gostei muito dela. A Daniela é cunhada do Dr. Miguel Palha. A Ana Almeida pelo que deduzi, penso também ser advogada  num banco.
Conhecem muitas pessoas de vários meios da sociedade portuguesa, desde políticos a cantores.
Fez na 4ª feira um ano, que criaram este movimento e contam já com + de 1500 associados, não sócios.
Já têm um núcleo no Porto. Estão a abrir um no Alentejo e pretendem a muito curto prazo abrir também cá em Lisboa. O que será mais difícil, mas não impossível.
Tencionam a muito curto prazo começar a partir para os meios de comunicação social, na divulgação da PAIS-EM-REDE.
Elas também sentem como maior dificuldade, a aproximação dos pais especiais, que são quem maior força têm para se fazer algo de diferente e marcante em relação à forma como a sociedade portuguesa ainda trata as pessoas com alguma limitação, deficiência, diferença, incapacidade, ou o que lhe queiram chamar.
Eu fiquei de passar palavra às mães que foram às nossas reuniões (que fiz ontem com o envio da mensagem)
Entretanto, estou a trabalhar com as restantes mães e pais do PAIS-EM-REDE, ajudando na sua divulgação, pois dá-me a impressão que com a força que eu constatei nesta reunião e os conhecimentos práticos, teóricos e de pessoas conhecidas que elas têm, é capaz de se conseguir algo a nível de mudanças de mentalidades e tudo o resto consecutivamente.

Junta-te a nós na próxima reunião que haja e vais ver que não vais ficar desiludida com este movimento.


Quanto à APPDAE, apenas me enviaram uma convocatória para a assembleia geral, agora no próximo Sábado, às 9:00, lá na Faculdade de Letras de Lisboa.


Isabel Barbosa

RECOLHA DE CABOS ELECTRICOS

Olá!
Esta é uma boa forma de ajudarmos as crianças apoiadas pela Abraço, sem gastarmos nada... e ao mesmo tempo conseguimos livrar dos cabos que estão em casa e que já não servem para nada! Basta seguirmos as instruções para o envio dos cabos velhos!

Obrigada!



Ajude a ABRAÇO a reconstruir a Casa Ser Criança
Envie-nos os cabos eléctricos que não utiliza.
Passe esta mensagem aos amigos e empresas
A Abraço está a reconstruir a Casa Ser Criança, e todos podem ajudar, através do envio de cabos eléctricos que já não são utilizados e que podem ser reciclados.
Que tipo de Cabos?
Todos; telefone, computador, etc;
Como ajudar?
Indo a uma estação dos CTT, pede uma embalagem solidária, coloca os cabos e selecciona a Abraço de entre as várias Instituições, e os CTT fazem-nos chegar a caixa gratuitamente;
OU
Indo a um Centro Comercial Dolce Vita, e colocando os Cabos nas Casas Depósito;
Ainda
Reenviando este email aos amigos, ou promovendo recolhas.

domingo, 25 de Outubro de 2009

SEMINÁRIO SOBRE PARALESIA CEREBRAL E AUTISMO



Olá meus amigos.
Cá estou eu de novo para mais novidades.
Depois de muita conversa, de muito pedir, de muitas promessas que não sabia se as podia cumprir, a verdade é que consegui fazer com que a clinica "Therapies 4 kids" (onde a minha filha Alice vai fazer os tratamentos) viesse cá a portugal para um Seminário sobre Paralisia Cerebral e Autismo.
E assim quero desde de já convidar todos os interessados a estarem presentes.
Queria também pedir a todos ajuda a divulgar o mais possivel porque é mais um grande passo para ajudar a luz dos meus olhos que todos os dias me dá força para continuar com esta luta que tem sido muita dura e até desigual
Quero também informar que no próximo dia 7 de novembro de 2009 se irá realizar um Seminário sobre Paralisia Cerebral e Autismo no auditório da Lipor em Baguim do Monte (gondomar) entre as 12 e as 18 horas e que tera médicos dos mais conceituados do mundo incluindo médicos portuguses.
Este Auditório não tem barreiras arquitectónicas é de fácil acesso para todos.
Este Seminário é direcionado para Médicos, Enfermeiros, Terapeutas, Pais e Crianças com estas patologias,
contacto para mais informações tlm. 960 262 837 E-mail emoreira@iol.pt
p.s. pedia ás pessoas que queiram estar presentes o favor de confirmar."
grande abraço a todos


