BENVINDO QUEM VIER POR BEM

ESTE DIÁRIO NASCEU HOJE 20/09/2007 PARA QUE NÃO TENHA DE ESCREVER NO CADERNINHO COMO SUGERIU A MINHA NORA O DIA A DIA DO JOÃO.


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A MINHA IDADE

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sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

APPDA LISBOA


CONVITE



Mais uma vez a APPDA-Lisboa irá estar presente no Museu Nacional de Arte Antiga com uma Acção de Divulgação/Venda no dia 12 de Dezembro (Sabado) das 21h às 24h.


A entrada no Museu é gratuita e há diversas actividades entre elas um concerto e visitas guiadas.


Contamos com a Vossa presença.


Com os melhores cumprimentos,


A Direcção




APPDA-Lisboa, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo


R. Jose Luis Garcia Rodrigues


Bairro Alto da Ajuda


1300-565 LISBOA


www.appda-lisboa.org.pt


NIB: 0010 0000 25776970001 75 BPI


Participe e ajude a nossa causa enviando-nos um donativo*.


*(Ao enviar peça o recibo do vosso contributo e indique o NIF)

quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

QUEBRANDO BARRREIRAS .....GEORGE HUXLEY


Quebrando barreiras


A superação é capaz de sobrepor leis de inclusão existentes há mais de uma década.



Há 16 anos leis dão direito ao portador de deficiência um espaço no mercado de trabalho, porém é um processo que vem crescendo de maneira demasiadamente lenta. Toda empresa que têm de 100 a 200 empregados deve reservar 2% de sua vaga para pessoas com deficiência, quem têm de 201 a 500 funcionários, a cota reservada é de 3% e, para as que têm de 501 a 1.000 empregados, é de 4%. As principais ações abriram portas para portadores de deficiência com melhor preparação, deixando a grande maioria excluída do mercado. Mas a criatividade e a persistência do ser humano vêm mostrando que todos são capazes de superar qualquer barreira para ter uma vida digna sem qualquer preconceito ou exclusão.


“As coisas são processuais na vida da gente, elas não vem ao acaso, a gente tem que ir construindo os objetivos” comenta Paulo Ross, professor de pedagogia da UFPR, é portador de deficiência visual, nasceu com glaucoma congênito e começou a perder a visão a partir dos 3 anos. Diz ser a favor das leis de cotas, pois onde há carência de acesso, é preciso que sejam elaborados recursos para que se tenha uma melhoria. “Se uma gestante precisa de cuidado especial para ficar em pé, porque pode prejudicar a circulação, precisa de uma cota para a gestante ficar na fila, só pode ficar 15 minutos” citou.

Ross, enquanto cursava pedagogia, sentiu a necessidade de um apoio especifico. A falta de acessos a materiais dificultaram seus estudos, e a educação especial na época era restringido apenas para o ensino fundamental e médio sendo praticamente nulo ao ensino superior. Ele afirma que não tinha apoio de professores da universidade, contava com a ajuda espontânea de colegas que se voluntariavam a ler em algum momento se encontrassem, sem que a instituição tomasse iniciativa. “O aluno Paulo era visto como um etê, que viria uma fada mágica e traduziria todo o conhecimento em um chip que o Paulo haveria de ter na sua cabeça”,disse


Marcelo Silva Pereira de Castro é artesão e portador de autismo. Trabalha apenas com madeira, fazendo jogos, porta CD, porta cartões. Expõe seus produtos na feira do Largo da Ordem há 11 anos, conseguindo ter um bom relacionamento com o público sem que sua deficiência impedisse seu trabalho. Sua brincadeira de criança virou profissão, “meu interesse começou quando tinha 8 anos, comecei a brincar com objetos de madeira e vi numa construção pessoas usando serra circular e outras ferramentas” conta Marcelo Silva. Quando criança, seus pais passaram por grandes dificuldades por falta de informação de sua deficiência. Os médicos da época diagnosticavam que tinha deficiência auditiva, mas não convenciam seus pais, pois sabiam que ele escutava. Só na adolescência quando sua mãe estava assistindo um filme na televisão descobriu do que se tratava a doença de Marcelo. A família passou por grandes dificuldades pela falta de informação levando-o a fazer tratamentos traumáticos. “Se tivessem o conhecimento do autismo e o diagnóstico correto quando ele era criança, muita coisa teria sido mais fácil e provavelmente, ele nunca teria precisado fazer um tratamento que ele fez em SP “ comenta sua irmã Cassiana Silva Castro.

Márcia Regina Rodrigues Miranda trabalhou durante muito tempo em escolas de educação especial com deficientes mentais. Dentro das escolas observava que alguns alunos se sobressaiam em educação artística, porém era uma área que não tinha professores especializados. A partir de então decidiu fazer faculdade de artes, para suprir essa necessidade dentro da escola. No seu último ano de faculdade, criou um projeto para elaborar trabalhos artísticos dentro das escolas. Juntou um grupo de alunos da FEPE ( Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional), com problemas de comportamento, que não faziam nenhuma atividade, fazendo com que elaborassem desenhos e pinturas. “ Eu busquei dentro da escola que eles tivessem um trabalho de oficina e que esse trabalho tivesse venda fora da escola”, o resultado foi o melhor possível. Mas devido às burocracias, para que alunos tivessem uma renda partir de seus trabalhos decidiu montar um ateliê somente para portadores de necessidades especiais para que seu projeto de fato surgisse efeito. “Eles tem comissão em tudo que vendem, então vender uma barrica, por exemplo, é R$150,00 metade é deles e metade é do ateliê para bancar os materiais. Eles estão numa idade que tem que ver o trabalho deles como um trabalho profissional.” Com as vendas os alunos conseguem guardar dinheiro para comprar suas coisas.

Felipe Tezza, portador da Síndrome de Down, já comprou um computador novo e algumas roupas.


Enquanto as leis e a falta de políticas públicas para o processo de inclusão seguem um caminho parcialmente lento, com barreiras burocráticas e adaptações. Existem pessoas que quebram todas as barreiras para se incluírem na mesma sociedade e serem consideradas normais. E deficiência é normal.

Tomando como exemplo estes casos aqui esposto eu transcrevo o que diz a Isabel Barbosa:

GOSTAVA DE DEIXAR AQUI UMAS PALAVRAS PARA OS PAIS ESPECIAIS. Na minha opinião, algo tem que mudar em Portugal, quanto à forma como a deficiência é vista e tratada. E quanto a mim, devem ser os pais especiais, que devem em conjunto começar a trabalhar e a lutar por essa mudança, afinal, ninguém melhor do que nós, que sofremos na pele tudo o que diz respeito aos nossos filhos especiais, para trabalharmos em soluções que poderão vir a ser colocadas em prática.



Por isso, continuo a solicitar a vossa adesão ao MOVIMENTO PAIS-EM-REDE, pois aqui estamos todos em sintonia, em rede, a trabalhar, a pensar , a lutar pelo mesmo, pelos nossos familiares e por muitos milhares de pessoa, que não têm quem lute e se preocupe por elas.






PENSEM NISTO!  
 
http://www.pais-em-rede.com/
 
Adiram,façam-se sócios,contem as vossas experiências e o que desejam para o futuro dos vossos filhos,não custa nada e da UNIÃO SAI A FORÇA.

RELATO DE EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL COM ALUNO COM AUTISMO



Relato de experiência profissional com aluno com autismo


Professora Myrian de Rezende Martins
Prefeitura de Taboão a Serra – EMI Franjinha/ Nov-2009


Minha experiência com o aluno Pedro (autista) começou em 2008, quando juntamente com a Auxiliar de Desenvolvimento Infantil Ednea (Néa), recebemos na sala de Jardim II este aluno que, juntamente com os demais, necessitava de nosso carinho, dedicação, atenção e ensinamentos.


O Pedro era diferente dos demais do grupo, pois, apesar dos seus 5 anos não falava , fugia da sala e não interagia com os demais colegas, mostrando uma extrema agitação .
Ao longo do ano letivo eu e a Néa fomos juntas construindo saberes, pesquisando e conquistando o Pedro para que pudesse avançar, dentro de suas potencialidades. Nossa prioridade era que ele aprendesse a brincar, a interagir com os colegas e também que compreendesse as regras sociais e a rotina da sala e da escola.
Durante este tempo fui dialogando com a mãe sobre a importância da integração da família com a escola e ela pôde me dar importantes dicas de como melhor agir com o Pedro.
Os demais alunos se tornaram pequenos professores do Pedro e colaboravam conosco, ensinando e estimulando o Pedro a se envolver nas brincadeiras e demais atividades e ele a cada dia apresentava progressos e se integrava com as atividades e a rotina da escola.
Ao final do ano, juntamente com a equipe de inclusão da Secretaria de Educação do município foi decidido que o Pedro permaneceria por mais um ano na Educação Infantil, de modo que pudesse desenvolver a linguagem oral, aperfeiçoar o entrosamento social e também pudesse nos dar mais subsídios para que pudéssemos contribuir ainda mais para o seu desenvolvimento cognitivo.
Ao longo de 2009, pudemos colher de fato os frutos de um árduo trabalho, envolvendo as pessoas que criaram vínculos, as ações às vezes intuitivas, às vezes pesquisadas, muitas observações transformadas em ações, oferecendo ao aluno caminhos para o seu desenvolvimento. Atualmente o Pedro fala frases simples, interage melhor com os colegas e funcionários, participou da festa junina, dançando com a turma, o que emocionou a todos, reconhece seu nome e conta até 10.
Sua mãe é muito participativa.
Enfim, o Pedro é um aluno que nos desafiou, mas que também nos trouxe a chance de perceber o quanto é possível oferecer a estes alunos, que por tantas vezes são discriminados . O Pedro não só nos ofereceu a condição de acreditar na inclusão como também nos fez sentir educadores inclusivos, pois, como educadores somos tão capazes que muitas vezes desconhecemos nosso potencial inclusivo. Enfatizo que sou professora sem especialização em educação especial, apenas acredito que é possível dar a todos a mesma oportunidade! Assim como fizemos com o nosso Pedro.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

MOVIMENTO PAIS EM REDE


No passado dia 5 deste mês fui à minha 1ª reunião de Pais em Rede em casa da escritora Luísa Beltrão, ela também mãe de uma menina que necessita de necessidades educativas especiais.



Estivemos ali cerca de 12 mães com filhos de várias idades e com necessidades especiais de vários tipos.

Da união sai a Força e isso eu como avó, pude ver que nenhuma destas mães baixou os braços perante o seu "problema" e têm lutado cada uma por si para o melhor para os seus filhos.



Precisamente este MOVIMENTO visa UNIRMO-NOS para que possamos chegar a quem de direito deve ajudar todos os NEE deste nosso país.


Assim vou dar-vos a conhecer em traços ligeiros o movimento e pedir a todas as seguidoras, mães ou familiares, ou amigos dos nossos meninos/as que adiram ao Movimento, divulguem e se façam sócios.


www.pais-em-rede.com


A integração das "famílias especiais" na sociedade portuguesa é problemática.


PAIS-EM-REDE pretende especializar-se nesta área, reunindo famílias e cidadãos solidários, de todas as regiões do país, com o objectivo de definir a complexa rede de carências e de abrir caminhos para as resolver.

Ajude a tornar Portugal um lugar melhor para as pessoas com necessidades especiais.

PAIS-EM-REDE é um movimento cívico, a nível nacional, sem fins lucrativos, que apoia "famílias especiais" com o objectivo de promover a qualidade de vida e a realização de projectos pessoais e profissionais.


PAIS-EM-REDE pretende ser a voz activa, que actua de forma dinâmica e transversal, em colaboração com as estruturas existentes.


PAIS-EM-REDE visa estar presente em áreas como a saúde, a educação, a formação e integração socioprofissional de modo a assegurar a realização pessoal.


Para atingir os seus objectivos, PAIS-EM-REDE pede o seu testemunho com o fim de elaborar um diagnóstico da situação sobre carências existentes e os problemas que as famílias enfrentam.

O seu empenho nesta causa é importante.

Inscreva-se como associado.



Projecto - Unidos Por Uma Causa


PORTANTO neste momento é importante:


--------------------Divulgação do movimento.


------------------- Angariação de sócios - familiares e amigos


---------------------Levantamento de problemas, necessidades e testemunhos de situações passadas que considerem importante e possam ajudar a definir um diagnóstico (todas as informações devem ser assinadas e datadas por uma questão de fidedignidade).



A todos aqueles que só agora têm conhecimento do nosso Movimento o endereço do nosso site é www.pais-em-rede.com onde podem consultar o projecto que contém tudo o que precisam.



Poderão fazer download dos boletins de inscrição podem fazer fotocópias para angariação de sócios.


LEMBREM-SE QUE AS QUOTAS NÃO SÃO OBRIGATÓRIAS.



Embora, se alguém quiser fazer algum donativo, é óptimo porque andamos a precisar de dinheiro.



Irei mandar a todos o mail deste post e peço aqueles que me seguem e que não têm email nos vossos blogues que entrem em contacto comigo.



Lembrem-se que eu não estou aqui só pelo meu neto (até acabar o pré-escolar ele é um privilegiado, tem todos os acompanhamentos que necessita no Colégio Maria Pia onde anda, casa Pia de Lisboa),mas por todos os que necessitam e só juntos podemos VENCER


Um Abraço de Coragem





quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

BOAS NOTICIAS PARA O RAFAEL DAS CALDAS DA RAINHA



Funcionária contratada para tomar conta de criança autista no Chão da Parada




Dezembro 2nd, 2009 in Jornal das Caldas.


Rafael, de sete anos, que frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha e sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo, já tem acompanhamento no estabelecimento de ensino.
A falta de uma auxiliar nesta Escola já foi noticiada pelo JORNAL DAS CALDAS. Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II, revelou que a Câmara Municipal das Caldas da Rainha contratou uma funcionária, através do POC (Plano Ocupacional de Emprego) para acompanhar o Rafael e para dar algum apoio às crianças que frequentam as actividades de enriquecimento curricular.
Gil Pacheco reconhece que não é uma situação estável mas garante que a nova colaboradora tem contrato com a duração de um ano. “O ideal era ter uma assistente operacional com o perfil certo, mas como a Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL) está a orientar para que se contrate através do POC, é preferível ter lá uma pessoa do que não ter ninguém”, sublinhou.
A mãe de Rafael, Mafalda Almeida diz que se reuniu no passado dia 26 com presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II e que ele lhe confirmou que a nova funcionária tinha sido contratada para dar apoio a Rafael. No entanto, a encarregada de educação continua com dúvidas porque tinha lhe sido comunicado que a auxiliar era para dar apoio às crianças das actividades de enriquecimento curricular.
Mafalda Almeida aguarda agora o desenrolar da situação, esperando que a nova funcionária contratada tenha a disponibilidade para acompanhar Rafael da melhor forma.
Rafael tem passado os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.
A doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”, admite a mãe.
“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifestou um grupo de encarregados de educação numa carta enviada à DREL.
“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.
“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.
A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.


Marlene Sousa (texto)
Carlos Barroso (foto)

quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

HOJE DEPOIS DO BANHITO


segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Ativista abre caminhos para adultos com Autismo em NJ



Don Bennetti, residente em Edison (NJ), vem oferecendo enormes oportunidades para adultos autistas no Douglas Developmental Disabilities Center. Em 2006, pais envolvidos com o centro na Rutgers University formaram uma força tarefa que focaliza em encontrar empregos para seus filhos e filhas. O objetivo não era tão fácil. “Encontrar trabalho para indivíduos autistas é muito difícil”, explicou Bennetti. “Não há muitas vagas no mercado”.

Bennetti parou de bater de porta em porta e decidiu criar o seu próprio negócio e, pouco tempo depois, ele fundou o “Men with Mops” (Homens com esfregões). Atualmente , a empresa possui 15 adultos autistas e o filho de Bennetti, Luke, é um dos funcionários, ou seja, ele possui seu próprio emprego. “Men with Mops executa uma variedade de tarefas: limpeza, corte de grama, recolhimento de folhas e mais. Sob o treinamento de supervisores, eles fazem o que podem durante as horas do programa (10:00 am às 2:15 pm, de segunda as sextas-feiras) e dentro de um diâmetro máximo de 30 milhas do centro.

Bennetti ainda lembra-se da primeira vez que seus funcionários receberam seus salários. “O sorriso em seus rostos, essa foi a recompensa da criação do Men with Mops”. Ele disse que alguns pais sequer querem sacar os cheques, ou seja, apenas pô-los em uma moldura! Essa tendência dificultou Bennetti em controlar o saldo bancário.

Há planos de expansão, como descreveu Chris Manente, coordenador do programa DDDC. Ele disse que o primeiro passo será expandir o horário de trabalho do Men with Mops além das restrições atuais determinadas pelo programa, o que significa mais horas e até finais de semana.

“O que teríamos que fazer é descobrir uma forma de apoiar nossos funcionários do Men with Mops através de treinadores profissionais além do ambiente que o programa diário de adultos do Douglas Development Disabilities Center possa provar”, disse Manente.

Ele acrescentou que isso pode ser realizado se a companhia Men with Mops contratarem seus próprios treinadores ou ter pais de adultos com autismo assumindo a função. Através dessas ações, Manente disse que a Men with Mops poderia expandir o programa para um número maior de adultos com autismo em várias áreas do Estado Jardim.

