Tranquilidade

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FELICIDADE

Domingo, 5 de Fevereiro de 2012

MAIS UM FIM DE SEMANA COM O JOÃO

O João cada dia está mais esperto e já me come as papas na cabeça...A mim e ao avô.
Hoje já tivemos que mandar pôr um fecho de segurança na porta da rua porque ele já a abre embora seja difícil,até porque a fechadura é de 4 entradas e foi montada ao contrário...Coisas de há 36 anos e nunca o meu filho se atreveu a tanto.
Bem o sr lá a levou para a abrir e arranjar e o fecho de segurança ficou no topo da porta...Eu para chegar só com o escadote de dois degraus.
Devem interrogar-se do porquê  de tudo isto.
Ora como  ele dorme no 1ª andar com o pai e de manhã quando se levanta vem para nossa casa à procura do seu pequeno almoço...Com este frio todo, se o puto sai da cama e vai para o quintal apanha uma valente constipação pela certa...Não pensando em coisas piores.
É que o João metendo uma ideia na cabeça pode andar o dia todo passando despercebido,mas assim que nos distraímos,lá vai ele.
Hoje ainda me ri à conta de uma destas situações...
Como todas a crianças como ele gosta de rodar objectos e tudo o que apanha serve...
A peça do espremedor de citrinos é uma fascinação e o avô assim que o apanhou distraído* julgava ele* foi guardá-la no armário que fica por cima do frigorífico.
Pois é... passámos a tarde a brincar no escorrega,no triciclo, no baloiço.jogar á bola,entretanto já estava a ficar frio para andar no quintal ,veio para casa muito contrariado sempre a rabujar,mas lá veio e portas fechadas à chave.
Momento de distracção e qual não é o meu espanto oiço o barulho da peça dos citrinos a rodar...Ainda fiquei mais espantada quando chego á cozinha e vejo as meias antiderrapantes no chão e a cadeira encostada ao frigorífico ...O menino João sabia onde o avô guardou a peça e foi buscá-la e para não escorregar na cadeira até tirou as meias.
Por este andar daqui a meses nem eu nem o avô o seguramos...Ralhar naquela altura já não valia de muito e mesmo a frase favorita dele *é deixa*...pouco mais fala mas esta passa o dia a repetir sempre que não quer aquilo que nós queremos.
Assim passamos o nosso Sábado... Amanhã veremos .

Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Projeto Robótica-Autismo no Porto Canal (24 Outubro 2011)


Revisão da definição de autismo pode reduzir número de diagnósticos


 

O número elevado de diagnósticos de autismo dos últimos anos está a levar a Associação Americana de Psiquiatria a reformular a definição de autismo.

A mudança deverá traduzir-se numa redução do número de diagnósticos, avança o jornalPúblico.

Comportamentos repetitivos, Problemas na interação social, atrasos no desenvolvimento da linguagem, comportamentos repetitivos e adesão inflexível a rotinas são alguns dos pontos que nos dias de hoje fazem parte dos critérios de diagnóstico do autismo e outras patologias do mesmo espetro.

As linhas orientadoras para a nova definição foram apresentadas na quinta-feira num encontro da Associação Médica da Islândia e passam por abolir a palavra «autismo» ou «Asperger», falando-se só em «perturbações do espectro do autismo», refere o New York Times.

A definição que servirá de referência mundial será concluída até final de 2012, no âmbito da quinta revisão do Manual Diagnóstico e Estatístico de Perturbações Mentais.
18:36 - 20-01-2012

E porque a diferença existe e temos de a aceitar com normalidade…


É verdade caros leitores, por esse motivo venho-vos falar de um tema com contornos ainda pouco definidos para a nossa sociedade. Refiro-me ao autismo, uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e evolui com a idade.

De forma resumida, as crianças com autismo são incapazes de estabelecer relações sociais normais, comportam-se de maneira compulsiva e repetitiva e em geral não desenvolvem uma inteligência normal. A perturbação é de duas a quatro vezes mais frequente no sexo masculino do que no feminino. Para uma população de 10.000 pessoas há 10 pessoas com autismo e na mesma população há 30 pessoas com perturbações globais do desenvolvimento no quadro do autismo. Em Portugal, os números são semelhantes. Ora vamos saber um pouco mais sobre esta perturbação.