Ezequiel Moreira

http://pequena-alice.blogspot.com/

BENIFICIO DOS ANIMAIS PARA AS CRIANÇAS



Carla Baranauckas
Quando Chad, um Labrador amarelo, chegou à casa de Claire Vaccaro, em Manhattan, alguns meses atrás, o cachorro já tinha papel importante a exercer. Como animal treinado em serviços para autistas, sua missão na família seria a de ajudar a proteger Milo, 11 anos, o filho de Claire -especialmente em locais públicos, onde o menino muitas vezes sofre acessos de irritação ou tenta fugir correndo.
Como muitos animais treinados para servir como companhia, quer para prestar serviços, quer como animais de estimação, Chad teve efeito imediato - a espécie de efeito que é perceptível mas ainda não veio a ser compreendido plenamente por meio de um estudo científico. E a conexão certamente é mais longa que a da coleira que une o animal e o menino quando saem juntos.
"Dentro de casa, eu diria que bastou uma semana para que eu percebesse enormes mudanças", disse Vaccaro sobre Milo, cujo autismo prejudica sua capacidade de se comunicar e de formar elos sociais. "Mais e mais mudanças aconteceram ao longo dos meses e a conexão entre eles se intensificou ainda mais. Milo está muito mais calmo. Consegue se concentrar por períodos muito mais longos. É quase como se uma nuvem tivesse desaparecido".
A Dra. Melissa Nishawala, diretora clínica dos serviços de atendimento a autistas no Centro de Estudos da Criança, na Universidade de Nova York, diz ter testemunhado "uma mudança considerável e perceptível" em Milo, ainda que o cachorro se limite a ficar sentado silenciosamente no mesmo cômodo em que o menino. "Ele começou a me oferecer narrativas de uma maneira que nunca fazia no passado", ela revelou, acrescentando que o tema da maioria dessas histórias era o cachorro.
As mudanças foram tão profundas que Vaccaro e Nishawala estão começando a discutir a possibilidade de reduzir a medicação de Milo. Há muitas histórias não confirmadas sobre os benefícios da companhia animal - quer de animais de serviço e terapia, quer de animais de estimação - para a saúde humana. Mas o número de estudos em profundidade conduzidos até o momento não é muito grande. Agora, o Instituto Eunice Kennedy Shriver de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, parte do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, está iniciando um esforço para determinar se esses animais podem ter efeitos tangíveis sobre o bem-estar de uma criança.
Em parceria com o Centro Waltham de Nutrição Animal, da Inglaterra (que é parte do grupo Mars, fabricante de doces e ração animal), o instituto está solicitando propostas que "se concentrem na interação entre seres humanos e animais".
O objetivo específico seria o de promover estudos que demonstrem como essas interações afetam o desenvolvimento e saúde típicos, e determinar se elas têm benefícios terapêuticos e em termos de saúde pública. A proposta também solicita inscrições para estudos que "discutam por que os relacionamentos com animais de estimação são mais importantes para algumas crianças do que para outras" e que "explorem a qualidade do relacionamento entre crianças e animais de estimação, ressaltando a variabilidade do relacionamento entre animais e seres humanos dentro de uma mesma família".
O interesse do instituto nacional por esse tipo de pesquisa surgiu há pelo menos duas décadas. Valerie Maholmes, que dirige a pesquisa sobre desenvolvimento infantil e comportamento no instituto de saúde infantil, afirmou que, em uma reunião de especialistas realizada em 1987 para discutir os potenciais benefícios de animais de estimação para a saúde, o instituto havia concluído que "seria necessário pesquisar muito mais", especialmente no que tange ao desenvolvimento infantil.