O MEU TESOURO

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segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

ASPERGUER,AUTISMO E EMPATIA: ESTUDO ENGLOBA 27 GENES

Enviado por Priscilla para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil
Traduzido pela Fga. Mônica Accioly




Cientistas da universidade de Cambridge identificaram 27 gens que estão associados com a síndrome de Asperger, e/ou com autismo e/ou com a empatia. A pesquisa será publicada em AUTISM RESEARCH.
A pesquisa foi liderada pelo Dr Bhismadey Chakrabarti e pelo professor Simon Baron-Cohen do centro de pesquisa do autismo, em Cambridge. Sessenta e oito (68) genes foram escolhidos, fosse porque eram conhecidos por participar do crescimento de neurônios, no comportamento social ou nos esteróides do hormônio sexual (testosterona e estrogênio). O último grupo de genes foi incluído considerando-se que a SA ocorre principalmente nos homens e também porque pesquisas anteriores mostraram que os níveis de testosterona fetal estão associados com traços de autismo e de empatia em crianças em desenvolvimento típico.
A pesquisa realizou dois experimentos. Primeiro, examinaram aqueles genes em 349 adultos, todos dentro do espectro do autismo e do coeficiente de empatia. Depois examinaram 174 adultos com diagnóstico formal de SA e foram feitas as devidas comparações.
A pesquisa encontrou que componentes de 27 dos 68 genes estavam associados com SA (síndrome de asperger) e/ou autismo. Dez (10) desses genes estavam ligados aos esteróides sexuais, dando suporte ao papel por eles desempenhado no autismo. Oito (8) de tais genes estavam envolvidos no crescimento dos neurônios, dando suporte à idéia de que o autismo poderia resultar de circuitos cerebrais com conexões deficientes, quando do desenvolvimento cerebral. Os demais 9 genes estariam relacionados ao comportamento social, levando alguma luz à biologia da sensitividade social e emocional.
Comentário do Dr Chakrabarti: “esses 27 genes representam conhecimentos preliminares para o entendimento das bases genéticas da SA e correlatos,como empatia. Todos são bons candidatos para outros estudos, tanto quanto ao autismo leve ou grave. Cinco (5) daqueles genes que encontramos haviam sido reportados anteriormente no autismo, mas os outros 22 nunca foram relacionados com SA, autismo ou empatia. Agora precisamos estudar como esses genes interagem.”
Professor Baron-Cohen: “Nós escolhemos pesquisar a genética da SA porque todos os outros estudos genéticos estavam focados no autismo clássico, que pode incluir as dificuldades no aprendizado e na linguagem. A SA é uma condição mais “pura”porque tai s fatores estão ausentes. Os novos resultados representam um avanço significativo em relação ao nosso trabalho anterior, ao nos mostrar que os hormônios esteróides sexuais (testosterona e estrógeno) influenciam no desenvolvimento social e no autismo. O novo estudo também confirma que outras moléculas são importantes na compreensão do autismo e da empatia.”
Síndrome de Asperger (SA) é um subgrupo do autismo. O outro subgrupo é o autismo clássico. As condições de autismo aparecem em 1% da população e o seu diagnóstico é feito tendo como base as relações sociais e a comunicação.
Referência:
Chakrabarti, B, Dudbridge, F, Kent, L, Wheelwright, S, Hill-Cawthorne, G, Allison, C, Banerjee-Basu, S, & Baron-Cohen, S. - Genes related to sex-steroids, neural growth and social-emotional behaviour are associated with autistic traits, empathy and Asperger Syndrome. Autism Research, July 16, 2009

http://www.sciencedaily.com/releases/2009/07/090715101427.htm

sábado, 14 de Novembro de 2009

CORREIO DO MINHO



Cientistas norte-americanos descobriram uma mutação num gene comum aos humanos e aos chimpanzés que poderá ajudar a explicar por que razão uns falam e os outros não.
Segundo um estudo hoje publicado na revista Nature, a mutação consiste numa diferença em apenas duas das centenas de moléculas do gene FOXP2 que terá ocorrido quando os humanos desenvolveram a capacidade de falar.
Não será provavelmente o único gene envolvido no desenvolvimento da fala e da linguagem, mas os investigadores concluíram que actua de modo diferente nos humanos e nos chimpanzés.
Pouco se sabe sobre o processo de evolução e desenvolvimento da fala entre os humanos, mas testes laboratoriais mostraram que a versão humana do FOXP2 regula uma rede diferente de outros genes ligados à linguagem.
Esse gene 'desempenha realmente um papel importante nas diferenças entre humanos e chimpanzés', afirmou o principal autor do estudo, Daniel Geschwind, professor de neurologia, psiquiatria e genética humana na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA).
Estudos anteriores sobre a evolução já tinham sugerido uma variação do gene entre o homem e o chimpanzé devida às duas moléculas alteradas e o impacto possível dessa diferença na capacidade de falar.
'O nosso estudo faz a demonstração experimental dessa diferença', sublinhou Geschwind.
O desenvolvimento da investigação deste e de outros genes poderá abrir caminho a tratamentos genéticos para pessoas com dificuldades de desenvolvimento da linguagem, como no caso do autismo, por identificar alvos terapêuticos, assinalou o cientista.
Perspectiva idêntica foi avançada por outra autora do estudo, Genevieve Konopka, também da UCLA, segundo a qual a descoberta dos genes influenciados permitiu 'identificar um conjunto de novas ferramentas para estudar como poderá ser regulada a linguagem humana a nível molecular'.
No autismo ou na esquizofrenia, esses processos moleculares poderão permitir 'compreender melhor o impacto dessas patologias na capacidade do cérebro de utilizar a linguagem', concluiu

O AUTISMO NÃO É UMA DOENÇA

Em Vinhais, sexta-feira passada, inaugurou-se a primeira Unidade de Ensino Estruturado do distrito de Bragança. Aberta das 9 às 17:30, na Escola do 1º Ciclo da vila, recebe alunos com necessidades educativas especiais, cuja problemática se enquadra no espectro do autismo.
Para além de admitir crianças provenientes dos concelhos limítrofes, esta Unidade de Ensino Estruturado para Alunos com Autismo (UEEA) é, de momento, constituída por duas professoras especializadas (Celmira Macedo e Cristina Gonçalves), duas auxiliares de acção educativa (Eduarda Santos e Sónia Eiras), uma psicóloga, três terapeutas (fisioterapia, musicoterapia e terapia da fala) e cinco meninos. Três são de Vinhais e dois residem no concelho de Mirandela.

Celmira Macedo, docente de Educação Especial, desvenda o objectivo desta unidade. “Iremos garantir que as crianças tenham qualidade de vida e de trabalho, potenciando as áreas fortes do autismo e trabalhar as áreas fracas, a área do comportamento, da interacção social, algumas áreas da aprendizagem e da comunicação, como a linguagem”.
Para tal, a equipa afecta à unidade vai procurar, acima de tudo, reunir a criança, a família e o seu contexto social.

As cinco crianças integradas em Vinhais poderão, eventualmente, receber mais um colega, já que, o limite legal de cada UEEA é de seis alunos.

Câmara, Agrupamentos de Escola e DREN uniram-se para apoiar crianças com necessidades especiais

A criação da unidade resulta de um projecto da Câmara Municipal de Vinhais (CMV), em parceria com o Agrupamento de Escolas D. Afonso III de Vinhais, e com o apoio da Direcção Geral de Educação do Norte (DREN). A iniciativa resultou num investimento, quer em termos de recuperação da sala, quer na aquisição de imobiliário indicado especificamente para crianças autistas, que rondou os dez mil euros.

“Em todos os projectos que haja uma contribuição para o bem-estar dos alunos, a Câmara de Vinhais não hesita e tem-no demonstrado desde o início, indo de encontro a todas as solicitações do Agrupamento que venham nesse sentido. Esta foi mais uma aposta, um desafio colocado há cerca de meio ano, ao qual dissemos sim de imediato”, revela o vereador da Educação da CMV, Roberto Afonso.

Manuela Rocha, mãe do Martim, um aluno de 9 anos integrado na unidade e que sofre de perturbações do espectro do autismo, mostra-se satisfeita por haver no concelho um sítio indicado para crianças com necessidades especiais. “Este é um espaço necessário em qualquer lugar onde haja um menino com autismo”, afirma.


Esta inauguração aconteceu em ambiente de festa e com direito a lanche, uma vez que, à semelhança dos anos anteriores, se deu as boas-vindas à Comunidade Educativa do concelho. No início deste encontro, teve lugar uma visita ao Centro de Interpretação do Parque Natural de Montesinho.

De seguida, na E.B.1 de Vinhais, realizou-se a Festa de Recepção ao Professor, que pretendeu “promover o convívio e viabilizar a integração da comunidade docente, para além de contribuir, em simultâneo, para o fortalecimento dos laços entre professores e município”, explicou o presidente da autarquia, Américo Pereira.


Por: Bruno Mateus Filena

AUTISMO



Autismo é um dos temas que já deixou de ser tabu para muitas pessoas e se este ainda é encarado como tabu é porque as pessoas não querem ver nem perceber o que é o autismo. Após ter realizado uma pesquisa sobre esta "diferença" consegui retirar algumas conclusões, que passo a referir. O Autismo passa por uma dificuldade metal em comunicar e estabelecer contactos com os outros e com o meio. Existem algumas características que ao as conseguirmos conhecer poderá ser mais fácil perceber o que é o autismo, estas são o isolamento, manterem a sua maneira de ser, memorização mecânica por exemplo os nomes e datas todos dos filmes durante três anos, sempre a mesma cara, o medo de um simples toque como por exemplo um aperto de mão, gosto de relacionar os objectos como por exemplo no filme "I am Sam", Sam estava sempre a por por ordem os pacotes de açúcar, adoçante, etc., gestos repetidos como balançar sempre as mão e a dependência das rotinas no filma "Rain Man" o autista em questão tinha que ver os programas televisivos sempre, deitar-se sempre as onze da noite, ter a cama debaixo de uma janela, comer sempre as mesmas coisas, entre outras coisas, como podemos ver estas são apenas algumas das características que um autista pode apresentar. Um exemplo de uma causa autista é o de uma menina chamada Joana.



Desde o dia em que nasceu Joana apresentou comportamento anormal, parecia diferente das demais crianças. Numa idade em que a maioria das crianças é curiosa e quer ver tudo, Joana mexia-se pouco no berço e não respondia aos ruídos dos brinquedos. Seu desenvolvimento não se deu na ordem esperada, ficou de pé antes de gatinhar, e quando andava era na ponta dos pés. Aos dois anos e meio de idade ainda não falava apenas agarrava as coisas ou gritava pelo que queria. Era capaz de ficar sentada durante horas olhando para um de seus brinquedos.
Durante uma sessão de avaliação passou todo o tempo puxando os tufos do agasalho da psicóloga. Este exemplo que aqui apresentei foi retirado do site  http://www.psicosite.com.br/tra/inf/autismo.htm e a informação utilizada na pesquisa das características do site  http://autismo122.blogs.sapo.pt/2054.html.

FILME I AM SAM



Filme "I am Sam"
No dia 5 de Novembro de 2009 visualizámos uma filme durante a aula de área de Estudo da Comunidade que se intitulava "I am Sam", filme esse que retratava a diferença entre os deficientes e das pessoas ditas "normais", a base do filme estava na luta pela custódia por parte de um autista pela sua filha que foi abandonada pela sua mãe no dia em que nasceu, durante sete anos esta menina foi criada por um autista e por uma vizinha que era cega, a menina foi retirada ao pai, pois este tinha uma mentalidade de sete anos e não apresentava condições para dar uma educação, a partir deste dia iniciou-se uma luta para que Sam pode-se educar a sua filha que tanto amava, conheceu uma advogada egoísta e que só pensava em trabalhar, trabalhar e trabalhar.
A luta inicia-se contra tudo e contra todos e o sofrimento de um pai por estar longe da sua filha e por ter sempre o tempo contado para a ver e para a amar.
O fim do filme, bem o fim do filme fica na vossa curiosidade, pois acho que este filme para um animador que está a iniciar é bastante importante e explicito para compreendermos a vida dos autistas, a importância que pequenos pormenores fazem na sua vida , outro filme que também falta sobre o autismo é o "Rain Man", mais um filem que a conselho a ver pelas mesmas razões do "I am Sam".
Este não foi o primeiro filme onde pode visualizar a vida de um autista mas sim o segundo, as coisas de um filme para o outro não mudaram muito, as rotinas, as regras, a organização são factores fundamentais para um autista conseguir viver a sua vida, a diferença que existe de um filme para o outro é que no "Rain Man" o autista em questão tinha muita dificuldade em conseguir quebrar as suas rotinas e no "I am Sam" este não sentou nenhumas dificuldades visíveis quando teve que quebrar as suas rotinas por causa da sua fillha.
As pessoas autistas são pessoas normais como nós, apenas existem neles pequenos pormenores que os tornam pessoas especiais e que merecem mais atenção.

FALTA DE AUXILIARES NAS ESCOLAS



Criança com necessidades especiais sem acompanhamento de auxiliar educativa
Rafael tem sete anos e frequenta o 1º ano na escola do Chão da Parada, nas Caldas da Rainha. Sofre da Síndrome de Asperger, perturbação do espectro do autismo. Tem apoio pedagógico especializado nas aulas, mas passa os dias na escola sem acompanhamento de um adulto que dê resposta à falta de autonomia para tarefas como ir à casa de banho, comer ou sair da sala quando revela maior cansaço.
A mãe, Mafalda Almeida, desespera com a falta de respostas do Ministério da Educação e já recolheu o apoio dos pais das outras crianças que frequentam o estabelecimento de ensino, que reconhecem que a doença de Rafael “cria instabilidade na turma dentro da sala de aula, quando a professora se encontra a ajudar o aluno nos seus trabalhos ou nas suas ausências”.
“Apesar das crianças terem feito uma boa integração do aluno na turma, gera-se um clima de indisciplina”, manifesta o grupo de encarregados de educação numa carta enviada à Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL).
“O meu filho precisa de ser acompanhado por uma auxiliar para ir à casa de banho, durante a hora do lanche e noutras tarefas de necessidade básica que impliquem a sua autonomia”, sustenta Mafalda Almeida.
“Ele não tem a noção de ter de comer e a professora também não pode levá-lo à casa de banho e largar as outras crianças na sala de aula. Precisa de alguém para estar ao lado dele porque há dias em que não faz absolutamente nada”, conta.
A doença de Rafael acaba por perturbar os colegas, reconhece a mãe. “Às vezes, quando se encontra mais fora da normalidade, precisa de sair da sala durante uma hora. A tendência é morder-se e escarafunchar o nariz. Acaba por deitar sangue e não ter a noção da própria dor ou ferimento”, indica.
Rafael tem uma professora de apoio especializado duas vezes por semana, terapeuta da fala uma hora por semana, terapeuta ocupacional e psicóloga. Mas falta uma auxiliar em permanência.
O problema estende-se a toda a escola. Tem 46 alunos e não há auxiliar de acção educativa. Já aconteceu, nas actividades extra-curriculares, um professor não chegar a tempo por ter de se deslocar de outra escola para aquela, e as crianças ficarem sozinhas no recreio, podendo entrar qualquer pessoa e sair qualquer criança do estabelecimento de ensino.
Agrupamento sem verbas
O Ministério não atribuiu qualquer auxiliar à escola do Chão da Parada já que “a lei só determina essa obrigatoriedade a partir dos 48 alunos”, esclarece Gil Pacheco, presidente do Conselho Executivo do agrupamento de Escolas D. João II.
O reforço do número de auxiliares de educação foi solicitado à DREL pelo agrupamento mas não há prazos para que a questão seja resolvida.
O agrupamento é composto por 33 escolas, com 2200 alunos (desde o pré-escolar ao secundário) e 52 auxiliares. Apesar de ser preciso mais 14 auxiliares, “à luz da Lei, temos mais duas auxiliares do que o número obrigatório”. O problema reside “na fórmula usada pelo Ministério da Educação, que é manifestamente insuficiente para as nossas necessidades”, considera Gil Pacheco.

Outro caso
Na escola de Salir do Porto, pertencente ao mesmo agrupamento, uma menina de sete anos com deficiência motora também sente a falta de uma auxiliar educativa. “Anda de cadeira de rodas e não se consegue movimentar sozinha. Para deixar de usar fralda precisava de acompanhamento. No refeitório é a própria cozinheira quem lhe dá a comida”, lamenta a mãe, Virgínia Sutre.
Francisco Gomes (texto)
Carlos Barroso (fotos)






Tags: Sociedade

CARRIS OFERECEU 1ºS LIVROS DE BOLSO AOS PASSAGEIROS


Dezenas de passageiros do eléctrico 15 (Lisboa) receberam hoje os primeiros livros de bolso distribuídos pela Carris no âmbito do projecto "Ler entre Linhas", uma iniciativa bem aceite pelos clientes, para quem "o que é oferecido é bem-vindo".

Destak/Lusa
destak@destak.pt


No próximo dia 19, a empresa vai distribuir nos seus 750 autocarros e 55 eléctricos 25 mil pequenos livros com um capítulo da obra "Querido Gabriel", traduzida em 18 línguas, onde o norueguês "Halfdan Freihow descreve a sua relação com o filho mais novo, a quem foi diagnosticado autismo aos 13 anos.
Até ao final de 2010, serão oferecidos mensalmente e em igual número excertos de outras obras literárias lançadas pela editora Objectiva - como a história de vampiros "A Estirpe" ou o manual escrito por uma criança de 12 anos "Como conquistar uma miúda" - para tornar as viagens mais agradáveis e promover hábitos de leitura".
"Vamos ao encontro de muitos gostos para pôr os portugueses a ler mais. Ao mesmo tempo, queremos melhorar a mobilidade em Lisboa, aumentar a sua qualidade, torná-la mais sustentável", disse à Lusa o presidente da Carris, José Manuel Rodrigues, durante a viagem de divulgação do projecto, no eléctrico 15, que liga a Praça da Figueira a Algés (Oeiras).
Na iniciativa esteve também o autor de "Querido Gabriel", para quem a leitura nos transportes públicos pode compensar algum isolamento: "Costumo comparar o autismo a estar no meio de estranhos. E quando se entra num autocarro estamos rodeados de desconhecidos, de quem nada sabemos, o que pode ser uma experiência de certa forma autista".
Jorge Andrade, um dos primeiros passageiros a conhecer o "Ler entre Linhas", disse à Lusa que a escolha do primeiro livro foi "uma boa ideia" para informar muito mais pessoas sobre o autismo e talvez fazê-las compreender melhor a doença.
Habituado a consultar os jornais gratuitos nos transportes públicos, Jorge afirma que irá incluir os livros de bolso nas suas leituras.
Também José Ferreira, utilizador diário da Carris, aplaudiu a "boa iniciativa", apesar de nem sempre conseguir ler nos transportes: "Às vezes leio o jornal, mas com os movimentos fico tonto, tenho de esperar por chegar ao café ou a casa".
Ainda assim, o reformado mostrou-se "muito curioso" para conhecer os excertos das obras, até porque, como vários passageiros, considera que "o que é oferecido é bem-vindo e se tiver utilidade ainda melhor".
Quanto aos custos do programa, o presidente da empresa pública explicou que os livros de bolso são da responsabilidade da Objectiva, que assim promove novos títulos.
À Carris cabe apenas pagar aos jovens que distribuem a oferta

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

PAIS EM REDE

EU, NÃO VOU PUDER IR, MAS COM TODA A CERTEZA VOU COMPRAR O LIVRO, POIS O TEMA PARA ALÉM DE ME SER COMPLETAMENTE FAMILIAR, PORQUE A MINHA FILHA TEM AUTISMO, AINDA "SINTO FOME E SEDE" DE SABER TUDO O QUE LHE DIGA RESPEITO, DE FORMA A PODER COMPREENDER AO MÁXIMO A SUA COMPLEXA MANEIRA DE SE MANIFESTAR E PODENDO ASSIM, AJUDAR A MINHA FILHA, *RESPEITANDO-A E CONTINUANDO A AMÁ-LA E ACEITÁ-LA COMO SER SER HUMANO FASCINANTE QUE É.*


JÁ AGORA, APROVEITO PARA VOS PEDIR, A VÓS "PAIS ESPECIAIS" E A TODOS OS(AS) MEUS(MINHAS) AMIGAS, CONHECIDOS(AS) QUE VISITEM O SITE DO *MOVIMENTO* *_PAIS-EM-REDE_**  (http://www.pais-em-rede.com/)_
_*, DO QUAL EU TAMBÉM FAÇO PARTE COM MUITO ORGULHO E PEDIR-VOS QUE SE TORNEM ASSOCIADOS (NÃO SÓCIOS) PARA NOS AJUDAREM *A MUDAR AS MENTALIDADES DA SOCIEDADE, EM RELAÇÃO ÀS PESSOAS COM INCAPACIDADES E ÀS SUAS FAMÍLIAS. *

MUITO RESUMIDAMENTE:

_*PAIS-EM-REDE*_ "É UM *MOVIMENTO CÍVICO*, DE ÂMBITO NACIONAL, COMPOSTO POR "FAMÍLIAS ESPECIAIS" E POR TODOS OS CIDADÃOS SOLIDÁRIOS COM ESTE *MOVIMENTO*, CUJA FUNÇÃO É CONSTITUIR-SE EM PARCEIRO SOCIAL, CAPAZ DE UNIR VOZES PARA COMUNICAR, DISCUTIR, ORGANIZAR E PROPOR SOLUÇÕES, E, EM CONSEQUÊNCIA, MUDAR AS MENTALIDADES, NA MIRA DE UMA PROGRESSIVA QUALIDADE DE VIDA DAS PESSOAS COM INCAPACIDADES E DAS SUAS FAMÍLIAS".