Causas

Não se sabe ao certo qual a causa do autismo, porém não há nenhuma ligação entre o autismo e as atitudes e ações dos pais. Há uma predisposição genética para o autismo, o que explica casos em mais de um filho do mesmo casal. Alguns fatores pré-natais (ex. rubéola materna, hipertiroidismo) e peri-natais (ex.prematuridade, baixo peso ao nascer, infeções graves neonatais, traumatismo de parto) podem ter grande influência no aparecimento das perturbações do espetro do autismo.

Sintomas

Os indícios do autismo aparecem habitualmente no primeiro ano de vida, mas sempre antes dos 3 anos. O autismo é caracterizado por manifestações de sintomas numa tríade de domínios, são eles:

Domínio social: o desenvolvimento social é perturbado, diferente dos padrões habituais, especialmente o desenvolvimento interpessoal. A criança com autismo pode isolar-se, não abraça, evita o contacto visual, resiste à mudança, mas pode também interagir de forma estranha, fora dos padrões habituais, por exemplo, agarrar-se excessivamente aos objectos familiares e repetir continuamente ou ritualizar certos atos. O bebé com autismo pode mostrar indiferença pelas pessoas e pelo ambiente, pode ter medo de objetos. Por vezes tem problemas de alimentação e de sono. Pode também chorar muito sem razão aparente ou, pelo contrário, pode nunca chorar.

Domínio da linguagem e comunicação: a comunicação, tanto verbal como não verbal é deficiente e desviada dos padrões habituais, a criança começa a falar mais tarde, e outras são mesmo incapazes de o fazer ou simplesmente negam-se. Muitas pessoas com autismo (estima-se que cerca de 50%) não desenvolvem linguagem durante toda a vida. A linguagem pode ter desvios semânticos e pragmáticos, a criança pode repetir palavras (ecolalia) e inverte o uso normal dos pronomes, particularmente usando tu e a ti em vez de eu ou a mim ao referir-se a si mesma.

Domínio do pensamento e do comportamento: rigidez do pensamento e do comportamento, fraca imaginação social. Comportamentos ritualistas e obsessivos, dependência em rotinas, atraso inteletual e ausência de jogo imaginativo (a criança não consegue jogar ao “faz de conta”).

A somar ao que já foi dito, há uma grande incidência de epilepsia na população autista (26 a 47%) enquanto na população em geral a incidência é de cerca de 0,5%.

Diagnóstico

A observação dos sintomas numa criança autista permite ao médico fazer o diagnóstico, embora nenhuma prova seja específica. É possível a realização de certos estudos para detectar outras causas de perturbação cerebral. Algumas crianças autistas têm ventrículos aumentados (áreas deprimidas) no cérebro, que se podem observar numa tomografia axial computadorizada (TAC). Nos adultos com autismo, a imagem de ressonância magnética pode revelar outras anomalias cerebrais.

Prognóstico e tratamento

Os sintomas do autismo habitualmente persistem durante toda a vida. O prognóstico é tanto melhor quanto maior for a quantidade de linguagem frequente que a criança adquiriu até aos 7 anos de idade. Os autistas com inteligência inferior à normal (por exemplo, os que atingem um valor inferior a 50 nos testes de QI) provavelmente nunca serão independentes. As crianças autistas com níveis de QI quase normais ou altos beneficiam muitas vezes com a psicoterapia e a educação especial. A terapia da linguagem inicia-se precocemente, assim como a fisioterapia e a terapia ocupacional. A terapia do comportamento pode ajudar as crianças autistas a desembaraçarem-se em casa e na escola.

A medicação é utilizada, contudo não pode mudar a perturbação subjacente. Os principais objetivos são o controlo dos comportamentos agressivos e autodestrutivos e a atenuação dos demais sintomas.

Não é fácil vivermos num mundo percebido de maneiras tão diferentes. O autismo é apenas uma delas, por isso deve ser compreendido e respeitado como todas as outras maneiras.