Outras sessões de debate confirmaram essa necessidade de pesquisa, mas a maioria dos estudos concentra suas atenções em interações negativas, como por exemplo o papel dos animais de estimação na transmissão de doenças, disse James Griffin, diretor assistente de desenvolvimento e comportamento infantil, no instituto.
Enquanto isso, o centro Waltham estava expandindo as pesquisas que realiza e começou a conduzir pequenos estudos sobre a interação entre crianças e animais, disse Catherine Wotecki, diretora mundial de assuntos científicos na Mars. "Somos uma empresa que produz ração para animais de estimação e produtos para eles", afirmou, "e estamos interessados em manter esse relacionamento o mais forte possível".
Revisões sobre o programa de pesquisa do Waltham indicaram que estudos de maior porte, com grupos de controle apropriados, eram necessários. Quando a Mars foi informada do interesse dos institutos norte-americanos por esse tipo de pesquisa, foi estabelecida uma parceria entre o setor público e o privado para a realização desses trabalhos, com uma dotação de mais de US$ 2 milhões oferecida pela companhia. O Instituto Nacional de Enfermagem também está contribuindo para o financiamento de pesquisas.
Peggy McCardle, diretora da divisão de desenvolvimento e comportamento infantil do instituto nacional, disse que as verbas oferecidas pela Mars ajudaram a acelerar o início do projeto. McCardle acrescentou que o instituto nacional havia estabelecido protocolos para as parcerias entre o setor privado e o público e que todas as propostas passavam por revisão em pelo menos dois escalões antes de serem aprovadas.
As pessoas que trabalham com animais têm a expectativa de que pesquisas formais venham a confirmar suas observações. No Hospital Infantil do Condado de Orange, no sul da Califórnia, por exemplo, dezenas de voluntários levam seus cachorros regularmente para visitar os pacientes. As crianças que estão sendo tratadas por doenças graves muitas vezes sentem tristeza, ansiedade ou depressão. "Os cachorros certamente as animam", diz Emily Grankowski, que cuida do programa de terapia com animais de estimação conduzido pelo hospital.
Alguns pacientes que recusam a falar com médicos e enfermeiros conversam com os cachorros e outros que recusam a se mover muitas vezes tentam acariciar os animais. Assim, os animais se tornam parte do programa terapêutico, especialmente em áreas que envolvam fala e movimento. "O elo entre os animais e os seres humanos contorna completamente o aspecto intelectual e atinge de forma direta o coração e as emoções, nos oferecendo uma força que nada mais poderia propiciar", disse Karin Winegar, cujo livro "Saved: Rescued Animals and the Lives They Transform", de 2008, fala de interações entre animais e seres humanos e das transformações positivas que esse contato pode trazer.
"Nós já testemunhamos episódios como esse de costa a costa, quer se trate de crianças deficientes que aprendem a cavalgar na Califórnia ou de uma casa de repouso em Minnessota na qual uma mulher que sofre de Mal de Alzheimer não consegue mais reconhecer o marido mas ainda reconhece o seu querido cachorro".
Observações como essa não são novidade para a Autism Service Dogs of America, a organização que treinou Chad para o serviço junto a Milo. "Muitas crianças pacientes de autismo não conseguem formar relacionamentos com outros seres humanos", afirma Pris Taylor, a diretora da organização. "Mas conseguem se relacionar com um cachorro".

Tradução: Paulo Migliacci ME



AUTISMO NÃO TEM CURA



APPDA promove III seminário:


“O autismo não tem cura”


A APPDA–Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo promoveu na passada sexta-feira o terceiro seminário sobre as Perturbações do Espectro do Autismo (PEA). Ao longo do dia, foram debatidas várias questões sobre o autismo e as suas consequências para as famílias. A associação anunciou ainda o lançamento de um livro, cujas receitas vão reverter para a construção de um centro.