_*PAIS-EM-REDE*_ "NÃO PRETENDE SUBSTITUIR-SE OU SOBREPOR-SE A NENHUMA ASSOCIAÇÃO, NÃO É PRESTADORA DE SERVIÇOS, NA ACEPÇÃO MATERIAL DO TERMO, MAS VISA *CONGREGAR ESFORÇOS, *CRIANDO UMA REDE DE CIDADÃOS RESPONSÁVEIS, ORGANIZADOS EM NÚCLEOS DISTRITAIS, SEM CONOTAÇÕES PARTIDÁRIAS, CONFESSIONAIS OU IDEOLÓGICAS."

"- SE É PAI OU MÃE, EDUQUE O SEU FILHO NO RESPEITO PELA DIFERENÇA;
- SE É PROFESSOR/A, ENSINE OS VALORES DA DIGNIDADE HUMANA;
- SE É DOMÉSTICA, CONTINUE A PERMITIR QUE O DETALHE FAÇA A DIFERENÇA;
- SE É PROFISSIONAL DE SAÚDE, ALÉM DA DOENÇA, VEJA A PROMESSA;
- SE É JORNALISTA, ALARGUE A CONSCIÊNCIA SOLIDÁRIA DO PÚBLICO;
- SE É ADMINISTRATIVO/A, ATENDA O OUTRO COMO UM PRÓXIMO;
- SE É ADVOGADO/A, LUTE PELA VISIBILIDADE E CUMPRIMENTO DAS LEIS;
- SE É ARTISTA, CRIE BELEZA ONDE A NORMA REJEITA;
- SE É ARQUITECTO/A, CONSTRUA COM AS LIMITAÇÕES DOS OUTROS;
- SE É EMPRESÁRIO, PARTILHE COMO UM INVESTIMENTO COM RETORNO;
- SE TRABALHA NO COMÉRCIO, NA CONSTRUÇÃO CIVIL, NA INDÚSTRIA, NA AGRICULTURA OU NAS PESCAS, DESCUBRA O LUGAR CERTO PARA GENTE ESPECIAL.
SEJA QUAL FOR A SUA SITUAÇÃO, LEMBRE-SE QUE É UM SER HUMANO E ACTUE EM CONFORMIDADE."
*_PARA MAIS INFORMAÇÕES:

_geral@pais-em-rede.pt

http://www.pais-em-rede.com/ _

_- Ana Félix da Costa - anafelixdacosta@gmail.com - 925129340

- Carmo Cotta - carmocotta@hotmail.com - 925129303

- Daniela Godinho - daniela.godinho@netcabo.pt - 925129302

- Luísa Beltrão - luisabeltrão@hotmail.com - 925129301

- Ana Maria Almeida - ana.caa@netcabo.pt - 925129341 *

COMO "MÃE ESPECIAL" QUE SOU APELO SOBRETUDO A TODAS AS MÃES E PAIS ESPECIAIS, QUE SE JUNTEM A NÓS, POIS SÓ UNIDOS PODEREMOS MARCAR A DIFERENÇA, POR UMA CAUSA MAIS DO QUE JUSTA.
PENSEM QUE SE NÃO NOS MEXERMOS AGORA, O QUE SERÁ O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?
SERÁ QUE OS NOSSOS FILHOS, NÃO TÊM O DIREITO DE TEREM UM FUTURO CONDIGNO, E FELIZ COMO QUALQUER SER HUMANO, SÓ POR CAUSA DAS SUAS LIMITAÇÕES?
NÓS PAIS NÃO SOMOS ETERNOS! PORQUE NÃO BATALHAR, ESFORÇANDO-NOS AGORA, AINDA MAIS UM POUCO, DE FORMA A MUDAR AS MENTALIDADES, PARA QUE SE CONSIGA QUE A SOCIEDADE ACEITE E APRECIE O GRANDE POTENCIAL QUE MUITAS DESTAS PESSOAS TÊM PARA DAR, NÃO SÓ A NÍVEL HUMANO (QUE É UM TESOURO AUTÊNTICO), MAS TAMBÉM A NÍVEL PROFISSIONAL, SOCIAL, ETC.
MAS ESTE TRABALHO, DEVE COMEÇAR SOBRETUDO PELOS "PAIS ESPECIAIS", POIS SÃO AS PESSOAS QUE MAIS SENTEM AS NECESSIDADES CONSTANTES E DIÁRIAS DOS SEUS FILHOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS.
UM ABRAÇO ESPECIAL DE UMA MÃE ESPECIAL
Isabel Barbosa

OBRIGADA ISABEL PELA PARTILHA DE INFORMAÇÃO VOU PASSAR AOS MEUS CONTACTOS.
GOSTEI DE TE CONHECER E À TUA CECILIA.
5ª FEIRA LÁ VOU NOVAMENTE À PISCINA COM O JOÃO E TENHO A CERTEZA QUE DENTRO EM POUCO ELE JÁ ESTARÁ MUITO MAIS EVOLUÍDO,ALIÁS O FINAL DA AULA JÁ FOI COM ALGUMAS GARGALHADAS E DEIXOU-SE MOLHAR TODO,COMO ME DISSESTE É UMA EQUIPA FANTÁSTICA E SABE TRABALHAR COM OS NOSSOA MENINOS E MENINAS.
bEIJINHOS PARA TI E PARA A CECILIA
 
 
Envio-vos em anexo a resposta que escrevi à Fátima Meireles, mentora da ideia da criação da Associação para as pessoas com necessidades especiais. Nessa resposta, consta resumidamente o conteúdo da reunião a que assisti na passada 4ª feira, dia 4, com alguns dos elementos do PAIS-EM-REDE  (http://www.pais-em-rede.com/)  e info@pais-em-rede.com.  

Gostei muito do que vi, da força de vontade que reconheci naqueles membros, da forma como fui recebida e tratada, das ideias que ouvi. Sinceramente, vejo-me a "lutar" por uma causa tão justa como a que a PAIS-EM-REDE está a defender.

Peço-vos que num bocadinho que tenham mais disponível (eu sei que são poucos) visitem o site deles e se associem. Não é preciso pagar quotas. Com a continuação do desenvolvimento do projecto e se puderem é sempre bem vinda uma ajudinha financeira, por mais pequena que seja, para os gastos inerentes.
O que habitualmente as pessoas fazem, quando têm condições para isso, é amealhar, poupando para o seu futuro na velhice.
Nós pais especiais, também nos devemos de UNIR para conseguirmos mudar algumas coisas que poderão ser benéficas para os nossos filhos no futuro, a ponto de por exemplo existirem mais empresas a dar trabalho a pessoas com limitações, com deficiência. Até porque, tendo algum tipo de incapacidade, não quer dizer que não sejam craques noutras funções e assim sendo sentem-se produtivos e contributivos para a sociedade de que também fazem parte.
Unidos é muito mais fácil ensinarmos à sociedade, que não são só as pessoas "normais" que são excepcionais. Mais excepcionais, são as pessoas que devido às suas limitações, conseguem fazer algo que algumas pessoas "normais" acham extraordinários e até nem elas próprias apesar da sua "normalidade" conseguem fazer. Penso que me consegui fazer entender!

Bem, o que eu apelo é que "demos as mãos" para que UNIDOS POR UMA CAUSA, consigamos ajudar os nossos queridos filhos especiais no presente e sobretudo no futuro, quando nós pais, já formos velhinhos e já não tenhamos capacidades de os puder ajudar.

Se entenderem que não se devem juntar a nós, passem pelo menos a palavra, divulgando este MOVIMENTO que ainda vai dar muito que falar, devido ao belo e excelente trabalho que já está a fazer e ao que ainda vai ser feito.

Um grande abraço de uma mãe especial, com a esperança que estas palavras toquem os vossos corações em prol dos NOSSOS, agora MENINOS(AS), mas ADULTOS no amanhã. E em prol dos agora ADULTOS, mas VELHINHOS no amanhã.
Isabel Barbosa

REUNIÃO DE 4ª FEIRA DE PAIS EM REDE
Das poucas diferenças que me parece haver entre a PAIS-EM-REDE e nós, é que eles por enquanto e a médio longo prazo, não farão qualquer prestação de serviços. De resto, o lema de "luta" é o mesmo, a aceitação, a protecção, a inclusão, a ajuda, etc, das pessoas com incapacidades e suas famílias, por parte da sociedade portuguesa.
Têm um projecto com o ISPA, os quais se mostraram super interessados. O site deles, tem todas as informações necessárias, para se perceber bem o âmbito do esforço deles.
A reunião foi com 6 mães super activas e todas elas também com filhos com necessidades especiais diversas.
Parecem-me pessoas de outro meio social que não o meu, mas nem por isso, senti qualquer discriminação, pelo contrário.
A presidente é a escritora Luísa Beltrão. Foi na casa dela o jantar e a reunião. Apesar de já ter uma idadezinha, é super dinâmica. Gostei muito dela. A Daniela é cunhada do Dr. Miguel Palha. A Ana Almeida pelo que deduzi, penso também ser advogada  num banco.
Conhecem muitas pessoas de vários meios da sociedade portuguesa, desde políticos a cantores.
Fez na 4ª feira um ano, que criaram este movimento e contam já com + de 1500 associados, não sócios.
Já têm um núcleo no Porto. Estão a abrir um no Alentejo e pretendem a muito curto prazo abrir também cá em Lisboa. O que será mais difícil, mas não impossível.
Tencionam a muito curto prazo começar a partir para os meios de comunicação social, na divulgação da PAIS-EM-REDE.
Elas também sentem como maior dificuldade, a aproximação dos pais especiais, que são quem maior força têm para se fazer algo de diferente e marcante em relação à forma como a sociedade portuguesa ainda trata as pessoas com alguma limitação, deficiência, diferença, incapacidade, ou o que lhe queiram chamar.
Eu fiquei de passar palavra às mães que foram às nossas reuniões (que fiz ontem com o envio da mensagem)
Entretanto, estou a trabalhar com as restantes mães e pais do PAIS-EM-REDE, ajudando na sua divulgação, pois dá-me a impressão que com a força que eu constatei nesta reunião e os conhecimentos práticos, teóricos e de pessoas conhecidas que elas têm, é capaz de se conseguir algo a nível de mudanças de mentalidades e tudo o resto consecutivamente.

Junta-te a nós na próxima reunião que haja e vais ver que não vais ficar desiludida com este movimento.


Quanto à APPDAE, apenas me enviaram uma convocatória para a assembleia geral, agora no próximo Sábado, às 9:00, lá na Faculdade de Letras de Lisboa.


Isabel Barbosa

RECOLHA DE CABOS ELECTRICOS

Olá!
Esta é uma boa forma de ajudarmos as crianças apoiadas pela Abraço, sem gastarmos nada... e ao mesmo tempo conseguimos livrar dos cabos que estão em casa e que já não servem para nada! Basta seguirmos as instruções para o envio dos cabos velhos!

Obrigada!



Ajude a ABRAÇO a reconstruir a Casa Ser Criança
Envie-nos os cabos eléctricos que não utiliza.
Passe esta mensagem aos amigos e empresas
A Abraço está a reconstruir a Casa Ser Criança, e todos podem ajudar, através do envio de cabos eléctricos que já não são utilizados e que podem ser reciclados.
Que tipo de Cabos?
Todos; telefone, computador, etc;
Como ajudar?
Indo a uma estação dos CTT, pede uma embalagem solidária, coloca os cabos e selecciona a Abraço de entre as várias Instituições, e os CTT fazem-nos chegar a caixa gratuitamente;
OU
Indo a um Centro Comercial Dolce Vita, e colocando os Cabos nas Casas Depósito;
Ainda
Reenviando este email aos amigos, ou promovendo recolhas.

domingo, 25 de Outubro de 2009

SEMINÁRIO SOBRE PARALESIA CEREBRAL E AUTISMO



Olá meus amigos.
Cá estou eu de novo para mais novidades.
Depois de muita conversa, de muito pedir, de muitas promessas que não sabia se as podia cumprir, a verdade é que consegui fazer com que a clinica "Therapies 4 kids" (onde a minha filha Alice vai fazer os tratamentos) viesse cá a portugal para um Seminário sobre Paralisia Cerebral e Autismo.
E assim quero desde de já convidar todos os interessados a estarem presentes.
Queria também pedir a todos ajuda a divulgar o mais possivel porque é mais um grande passo para ajudar a luz dos meus olhos que todos os dias me dá força para continuar com esta luta que tem sido muita dura e até desigual
Quero também informar que no próximo dia 7 de novembro de 2009 se irá realizar um Seminário sobre Paralisia Cerebral e Autismo no auditório da Lipor em Baguim do Monte (gondomar) entre as 12 e as 18 horas e que tera médicos dos mais conceituados do mundo incluindo médicos portuguses.
Este Auditório não tem barreiras arquitectónicas é de fácil acesso para todos.
Este Seminário é direcionado para Médicos, Enfermeiros, Terapeutas, Pais e Crianças com estas patologias,
contacto para mais informações tlm. 960 262 837 E-mail emoreira@iol.pt
p.s. pedia ás pessoas que queiram estar presentes o favor de confirmar."
grande abraço a todos


Ezequiel Moreira

http://pequena-alice.blogspot.com/

BENIFICIO DOS ANIMAIS PARA AS CRIANÇAS



Carla Baranauckas
Quando Chad, um Labrador amarelo, chegou à casa de Claire Vaccaro, em Manhattan, alguns meses atrás, o cachorro já tinha papel importante a exercer. Como animal treinado em serviços para autistas, sua missão na família seria a de ajudar a proteger Milo, 11 anos, o filho de Claire -especialmente em locais públicos, onde o menino muitas vezes sofre acessos de irritação ou tenta fugir correndo.
Como muitos animais treinados para servir como companhia, quer para prestar serviços, quer como animais de estimação, Chad teve efeito imediato - a espécie de efeito que é perceptível mas ainda não veio a ser compreendido plenamente por meio de um estudo científico. E a conexão certamente é mais longa que a da coleira que une o animal e o menino quando saem juntos.
"Dentro de casa, eu diria que bastou uma semana para que eu percebesse enormes mudanças", disse Vaccaro sobre Milo, cujo autismo prejudica sua capacidade de se comunicar e de formar elos sociais. "Mais e mais mudanças aconteceram ao longo dos meses e a conexão entre eles se intensificou ainda mais. Milo está muito mais calmo. Consegue se concentrar por períodos muito mais longos. É quase como se uma nuvem tivesse desaparecido".
A Dra. Melissa Nishawala, diretora clínica dos serviços de atendimento a autistas no Centro de Estudos da Criança, na Universidade de Nova York, diz ter testemunhado "uma mudança considerável e perceptível" em Milo, ainda que o cachorro se limite a ficar sentado silenciosamente no mesmo cômodo em que o menino. "Ele começou a me oferecer narrativas de uma maneira que nunca fazia no passado", ela revelou, acrescentando que o tema da maioria dessas histórias era o cachorro.
As mudanças foram tão profundas que Vaccaro e Nishawala estão começando a discutir a possibilidade de reduzir a medicação de Milo. Há muitas histórias não confirmadas sobre os benefícios da companhia animal - quer de animais de serviço e terapia, quer de animais de estimação - para a saúde humana. Mas o número de estudos em profundidade conduzidos até o momento não é muito grande. Agora, o Instituto Eunice Kennedy Shriver de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano, parte do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, está iniciando um esforço para determinar se esses animais podem ter efeitos tangíveis sobre o bem-estar de uma criança.
Em parceria com o Centro Waltham de Nutrição Animal, da Inglaterra (que é parte do grupo Mars, fabricante de doces e ração animal), o instituto está solicitando propostas que "se concentrem na interação entre seres humanos e animais".
O objetivo específico seria o de promover estudos que demonstrem como essas interações afetam o desenvolvimento e saúde típicos, e determinar se elas têm benefícios terapêuticos e em termos de saúde pública. A proposta também solicita inscrições para estudos que "discutam por que os relacionamentos com animais de estimação são mais importantes para algumas crianças do que para outras" e que "explorem a qualidade do relacionamento entre crianças e animais de estimação, ressaltando a variabilidade do relacionamento entre animais e seres humanos dentro de uma mesma família".
O interesse do instituto nacional por esse tipo de pesquisa surgiu há pelo menos duas décadas. Valerie Maholmes, que dirige a pesquisa sobre desenvolvimento infantil e comportamento no instituto de saúde infantil, afirmou que, em uma reunião de especialistas realizada em 1987 para discutir os potenciais benefícios de animais de estimação para a saúde, o instituto havia concluído que "seria necessário pesquisar muito mais", especialmente no que tange ao desenvolvimento infantil.
Outras sessões de debate confirmaram essa necessidade de pesquisa, mas a maioria dos estudos concentra suas atenções em interações negativas, como por exemplo o papel dos animais de estimação na transmissão de doenças, disse James Griffin, diretor assistente de desenvolvimento e comportamento infantil, no instituto.
Enquanto isso, o centro Waltham estava expandindo as pesquisas que realiza e começou a conduzir pequenos estudos sobre a interação entre crianças e animais, disse Catherine Wotecki, diretora mundial de assuntos científicos na Mars. "Somos uma empresa que produz ração para animais de estimação e produtos para eles", afirmou, "e estamos interessados em manter esse relacionamento o mais forte possível".
Revisões sobre o programa de pesquisa do Waltham indicaram que estudos de maior porte, com grupos de controle apropriados, eram necessários. Quando a Mars foi informada do interesse dos institutos norte-americanos por esse tipo de pesquisa, foi estabelecida uma parceria entre o setor público e o privado para a realização desses trabalhos, com uma dotação de mais de US$ 2 milhões oferecida pela companhia. O Instituto Nacional de Enfermagem também está contribuindo para o financiamento de pesquisas.
Peggy McCardle, diretora da divisão de desenvolvimento e comportamento infantil do instituto nacional, disse que as verbas oferecidas pela Mars ajudaram a acelerar o início do projeto. McCardle acrescentou que o instituto nacional havia estabelecido protocolos para as parcerias entre o setor privado e o público e que todas as propostas passavam por revisão em pelo menos dois escalões antes de serem aprovadas.
As pessoas que trabalham com animais têm a expectativa de que pesquisas formais venham a confirmar suas observações. No Hospital Infantil do Condado de Orange, no sul da Califórnia, por exemplo, dezenas de voluntários levam seus cachorros regularmente para visitar os pacientes. As crianças que estão sendo tratadas por doenças graves muitas vezes sentem tristeza, ansiedade ou depressão. "Os cachorros certamente as animam", diz Emily Grankowski, que cuida do programa de terapia com animais de estimação conduzido pelo hospital.
Alguns pacientes que recusam a falar com médicos e enfermeiros conversam com os cachorros e outros que recusam a se mover muitas vezes tentam acariciar os animais. Assim, os animais se tornam parte do programa terapêutico, especialmente em áreas que envolvam fala e movimento. "O elo entre os animais e os seres humanos contorna completamente o aspecto intelectual e atinge de forma direta o coração e as emoções, nos oferecendo uma força que nada mais poderia propiciar", disse Karin Winegar, cujo livro "Saved: Rescued Animals and the Lives They Transform", de 2008, fala de interações entre animais e seres humanos e das transformações positivas que esse contato pode trazer.
"Nós já testemunhamos episódios como esse de costa a costa, quer se trate de crianças deficientes que aprendem a cavalgar na Califórnia ou de uma casa de repouso em Minnessota na qual uma mulher que sofre de Mal de Alzheimer não consegue mais reconhecer o marido mas ainda reconhece o seu querido cachorro".
Observações como essa não são novidade para a Autism Service Dogs of America, a organização que treinou Chad para o serviço junto a Milo. "Muitas crianças pacientes de autismo não conseguem formar relacionamentos com outros seres humanos", afirma Pris Taylor, a diretora da organização. "Mas conseguem se relacionar com um cachorro".