Licenciada em Enfermagem
Vanessa Silva *
23:53 terça-feira, 24 janeiro 2012

ACÇÕES no PLAYROOM do Programa Son-Rise!!!!


DA KIM: Deixem-me mostrar-vos formas de CELEBRAR usando ACÇÕES no PLAYROOM do Programa Son-Rise!!!!



Divirtam-se a experimentar o que se segue!


1) Saltem à volta do Playroom
2) Festejem Silenciosamente usando todo o corpo para expresar o amor e entusiasmo
3) Girem  pelo playroom fora
4) Corram pelo Playroom
5) Cantem uma música sobre a criança que está convosco
6) Dancem e mexam o vosso corpo
7)Abram bem os vossos olhos com animação e entusiasmo
8) Façam um desenho para a vossa criança
9) Façam a ‘roda’ (movimento de ginástica) no Playroom
10) Ofereçam um beijo à criança
11) Ofereçam à criança um abraço ou um grande apertão
12) Levantem os braços bem alto
13) Arranjem um boneco e faça-o celebrar pela sua criança
14) Atirem o objecto que têm na mão a voar, para expressar entusiasmo
15) Saltem no trampolim e tentem tocar no tecto
16) Balancem-se numa bola de pilates/terapia
17) Rolem pelo quarto fora numa bola de pilates/terapia
18) Façam uma dança disco ou outra dança engraçada para a vossa criança
19) Peguem em algo para fazer de tambor ou batam com as mãos – até podem bater com os pés!
20) Abanem um lençol para cima e para baico (fazendo uma onda) para celebrarem!

SORRIAM SORRIAM SORRIAM!!!!


Deixem o vosso amor transparecer em cada ACÇÃO e divirtam-se estando com a criança que AMAM!

Traduzido de: http://blog.autismtreatmentcenter.org/

10 formas de tornar a ida à casa de banho divertida!


10 formas de tornar a ida à casa de banho divertida!

por Vencer Autismo a Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012 às 15:22
Aqui ficam 10 formas de você tornar a sanita divertida - sim realmente divertida!!!!



Uma forma, que eu já vi, de fazer as crianças explorarem a sanita por si próprias é torná-la numa experiência divertida e fácil, para si e para a criança, e usar as motivações da criança para inspirá-la a estar mais próxima da sanita, sentar-se nela, e eventualmente usá-la!

1. Decore a sanita com figuras engraçadas ou autocolantes das personagens preferidas da sua criança.
2. Dê 'boleia' a diferentes brinquedos e peluches até à “Estação da Sanita” para entregarem o seu xixi e cocó, quando a sua criança estiver motivada, ofereça-lhe uma boleia também.
3. Escolha uma das motivações principais da sua criança (e.g. cócegas, cantar, bolhas de sabão, etc) e torne a sanita numa Sanita de Cócegas/Canções/Bolhas de sabão! e cada vez que a sua criança se aproxime ou se sente na sanita, faça essa actividade divertida que ela gosta. Estar perto ou sentar-se na sanita activa uma actividade divertida.
4. Decore a sanita como se fosse um trono e cada vez que a sua criança se senta nela, diga-lhe que ele/a é o rei/rainha e corra para lhe dar coisas (e.g. comida, música, etc) como seu servo.
5. Pendure algo engraçado em cima da sanita, para que quando a criança se sentar seja visualmente estimulante para ela olhar. Experimente mexer ou soprar o objecto quando a criança se sentar na sanita.
6. Experimente colocar alguns cereais Cheerios no fundo da sanita e encoraje o seu filho a acertar no salvos Cheerios com o xixi.
7. Utilize um assento divertido e colorido para colocar na sanita e use um degrau se a sua criança for pequena.
8. Celebre! Celebre! Celebre! Sempre que a sua criança olhar para a sanita, sempre que lhe tocar, se sentar nela e em ultimo caso a usar, celebre todas as suas tentativas, ajude a sua criança a sentir que tem sucesso no que ela está a fazer.
9. Dê à sua criança todo o controlo, sempre que ela disser “não” ou resistir ao que lhe está a oferecer, celebre por ela se estar a expresser e desista dessa opção por um tempo.
10. Seja persistente, continue a tentar formas diferentes e engraçadas, pode não acontecer da noite para o dia, tenha calma consigo e com a sua criança, acredite que isso acontecerá quando a sua criança estiver preparada!