Lídia Isabel Nicolau


Cerca de dez oradores, de diferentes áreas, deslocaram-se a Setúbal para apresentar os seus estudos, as suas experiências e, sobretudo, para contribuir para um esclarecimento dos profissionais da área e familiares que estiveram no seminário que se realizou nas instalações do Centro de Formação Profissional.


O psiquiatra Carlos Filipe foi o primeiro do painel de convidados a intervir e a explicar os “Conceitos, mitos e preconceitos sobre Autismo”. Um dos primeiros mitos desfeitos pelo especialista foi que o autismo não é uma patologia recente. “O autismo não é uma descoberta recente num uma modernice”, explicou lembrando que o que acontecia é que antes os autistas eram classificados como deficientes mentais e esquizofrénicos.
Quanto às características das PEA, Carlos Filipe destacou o isolamento, a insistência na semelhança e na repetição, as alterações na linguagem, a idade precoce do aparecimento dos sintomas e alertou que “o autismo poderá estar presente à nascença”. Outros aspectos importantes é que se manifesta por diferentes formas de comportamento, tem um carácter persistente e evolui com a idade, o défice de comunicação e interacção social e que não está localizado em nenhuma área até agora identificada.
Outro mito “que tem de ser desfeito”, como avisou o especialista de 52 anos, é que “é impossível existir um teste pré-natal que garanta a cem por cento se a criança vai ter autismo”
Algumas das ideias erradas que o psiquiatra destacou foram que o autismo não é causado por má relação parental, não está entre o grupo das esquizofrenias, não tem uma causa única e não é consequência de intolerâncias alimentares. “No autismo temos pouca certezas mas temos a certeza absoluta que não é causado por qualquer vacina” e, sobretudo, que para já, “não tem cura. A pessoa é autista, não tem autismo”, distinguiu.
O especialista terminou deixando cinco conclusões: cada caso é um caso; não há terapêuticas “universais” para o autismo; o ensino integrado ou o especial não é sempre a melhor solução; a avaliação da eficácia deve ser feita em função da melhoria da autonomia e do bem-estar do próprio e da família; e a avaliação das terapêuticas deve atender à relação custo-benefício. No entanto, o primeiro orador do dia disse que tem “mais dúvidas do que certezas”.
Na iniciativa estiveram também a presidente da APPDA-Setúbal, Maria José Sobral, a presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, Alexandra Pimenta, o director do Centro de Formação Profissional de Setúbal, Carlos Costa, e a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.
A presidente da APPDA, na sessão de abertura, alertou para o facto de o autismo não ser “uma deficiência rara e que afecta 0.6 por cento da população”, o que se traduz em cerca de 4680 pessoas com PEA no distrito de Setúbal e cerca de 720 no concelho. Maria José Sobral fez um breve balanço das actividades deste ano e anunciou que brevemente vai ser editado um livro sobre o tema do autismo escrito por uma mãe com um filho autista e ilustrado por uma criança autista. As receitas da venda do livro vão reverter a favor da construção de um centro de apoio que já tem nome: “Respiro”.