Tradução: Paulo Migliacci ME



AUTISMO NÃO TEM CURA



APPDA promove III seminário:


“O autismo não tem cura”


A APPDA–Setúbal, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo promoveu na passada sexta-feira o terceiro seminário sobre as Perturbações do Espectro do Autismo (PEA). Ao longo do dia, foram debatidas várias questões sobre o autismo e as suas consequências para as famílias. A associação anunciou ainda o lançamento de um livro, cujas receitas vão reverter para a construção de um centro.


Lídia Isabel Nicolau


Cerca de dez oradores, de diferentes áreas, deslocaram-se a Setúbal para apresentar os seus estudos, as suas experiências e, sobretudo, para contribuir para um esclarecimento dos profissionais da área e familiares que estiveram no seminário que se realizou nas instalações do Centro de Formação Profissional.


O psiquiatra Carlos Filipe foi o primeiro do painel de convidados a intervir e a explicar os “Conceitos, mitos e preconceitos sobre Autismo”. Um dos primeiros mitos desfeitos pelo especialista foi que o autismo não é uma patologia recente. “O autismo não é uma descoberta recente num uma modernice”, explicou lembrando que o que acontecia é que antes os autistas eram classificados como deficientes mentais e esquizofrénicos.
Quanto às características das PEA, Carlos Filipe destacou o isolamento, a insistência na semelhança e na repetição, as alterações na linguagem, a idade precoce do aparecimento dos sintomas e alertou que “o autismo poderá estar presente à nascença”. Outros aspectos importantes é que se manifesta por diferentes formas de comportamento, tem um carácter persistente e evolui com a idade, o défice de comunicação e interacção social e que não está localizado em nenhuma área até agora identificada.
Outro mito “que tem de ser desfeito”, como avisou o especialista de 52 anos, é que “é impossível existir um teste pré-natal que garanta a cem por cento se a criança vai ter autismo”
Algumas das ideias erradas que o psiquiatra destacou foram que o autismo não é causado por má relação parental, não está entre o grupo das esquizofrenias, não tem uma causa única e não é consequência de intolerâncias alimentares. “No autismo temos pouca certezas mas temos a certeza absoluta que não é causado por qualquer vacina” e, sobretudo, que para já, “não tem cura. A pessoa é autista, não tem autismo”, distinguiu.
O especialista terminou deixando cinco conclusões: cada caso é um caso; não há terapêuticas “universais” para o autismo; o ensino integrado ou o especial não é sempre a melhor solução; a avaliação da eficácia deve ser feita em função da melhoria da autonomia e do bem-estar do próprio e da família; e a avaliação das terapêuticas deve atender à relação custo-benefício. No entanto, o primeiro orador do dia disse que tem “mais dúvidas do que certezas”.
Na iniciativa estiveram também a presidente da APPDA-Setúbal, Maria José Sobral, a presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, Alexandra Pimenta, o director do Centro de Formação Profissional de Setúbal, Carlos Costa, e a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira.
A presidente da APPDA, na sessão de abertura, alertou para o facto de o autismo não ser “uma deficiência rara e que afecta 0.6 por cento da população”, o que se traduz em cerca de 4680 pessoas com PEA no distrito de Setúbal e cerca de 720 no concelho. Maria José Sobral fez um breve balanço das actividades deste ano e anunciou que brevemente vai ser editado um livro sobre o tema do autismo escrito por uma mãe com um filho autista e ilustrado por uma criança autista. As receitas da venda do livro vão reverter a favor da construção de um centro de apoio que já tem nome: “Respiro”.

Pesquisas identificam possível alvo para tratamento do autismo



Através de uma rede cooperativa, que envolve mais de 75 centros de pesquisa, estudos genéticos conseguiram correlacionar os níveis de uma proteína e a conexão entre os neurônios.
A proteína Semaforina 5A já havia sido implicada no crescimento dos neurônios e a formação das conexões entre as células cerebrais. Comparando indivíduos portadores de autismo e controles sem a doença os níveis dessa proteína eram mais baixos nos autistas.
As análises do tecido cerebral de portadores de autismo, feitas em um estudo paralelo comprovaram a menor presença dessa proteína nos portadores da doença.
Esses estudos, segundo o pesquisador Andy Shih, podem reforçar o conceito de que um déficit de integração entre os neurônios esteja envolvido na neuropatologia dessa complicada doença.
A partir da comprovação desses achados e da função da proteína semaforina e suas variantes, os pesquisadores acreditam que um possível alvo para futuros tratamentos medicamentosos pode ter sido identificado.
Através de um programa chamado de Autism Genetic Resource Exchange, material genético de pessoas de famílias com pelo menos dois indivíduos com diagnóstico de autismo se torna disponível aos pesquisadores.
As pesquisas de comparação genética são chamadas de Genome Wide Association Studies e buscam comparar o genoma humano e suas variações com a presença de doenças.
Esses estudos para serem realizados, precisam envolver grandes grupos populacionais com as mesmas características e também grupos controle para que os paralelos possam ser traçados.
Para que esses materiais possam estar disponíveis, a participação das famílias de pacientes é fundamental.



NOVO ESTUDO MOSTRA UMA EXPLOSÃO DE CASOS DE AUTISMO NOS ANOS EM QUE A VACINAÇÃO AUMENTOU

Casos de autismo entre as crianças dobraram desde 2003, de acordo com uma pesquisa do governo americano divulgada ontem, destacando mais uma vez a ligação direta entre as vacinas contendo mercúrio e à desordem cerebral, neste momento em que milhões de pais estão prestes a entregar seus filhos nas próximas semanas para serem injetado com a vacina contra a gripe suína contendo timerosal.
"Embora pesquisas sugeriam que os casos de problemas de autismo em crianças norte-americanas seria em torno de 1 a cada 150 crianças, um novo estudo do governo americano estima que a prevalência seja na realidade de 1 a cada 91 crianças", relata US News & World Report e CBS News. Veja o vídeo da CBS News ao final do post.
"No estudo, publicado na edição de outubro da pediatria, estima-se que de cada 110 em 10.000 jovens americanos serão diagnosticados com algum tipo de autismo em algum momento de suas vidas. No momento atual isto se traduz para cerca de 673.000 crianças americanas com alguma forma de autismo, de acordo com o estudo."
O CDC e o Instituto de Medicina dos EUA afirmaram, após um duvidoso estudo que ignorou evidências anteriores, de que o timerosal, um conservante à base de mercúrio, não tem qualquer relação de causalidade com a disparada de casos de autismo e que têm sido consistentemente rejeitadas por médicos e cientistas desde então.
O epidemiologista Tom Verstraeten e Dr. Richard Johnston, um pediatra e imunologista da Universidade do Colorado, ambos concluíram que o timerosal foi responsável pelo aumento dramático nos casos de autismo, mas seus resultados foram rejeitados pelo CDC.
Os casos de autismo nos EUA aumentaram em mais de 2.700 por cento desde 1991, que foi quando a quantidade de vacinas para crianças dobraram, e o número de imunizações está apenas aumentando. Apenas uma em cada 2.500 crianças eram diagnosticadas com autismo antes de 1991, enquanto uma em cada 91 crianças agora têm a doença, e de uma a cada 150 em apenas seis anos atrás.
Um estudo "peer reviewed" realizado pelo Dr. Mark Geier publicado no jornal "Journal of American Physicians and Surgeons" mostrou que a pesquisa da IOM estava incorreta porque foi amplamente baseada em um estudo dinamarquês de Anders Peter Hviid, que não levou em conta o fato de que as crianças americanas têm uma carga muito maior de mercúrio do que as crianças na Dinamarca.
"Nos níveis mais elevados (de exposição ao timerosal), é inegável que existe uma relação causal, e atingimos níveis elevados. Seus estudos, portanto, não são relevantes, não estou dizendo que eles estão errados, embora haja muitas críticas ao mesmo. Apenas não tem correlação à situação nos EUA", disse Geier.
O estudo de Geier conclui que há um aumento de desordens do desenvolvimento neurológico após o uso de vacinas contendo timerosal.
O Dr. Rashid Buttar, que foi pioneiro em um novo tratamento para crianças autistas, o qual remove o mercúrio de seus corpos, disse que a conclusão do Instituto de Medicina de que o mercúrio não causa autismo demonstra a "ausência completa de qualquer desejo de descobrir a verdade científica suposto mais alto nível da academia médica. "
"Quando 31 crianças se recuperam de uma doença devastadora por um simples tratamento transdérmico que as desintoxica dos metais, então o bom-senso nos diz que talvez os metais estejam envolvidos", afirma o Dr. Bob Nash, presidente da Câmara Americana de Toxicologia Clínica Metal (ABCMT) em relação ao tratamento do Dr. Buttar's.
"Em 1977, um estudo russo descobriu que adultos expostos a etilmercúrio, a forma de mercúrio do timerosal, sofreram danos cerebrais anos mais tarde. Estudos sobre o envenenamento com timerosal também descrevem necrose tubular e lesão do sistema nervoso, incluindo obnubilação, coma e morte. Como conseqüência destes resultados, a Rússia proibiu o timerosal das vacinas em crianças em 1980. A Dinamarca, Áustria, Japão, Grã-Bretanha e todos os países escandinavos também proibiram o preservativo ", escreve Dawn Prate.
O mercúrio é classificado pelo Departamento de Defesa dos EUA como um material perigoso que pode causar a morte se ingerido, inalado ou absorvido através da pele, e a EPA (Agência dos EUA de Proteção ao Meio-Ambiente) irá agora limitar as emissões de mercúrio das fábricas, porque a toxina "pode danificar o cérebro e o sistema nervoso e é especialmente perigosa aos fetos e crianças pequenas", mas de acordo com o CDC é perfeitamente seguro para injetar mercúrio no sangue das crianças americanas.
Apesar das preocupações sobre o timerosal e o mercúrio, o timerosal é um ingrediente da vacina da gripe suína, que atualmente está sendo administrada para crianças em todo o EUA.
"Algumas das vacinas serão armazenados em frascos multi-dose contendo timerosal, um aditivo antibacteriano que contém mercúrio", informou o Washington Post, em um artigo sobre quais grupos irão receber inicialmente a vacina contra a gripe suína.
De fato, a vacina da gripe suína contém nada menos de 25.000 por cento a quantidade de mercúrio considerada segura.
Cerca de 12.000 crianças americanas foram usados como cobaias para a vacina experimental contra a gripe suína, também conhecida por conter esqualeno, um ingrediente perigoso, que tem sido diretamente relacionado com casos de Síndrome da Guerra do Golfo e uma série de outras doenças debilitantes.
O esqualeno "contribuiu para a cascata de reações chamada" "Síndrome da Guerra do Golfo". Eles desenvolveram artrite, fibromialgia, linfadenopatia, erupção cutânea, erupções cutâneas fotossensíveis, Eritêma malar, fadiga crônica, dor de cabeça crônica, perda de cabelo anormal pelo corpo, lesões de pele não-curáveis, úlceras aftosas, tonturas, fraqueza, perda de memória, convulsões, alterações de humor, problemas neuropsiquiátricos, efeitos anti-tireóide, anemia, aumento da VHS (velocidade de hemossedimentação), lúpus eritematoso sistêmico, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, fenômeno de Raynaud, síndrome de Sjorgren, diarréia crônica, suores noturnos e febre baixa ", segundo a Dra. Micro-paleontologista Viera Scheibner.
As companhias farmacêuticas podem ter certeza que elas não irão enfrentar represálias pelos muitas milhares de doentes e mortos que inevitavelmente existirão como resultado da exposição de milhões ao mercúrio e esqualeno durante o programa de vacinação em massa, porque o governo americano (e também os de outros países) já agiu para lhes proporcionar imunidade às ações judiciais.
"Os fabricantes de Vacinas e funcionários federais estarão imunes a processos judiciais que resultem de efeitos de quaisquer novas vacinas contra a gripe suína", diz em um documento assinado pelo secretário de Saúde e Serviços Humanos Kathleen Sebelius", reportou a Associated Press, em julho.
Veja o vídeo da CBS News sobre a nova pesquisa do autismo abaixo. Incrível que a repórter diz que os casos aumentaram de 1 a cada 150 para 1 em cada 91, mas não diz que antes de 1991 a estatística era de 1 em cada 2.500.
Fontes:


InfoWars: Autism Explodes As Childhood Vaccines Increase


U.S. News & World Report: Autism May Be More Common Than Thought


Artigo Pediatrics: Prevalence of Parent-Reported Diagnosis of Autism Spectrum Disorder Among Children in the US,

Há 40 mil crianças Asperger em Portugal mas muitas abandonam escola na adolescência


Quarenta mil crianças e jovens portugueses têm síndrome de Asperger, uma perturbação do desenvolvimento que causa problemas de adaptação social e escolar que na adolescência podem levar ao abandono escolar.
Dar apoio a estes jovens é uma das prioridades da Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger que hoje deu o primeiro passo para a construção do projecto “Casa Grande”, uma residência de formação e reinserção para portadores daquela síndrome.
A partir dos 16 anos, explicou a presidente da associação, Piedade Líbano Monteiro, muitos destes jovens abandonam a escola, surgindo então os primeiros problemas na inserção na vida activa. As dificuldades de inserção profissional levam estes jovens à frequência de custos de formação profissional, na expectativa de um emprego estável, mas sem êxito.

A “Casa Grande” é um projecto sonhado pela Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger que pretende dar resposta a estas dificuldades e deverá abrir em 2012, com o apoio da Câmara de Lisboa. O sonho, explicou Piedade Líbano Monteiro, começou a realizar-se com a assinatura de um primeiro protocolo em Janeiro que a obrigava a conseguir 350 mil euros até Maio.

“Casa Grande” é o nome da residência de dois pisos que a APSA vai construir numa edificação em ruínas na Quinta da Granja de Baixo, em Benfica (Lisboa), destinada à formação profissional e reinserção social de 53 jovens com mais de 16 anos e portadores da síndrome de Asperger na Área Metropolitana de Lisboa.

A síndrome de Asperger é uma perturbação do desenvolvimento (espectro do autismo) que se manifesta por alterações na interacção social, na comunicação e no comportamento, mais comum nos rapazes do que nas raparigas. Os “aspies” podem ser excelentes na memorização de factos e números, mas têm normalmente dificuldade ao nível do pensamento abstracto.


Funcionamento cerebral diferente


Ao contrário dos autistas “clássicos”, que normalmente estão ausentes e desinteressados do mundo que os rodeia, muitos “aspies” querem ser sociáveis e gostam do contacto humano, mas têm dificuldades em fazê-lo. Com um funcionamento cerebral diferente, têm um gosto marcado por rotinas e um interesse obsessivo por determinados temas.

A “Casa Grande”, explicou Piedade Líbano Monteiro, vai por isso ajudar as empresas que venham a receber estes jovens, mostrando-lhes que podem ser os melhores profissionais da empresa desde que entendam a forma como funcionam. “Se prepararmos as empresas, mostrando que estes jovens e adultos são extremamente perfeccionistas nas áreas que dominam, apesar de socialmente não serem muito comunicativos, todos ficarão a ganhar”, disse.


Garantir a estes jovens maior autonomia com vista a assegurarem um projecto de vida próprio é o objectivo da casa - que também acolherá a sede da associação - e que “não será um local de permanência definitiva, mas um local de passagem no máximo por quatro anos e aberto à comunidade”.

Cafetaria, esplanada, espaço de estudo, reprografia, espaço multimédia, lavandaria, engomadoria e arranjos de costura, oficina de recuperação e de encadernação de livros, galeria de arte, salas para artes plásticas contam-se entre as valências que a Casa Grande irá dispor para ensinar e dar formação profissional. Salas para formação musical, informática, estufa, horta e pomar biológico são outras das muitas valências projectadas para a casa.



Autismo... uma forma diferente de ver o mundo

ELE VIU O VALOR DOS DIFERENTES


Pai de um autista, o dinamarquês Thorkil Sonne abriu uma consultoria de tecnologia da informação para empregar portadores da doença. O resultado: um negócio lucrativo e preciosas lições de vida



Por IVAN PADILLA
 
Lars começou a apresentar os primeiros distúrbios de comportamento assim que entrou no jardim de infância, aos 3 anos. Em vez de brincar com os amiguinhos, passava horas solitariamente, entretido com os próprios brinquedos. A rotina não variava, do momento em que chegava até o sinal da saída. As palavras, antes abundantes, começaram a faltar. Seus dois irmãos mais velhos, Anders e Rasmus, de 10 e 7 anos, nunca haviam demonstrado nenhum problema de fala ou de relacionamento.
Algo parecia errado com Lars.
Era início de 2000. Poucos meses depois, Thorkil Sonne e sua mulher, Annete, moradores de Copenhague, na Dinamarca, receberam o diagnóstico de seu filho: autismo. “Todos os nossos planos desabaram”, disse Sonne a Época NEGÓCIOS. O autismo manifesta-se de forma diferente em cada pessoa – por isso, é tratado como um espectro de transtornos. Mas alguns sintomas são comuns. A comunicação, a interação social e a capacidade de imaginação são sempre afetadas. Não existe cura. A pessoa nasce e morre com a doença.

Sonne começou a frequentar associações de apoio aos pais e a acompanhar atentamente o comportamento dos portadores da doença. Descobriu neles muitas habilidades. Autistas podem ser extremamente atentos e capazes de permanecer concentrados na mesma atividade por muito tempo. Também conseguem seguir instruções com facilidade e têm boa memória. Como não gostam de surpresas, percebem facilmente qualquer alteração em um padrão.

Qualidades como essas seriam úteis em diversas áreas de atividade, pensou Sonne. Mas que serviços seriam? Em que empresas estariam esses postos? Sonne pesquisou possíveis mercados de trabalho. Em 2004, quatro anos depois do diagnóstico do filho, pediu demissão da TDC, a companhia dinamarquesa de telecomunicações, e abriu uma consultoria de tecnologia da informação na sala de casa. Ele mesmo daria emprego a portadores de autismo. O nome escolhido para a empresa foi Specialisterne, ou Os Especialistas.

Foi uma ação solidária, de inclusão social, sem dúvida, mas não apenas. A iniciativa logo se mostrou um negócio lucrativo. Em cinco anos de atividade, a empresa atingiu faturamento de 2 milhões de euros. Possui dois escritórios na Dinamarca e até o fim deste ano terá aberto filiais em Glasgow (Escócia) e em Zurique (Suíça). Seu maior cliente é a Microsoft. Dos 60 empregados, 43 são portadores de autismo. Sonne foi procurado por mais de 50 instituições europeias interessadas em implantar projetos semelhantes. Neste semestre, o caso da empresa fará parte do programa de ensino da Harvard Business School, a escola de pós-graduação em administração de Harvard. “A razão do sucesso é simples”, afirma Sonne. “Ninguém faz melhor esse trabalho do que eles.” Entre os serviços oferecidos pela consultoria estão testes e desenvolvimento de interfaces de sites e aplicativos para softwares. “Uma pessoa normal consegue checar um manual de instruções uma, duas, três vezes. Mas depois a atenção se dispersa”, diz Sonne. “Nossos funcionários conseguem pegar uma contradição entre a introdução e o último capítulo.”