Traduzido de: http://blog.autismtreatmentcenter.org

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

ESCOLA PUBLICA COBRA PELA SALA PARA REALIZAR SESSÕES,TERAPIA DA FALA


Escola pública de Lisboa cobra dez euros à hora pela cedência da sala onde criança deficiente realiza sessões de terapia da fala, alegando que os cuidados de saúde não são sua responsabilidade.



A escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, em Lisboa, exige aos pais de uma criança deficiente o pagamento pela cedência de uma sala onde duas vezes por semana decorrem as sessões com uma terapeuta da fala.
Carla Alves, mãe de Joana, uma criança de nove anos com trissomia 21, disse à agência Lusa que a filha "praticamente não consegue dizer o seu nome" e que precisa de terapia da fala "pelo menos duas vezes por semana", uma necessidade que está expressa no seu plano educativo especial.
Até agora, os pais têm pago a terapeuta da fala e têm podido usufruir de uma sala na escola Básica Integrada Vasco da Gama, no Parque das Nações, onde a filha tinha sessões de terapia.
Na semana passada, uma mensagem de correio eletrónico informou os pais de que "a cedência desse espaço passará a ter o custo de dez euros por hora, caso se mantenha o interesse, caso contrário deixará de ser permitida a entrada da terapeuta".
A diretora do Agrupamento de Escolas Eça de Queiroz, a que pertence a Vasco da Gama, Maria José Soares, disse à agência Lusa que "a terapia da fala é um cuidado de saúde, não é competência da escola".
"Quando uma criança tem problemas de visão e precisa de óculos, não é competência da escola fornecer-lhe os óculos. Ou se a criança falasse mal porque precisava de aparelho, não era a escola que tinha que lho arranjar", argumentou.

Preço de amigo


Maria José Soares afirmou que se Joana tem "necessidade de cuidados de saúde que lhe melhorem o desempenho", os pais podem recorrer ao "aluguer de uma sala a um preço tabelado mas com uma atenção especial".
Carla Alves afirma que os pais recusam pagar, invocando o decreto-lei de 2008 que regula o ensino especial e que estipula que as escolas devem adaptar "estratégias, recursos, conteúdos, processos, procedimentos e instrumentos" para incluir as crianças com necessidades educativas especiais.
A mãe de Joana garante que a filha precisa de terapia da fala para conseguir aprender e desenvolver as suas capacidades de comunicação, afirmando que os relatórios médicos que acompanham o seu processo assim o comprovam.
A diretora do agrupamento contrapõe que "é um problema pessoal de logística dos pais, a quem dá jeito deixar a criança na escola e que a terapeuta lá se desloque".
"Isto é o mesmo que eu precisar de uma costureira para me arranjar a roupa e pô-la a trabalhar aqui na escola", prosseguiu.
Maria José Soares afirmou que se trata de "uma escola pública com sobrelotação de salas" e negou que a escola tenha tomado esta atitude para "lesar uma criança".
"A nossa obrigação é a educação, não são os cuidados de saúde", reiterou.
Carla Alves afirmou que sem poder pagar a sala, a única alternativa é o pai pedir para sair do emprego durante duas a três horas duas vezes por semana para ir levar a filha a Alvalade ao consultório da terapeuta.

A situação já chegou à Assembleia da República, com o Bloco de Esquerda a questionar o Ministério da Educação sobre as "escolas que cobram pelo aluguer do espaço escolar para fins terapêuticos" e exigindo a sua intervenção para Joana poder continuar as sessões com a terapeuta.