Pesquisas identificam possível alvo para tratamento do autismo



Através de uma rede cooperativa, que envolve mais de 75 centros de pesquisa, estudos genéticos conseguiram correlacionar os níveis de uma proteína e a conexão entre os neurônios.
A proteína Semaforina 5A já havia sido implicada no crescimento dos neurônios e a formação das conexões entre as células cerebrais. Comparando indivíduos portadores de autismo e controles sem a doença os níveis dessa proteína eram mais baixos nos autistas.
As análises do tecido cerebral de portadores de autismo, feitas em um estudo paralelo comprovaram a menor presença dessa proteína nos portadores da doença.
Esses estudos, segundo o pesquisador Andy Shih, podem reforçar o conceito de que um déficit de integração entre os neurônios esteja envolvido na neuropatologia dessa complicada doença.
A partir da comprovação desses achados e da função da proteína semaforina e suas variantes, os pesquisadores acreditam que um possível alvo para futuros tratamentos medicamentosos pode ter sido identificado.
Através de um programa chamado de Autism Genetic Resource Exchange, material genético de pessoas de famílias com pelo menos dois indivíduos com diagnóstico de autismo se torna disponível aos pesquisadores.
As pesquisas de comparação genética são chamadas de Genome Wide Association Studies e buscam comparar o genoma humano e suas variações com a presença de doenças.
Esses estudos para serem realizados, precisam envolver grandes grupos populacionais com as mesmas características e também grupos controle para que os paralelos possam ser traçados.
Para que esses materiais possam estar disponíveis, a participação das famílias de pacientes é fundamental.