PENSAR DIFERENTE

A minúcia na checagem de informação é essencial nesse setor. “Essas tarefas são desempenhadas por profissionais iniciantes”, diz Antônio Carlos Guedes Júnior, analista da Topmind, consultoria brasileira especializada em tecnologia da informação. “Falhas, infelizmente, são comuns”, diz Guedes. A taxa de erro registrada na consultoria dinamarquesa, de acordo com Sonne, é de 0,5%. Nas empresas convencionais, a média é até dez vezes maior.

Cerca de 80% dos empregados da consultoria são homens, devido à alta incidência da doença na população masculina. Têm entre 19 e 46 anos. Todos ganham salário. O expediente é de 15 horas semanais. Os escritórios assemelham-se a qualquer outro. Cada empregado tem uma mesa com computador. A diferença está no zelo com a ordem. Autistas precisam de ambientes tranquilos. Muitos serviços são prestados fora da sede. Os clientes, então, são orientados a manter o escritório em silêncio e a falar com eles sem ironia ou sarcasmo. “Autistas não conseguem filtrar o tom de uma conversa”, afirma Sonne.

Os funcionários passam por um treinamento de cinco meses. Os testes de aptidão são feitos com um robô da Lego desenvolvido com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um brinquedo que exige atenção, paciência e lógica. As peças de encaixar vêm com um software e um motor com sensores infravermelhos. O robô pode ser programado no computador para desempenhar funções como buscar objetos. Os dados são transmitidos por Bluetooth. Sonne teve a ideia de usar os pequenos tijolos coloridos ao ver seu filho montar objetos complexos com os pinos e blocos.

A trajetória bem-sucedida da consultoria dinamarquesa deixa algumas lições. Virou lugar-comum nas empresas a valorização do trabalho em equipe. “Mas as corporações não deveriam apenas olhar para as habilidades sociais”, diz Sonne. “A diversidade também é essencial. As empresas precisam de pessoas que pensam diferente. E autistas pensam diferente.” Para eles, trabalhar tem função terapêutica. “Eles se sentem mais confiantes”, diz Sonne.

O pequeno Lars, que inspirou a Specialisterne, tem hoje 13 anos. Quando completar 18, quer trabalhar na consultoria. “Mas por dois ou três anos. Depois disso ele quer ser motorista de trem”, diz o pai. É uma tarefa complexa para os autistas, que costumam entrar em pânico quando precisam tomar decisões. Se pudesse realizar seu sonho, Lars seria um maquinista muito atento.

FILME POLÉMICO..EU SOU O AUTISMO

Um filme gerou polêmica.

O artigo abaixo, publicado na revista New Scientist, fala da sua primeira parte, mas é uma obra dividida em dois momentos. No primeiro, o Autismo "fala" como um monstro que se apropria das crianças.
Na segunda metade, as famílias respondem ao "monstro".
Feito para emocionar, emociona. Mas não deixa de criar polêmica, pois, para quem não conhece pessoas autistas, pode passar a impressão de algo terrível a se combater - e nem todo mundo tem a mesma visão. Enfim, como dizia Nélson Rodrigues, "toda Hunanimidade é burra". 
Felizmente, nossa comunidade de familiares de autistas pode ter muito defeitos, mas burrice não é um deles.


Segue o artigo:
Filme 'poético' sobre autismo divide militantes
Celeste Biever
29/9/2009
New Scientist
"Não me importa o que é certo ou errado... Eu tentarei roubá-lo de suas crianças e de seus sonhos."


Estas palavras vêm de um curta-metragem chamado "Eu sou o autismo", que acendeu uma polêmica entre as pessoas autistas em todos os E.U.A. e uma entidade que diz representá-las.
O filme traz clipes de crianças autistas e seus pais, com uma voz em off a sugerir que o autismo não tem nenhuma moralidade e destrói as famílias. A entidade Autism Speaks, sediada em Nova York, apresentou a película em 22 de setembro no seu encontro anual "O Mundo focaliza o Autismo".
"Eu sou o autismo" foi feito por dois pais de crianças autistas: Billy Mann, um compositor indicado ao Grammy, produtor da música e membro da Autism Speaks, e Alfonso Cuarón, diretor ganhador do Oscar. A narração é um "poema" pessoal escrito por Mann, diz Marc Sirkin, dirigente chefe da Autism Speaks.


'Embaraçador e ofensivo'
Mas algumas pessoas autistas dizem que o filme projeta delas uma imagem prejudicial e estão protestando on line com uma paródia no YouTube e em um grupo do Facebook. Outros igualmente foram às ruas para protestar:
"Isso faz as pessoas terem medo de nós. O que elas pensarão sobre mim e os outros autistas se derem atenção a esse vídeo assim prejudicial?" - declarou Elesia Ashkenazy, diretora do capítulo Portland (Oregon) da Rede Autista de auto-defesa (ASAN - Autistic Self Advocacy Network). Ela ajudou a organizar um protesto contra o vídeo em Portland, em 26 de setembro.
Ari Ne' eman, o presidente da ASAN, sediada em Washington DC, afirma que o filme é "embaraçador, ofensivo e impreciso". - "Isso tem conseqüências práticas," ele diz. Para aqueles autistas à procura de trabalho ou de relacionamento, ou que tentam ser incluídos na escola, explica, "isso aumenta o medo, o preconceito e o estigma".
Ne'eman, em especial, questiona o trecho do vídeo em que o narrador, representando o autismo próprio, diz: "E se você é casado e feliz, vou me certificar de que sua união vai falhar".
Ne'eman aponta uma pesquisa de 2008 que contradiz essa ideia, realizada pela entidade de apoio a pessoas com deficiência Easter Seals, de Chicago, Illinois. Analisando 917 pais de crianças sem nenhuma necessidade especial e 1652 pais de crianças com transtornos do espectro autista, o resultado foi que 30 por cento dos pais de pessoas autistas estavam divorciados, comparado com 29 por cento dos pais de crianças sem necessidades especiais.


Motivo: lucro?
Sirkin admite que sabe que "não há nenhuma evidência de que ter uma criança com transtornos do espectro autista na família leva a taxas mais elevadas de divórcio", mas diz que a película é "uma posição pessoal, baseada no ponto de vista dos dois pais que fizeram o filme".
Ne' eman igualmente acusa a entidade de usar o "medo e o comércio de piedade" para levantar fundos. Sirkin responde que a Autism Speaks não pagou para o filme ser rodado e que este não pretende ser um levantador de recursos, mas, simplesmente, para conscietização.
A trilha sonora do vídeo de paródia, "Eu sou Autism Speaks", segue: "Eu trabalho duramente para fazer as pessoas acreditarem que suas crianças sofrem mais do que as vítimas do câncer ou da AIDS", "Seu dinheiro cairá em minhas mãos e eu vou falir você" e " Seus defensores não têm dinheiro para me combater".
Direito de falar
Entrementes, a página do Facebook, no protesto contra o filme, o chama de "um grotesco arremedo de um filme, cheio de falsidades, dogmatismo e ódio… Não representa nossas opiniões sobre o autismo e as pessoas autistas. Calunia as pessoas autistas, e nós não o apoiamos".
Sirkin diz que tudo faz parte do tema. "Tivemos tanto retorno positivo quanto negativo. Alguns pais acharam o vídeo inspirador e nos agradeceram por exibi-lo. Outros se sentiram ofendidos. Acreditamos que todas as perspectivas são válidas e devem ser ouvidas e respeitadas. Ninguém pode ser a voz definitiva do autismo."
Morton Gernsbacher, pesquisadora da Universidade de Wisconsin-Madison, diz que o filme pode ser destrutivo. "Uma organização que reivindica dar apoio a pessoas com deficiência e a suas famílias deveria estar familiarizada com as décadas de pesquisa que investigam os efeitos deletérios de menagens de estímulo do medo", diz ela.
Não é a primeira vez que o Autism Speaks provocou a ira das pessoas autistas. Em 2008, a entidade exigiu que um blogueiro autísta tirasse da interent uma paródia de seu website porque teria transgredido direitos reservados. Isto ultrajou a ASAN e muitos outros blogueiros autístas.


Eu sou autismo: transcrição do vídeo


Eu sou autismo.
Sou visível em suas crianças, mas se puder ajudar, sou invisível até ser demasiado tarde.
Eu sei onde você vive, e sabe o que mais? Eu vivo lá também. Eu pairo em torno de você
Eu não conheço nenhuma barreira de cor, religião, moralidade, nenhuma moeda. Eu falo sua língua fluentemente e, a cada voz que levo embora, adquiro uma nova língua.
Eu trabalho rapidamente. Eu trabalho mais rápido que a AIDS, o câncer e o diabetes pediátricos juntos
E, se você é casado e feliz, vou me certificar de que sua união falhará. Seu dinheiro cairá em minhas mãos e eu vou falir você para meu próprio lucro.
Eu não durmo, assim eu tenho certeza de que você também não dormirá. Eu tornarei virtualmente impossível para que sua família frequente um templo, uma festa de aniversário, um parque, sem esforço, sem embaraço, sem dor.
Você não pode me curar. Seus cientistas não tém recursos, e eu saboreio o desespero deles.
Seus vizinhos estão felizes por fingir que eu não existo, claro, até que seja com a criança deles.
Eu sou o autismo.
Não me importa o que é certo ou errado. Eu tiro meu grande prazer de sua solidão. Eu lutarei para levar embora sua esperança. Eu tentarei roubá-lo de suas crianças e de seus sonhos.
Eu vou me certificar de que, a cada dia em que você acordar, gritará, querendo saber: "Quem cuidará de minha criança depois que eu morrer?" A verdade é que eu estou ganhando e você tem medo, e deve mesmo ter.
Eu sou o autismo.
Você me ignora. Isso é um erro.
'Poetic' autism film divides campaigners
http://www.newscientist.com/article/dn17878-poetic-autism-film-divides-campaigners.html?DCMP=NLC-nletter&nsref=dn17878


No entanto, o artigo acima oculta que o filme tem uma segunda parte, que Elaine Silva traduziu e mandou para a Comunidade Virtual Autismo no Brasil. Na segunda parte, são as famílias que se pronunciam:
E pra você Autismo, eu digo
Como mãe, pai, avô, avó, irmão...
Nós não vamos dormir porque não descansaremos até que você o faça.
Uma família pode ser muito mais forte do que você sequer imaginou e Nós não vamos Nós intimidar por você, nem o amor e forca da Nóssa comunidade.
Eu sou um pai que luta em sua direção e você pode me empurrar, uma, duas, três vezes... que eu vou me levantar e continuar levando a nossa mensagem.
Autismo, você se esqueceu quem somos, você se esqueceu com quem está lidando. Você se esquece do espirito que une mãe e filha, pai e filho, irmãos...
Nós somos os Estados Unidos, a Russia, (nome de vários outros países)
Nós estamos unidos na fé, na força, nos recursos da tecnologia.. .
Nós somos uma consciência que cresce sem você perceber.
Nós temos muitos desafios, mas somos os melhores para superar.
Nós falamos a única língua que importa: O AMOR POR NÓSSOS FILHOS.
Nossa capacidade de amar é maior do que a sua capacidade de nos dominar.
Autismo, você é ingênuo, você está sozinho!
Nós somos uma comunidade de guerreiros, nós temos a voz.
Você pensa que, porque alguns dos nossos filhos não falam, nós não podemos ouvi-los?


ESTA É SUA FRAQUEZA.
Você pensa que, porque o meu filho vive atrás de uma parede, eu vou ter medo de derrubá-la com as minhas próprias mãos?
Você não foi propriamente apresentado à nossa comunidade. Nós somos Pais, Avós, Amigos, Professores, Irmãos, Pediatras, Cientistas, Terapeutas.. .
Autismo, se você não está com medo, deveria estar... Quando você pegou o meu filho, você esqueceu que pegava a mim também.
Ei, Autismo... Você esta ouvindo?

sábado, 24 de Outubro de 2009

Autistas ensaiam manobras radicais



2009-10-19
LUÍS HENRIQUE OLIVEIRA
A integração foi o mote da iniciativa ontem participada por perto de 20 crianças autistas. Após viagens de comboio e autocarro, vestiram um fato de mergulho e praticaram, pela primeira vez, bodyboard. "Uma experiência única para muitos deles."
Maravilharam-se com a paisagem que fugia pelos vidros do comboio mas assustaram-se, alguns, quando se viram na praia do Cabedelo, em Viana do Castelo, com o mar a curta distância.
Pedro, de oito anos, não tirava os olhos das ondas desde que saíra do autocarro, recusando-se, peremptoriamente, a entrar na água. "Quero ir para casa! Já, mãe!" Apesar do apelo, momentos depois o menor vestia um fato de neoprene e, munido de uma prancha de bodyboard, saltava sobre a rebentação e entrava na água, a exemplo das restantes crianças que, a princípio, recearam tomar parte na brincadeira.
"Ninguém consegue explicar, mas as expressões deles mudam quando estão na água. Interagem melhor connosco dentro da água, além de se notar que estão muito mais felizes", explicou Raquel Abreu, psicóloga da Associação de Amigos do Autismo (AMA), entidade que promoveu a iniciativa com os olhos postos na integração social dos menores.
"Trata-se de facultar a estas crianças as oportunidades que lhes são, muitas vezes, privadas, devido a alterações de comportamento", continuou a responsável pela actividade de ontem e terapeuta da associação, Gisela Brás, acentuando que a proposta teve, também, por meta sensibilizar a comunidade para a problemática.
Para Sérgio Martins, voluntário da AMA e com perto de 30 anos de trabalho ligado à reabilitação de pessoas com deficiência, a proposta levada a efeito assemelhou-se "quase a uma aventura". E assinala: "em termos de reabilitação, muito está por fazer. No que concerne ao autismo então nem se fala". Docente e pai de uma criança autista, Jorge Cruz aludiria mesmo à terapia da água como "fundamental" para a integração: "é um meio onde eles se sentem mais à vontade. Mais livres".
Assegurando que a colectividade pretende dinamizar um conjunto de desportos "onde eles se possam sentir bem", caso da hipoterapia, o presidente da AMA, Marco Reis, vincou que a proposta não representa qualquer custo para as famílias. "As pessoas não têm de pagar nada pelas actividades, só assim é que se consegue a igualdade de oportunidades", asseverou, considerando para tal necessário "vencer complexos, muitos das próprias famílias".

LIVROS


«Querido Gabriel – Carta de um Pai», de Halfdan W. Freihow



«Querido Gabriel é uma memória comovente que um pai dedica ao seu filho autista. Dá conta das suas conversas, aventuras, lutas e conquistas


´Quando eu morrer e for para o céu, podemos continuar a trocar miminhos? Em momentos abençoados como este, supera-se tudo, compreende-se tudo. Tudo é um milagre. Tu és o Gabriel e o mundo é a tua arca do tesouro. Dorme bem, meu filho. Amanhã continuaremos a viver.´


Com muito amor e uma admiração profunda, Halfdan W. Freihow descreve a complexa relação com o filho mais novo, Gabriel, a quem foi diagnosticado autismo aos três anos.


Uma relação tocada por vezes pela frustração e pela incompreensão, mas feita de muita dedicação e de amor incondicional. O livro é um testemunho doce e sincero sobre o poder do amor e dos laços familiares que descreve, de modo emotivo, o receio que um pai pode ter perante um filho autista e de como essa incerteza pode resultar numa relação suprema de amor, de compreensão e de respeito pela complexidade de Gabriel.


A obra foi nomeada para o Brage Prize, o prémio literário de maior prestígio da Noruega, e está disponível em mais de 12 países - Alemanha, Austrália, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos da América, Formosa, Holanda, Islândia, Itália, Polónia, Suécia e Rússia»

Fiocruz desenvolve exame inédito, e mais confiável, para autismo

O Brasil está desenvolvendo um exame laboratorial inédito para o diagnóstico do autismo, uma alteração caracterizada por isolar seu portador do mundo ao redor. O método promete ser uma alternativa mais confiável aos testes de laboratório hoje usados para identificar a doença. "Ainda estamos em fase de estudos, mas os resultados são promissores", diz o pesquisador responsável, Vladmir Lazarev, do Instituto Fernandes Figueira, centro de pesquisas ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. "Testamos o método em 16 autistas jovens e obtivemos dados homogêneos, muito significativos estatisticamente. Agora, queremos fazer novos testes. A previsão é de que o exame esteja pronto em até cinco anos."
De acordo com Lazarev, cientista russo radicado no Brasil há 15 anos, a vantagem do novo método está no uso da foto-estimulação rítmica. O recurso torna o exame mais completo que outros. Em linguagem comum: durante o já usual encefalograma (radiografia), projeta-se sobre o paciente uma luz que pisca de forma ritmada, estimulando o cérebro a acompanhar. Como o autismo é uma doença do cérebro, a reação deste ao estímulo luminoso pode indicar se ele se enquadra ou não no campo da doença.
Os 16 autistas examinados durante a pesquisa, por exemplo, apresentaram deficiência no lado direito do cérebro. Nesta parte, que é responsável pelas habilidades sócioafetivas da pessoa - confira aqui quadro sobre o cérebro -, a mente dos pacientes seguia o ritmo da luz, mas de maneira mais tímida. "Com isso, podemos concluir que há uma deficiência funcional no hemisfério cerebral direito do autista", explica Lazarev.
Exames de imagem como a encefalografia (radiografia do cérebro feita após a retirada de um fluido do local) ou o próprio encefalograma, se empregados sozinhos, deixam o paciente em estado de repouso. Nessa situação, não se nota nenhuma alteração na atividade elétrica do cérebro. Os resultados, portanto, nem sempre são satisfatórios.
Diagnóstico complexo - Os métodos laboratoriais, chamados de métodos de tipo objetivo, complementam o diagnóstico do autismo feito clinicamente, quando o paciente, em geral uma criança, é avaliado por médicos de diferentes especializações: pediatra, neurologista e fonoaudiólogo, além de um psicólogo. Ou seja, isoladamente, o parecer deve sempre ser associado aos exames de laboratório. "A dificuldade em diagnosticar clinicamente o autismo se deve ao fato de a doença, um mal neuropsiquiátrico funcional, ter aspectos parecidos com os de outras enfermidades", explica Lazarev. Daí a importância de um diagnóstico objetivo cada vez mais confiável.