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/escola-exige-836410hora-por-sala-a-pais-de-crianca-deficiente=f701412#ixzz1kZ5wbLYm

Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Realidade virtual é utilizada para ajudar crianças com autismo


Uma equipe de cientistas da Universidade de Coimbra  estão apostando na realidade virtual para ajudar crianças com autismo, criando ambientes virtuais dinâmicos que estimulem o seu desenvolvimento social. A plataforma tecnológica é composta por um jogo de computador, um capacete de realidade aumentada ou óculos 3D e sensores EEG, que medem a atividade cerebral. O comportamento das crianças durante o jogo é registrado e os dados enviados para um módulo online, descreve a UC, em comunicado.
Este conjunto de ambientes virtuais destinam-se a ensinar competências sociais, como cumprimentar, sorrir, identificar expressões faciais e repeti-las.
jogo de computador tem, por isso, um objetivo pedagógico e de reabilitação: para evoluir nos níveis, a criança tem de desempenhar uma série de mecanismos de interação social, acabando por interioriza-los e transpô-los para o dia-a-dia, esperam os especialistas.
O objetivo é que estas ferramentas venham permitir aos médicos não só fazer o diagnóstico e prescrever a terapia, mas também monitorar o doente à distância e registrar a sua evolução.
“Uma das grandes limitações dos sujeitos com autismo é a capacidade de interação social, o objetivo é que a criança,  no conforto do lar e num ambiente que não lhe é hostil, realizar os exercícios e remotamente fornecer informação para o clínico que o acompanha”, explica Marco Simões, investigador do Departamento de Engenharia Informática (DEI), envolvido no projeto.
A grande novidade consiste na utilização da realidade virtual como ferramenta de treino de competências sociais no autismo, acompanhada da monitorização neurofisiológica.
“No jogo a criança interage com pessoas virtuais para, no futuro, interagir com pessoas reais. Desenvolvendo aplicações com tecnologias cada vez mais presentes na vida das pessoas e nas suas casas, é relativamente fácil o seu uso e, consequentemente, a sua comercialização. Os próprios pais podem participar (ainda mais) ativamente na educação dos filhos”, defende o investigador, citado na nota de imprensa.
O projeto, em que colaboram elementos da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCTUC), da Faculdade de Medicina e da Unidade de Neurodesenvolvimento e Autismo do Hospital Pediátrico de Coimbra, bem como da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, já foi objeto de testes relativamente ao conceito.
Os investigadores procuram agora criar um design mais apelativo e explorar novas tecnologias de interação naturais, isto é, mais fácil de usar pelas crianças com autismo, avança a UC.

Condeixa – Inovação no tratamento do autismo


Projecto visa intervir em crianças portadoras de autismo

Pombal 97 fm / Regional – Chama-se “My Kid Up”, foi criado no passado mês de Outubro, e quer promover a intervenção em crianças portadoras de autismo, tendo por base a ciência ABA (Applied Behavior Analysis; Análise Comportamental Aplicada).
Embora conte com mais de 40 anos de investigação científica, a ABA tem pouca expressão em Portugal mas é, segundo especialistas da área da saúde, a única metodologia “que apresenta evidência científica da sua eficácia no tratamento e intervenção no autismo, sendo recomendada por várias instituições oficiais e científicas”.

Para implementar a ABA, o “My Kid Up” começou a funcionar na Escola Básica do 1.º Ciclo de Bruscos, em instalações cedidas pela Câmara de Condeixa, e já promoveu um colóquio, onde largas dezenas de profissionais de saúde e educação ouviram a psicóloga Carla Martins explicar um tipo de intervenção que pode beneficiar crianças portadoras de perturbações do espectro do autismo e outros atrasos de desenvolvimento. No autismo, explicou a directora técnica do “My Kid Up”, a ABA permite aumentar as competências da criança, tornando-as mais independentes e diminuindo os problemas comportamentais. Ou seja, procurando facilitar-lhe a vida num contexto natural.

Contudo a ABA enfrenta dificuldades de implementação, desde logo pelos custos, mas também pela falta de técnicos e de formação em Portugal. A proposta do “My Kid Up” passa por intervenções na escola e na família. Nos estabelecimentos de ensino a prioridade, é a identificação precoce, para posterior aplicação de estratégias de modificação comportamental.