NOVO ESTUDO MOSTRA UMA EXPLOSÃO DE CASOS DE AUTISMO NOS ANOS EM QUE A VACINAÇÃO AUMENTOU

Casos de autismo entre as crianças dobraram desde 2003, de acordo com uma pesquisa do governo americano divulgada ontem, destacando mais uma vez a ligação direta entre as vacinas contendo mercúrio e à desordem cerebral, neste momento em que milhões de pais estão prestes a entregar seus filhos nas próximas semanas para serem injetado com a vacina contra a gripe suína contendo timerosal.
"Embora pesquisas sugeriam que os casos de problemas de autismo em crianças norte-americanas seria em torno de 1 a cada 150 crianças, um novo estudo do governo americano estima que a prevalência seja na realidade de 1 a cada 91 crianças", relata US News & World Report e CBS News. Veja o vídeo da CBS News ao final do post.
"No estudo, publicado na edição de outubro da pediatria, estima-se que de cada 110 em 10.000 jovens americanos serão diagnosticados com algum tipo de autismo em algum momento de suas vidas. No momento atual isto se traduz para cerca de 673.000 crianças americanas com alguma forma de autismo, de acordo com o estudo."
O CDC e o Instituto de Medicina dos EUA afirmaram, após um duvidoso estudo que ignorou evidências anteriores, de que o timerosal, um conservante à base de mercúrio, não tem qualquer relação de causalidade com a disparada de casos de autismo e que têm sido consistentemente rejeitadas por médicos e cientistas desde então.
O epidemiologista Tom Verstraeten e Dr. Richard Johnston, um pediatra e imunologista da Universidade do Colorado, ambos concluíram que o timerosal foi responsável pelo aumento dramático nos casos de autismo, mas seus resultados foram rejeitados pelo CDC.
Os casos de autismo nos EUA aumentaram em mais de 2.700 por cento desde 1991, que foi quando a quantidade de vacinas para crianças dobraram, e o número de imunizações está apenas aumentando. Apenas uma em cada 2.500 crianças eram diagnosticadas com autismo antes de 1991, enquanto uma em cada 91 crianças agora têm a doença, e de uma a cada 150 em apenas seis anos atrás.
Um estudo "peer reviewed" realizado pelo Dr. Mark Geier publicado no jornal "Journal of American Physicians and Surgeons" mostrou que a pesquisa da IOM estava incorreta porque foi amplamente baseada em um estudo dinamarquês de Anders Peter Hviid, que não levou em conta o fato de que as crianças americanas têm uma carga muito maior de mercúrio do que as crianças na Dinamarca.
"Nos níveis mais elevados (de exposição ao timerosal), é inegável que existe uma relação causal, e atingimos níveis elevados. Seus estudos, portanto, não são relevantes, não estou dizendo que eles estão errados, embora haja muitas críticas ao mesmo. Apenas não tem correlação à situação nos EUA", disse Geier.
O estudo de Geier conclui que há um aumento de desordens do desenvolvimento neurológico após o uso de vacinas contendo timerosal.
O Dr. Rashid Buttar, que foi pioneiro em um novo tratamento para crianças autistas, o qual remove o mercúrio de seus corpos, disse que a conclusão do Instituto de Medicina de que o mercúrio não causa autismo demonstra a "ausência completa de qualquer desejo de descobrir a verdade científica suposto mais alto nível da academia médica. "
"Quando 31 crianças se recuperam de uma doença devastadora por um simples tratamento transdérmico que as desintoxica dos metais, então o bom-senso nos diz que talvez os metais estejam envolvidos", afirma o Dr. Bob Nash, presidente da Câmara Americana de Toxicologia Clínica Metal (ABCMT) em relação ao tratamento do Dr. Buttar's.
"Em 1977, um estudo russo descobriu que adultos expostos a etilmercúrio, a forma de mercúrio do timerosal, sofreram danos cerebrais anos mais tarde. Estudos sobre o envenenamento com timerosal também descrevem necrose tubular e lesão do sistema nervoso, incluindo obnubilação, coma e morte. Como conseqüência destes resultados, a Rússia proibiu o timerosal das vacinas em crianças em 1980. A Dinamarca, Áustria, Japão, Grã-Bretanha e todos os países escandinavos também proibiram o preservativo ", escreve Dawn Prate.
O mercúrio é classificado pelo Departamento de Defesa dos EUA como um material perigoso que pode causar a morte se ingerido, inalado ou absorvido através da pele, e a EPA (Agência dos EUA de Proteção ao Meio-Ambiente) irá agora limitar as emissões de mercúrio das fábricas, porque a toxina "pode danificar o cérebro e o sistema nervoso e é especialmente perigosa aos fetos e crianças pequenas", mas de acordo com o CDC é perfeitamente seguro para injetar mercúrio no sangue das crianças americanas.
Apesar das preocupações sobre o timerosal e o mercúrio, o timerosal é um ingrediente da vacina da gripe suína, que atualmente está sendo administrada para crianças em todo o EUA.
"Algumas das vacinas serão armazenados em frascos multi-dose contendo timerosal, um aditivo antibacteriano que contém mercúrio", informou o Washington Post, em um artigo sobre quais grupos irão receber inicialmente a vacina contra a gripe suína.
De fato, a vacina da gripe suína contém nada menos de 25.000 por cento a quantidade de mercúrio considerada segura.
Cerca de 12.000 crianças americanas foram usados como cobaias para a vacina experimental contra a gripe suína, também conhecida por conter esqualeno, um ingrediente perigoso, que tem sido diretamente relacionado com casos de Síndrome da Guerra do Golfo e uma série de outras doenças debilitantes.
O esqualeno "contribuiu para a cascata de reações chamada" "Síndrome da Guerra do Golfo". Eles desenvolveram artrite, fibromialgia, linfadenopatia, erupção cutânea, erupções cutâneas fotossensíveis, Eritêma malar, fadiga crônica, dor de cabeça crônica, perda de cabelo anormal pelo corpo, lesões de pele não-curáveis, úlceras aftosas, tonturas, fraqueza, perda de memória, convulsões, alterações de humor, problemas neuropsiquiátricos, efeitos anti-tireóide, anemia, aumento da VHS (velocidade de hemossedimentação), lúpus eritematoso sistêmico, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, fenômeno de Raynaud, síndrome de Sjorgren, diarréia crônica, suores noturnos e febre baixa ", segundo a Dra. Micro-paleontologista Viera Scheibner.
As companhias farmacêuticas podem ter certeza que elas não irão enfrentar represálias pelos muitas milhares de doentes e mortos que inevitavelmente existirão como resultado da exposição de milhões ao mercúrio e esqualeno durante o programa de vacinação em massa, porque o governo americano (e também os de outros países) já agiu para lhes proporcionar imunidade às ações judiciais.
"Os fabricantes de Vacinas e funcionários federais estarão imunes a processos judiciais que resultem de efeitos de quaisquer novas vacinas contra a gripe suína", diz em um documento assinado pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos Kathleen Sebelius", reportou a Associated Press, em julho.
Veja o vídeo da CBS News sobre a nova pesquisa do autismo abaixo. Incrível que a repórter diz que os casos aumentaram de 1 a cada 150 para 1 em cada 91, mas não diz que antes de 1991 a estatística era de 1 em cada 2.500.
Fontes:


InfoWars: Autism Explodes As Childhood Vaccines Increase


U.S. News & World Report: Autism May Be More Common Than Thought


Artigo Pediatrics: Prevalence of Parent-Reported Diagnosis of Autism Spectrum Disorder Among Children in the US,

Há 40 mil crianças Asperger em Portugal mas muitas abandonam escola na adolescência


Quarenta mil crianças e jovens portugueses têm síndrome de Asperger, uma perturbação do desenvolvimento que causa problemas de adaptação social e escolar que na adolescência podem levar ao abandono escolar.
Dar apoio a estes jovens é uma das prioridades da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger que hoje deu o primeiro passo para a construção do projecto “Casa Grande”, uma residência de formação e reinserção para portadores daquela síndrome.
A partir dos 16 anos, explicou a presidente da associação, Piedade Líbano Monteiro, muitos destes jovens abandonam a escola, surgindo então os primeiros problemas na inserção na vida activa. As dificuldades de inserção profissional levam estes jovens à frequência de custos de formação profissional, na expectativa de um emprego estável, mas sem êxito.

A “Casa Grande” é um projecto sonhado pela Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger que pretende dar resposta a estas dificuldades e deverá abrir em 2012, com o apoio da Câmara de Lisboa. O sonho, explicou Piedade Líbano Monteiro, começou a realizar-se com a assinatura de um primeiro protocolo em Janeiro que a obrigava a conseguir 350 mil euros até Maio.

“Casa Grande” é o nome da residência de dois pisos que a APSA vai construir numa edificação em ruínas na Quinta da Granja de Baixo, em Benfica (Lisboa), destinada à formação profissional e reinserção social de 53 jovens com mais de 16 anos e portadores da síndrome de Asperger na Área Metropolitana de Lisboa.

A síndrome de Asperger é uma perturbação do desenvolvimento (espectro do autismo) que se manifesta por alterações na interacção social, na comunicação e no comportamento, mais comum nos rapazes do que nas raparigas. Os “aspies” podem ser excelentes na memorização de factos e números, mas têm normalmente dificuldade ao nível do pensamento abstracto.


Funcionamento cerebral diferente


Ao contrário dos autistas “clássicos”, que normalmente estão ausentes e desinteressados do mundo que os rodeia, muitos “aspies” querem ser sociáveis e gostam do contacto humano, mas têm dificuldades em fazê-lo. Com um funcionamento cerebral diferente, têm um gosto marcado por rotinas e um interesse obsessivo por determinados temas.

A “Casa Grande”, explicou Piedade Líbano Monteiro, vai por isso ajudar as empresas que venham a receber estes jovens, mostrando-lhes que podem ser os melhores profissionais da empresa desde que entendam a forma como funcionam. “Se prepararmos as empresas, mostrando que estes jovens e adultos são extremamente perfeccionistas nas áreas que dominam, apesar de socialmente não serem muito comunicativos, todos ficarão a ganhar”, disse.


Garantir a estes jovens maior autonomia com vista a assegurarem um projecto de vida próprio é o objectivo da casa - que também acolherá a sede da associação - e que “não será um local de permanência definitiva, mas um local de passagem no máximo por quatro anos e aberto à comunidade”.

Cafetaria, esplanada, espaço de estudo, reprografia, espaço multimédia, lavandaria, engomadoria e arranjos de costura, oficina de recuperação e de encadernação de livros, galeria de arte, salas para artes plásticas contam-se entre as valências que a Casa Grande irá dispor para ensinar e dar formação profissional. Salas para formação musical, informática, estufa, horta e pomar biológico são outras das muitas valências projectadas para a casa.