A grande maioria dos doentes - entre 60% e 70% - tem comprometimento da linguagem, em níveis variáveis. O restante - de 30% a 40% - tem linguagem e inteligência normais e, tecnicamente, são chamados de autistas de alto desempenho. Embora sejam iguais aos demais na dificuldade de compreender o contexto em que se encontram, emitem menos sinais da doença, que pode demorar a ser identificada e tratada. Isso é um fator de risco.
Entenda melhor a doença - Segundo Adailton Pontes, parceiro de Lazarev na pesquisa, o autismo é considerado hoje não apenas uma doença, mas uma série de distúrbios de desenvolvimento capazes de comprometer a interação social, a comunicação social e as habilidades imaginativas. "O autismo não é uma coisa única, há várias formas de autismos que variam no grau de comprometimento das funções - mais leve, moderado, mais grave e com níveis diferentes de inteligência", diz o pesquisador.
A base da doença é genética. O papel do ambiente - das influências externas recebidas pelo autista - ainda é desconhecido. "O que se sabe é que a pessoa nasce com predisposição para o autismo e, já a partir dos dois anos pode apresentar os primeiros sinais da doença, como a ausência de linguagem e a dificuldade de brincar", conta Pontes. "O ideal é diagnosticar a doença até os três anos. Está provado que, quando se faz a intervenção precoce, o prognóstico é melhor. Eles não vão se curar, mas vão se desenvolver mais, vão superar algumas dificuldades que os outros podem não superar porque não foram estimulados."
O autismo não tem cura, mas o portador da doença pode tomar remédios contra sintomas específicos, como a agressividade.




INTEGRAÇÃO

Formar grupos com pelo menos um não autista para cada autista para encontros de 20 minutos três vezes por semana. O ideal é que o companheiro não autista tenha ou mais anos de idade. Após a atividade o grupo lancha junto.
Deve ser feito um programa de prioridades a serem trabalhadas para cada autista (ex. permitir a proximidade de outros, aprender a participar de uma roda). A família deve trabalhar concomitantemente no mesmo objetivo.

Desenvolver atividades muito interessantes, sempre com novidades para promover um ambiente especialmente positivo para todos. Deve haver uma rotina nas atividades. Dar prioridade para atividade que requeira a participação de todos (formar grupos com a mesma tatuagem ou colante na roupa ou formar um ônibus com os participantes). Deve-se evitar tarefas que exijam linguagem complexa ou coordenação motora fina.

O adulto interfere na atividade através de modificações do ambiente (manter um espaço limitado; identificar visualmente onde devem ficar) ou por dicas dadas para a criança não autista.

Combinar antecipadamente com todos os participantes e familiares qual o tema do próximo encontro (ex. todos devem usar sua core preferida ou todos devem trazer algum objeto relacionado com páscoa / natal). A família deve estimular o assunto até o próximo encontro.

Programas de inclusão social através de colegas não autistas

Orientação para crianças não autistas que convivem com autistas

Explicar que existem crianças que querem brincar com outras crianças mas que não sabem como fazer isto. Elas não sabem como fazer amigos e não sabem falar muito bem. Por isto elas precisam de ajuda.

Provavelmente as crianças dirão quem são estas crianças na turma.

Orientar para caso eles vejam que esta criança está sozinha durante uma atividade ou recreio, podem tentar pegá-la pela mão para trazê-la até o grupo. Mas que é importante ser persistente pois a criança pode não responder prontamente.

Para brincar com esta criança o ideal é tentar fazer inicialmente a mesma coisa que ela estiver fazendo e aos poucos tentar ir mudando para algo diferente que você quer fazer.

Falar devagar e com frases curtas.

Brinque falando o que você está fazendo e o que pretende fazer.

Oriente a ignorar os comportamentos estranhos como as estereotipias ou os gritos.

Atividades para autistas de alto funcionamento

Ensinar habilidade social como se apresentar, como pedir algo, como comprar alguma coisa.

Trabalhar empatia

Trabalhar as diferentes visões de uma mesma história. Nem sempre o que ele sabe e gosta é o mesmo que os outros gostam e sabem.

Carla Gikovate


Médica — Neurologista Infantil — Mestre em Psicologia


quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

REUNIAO PARA CONSTITUIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE APOIO DE CRIANÇAS COM NEE



Olá pais e amigos, boa noite para todos,


Aqui estou eu como prometi, para vos dar conhecimento da data da 2ª reunião sobre a associação de apoio às nossas crianças e adolescentes, filhos, filhas, amigos/as, etc.



Segue em anexo o e-mail que a Fátima me mandou com a data da reunião.


Eu já confirmei com a Fátima a minha presença.


Peço-vos por favor, que se organizem a nível familiar, de maneira a conseguírem estar presente na reunião de todos nós, para que consigamos chegar a uma decisão e começarmos a colocar mãos na obra para bens dos nossos miúdos.


Não se esqueçam de confirmar com ela a vossa presença. Pode ser que esta reunião, seja numa sala bem maior do que a reunião passada, devido ao acréscimo de afluência de interessados.



Se possível, passem palavra a outros possíveis interessados, pois não se esqueçam que "A UNIÃO FAZ A FORÇA".



Um abraço para cada um de vós e até 2ª feira, dia 26 de Outubro, às 18:30, na Avª Gago Coutinho, nº 90, em Lisboa.


Isabel Barbosa Blogue a 4 mãos









Caros Pais,


A fim de dar continuidade aos nossos trabalhos relativos à constituição da Associação para crianças com NEE, sou a agendar nova reunião para o próximo dia 26 de Outubro, pelas 18h30, na Avª Gago Coutinho, nº 90, em Lisboa.


Divulguem, por favor, junto de eventuais interessados.


Solicito ainda confirmação da V. presença.


Com os melhores cumprimentos.


Fátima Meireles

Avª Gago Coutinho, nº 90


1700-031 Lisboa


Telef./ fax: 218436969


Telemóvel: 912800539/938148231


Mail: mfvmeireles@gmail.com

segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE AUTISMO



Exmos. Srs.


A Federação Portuguesa de Autismo realizará uma CONFERÊNCIA e WORKSHOP nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2009.


O Conferencista convidado é o Dr. José Luis Cuesta, Doutor em Pedagogia e director dos serviços para adultos da Associação Autismo Burgos.


Programa e ficha de inscrição em www.appda-lisboa.org.pt/federacao


Agradeço a todos a divulgação do evento.


Atentamente


Cristina Pardal Monteiro














Rua José LuÍs Garcia Rodrigues,


Bairro do Alto da Ajuda


1300-565 Lisboa

LIVRO DIGITAL

Boa Noite





O Livro Digital “O Nuno escapa à gripe A” é uma história para crianças que ensina como prevenir a transmissão de doenças. Este período de grande propaganda à gripe A, pode ser um excelente momento para educarmos as crianças e os adultos a adoptarem comportamentos protectores, que previnem a transmissão.


Leiam, mostrem aos vossos filhos, amigos e conhecidos, divulguem!






Link: http://e-livros.clube-de-leituras.pt/elivro.php?id=onunoescapaagripea&vid=

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

ASSOCIAÇÃO PAIS DE CRIANÇAS COM NEE

Caros amigos,



Peço desculpa de só hoje vos informar do resultado da reunião do dia 30 de Setembro, pelas 18:30, com o propósito de se trocar ideias para a constituição de uma associação de pais de crianças com NEE, ou de nos associarmos à APPDAE - Associação Portuguesa de Pessoas com Dificuldades de Aprendizagens Específicas.


Apareceram somente 9 pais de crianças com NEE. Esta reunião, foi mais para conhecimento das pessoas e das situações. Foi importantíssima. Depois de trocarmos as nossas experiências e de salvaguardarmos a intenção convicta de se arranjar algo em que todos juntos consigamos apoiar os nossos filhos, sobrinhos, amigos, crianças com NEE, nas dificuldades que nos apareçam pela frente, decidimos que daqui a 15 dias tornaríamos a reunirmo-nos a fim de decidirmos então o que proseguir. Porém temos uma certeza, 9 pais não chegam para se constituir uma Associação, nem sequer chegam para se constituir os orgãos sociais da associação.


Por isso, vai daqui o meu apelo: pelas crianças com NEE que conhece, na próxima reunião que houver, a qual será notificada neste nosso ponto de encontro, compareça, porque A UNIÃO FAZ A FORÇA e da maneira como as coisas vão no nosso país, a pouca protecção que o estado dá aos nossos meninos(as), tende a piorar, ou até mesmo a desaparecer.


Todos nós temos falta de tempo, mas há que nos organizarmos de maneira a conseguirmos levar em frente algo que poderá vir a ser uma ferramenta preciosa de combate a injustiças para com as nossas crianças e jovens.


VAMOS LUTAR TODOS JUNTOS, PELAS NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS COM NEE, OK?


Pensem nisto e vamos arregaçar as mangas, todos juntos!


Isabel Barbosa

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

O MENINO E O CAVALO


TER FILHOS DIFERENTES NÃO É O MAIS IMPORTANTE
IMPORTANTE É AMAR OS  FILHOS QUE TEMOS

Este é o livro que comecei a ler agora recomendado por uma amiga.
Estou a gostar recomendo-o é um caso verídico,não sei como vai acabar,nestes primeiros passos revejo-me em muitas coisas,por outro lado aqui vai ser utilizada medecina alternativa "xamanica".

A Cura Xamânica Guarani é uma poderosa ferramenta espiritual que potencia a sua Evolução e Consciência ao mesmo tempo que melhora o seu bem-estar e saúde física, emocional e mental.
Este sistema é usado há 6.000 anos pelos Indios Guarani da Amazónia, uma das culturas mais antigas do Planeta, pela sua eficácia.

A Cura Xamânica usa a imposição de mãos em conjunto com 28 simbolos sagrados ancestrais para cura de si próprio e de outros seres, sejam seres humanos, animais, plantas e a Terra.

Tudo o que existe é energia. Nós como seres humanos somos também energia e influenciamos e somos influenciados por toda a energia que nos rodeia.

Os Guarani não acreditam na doença. Para eles os desequilíbrios são espirituais e são causados por forças externas e internas negativas. Quando essas forças são retiradas, então o corpo físico é libertado e o equilíbrio é restabelecido.

Os Guaraní acreditam numa Força Maior que é o Amor. E é Amor que canalizam durante um tratamento e que tem um infinito poder curativo.

Este sistema utiliza 28 símbolos, sendo que alguns deles destinam-se unicamente ao praticante do Amar o Amor. Este facto demonstra como o Amor-Próprio é uma das principais características deste sistema.

Sempre foram colocadas ao dispor da Humanidade ferramentas de trabalho energético e a Cura Xamânica Guaraní é mais uma, sendo, segundo a minha experiência, uma das mais poderosas e eficazes, desde que usada com intenção pura, profundo respeito e Amor.
(Informação retirada da internet)

domingo, 27 de Setembro de 2009

PROGRAMA DE FORMAÇÃO NO BARREIRO


Intervenção em Crianças com Perturbações da Relação e da Comunicação


A AAUPI - Associação de Apoio à Unidade da Primeira Infância, vai promover uma «Acção de Formação», tendo como tema : «Intervenção em Crianças com Perturbações da Relação e da Comunicação».
A iniciativa realiza-se nos dias 17, 24 e 31 de Outubro, sábados das 9 às 18,30 horas, no Agrupamento Vertical das Escolas da Quinta Nova da Telha – Barreiro.
O programa de formação : «Intervenção em Crianças com Perturbações da Relação e da Comunicação», visa uma abordagem da perturbação do spectrum do autismo, que constitui um desafio para as famílias e técnicos nela envolvidos.
O Modelo de intervenção terapêutica DIR (Development, Individuality and Relationship) cria envolvimento e intimidade com a criança, desenvolve as suas competências de relação e de comunicação e vai ao encontro das suas especificidades individuais e do seu perfil sensorial.


Contactos:
Rua Miguel Bombarda, 16-3º Esq.
2830-287 Barreiro
Tel/Fax.: 21 2079430
E-mail.: alea.centro@hotmail.com


Rua Bento da Silva Fernandes
2830-041 Barreiro
Tel.: 21 2170960
Fax.: 21 2154919
E-mail.: ce@telha.net
http://www.telha.net/

26.9.2009
http://www.rostos.pt/

VIVER EM UM MUNDO PRÓPRIO


Associação Maringaense dos Autistas desenvolve ações para que as crianças aprendam a se comunicar e a interagir 


Juliane Damno e Agência Brasil


juliane@odiariomaringa.com.br


Projeto estuda genes ligado ao autismo


Fiocruz desenvolve exame


Os pais procuram o auxilio da Associação Maringaense dos Autistas (AMA), em busca de um melhor desenvolvimento para os filhos portadores da síndrome do autismo. A Organização Não Governamental (ONG) possui autorização para atuar como uma escola para essas crianças e adolescentes.

De acordo com especialistas, a síndrome tem início na infância (antes dos 3 anos), quando ocorrem mudanças químicas, neurológicas no processo orgânico e afeta mais os meninos do que as meninas.

A síndrome afeta o poder de comunicação, interação social e o uso da imaginação dos portadores. Nem todas as crianças portadoras do autismo possuem comprometimento mental. “70% a 85% dos casos acompanha a deficiência mental”, afirma a diretora da AMA, Maria Ilda Queiroz de Souza. O restante frequenta a rede convencional de ensino.






Estimativas internacionais mostram que a ocorrência da síndrome pode ser de uma em cada 500 crianças até uma em cada mil crianças. A diretora destaca a importância do diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo for detectada o autismo, mais cedo a criança receberá o atendimento adequado e melhor será o desenvolvimento dela”, ressalta a diretora.






A AMA tem 44 alunos matriculados e recebe 62 crianças por dia com três refeições, individualizadas, cada uma. “Como a necessidade de atendimento é maior que a nossa capacidade, alguns alunos vem apenas três vezes na semana”, diz Maria Ilda.






Outras 20 crianças estão na fila ou esperando conseguir ser atendida todos os dias da semana ou para, realmente, conseguir uma vaga na escola. Na primeira quinzena de outubro ocorrerá a Festa das Nações, aonde a instituição terá uma barraca. A renda será revertida para o término da nova sede que possibilitará o atendimento de mais crianças

O QUE É O AUTISMO

VAI CHUSH!!!


No Brooklyn, Nova Iorque, Chush é uma escola que se dedica ao ensino de crianças especiais. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas para uma escola comum.
Num jantar beneficente de Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.
Depois de elogiar a escola e seu dedicado pessoal, perguntou:


- Onde está a perfeição no meu filho Pedro, se tudo o que DEUS faz é feito com perfeição? Meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem. Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças. Então, onde está a perfeição de Deus?
Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai, mas ele continuou:
- Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que Ele busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança.

Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Pedro:
- Uma tarde, Pedro e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que o conheciam, estavam jogando beisebol. Pedro perguntou-me:
- Pai, você acha que eles me deixariam jogar?
Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria na equipe. Mas entendi que se Pedro pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação. Aproximei-me de um dos meninos no campo e perguntei-lhe se Pedro poderia jogar. O menino deu uma olhada ao redor, buscando a aprovação de seus companheiros de equipe e mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:
- Nós estamos perdendo por seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar na nossa equipe e tentaremos colocá-lo para bater até a nona rodada.
Fiquei admirado quando Pedro abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino. Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, a equipe de Pedro marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo por três. No final da nona rodada, a equipe de Pedro marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Pedro foi escalado para continuar. Uma questão, porém, veio à minha mente: a equipe deixaria Pedro, de fato, rebater nesta circunstância e deitar fora à possibilidade de ganhar o jogo? Surpreendentemente, foi dado o bastão a Pedro. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Pedro tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Pedro pudesse ao menos rebater. Foi feito o primeiro arremesso e Pedro balançou desajeitadamente e perdeu. Um dos companheiros da equipe de Pedro foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.
O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Pedro. Quando veio o lance, Pedro e o seu companheiro da equipe balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base, Pedro estaria fora e isso teria terminado o jogo. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a numa curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base.
Então todo o mundo começou a gritar: Pedro corre para a primeira base, corre para a primeira. Nunca na sua vida ele tinha corrido... mas saiu disparado para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que ele alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola. Ele poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base, o que colocaria Pedro fora de jogo, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Todo o mundo gritou:
- Corre para a segunda, Pedro, corre para a 2ª base.
Pedro correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Pedro alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram: - Corre para a terceira.
Ambas as equipes correram atrás dele gritando:
- Pedro, corre para a base principal.
Pedro correu para a base principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para a equipe dele.
- Naquele dia, disse o pai, com lágrimas caindo sobre face, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho!
O fato é verdadeiro e ao mesmo tempo causa-nos tanta estranheza! Entretanto, há pessoas que enviam mil piadas por e-mail e elas espalham-se como fogo, mas, quando enviamos mensagens sobre algo bom, as pessoas pensam 2 vezes antes de compartilhá-las.
É preocupante que coisas grotescas, vulgares e obscenas cruzem livremente o espaço mas, se vc decidir passar adiante esta mensagem, não a enviará para muitos de sua lista de endereços, porque não está seguro quanto ao que eles acreditam, ou o que pensarão de você.
 Mostre que está acima de qualquer tipo de discriminação e envie esta linda e verdadeira história.


Todos precisamos parar alguns momentos para pensar naquilo que é realmente importante na vida.
"A amizade e a solidariedade nunca sairão de moda."
Basta querermos!bjos de luz....

sábado, 19 de Setembro de 2009

IV GALA JORNAL DO CENTRO



IV Gala Jornal do Centro


Glamour, música e boa disposição reinaram na IV Gala de Honra do Jornal do Centro Troféus Aquilino Ribeiro que se realizou no dia 11 de Setembro, no Teatro Viriato.


O Jornal do Centro apostou num espectáculo bastante diferente das edições anteriores. A apresentação ficou a cargo do actor e encenador Zé Rui Martins, que num estilo menos formal conseguiu captar os sorrisos e gargalhadas do público que encheu a magnífica sala do Teatro Viriato.


Pela voz de Zé Rui Martins, os presentes na sala embarcaram numa viagem pelo tempo. Pelo tempo dos programas de humor de Raul Solnado quando a emissão televisiva ainda era a preto e branco, pelo tempo em que Carlos Lopes ganhava medalhas em provas de atletismo e pelo tempo das canções do Festival Eurovisão que marcavam as gerações.
E foram essas mesmas canções do Festival Eurovisão que abrilhantaram a noite. A Orquestra Aeminium, responsável pela produção musical do espectáculo, recuperou temas da música ligeira portuguesa como"Oração", de António Calvário, "Desfolhada" de Simone de Oliveira e "Playback" de Carlos Paião.
A directora do Jornal do Centro deu a conhecer os novos projectos em que a "equipa incansável" se tem debruçado e quais as metas a alcançar nos próximos tempos. Deu a conhecer aos presentes o novo formato do jornal, mais pequeno. Segundo Emília Amaral, trata-se de uma maneira de contribuir para "um mundo mais brilhante e seguro", em termos ambientais.
Apesar das mudanças, a Gala foi e continua a ser um espaço de homenagem das entidades, personalidades, empresas e instituições que mais fizeram pelo desenvolvimento da região ou que levaram mais longe e a bom porto o nome de Viseu. Ao palco subiram 11 homenageados, em sete categorias diferentes.


Também a solidariedade marcou presença na festa. O Jornal do Centro entregou o cheque da campanha "Um Natal de Boas Notícias" à Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA). Um momento que ficou marcado pela diferença, mas também pelo aprender a lidar com essa diferença. Os presentes tomaram conhecimento que os autistas são crianças hipersensíveis ao som e aprenderam que roçar as palmas da mão produz um substituto sonoro do tradicional bater de palmas. Um momento que muitos não irão esquecer.