Uma em cada 100 crianças é portadora de autismo, segundo estudos norte-americanos, sendo mais frequente do que as neoplasias na infância, a diabetes juvenil e a SIDA na infância, todas somadas. Os indivíduos portadores de autismo apresentam défices na interacção social, no comportamento e na comunicação.

O “My Kid Up” pretende chegar às famílias de crianças autistas, iniciando em Portugal, em particular na região Centro, um programa intensivo ao domicílio. Sediado em Condeixa, disponibiliza informação no sítio da internet www.mykidup. com e pode ser contactado através do telemóvel             966001164      .

O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO NO AUTISMO


Papel da alimentação no autismo: alergias e sensibilidades alimentares
Porque há artigos bem escritos, acho que devemos traduzi-los e divulga-los para que todos os possam ler:

"Compreender o papel das alergias e sensibilidades alimentares no autismo é de extrema importância para ajudar os pais a implementar as alterações alimentares necessárias na dieta dos seus filhos. Quer as alergias, quer as sensibilidades alimentares (e os sintomas que delas advem) são comuns nas crianças com autismo. 

Uma alergia alimentar (reacção IgE) é uma resposta imune imediata (por vezes fatal), que inclui sintomas como eritema, espirros, ou mesmo choque anafilático. As sensibilidades alimentares são respostas imunes retardadas, estando associadas a sintomas crónicos como áreas de inflamação/ dor, alterações digestivas, e queixas em termos de energia/ humor, como por exemplo: dores de cabeça, inflamação e dor gastrointestinal, diarreia e obstipação, hiperactividade ou ansiedade, entre muitas outras queixas. As sensibilidades alimentares podem também desencadear crises de asma, enxaquecas ou eczema. 
Devido ao impacto que estas alergias e sensibilidades alimentares podem ter em tantos sistemas corporais, diminui-las pode fazer uma diferença significativa no comportamento e no bem estar da criança. Diversos pais relatam melhorias em diversos sintomas quando removem alguns alimentos da dieta da criança, nomeadamente na diarreia ou hiperactividade, que as criança se sentem melhor, e que têm mais capacidade de atenção. A eliminação destas reacções imunitárias leva muitas vezes a melhorias substanciais na linguagem e outras áreas de aprendizagem e comportamento. 
Os pais das crianças autistas estão cada vez mais familiarizados com a retirada do gluten e da caseina, duas das substâncias alimentares mais problemáticas para as crianças com autismo. O gluten é uma proteina que se encontra no trigo, centeio, cevada, espelta, kamut e na maioria da aveia, e a caseina é a principal proteina dos lacticineos. As sensibilidades ao trigo e ao leite, são bastante comuns, e não apenas no autismo. 
A remoção do gluten e da caseina  - a dieta sem caseina e sem gluten - é a dieta com mais beneficios para o autismo. Além destes compostos poderem ser a causa de inflamação e alergias/ sensibilidades alimentares, estes compostos podem ainda transformar-se em compostos opióides, afectando directamente o cerebro. Estes opioides interferem com o pensamento, causam falta de atenção, irritabilidade, adicção aos alimentos que os contêm e obstipação - sintomas normalmente associados à dependencia opióide. É por isso fácil de entender os beneficios para as crianças quando removem o gluten e a caseina das suas dietas. 
Aquando da implementação de uma dieta sem caseina e sem gluten, muitas pessoas usam a soja e o milho como substitutos, mas estes também são alergenos comuns, e a remoção destes pode também ter, para muitas pessoas,  um forte impacto na saude, comportamento e atenção. 
A soja é degradada a nível intestinal pela mesma enzima que degrada o gluten e a caseina. Além disso, pode ser inflamatória para o tracto gastrointestinal, pode interferir com a função tiroidea, pode interferir com a absorçao do calcio, magnésio, zinco e outros minerais. Por estas e por outras razões, a soja é desaconselhada.  
O milho é também um alergéneo comum, e é parte integrante de muitos alimentos sem gluten. Além disso, pode haver vestígios de milho em compostos como a dextrose, a goma xantana, o xilitol, ácido ascorbico, corante caramelo, acido citrico, e aromas naturais. Sendo dificil de evitar na totalidade, dê preferencia às fontes biológicas e não modificadas geneticamente.  
Identificar e remover as sensibilidades alimentares ajuda a que o corpo tenha capacidade de auto-regenerar, e pode melhorar a digestão, comportamento, sono, eritemas e dores de cabeça (entre outros sintomas), nas crianças com autismo. Caso ainda não tenham começado nenhuma intervenção alimentar numa criança com autismo, sugiro que comece pela dieta sem caseina e sem gluten. Caso já esteja nessa dieta, sugiro que tente ainda retirar a soja e o milho para perceber se consegue ainda mais benefícios. 
A intervenção dietética no autismo requer alguma adaptação ao longo do tempo, e a identificação e a remoção das sensibilidades alimentares é essencial para a eficácia desta intervenção. Apesar de haver diferentes periodos de reacção / regressão, a remoção destas sensibilidades alimentares permite alguma consistência na evolução dos sintomas da doença, e permite que se possa avançar ainda mais e perceber o que é que ainda falta avaliar e "corrigir".  
É interessante verificar que quando o resto da familia também retira estes alimentos, se começam igualmente a sentir melhor."
Texto escrito por Julie Mattwes, Nutricionista. Texto original aqui 
Publicado por: Daniela Seabra