Autismo... uma forma diferente de ver o mundo

ELE VIU O VALOR DOS DIFERENTES


Pai de um autista, o dinamarquês Thorkil Sonne abriu uma consultoria de tecnologia da informação para empregar portadores da doença. O resultado: um negócio lucrativo e preciosas lições de vida



Por IVAN PADILLA
 
Lars começou a apresentar os primeiros distúrbios de comportamento assim que entrou no jardim de infância, aos 3 anos. Em vez de brincar com os amiguinhos, passava horas solitariamente, entretido com os próprios brinquedos. A rotina não variava, do momento em que chegava até o sinal da saída. As palavras, antes abundantes, começaram a faltar. Seus dois irmãos mais velhos, Anders e Rasmus, de 10 e 7 anos, nunca haviam demonstrado nenhum problema de fala ou de relacionamento.
Algo parecia errado com Lars.
Era início de 2000. Poucos meses depois, Thorkil Sonne e sua mulher, Annete, moradores de Copenhague, na Dinamarca, receberam o diagnóstico de seu filho: autismo. “Todos os nossos planos desabaram”, disse Sonne a Época NEGÓCIOS. O autismo manifesta-se de forma diferente em cada pessoa – por isso, é tratado como um espectro de transtornos. Mas alguns sintomas são comuns. A comunicação, a interação social e a capacidade de imaginação são sempre afetadas. Não existe cura. A pessoa nasce e morre com a doença.

Sonne começou a frequentar associações de apoio aos pais e a acompanhar atentamente o comportamento dos portadores da doença. Descobriu neles muitas habilidades. Autistas podem ser extremamente atentos e capazes de permanecer concentrados na mesma atividade por muito tempo. Também conseguem seguir instruções com facilidade e têm boa memória. Como não gostam de surpresas, percebem facilmente qualquer alteração em um padrão.

Qualidades como essas seriam úteis em diversas áreas de atividade, pensou Sonne. Mas que serviços seriam? Em que empresas estariam esses postos? Sonne pesquisou possíveis mercados de trabalho. Em 2004, quatro anos depois do diagnóstico do filho, pediu demissão da TDC, a companhia dinamarquesa de telecomunicações, e abriu uma consultoria de tecnologia da informação na sala de casa. Ele mesmo daria emprego a portadores de autismo. O nome escolhido para a empresa foi Specialisterne, ou Os Especialistas.

Foi uma ação solidária, de inclusão social, sem dúvida, mas não apenas. A iniciativa logo se mostrou um negócio lucrativo. Em cinco anos de atividade, a empresa atingiu faturamento de 2 milhões de euros. Possui dois escritórios na Dinamarca e até o fim deste ano terá aberto filiais em Glasgow (Escócia) e em Zurique (Suíça). Seu maior cliente é a Microsoft. Dos 60 empregados, 43 são portadores de autismo. Sonne foi procurado por mais de 50 instituições europeias interessadas em implantar projetos semelhantes. Neste semestre, o caso da empresa fará parte do programa de ensino da Harvard Business School, a escola de pós-graduação em administração de Harvard. “A razão do sucesso é simples”, afirma Sonne. “Ninguém faz melhor esse trabalho do que eles.” Entre os serviços oferecidos pela consultoria estão testes e desenvolvimento de interfaces de sites e aplicativos para softwares. “Uma pessoa normal consegue checar um manual de instruções uma, duas, três vezes. Mas depois a atenção se dispersa”, diz Sonne. “Nossos funcionários conseguem pegar uma contradição entre a introdução e o último capítulo.”



PENSAR DIFERENTE

A minúcia na checagem de informação é essencial nesse setor. “Essas tarefas são desempenhadas por profissionais iniciantes”, diz Antônio Carlos Guedes Júnior, analista da Topmind, consultoria brasileira especializada em tecnologia da informação. “Falhas, infelizmente