Atento à realidade e aos acontecimentos que definem a actualidade, o Jornal do Centro não podia deixar de relembrar, durante a Gala, um dos momentos que chocou o mundo há oito anos atrás e o despertou para a questão do terrorismo: o 11 de Setembro nos Estados Unidos da América. A cada mulher foi entregue uma flor branca em evocação da paz e da confratenização entre todos.





quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

ESCOLA PARA TODOS

Crianças e adolescentes com deficiência terão que ser acolhidos nas classes regulares, determina um novo decreto federal que torna o Brasil pioneiro em inclusão educacional. Pode ser uma boa notícia para o seu filho, mesmo que ele não tenha nenhuma dificuldade física ou intelectual. Descubra por quê:


Até o fim do ano, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Paulo vai fechar sua escola especial, que desde 1981 ensinou a ler e escrever mais de 700 crianças com deficiência intelectual - a maioria com síndrome de Down. Diferentemente do que possa parecer, essa é uma boa notícia. Trata-se de mais um passo para inserir definitivamente essas crianças na sociedade, obedecendo a uma nova lei. Promulgado no ano passado pelo governo federal, o Decreto nº 6.571 determina que alunos com necessidades educacionais especiais - com deficiência intelectual e física - sejam acolhidos em classes comuns do ensino regular, acabando de vez com as "classes especiais". Ponto para nós: o Brasil é pioneiro ao tornar lei o que em muitos países é apenas recomendação. "Em 2007, orientamos os pais dessas crianças a matricular os filhos em escolas perto de casa e nos propusemos a fazer um acompanhamento por cinco anos. Estivemos em 300 instituições conversando sobre a adaptação dos estudantes", explica a coordenadora do Serviço Educacional da Apae, Liliane Garcez.
Portanto, nos próximos anos, aumentam as chances de que crianças com e sem deficiência convivam nas escolas, sejam públicas ou privadas. Estudiosos em inclusão social no mundo inteiro vêm comprovando os benefícios que a presença dessas crianças nas classes regulares traz ao grupo. "A inclusão implica melhor qualidade de ensino para todos", afirma a professora da Unicamp Maria Tereza Égler Mantoan, fundadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade. "À medida que o docente pensar em novas propostas para esse público específico, atingirá também os 40% dos alunos com alguma dificuldade de aprendizado." Parece inacreditável, mas até recentemente era muito comum que um estudante sem nenhuma defi-ciência que não conseguisse se alfabetizar aos 7 anos fosse encaminhado a uma classe especial da rede pública. "Há cinco anos, essas salas viviam cheias de crianças sem deficiência alguma. Estavam lá por um fracasso escolar", alerta Daniela Alonso, psicopedagoga e especialista em inclusão.
Outro benefício prontamente identificado é o convívio com a diversidade. Na opinião de Liliane Garcez, da Apae, é na escola que aprendemos a ser cidadãos e a conviver com as diferenças. "Esse aprendizado traz grandes ganhos hoje e para o futuro. Até mesmo as empresas valorizam a inteligência emocional. Essas crianças serão profissionais mais flexíveis para lidar com opiniões diversas e respeitar o próximo", acredita ela.


Golpe no preconceito
Mesmo assim, vai ser difícil, e que ninguém duvide: o Brasil está diante de um imenso desafio educacional. As escolas terão que cultivar um novo olhar, acolhendo todos os estudantes, e combater o preconceito, que é poderoso, sobretudo na rede pública. Um estudo recém-concluído, encomendado pelo Ministério da Educação e realizado em 501 escolas públicas de todos os estados brasileiros, revelou que 96,5% dos entrevistados assumem ter algum preconceito contra alunos com necessidades especiais. Os pesquisadores encontraram até casos de tortura contra eles. "Só a convivência e a transformação da escola em local comum a todos poderão mudar esse cenário", avalia Daniela Alonso. Ela lembra que muitas vezes a resistência parte dos próprios professores que, principalmente na rede pública, já enfrentam uma infinidade de problemas, como violência, remuneração baixa e classes lotadas. Nesse cenário, a obrigação de acolher um deficiente é vista como mais uma tarefa espinhosa. "Será muito complicado mudar essa cultura de uma hora para outra, mas só com a prática os professores aprenderão a lidar com isso. Não há outra forma e todos terão que se esforçar", acredita Cláudia Dutra, secretária de educação especial do Ministério da Educação (MEC).
Existem 695 699 estudantes com necessidades especiais no Brasil, segundo o censo escolar de 2008. Cerca de 54% deles frequentam o ensino regular, um grande progresso em relação a 1998, quando 87% estavam em classes separadas dos demais. Estima-se ainda que cerca de 5% das crianças com deficiência em idade escolar estejam em casa, privados de educação e do convívio social. Para atender a todos, a lei engloba três grupos. No primeiro, estão crianças com deficiências física, mental, auditiva, visual e múltipla (duas ou mais das anteriores); no segundo, as com transtornos globais de desenvolvimento, como autismo; por fim, há as crianças com altas habilidades, antes chamadas de superdotadas. O decreto também se traduz em dinheiro. A partir de 2010, a rede pública receberá uma verba do Fundo da Educação Básica (Fundeb) para oferecer apoio complementar no contraturno - período contrário ao das aulas. "A matrícula de cada criança ou jovem da educação especial será computada em dobro, aumentando o valor per capita repassado à instituição. Isso vai possibilitar o investimento na formação de professores, na implantação de salas de recursos multifuncionais e na reformulação do espaço físico", explica Cláudia Dutra, do MEC. Segundo ela, muitas escolas já têm ou vão ganhar um professor itinerante especializado. Mas a ideia não é deixar na mão do especialista a responsabilidade pelo aluno. Cabe ao professor ensinar e integrá-lo à classe. "Ele vai fazer o que mais sabe: lecionar, não importa se a criança tem ou não deficiência", diz ela.


Voluntários cidadãos
Se a maioria das escolas públicas ainda está em fase de adaptação, algumas já fazem a inclusão há décadas e por isso se tornaram referência. É o caso da Escola Estadual Visconde de Itaúna, em São Paulo, que atende crianças com deficiência visual e intelectual em classes regulares. Os que não enxergam ou têm baixa visão possuem máquina de braile. Fazem todas as anotações na escrita dos cegos e suas provas são traduzidas para o docente. A diretora, Maria Angélica Cardelli, constata que os que têm deficiência intelectual se desenvolvem melhor numa classe regular. "Temos vários jovens que completaram o ensino médio e estão no mercado de trabalho. Os casos mais graves aprendem dentro do seu limite e se socializam. O que importa é a felicidade", afirma. Na hora do recreio da Escola Estadual Lasar Segall, em São Paulo, veem-se estudantes com deficiência auditiva e ouvintes se comunicando em libras, sigla para Língua Brasileira de Sinais. Abrimos oficinas de libras para os próprios colegas ouvintes e, para nossa surpresa, a classe ficou lotada", revela a professora Andréa Bast. Hoje o Lasar Segall conta com 20 intérpretes voluntários. Alguns terminam o curso e voltam como cidadãos para auxiliar os alunos surdos. "A ajuda está longe da piedade. São jovens da mesma idade que querem se comunicar com o outro."
As instituições particulares, com know-how consolidado, detêm o maior número de matrículas, 64%, entre os alunos com necessidades especiais. O Colégio Friburgo, em São Paulo, é um exemplo de inclusão com sucesso. "A grande diferença é que pensamos mais de uma vez numa mesma atividade, observando-a sob ângulos diferentes. Isso beneficia todos", afirma a coordenadora pedagógica Amélia Gaulez. Na Escola Viva, em Cotia (SP), já aconteceu de a professora montar um globo com papel de texturas diferentes, uma para cada um dos cinco continentes, a fim de atender a uma deficiente visual. "Os demais alunos acabam desenvolvendo a parte sensorial, pouco explorada em outros colégios", explica a psicopedagoga Melissa Isler, sócia da escola. Os alunos com deficiência intelectual absorvem o que está dentro das suas possibilidades. A avaliação, por exemplo, pode ser feita oralmente, pois a escrita é um obstáculo. "O importante é apresentar uma evolução", acrescenta ela.
"O convívio com o diferente traz ganhos hoje e no futuro. Ensina respeito e flexibilidade"
Liliane Garcez


As medidas que abriram o caminho para a nova lei
1994: declaração de Salamanca, resultado da Conferência Mundial sobre as Necessidades Educativas Especiais, evento promovido pela Unesco na Espanha. O documento reafirma o compromisso da educação para todos.
2003: surge no Brasil o Programa Educação Inclusiva, que incendiou a discussão sobre necessidades especiais e criou polos de disseminação em 162 municípios.
2006: a ONU aprova a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Embora sem força legal, o documento influenciou políticas públicas no mundo todo.
2008: promulgado no Brasil o decreto nº 6.571, que reestrutura a educação especial e obriga as escolas a matricular as crianças com deficiência em classes comuns do ensino regular.

Texto



Daniela Venerando

http://educarparacrescer.abril.com.br/

UM OLHAR SOBRE O AUTISMO


Actualmente há já um reconhecimento razoável sobre a importância do tratamento do autismo envolver e ir ao encontro quer das necessidades da criança quer das necessidades da própria família.
O autismo é classificado como uma perturbação do desenvolvimento e que engloba dificuldades ao longo da vida nas capacidades sociais e comunicativas. Desta forma, identificam-se deficits na interacção social, na comunicação verbal e não verbal, da imaginação e capacidade simbólica e nos interesses e actividades.



Em geral, a maioria das pessoas a quem foi efectuado este diagnóstico tende a melhorar com a idade quando recebe um tratamento adequado e ajustado às suas necessidades individuais.
A experiência tem revelado que este tratamento é mais eficaz sempre que é efectuada uma intervenção precoce.
Seja qual for o tipo de intervenção é fundamental, como já foi referido anteriormente, que a família esteja englobada no tratamento de modo a permitir responder às dúvidas naturais dos cuidadores que convivem com uma criança com autismo.
Há uma evidência clara de que o autismo tem um impacto sobre a família e que a sobrecarga dos cuidados recai sobretudo nas mães.
Vários trabalhos têm mesmo demonstrado que as mães das crianças autistas apresentam mais depressão, do que as mães de crianças com síndrome de down, sugerindo que a sobrecarga com o cuidado e a própria natureza do deficit da criança exerceu um papel na depressão materna.
Abordagens que muitas vezes são adoptadas para facilitar o reconhecimento do diagnóstico e permitir o desenvolvimento de comportamentos adequados, são os grupos de ajuda mútua ou de apoio às famílias e os grupos psicoeducativos.
É de realçar que as famílias variam quanto ao tipo de suporte e informação de que necessitam. Mesmo dentro de uma família, cada elemento pode ter diferentes visões e expectativas, tanto sobre a criança, como sobre as suas necessidades.
É importante permitir nestes encontros que pais e irmãos reconheçam a frustração, a raiva e a ambivalência dos seus sentimentos como um processo normal de adaptação.
Ensinar técnicas na forma como lidar com a criança e possibilitar o acesso à informação sobre o espectro do autismo é tão fundamental como focar-se em aspectos emocionais.
Esta atenção e envolvimento que deve ser atribuída à família, insere-se no facto da mesma ser vista como a instituição educativa da criança, visto que é nela que se inicia o processo de socialização. Daí que qualquer mudança no comportamento de um dos seus membros influencie cada membro individualmente. A forma, contudo, como cada elemento vive e acaba por manifestar essas ocorrências, difere de pessoa para pessoa, acontecendo, não raras vezes, o recurso a estratégias que nem sempre são as mais adequadas.
A ansiedade parental acaba por ser uma realidade acentuada pelas dificuldades da coabitação diária, pelas exigências sociais e perante as diferentes etapas da vida da criança.
Identificada esta crescente necessidade de compreender o quotidiano de aceitação e adaptação por parte dos pais, e como forma de permitir o partilhar de experiências, nasceu em Setúbal a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada em 2005 por um grupo de pais e técnicos que consideraram indispensável a constituição de uma Associação que promova o desenvolvimento, a educação, a integração social e a participação na vida activa das pessoas com perturbações do espectro do autismo. 


 Saúde




por Ana Cardoso



(Psicopedagoga)

http://www.setubalnarede.pt/



quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

www.anamartins.com...ENTREVISTA COM O 1º MINISTRO

A situação das pessoas portadoras de deficiência em Portugal não é famosa e vou perguntar especificamente sobre pessoas portadoras de Perturbações do Espectro do Autismo, visto estar provada ser a deficiência mais difícil de lidar no seio de uma família e na comunidade que se insere.

Os subsídios na legislação vigente foram reduzidos, há unidades essenciais de apoio em risco de fechar, pessoas portadoras de Perturbações do Espectro do Autismo dadas como aptas para o trabalho que nem autónomas são, a tentativa de integração profissional é um perfeito desastre anunciado – quando está comprovado que são trabalhadores cumpridores e com enormes resultados a nível de produtividade – mas não é feito o acompanhamento essencial com todas as partes envolvidas: a entidade empregadora, família, médico, colegas de trabalho e a pessoa portadora de deficiência (como acontece, por exemplo, em França, com a legislação de 2005).

A maioria da medicação vitalícia não é comparticipada: as fraldas – mesmo para quem é aparentemente participativo e normalizado – fazem parte das suas vidas. Não têm direito identificativo de deficiente nos lugares de estacionamento, nem são prioritários em urgência hospitalares.

Sendo esta a realidade na legislação vigente, a ser reeleito a minha pergunta é:

Para quando e qual o trabalho profundo que pretende fazer (qual o objectivo) para alterar esta situação e acabar com esta forma de discriminação em Portugal das pessoas portadoras de Perturbações do Espectro do Autismo e suas famílias?



Ana Martins http://www.anamartins.com/



Encontro Presencial LX Factory

20 Bloguers com o Secretário Geral do P.S. José Sócrates

Moderador jornalista e bloguer Paulo Querido

Uma ideia original do Deputado Jorge Seguro

FILHOS IMPREVISÍVEIS,DISTANTES........

Filhos imprevisíveis, distantes ...

A maioria deles nasce normal, alguns até espreguiçam e choram na maternidade como todos os bebês sadios, mas já nos primeiros meses de vida, às vezes até os cinco anos, começam a surgir os sintomas de um fenômeno doloroso que os especialistas discutem e não conseguem explicar.

São estranhos comportamentos de crianças que perdem a fala, são incapazes de olhar as pessoas e isolam-se cada vez mais num mundo misterioso e impenetrável - o mundo do autismo. Do grego autos, que significa ele mesmo, de sí mesmo. Uma síndrome ou doença até hoje incurável.
Suas causas confundem os profissionais, suas conseqüências atormentam os pais, que em seu desespero iniciam uma interminável peregrinação aos consultórios e unem-se em associações numa incansável luta pela recuperação de filhos queridos mas imprevisíveis e distantes. De origem psicológica ou orgânica - as teorias são muitas, as receitas multiplicam-se - o resultado é o mesmo: sofrimento e dor, angústia e esperança.

José Maria Mayrink
Do livro: Anjos de Barro

TEMPOS EM CASA DOS AVÓS

Como já havida dito o João desde 27/08 até 14/09,tem estado na nossa casa e vai continuar até a creche abrir dia 15/9.
É quase impossível contar quanto tem sido enriquecedor e cansativo estes dias,mas o que mais destaco foi ele ter voltado para a piscina,o banho em casa também está a começar a ser melhor e sei que com o tempo tudo vai voltar à normalidade.
Tanto eu como o avô deixamos de ir ao ginásio...com o João já fazemos muito exercício,ele é uma criança muito activa,gosta muito da brincadeira de coçegas,de rodar no ar,de baloiço,do escorrega,de alturas...enfim passamos o tempo a correr com ele.
Graças a Deus que tenho espaço onde práticamente tenho um parque infantil montado,no entanto todos os dias saímos com ele...sim o João não dispensa a visita diária ao café ...onde come o seu pãozinho e bebe o seu copo de água entre correrias e visitinhas até à cozinha do café...depois é sempre bom ir à famácia porque há que fazer a inspeçcão diária,não vá lá estar alguma coisa fora do lugar.
As pessoas gostam muito dele porque o conhecem desde bebé e ele interage muito bem com elas...há dias estava tão cansado que até adormeceu num banco comprido que existe na farmácia...lol.
Temos feito algumas visitas à quinta pedagógica,alguns jardins e preparava-me para ver como ele agora reagiria à praia,mas ontem foi a chuva e trovoada e hoje parece que vai pelo mesmo caminho,possivelmente já não teremos tempo de fazer a experiência.
O vocabulário é muito próprio,mas já sabe dizer xixi e pega na pilita para fazer mas ainda não acertou com o sitio,porque sentar-se na sanita não é com ele.
O leite é tai tai e leva-me até ao micro ondas para o aquecer...eu sou a bó e o Alexandre bô,aquilo que ele quer e nós não percebemos ele pega na nossa mão e leva-nos até ao objecto pretendido,papá e mami,também fazem parte daquilo que percebemos. 
Ontem por ser o nosso último dia juntos,premiou-nos com uma frase...o avô estava a demorar para sair e ele olhou para mim e disse:papapão,eu toda contente lá fui levá-lo para a carrinha e apressar o avô.
Foi um dia fenomenal ele esteve sempre muito contente,brincou até cair de cansaço,mas depois da soneca voltou ao exercio e a pobre da Nina alinha nas brincadeiras com ele,joga à bola,dá-le beijinhos,ele atira-se para cima dela,e só vejo o focinho da bichita a mordiscar-lhe os pés,ele dá com cada gargalhada e lá partilha com ela comer e brinquedos.
Claro que nem tudo foi rosas,tivemos alguns espinhos:
Os gritos sem razão aparente para nós
As mudanças de humor
O tapar os ouvidos,embora o otorrino depois de vários exames,informasse que ele tem audição normal ,portanto este é um jogo que ele faz para ouvir noutra prespectiva!!!!!
As diarreias.
Se deste tempo que estivemos juntos ele aprendeu algo connosco,ele enssinou-nos muito mais.
Uma coisa eu tenho a certeza fomos felizes e houve muito amor de parte a parte.
Quando nos despedimos ficou um misto de tristeza e de dever cumprido.
Hoje pareciamos uns tontinhos ,despertador para as 7.30,quando me ía levantar lembrei-me que o João já não vinha.
TIvemos mais um dia abençoado  porque o horário da mãe agora não permite que ela cá venha a casa porque chega já mais tarde,mas teve mesmo de vir e soube que o João passou o dia bem,só chorou um cadito de manhã,almoçou bem,brincou e no caminho só vinha a dizer àgua quiqui...lol.
Assim que aqui chegou foi logo visitar os seus espacinhos e quando viu o avô,foi um sorriso de orelha a orelha,abracinhos e agora baloiço.
Assim cada um de nós se vai habituando ás mudanças.
Que este ano escolar seja ainda melhor que o passado para que evoluas e cada vez te tornes mais independente.
Acima de tudo que sejas feliz

DIÁRIO DO MINHO

Dizer que há problemas no ensino básico é blasfémia”

Braga 2009-09-12 
Autor Paula Maia




O presidente da Câmara Municipal de Braga considera caricatas as críticas da Federação das Associações de Pais de Braga sobre a falta de condições que algumas escolas do concelho apresentam no início do ano lectivo que agora se inicia.


O autarca refere mesmo que “dizer que em Braga há problemas no ensino básico é uma autêntica blasfémia”, considerando que a autarquia tem sido exemplar neste âmbito.


Mesquita Machado sustenta que a única preocupação existente reportava-se à EB 1 de Maximinos que, como diz o autarca, vai ser alvo de uma projecto “de grande dimensão”, cujo valor ascende aos 750 mil euros, superior ao próprio custo do Centro Escolar de Lamaçães.