Autismo: Uma Doença Com Algumas Vantagens

Recentemente, o “Você Sabia?” tratou do autismo, essa doença que aflige tantas famílias no mundo inteiro. Nesta nova edição, voltamos ao assunto, com mais algumas novidades.
O Dr. Laurent Mottron, professor de psiquiatria da Universidade de Montreal, no Canadá afirma que os profissionais de saúde precisam parar de ver as características dos autistas como “defeitos”, porque, assim, não compreendem o problema.
Ele  diz que, em algumas situações, as pessoas com autismo têm vantagens sobre as pessoas comuns. Ele argumenta: “Os dados recentes e minha própria experiência pessoal sugerem que é hora de começar a pensar no autismo como uma vantagem, em certos aspectos, e não como uma cruz para carregar ou um defeito para corrigir”.
Exemplos
Por exemplo, quando os pesquisadores percebem que a ativação em regiões do cérebro das pessoas autistas é diferente do cérebro de pessoas comuns, classificam essas diferenças como déficits, ao invés de simplesmente evidências, às vezes bem sucedidas, de organização do cérebro. A ideia do Dr. Laurent Mottron não é minimizar os desafios do autismo. “Um em cada 10 autistas não consegue falar, 9 em cada 10 não têm emprego regular e 4 em cada 5 adultos autistas ainda são dependentes de seus pais”, ele lembra.
Participação
Autistas podem fazer contribuições significativas para a sociedade quando inseridas no ambiente certo. O das pesquisas é um deles. Vários autistastrabalham no laboratório de Mottron, e uma delas em particular, Michelle Dawson, já fez grandes contribuições para a compreensão da doença através do seu trabalho e discernimento. Pessoas autistas têm, frequentemente, memórias excepcionais e podem se lembrar de informações que leram semanas atrás.
Elas também são menos propensas a lembrar erroneamente de algo, o que é excelente num laboratório de ciência. Michelle, por exemplo, pode recordar instantaneamente os métodos usados para estudar a percepção do autismo quando precisa.
Uma pesquisa recente mostrou que as pessoas com autismo muitas vezes superam os outros em tarefas auditivas e visuais, e também são melhores em testes de inteligência não verbais. Em um estudo realizado por Mottron, com um teste que envolveu completar um padrão visual, pessoas com autismo terminaram 40% mais rápido do que aquelas sem a condição.
Conclusão
A deficiência intelectual é super-estimada nas pessoas com autismo, porque os pesquisadores utilizam testes inadequados. Elas são na verdade muito inteligentes. Compreender os pontos fortes do problema é importante para dar apoio àqueles com a doença. Qualquer intervenção deve visar os déficits, mas tirar vantagens sempre dos pontos fortes.