“Entendemos que a escola deveria ser recuperada, introduzindo novas valências. Obviamente que vai ser exigido algum esfor-ço complementar de maneira a poder decorrer obras e aulas em simultâneo”, refere o edil.


No que diz respeito à exigência dos Pais da EB 2,3 Frei Caetano Brandão na construção de um pavilhão, Mesquita Machado diz que foi por sugestão das duas escolas— EB 2,3 e secundária— que a autarquia, através de um contrato programa que fez com o Ministério da Educação, edificou um pavilhão e uma piscina coberta a meio do percurso dos de dois estabelecimento de ensino para usufruto de ambos. “Quem tomou e quem entendeu que esta era a melhor decisão foram as escolas. Agora parece que a opinião é diferente. Não estou contra. Agora, não se pode fazer um pavilhão de um dia para o outro”, diz Mesquita Machado, acrescentando que o problema será equacionado quando a EB 2,3 Frei Caetano Brandão for abrangida por um projecto de requalificação.


Parque escolar


Na abertura de mais um ano lectivo, o presidente da Câmara Municipal de Braga fez um balanço positivo no que diz respeito às condições físicas com que as escolas, sobretudo do 1.º ciclo do ensino básico, vão iniciar as actividades lectivas.


Mesquita Machado diz que o município procedeu à requalificação vários estabelecimentos de ensino. Assim, para além da requalificação da EB 1 de Gualtar, mais duas escolas do 1.º ciclo Agrupamento de Escolas de Celeirós foram intervencionadas, uma das quais entrará já em funcionamento no ano lectivo que agora se incia. O autarca bracarense aponta também o exemplo da EB1 da Sé que foi também requalificada, assim como as EB 1’s das freguesias de Aveleda Este S. Mamede.


 “São obras que ficam prontas a funcionar neste ano lectivo. Além disto, temos outras obras em andamento, nomeadamente a EB1 de Maximinos, cujas propostas a concurso serão abertas na próxima semana e que é uma obra de grande envergadura.




Para além destas intervenções, Mesquita Machado diz ainda que há obras que vão ter início “muito rapidamente”, nomeadamente a construção dos Centros Escolares de Merelim S. Paio e Montélios, e as intervenções nas EB1’s de Ponte Pedrinha e Parretas. O edil bracarense afirma que estes exemplos espelham “o esforço que a câmara tem vindo a fazer” e que após a conclusão das obras já referidas “ficámos com todas as escolas devidamente requalificadas e com excelentes condições”.



Outros apoios


Mesquita Machado sustenta ainda que o esforço da autarquia no que respeito à educação vai mais além do que a requalificação das escolas, referindo-se à inserção dos alunos portadores de deficiência no ensino dito regular (como acontece na Unidade de Autismo em em Gualtar), ao fornecimento de refeições, de livros e material escolar para os alunos oriundos de famílias mais carenciadas e ao transporte e dos estudantes. “Transportamos milhares e milhares de alunos todos os dias para as escolas. Oferecemos livros gratuitos e material a todos os alunos do Escalão A” prossegue o autarca.




EB 1 de Gualtar inaugurou Unidade de Autismo


O Mesquita Machado presidiu ontem à inauguração da Unidade de Autismo instalado na EB 1 de Gualtar. Apresentando-se como um dos exemplos de integração dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, esta unidade acolhe não só estudantes do município de Braga, mas também de Vila Verde. No próximo mês de Outubro deverá também ficar concluída a Unidade de Autismo na EB 2,3 de Gualtar, sede do agrupamento, unidade que procura dar resposta aos estudantes autistas que transitam do 1.º ciclo do ensino básico. Na mesma ocasião, o autarca bracarense, que se fez acompanhar pelo presidente de junta local, João Nogueira e os responsáveis da direcção do agrupamento, procederam também à inauguração de duas novas salas, onde ficarão instaladas uma biblioteca e sala de informática. Apontada como uma referência ao nível concelhio, a EB 1 de Gualtar depara-se com um excedente ao nível da procura. Tentando dar resposta a todas as solicitações, a junta vai edificar duas novas salas de aulas.




EDUCAÇÃO DE AUTISTAS

Descobrir que a sua criança tem autismo pode ser uma experiência aflitiva. Para alguns pais o diagnóstico é uma total surpresa, para outros, a confirmação de uma suspeita por vezes antiga, misto de alívio e dor para a família que já esperava (ou até buscava) este diagnóstico. Seja qual for o caso, você provavelmente tem muitas perguntas sobre como proceder.



Antigamente, muitas pessoas com autismo eram colocadas em instituições e os profissionais não conheciam tanto sobre autismo quanto conhecem hoje (aqueles que se mantêm atualizados). Atualmente, sabe-se que com escola e tratamento adequados, as crianças com autismo podem se desenvolver ainda que de forma diferente da das outras crianças.


Se não há cura para o autismo, existem abordagens educacionais e de tratamentos que reduzem alguns dos desafios associados a esta deficiência. A intervenção terapêutica pode ajudar a diminuir os comportamentos destrutivos e a educação deve ensinar atividades que promovam maior independência da pessoa com autismo. Mas, assim como o autismo não é identificado por um único sintoma ou comportamento (mas um conjunto deles), não há uma abordagem que seja eficiente por si só. O tratamento para ser eficaz precisa atender as necessidades comportamentais individuais de cada criança.


Abordagens Educativas e Terapêuticas para o autismo


Enquanto você pesquisa, você vai ouvir sobre muitas abordagens diferentes, como musicoterapia, equoterapia, reorganização neurológica, comunicação facilitada, vitaminas, dietas. Algumas abordagens foram comprovadas cientificamente, outras não. Mas ainda que tudo isso pareça confuso, é preciso que você escolha o que for melhor para o seu filho. Converse e faça muitas perguntas aos profissionais de cada área e mantenha-se atualizado sobre os novos estudos e pesquisas sobre o autismo.


Cada criança autista tem habilidades e necessidades únicas


Pessoas com autismo, são, antes de mais nada, pessoas como todas as outras. Possuem qualidades e fraquezas. O que as pessoas com autismo têm em comum é um transtorno do desenvolvimento, um distúrbio de comunicação, que se manifesta em cada um de maneira diferente. Alguns indivíduos apresentam inteligência na média ou acima da média da população, enquanto outras, abaixo da média.


Os objetivos acadêmicos precisam estar adequados a habilidade intelectual e nível de funcionamento do indivíduo. Algumas crianças precisam de ajuda para entenderem as situações sociais e desenvolverem respostas adequadas, enquanto outras talvez apresentem comportamentos agressivos ou de auto-agressão que requerem assistência. Nenhum programa sozinho será eficiente para todas as pessoas autistas, por isto é importante que você encontre o ou os programas que serão mais adequados às necessidades do seu filho.


Tanto o programa educacional quanto a abordagem terapêutica devem estar adequados às necessidade individuais do seu filho.










Abordagens Complementares


Ainda que a intervenção educacional seja a chave para melhorar a vida das pessoas com autismo, alguns pais e profissionais acreditam que certas abordagens terapêuticas exerçam papel importante no desenvolvimento das habilidades comunicativas e na redução dos sintomas comportamentais associados com o autismo. Estas terapias complementares incluem música, arte, esportes, terapia com animal, e são realizadas individualmente ou não. Todas podem ajudar aumentando as oportunidades de comunicação, desenvolvendo a interação social e proporcionando conquistas. Estas abordagens podem proporcionar maneiras positivas e seguras da criança autista desenvolver relações em ambientes protegidos.


Arte e música são particularmente úteis para a integração sensorial, promovendo estimulação tátil, visual e sonora. Musicoterapia também pode auxiliar no desenvolvimento da compreensão da linguagem. A arteterapia pode promover uma forma de expressão simbólica, não verbal. Terapia com animais incluem equoterapia onde a criança pode obter benefícios físicos e emocionais. Melhora a coordenação motora e a auto-confiança.


Qualquer que seja abordagem terapêutica preferida, é importante reunir informações sobre o tratamento e tomar uma decisão consciente.










Fonte: Sociedade Americana de Autismo - ASA Tradução e adaptação: Mônica de Castro Accioly (Mão Amiga)
 
http://psicopedagogiaaprendendoaaprender.blogspot.com/

sábado, 29 de Agosto de 2009

AS FÉRIAS DO JOÃO

As férias é sempre uma época boa.
Para o João não tanto porque há um quebrar de rotinas que o torna mais irrequieto.
Este ano houve uma grande alteração no João deixou de gostar de praia,de água,de tomar banho...ele que era uma criança que não saía da água de um momento para o outro ficou com medo.
Tem de haver uma razão,mas que nós não conseguimos descobrir.
Os 5 dias que passei com ele no Gerês até que não foram maus,passeámos muito,embora não pudessemos disfrutar de todos os lugares onde gostariamos de ter ido,porque carregar 16k é obra e o João desata a fugir e nunca mais o agarramos.
Pelo menos nestes 5 dias os pais puderam almoçar descansados,potque eu sempre que podia despachava-me e ia passear com ele.
No empreendimento turisco onde ficámos em Vilar da Veiga havia piscina para adultos,pequenos e acesso,à Albufeira ,que bom pois é,mas o João por mais que os pais tentassem ele não queria ajuda para entrar na piscina ,resultado tanto andou pela beirinha que acabou po bater com o queixito na beira da piscina e nunca mais para lá foi a não ser para fugir e entarar no apartamento das outra pessoas.
Restou a albufeira mas sempre só a molhar os pésitos e no dia que apareceu uma mota de água começou logo aos gritos.
Assim contado parece um filme de terror mas para quem já está familiarizado com este problema sabe que tudo isto é normal.
O resto das férias foram passadas só com os pais que passearam por várias zonas de praias e a última semana ficou com a mami como ele diz e lá fez os seus passeios à quinta pedagógica e etc ...
Em Setembro ele vai  novamente a Coimbra e talvez os pais possam vir de lá com alguma ideia de tornear o problema do banho,ou o Pediatra possa também opinar sobre o assunto.
E vamos esperar as próximas férias com a esperânça que o João vá amadurecendo.

GRANDE REPORTAGEM SIC DIA 30/08 DEPOIS DO NOTICIÁRIO


A palavra autista não quer dizer nada

Passámos dez dias de Agosto com eles, em férias desportivas.


Falámos com os pais e com os técnicos que os acompanham.


Perguntámos pelas respostas da ciência, que são poucas, e pelas experiências dos pais, que são muitas.


Fomos à cozinha do Guilherme e à casa de banho da Cecília.


No fim das férias parece-nos claro que a palavra autista não quer dizer nada.


Não há um único sintoma comum a todas as perturbações do grande espectro do autismo. Não se conhecem as causas. Não se conhecem as curas.

Há cada vez mais casos diagnosticados -- um estudo britânico recente aponta para que uma em cada em 67 crianças tenha perturbações deste espectro.


É fácil, diz o pedopsiqiatra Pedro Caldeira da Silva, errar no diagnóstico. São muitas as diferenças que se arrumam nesse espectro de costas largas.


O Afonso, a Cecília, o Guilherme, o André, o Rodrigo e o Rui são todos diferentes.


Jornalista: Miriam Alves

Imagem: Vitor Quental (com José Eduardo e Valter Leite)

Edição de Imagem: Marco Carrasqueira

Grafismo: Carla Gonçalves

Produção: João Nuno Assunção e Isabel Mendonça

Coordenação: Cândida Pinto

Direcção: Alcides Vieira


O DESCONHECIDO MUNDO AUTISTA

Braga 2009-08-09 autor Patrícia Sousa



Nuno, de quatro anos, é diferente. À primeira vista nada deixa advinhar que é uma criança au- tista, mas depois de uma primeira tentativa de diálogo as dúvidas ficam dissipadas. Rui tem 18 anos e, também, é autista, mas os sinais são já evidentes. Não fala, não come pela própria mão, baba-se, usa fraldas e comunica através de ruídos ‘estranhos’.

Como Nuno e Rui (nomes fictícios) existem muitas pessoas autistas em Portugal, apesar de não haver estatísticas e os responsáveis temerem que alguns estão “escondidos, desprotegidos e excluídos da sociedade”.

Esta síndrome comportamental atinge milhares de pessoas. Em Portugal não se sabe ao certo quantos autistas existem. No distrito de Braga pensa-se que a prevalência seja de 280 pessoas. E para dar resposta aos casos de autismo verificados no distrito nasceu em Outubro de 2007 o núcleo de Braga da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), com sede em Palmeira.

A APPDA tem como missão principal apoiar pessoas com perturbações do desenvolvimento do espectro autista (PEA), de todos os grupos etários, criando e gerindo as estruturas necessárias para as apoiar, pautando a sua actuação pelo respeito dos direitos consignados na ‘Carta para as pessoas com autismo’.

“Após um grupo de pais ter iniciado uma série de reuniões de ‘Partilhas’ no Departamento de Pedopsiquiatria do Hospital S. Marcos e tendo-se constatado os inúmeros problemas relacionados com a falta de apoios aos pais e consequentemente aos autista do distrito deu-se início ao projecto sendo eleito um grupo coordenador com o objectivo de avançar”, lembraram ao ‘Correio do Minho’ dois elementos da equipa coordenadora, Francisco Veiga e Ana Paula Leite, pais de uma menina autista.

Terapia para os filhos e ‘partilhas’ para os pais

Depois de diversos contactos com a direcção da APPDA- Norte, sediada em Vila Nova de Gaia, “para prestar o apoio necessário, dado que possuem know-how desejado, o núcleo começou a dar os primeiros passos”, salientou Ana Paula Leite. E atirou: “não havia nada no distrito e era preciso ajudar os autistas e os familiares mais próximos”.

Neste momento, o núcleo, que ocupa as instalações da antiga escola do Assento, na freguesia de Palmeira, tem disponível apoio com terapias da fala e ocupacional e psicologia. “Neste momento temos 13 crianças a receber apoio especializado. Adaptou-se uma sala para as crianças terem terapia da fala, tera- pia ocupacional e psicologia. Estas crianças que sofrem de autismo frequentam os jardins de infância e escolas do dito ‘ensino normal’”, contou aquela responsável.

O drama vivido pelos pais familiares dos doentes autistas é “impossível” de descrever. As mãos tremem quando se sabe o diagnóstico. Os pais correm hospitais, ouvem ‘falsos’ diagnósticos. A única certeza que têm é que a doença não tem cura. E, a partir daí, vem primeiro a negação, depois a raiva e a pergunta: “Porquê o meu filho?”.

“Lidar com um autista tem dias melhores e dias piores”, desaba- fou Ana, admitindo que “não é fácil, mas a partir do momento que se tem o diagnóstico é preciso arregaçar as mangas e fazer tudo pelo filho”.

Para além das sessões terapêuticas, na primeira sexta-feira de da mês realiza-se uma reunião com os pais no núcleo da associação. “É o que chamamos ‘Partilhas’. Neste encontro, os pais falam o que lhes vai na alma. Todos temos em comum o mesmo problema: o autismo. E, por isso, falamos todos a mesma linguagem. Desta forma conseguimos mostrar aos pais que não estão sozinhos e sentimo-nos mais seguros”, confidenciou o casal. Todos os pais aproveitam para “trocar experiências, apesar de não haver casos iguais”, evidenciam Francisco e Ana Paula, acreditando que “ao ouvir falar os pais de um jovem adulto, já se está a preparar os pais de crianças mais pequenas para o que vem aí”.

Alguns miúdos, explicou Ana Paula Leite, “conseguem chegar a uma autonomia muito boa e a intervenção precoce é fundamental, quanto mais cedo for identificado o problema, mais trabalho se pode fazer para criança ter mais autonomia”.

APPDA-NÚCLEO DE BRAGA: Construção de centro de actividades é urgente

Trabalhar na intervenção precoce e a construção do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) são os próximos passos que o núcleo de Braga da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) quer dar. “Pelas nossas contas daqui a dois meses esperamos estar constituídos como associação e, a partir daí, é que podemos andar para a frente com os projectos”, acredita Francisco Veiga, elemento da equipa coordenadora do núcleo de Braga.

Neste momento, o núcleo de Braga, continua dependente da APPDA- Norte, em Vila Nova de Gaia. “Estamos a tratar da constituição da associação para começar a caminhar no sentido de ter um CAO com todas as condições.

Temos esperança que a sociedade consiga perceber o objectivo do projecto. Mais vale devagar e dar passos seguros”, sublinhou, ainda, aquele responsável.

O CAO vai “ajudar muitas crianças e jovens, porque, a partir do momento que acaba a escolaridade mínima obrigatória, a maior parte não tem condições de prosseguir os estudos. A partir daí, os pais têm sorte e até arranjam uma instituição que fique com os filhos ou, então, têm que ficar com eles em casa, porque a maior parte dos autistas não tem uma vida autónoma e normal”, referiu, por sua vez, Ana Paula Leite, pertencente, também, à equipa coordenadora do núcleo.



Depois dos pais saberem o diagnóstico, aparecem no núcleo para saberem se existe CAO ou residência. A resposta é negativa e os responsáveis do núcleo acabam por “perder-lhes o rasto”. Por isso, “é urgente a construção do CAO, porque as famílias não têm onde deixar os filhos”, apelam aqueles responsáveis.

O apoio dado pela Junta de Freguesia de Palmeira e pela Câmara Municipal de Braga na cedência do espaço, onde funciona a actual sede, deixa “gratos” os pais das pessoas autistas. Mas querem mais. “Há uma promessa de cedência do terreno ao lado da sede, onde está o recinto desportivo, para, eventualmente, instalar o CAO”, atirou Francisco Veiga. E foi mais longe: “vamos, também, trabalhar para obter, junto dos serviços da empresa municipal, apartamentos para funcionar como apoio de rectaguarda para os pais”, justificando que se está a falar “de pessoas que têm um tempo de vida como qualquer ser normal e há situações graves, porque são pessoas que não têm autonomia, nem para fazer a higiene pessoal. Enquanto são crianças é mais fácil, quando chegam a adultos a situação torna-se muito mais complicada”.



O núcleo pretende, ainda, proceder às adaptações e modificações no edifício-sede para a criação de uma valência de intervenção precoce para a qual está a tentar arranjar mecenas. Continuar a funcionar como gabinete, oferecendo serviços nas áreas da psicologia, terapia ocupacional e terapia da fala, para os quais estão acreditados junto da Segurança Social, é outra das pretensões do núcleo.



No passado mês de Julho, os responsáveis do núcleo de Braga da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) promoveram um ATL de férias para as crianças e jovens que sofrem daquela doença. Um risco que valeu a pena correr, até porque não é fácil lidar com pessoas que sofrem desta doença.



“Não foi fácil conseguir manter os mais pequenos ocupados. Na primeira quinzena tivemos cinco participantes e na segunda foram seis e para ajudar na organização das inúmeras actividades contamos com a preciosa ajuda de estudantes voluntárias do ISAVE”, contou Francisco Veiga, um dos responsáveis do núcleo.

Entre uma visita à Quinta Pedagógica, as crianças e jovens fizeram alguns passeios e na sede do núcleo realizaram algumas actividades, nomeadamente, tra- taram de uma horta. Além disso, fizemos um convívio no fim-de-semana com os pais.



As instalações que existem em Palmeira “chegam para as necessidades das 13 crianças (de Braga, Póvoa de Lanhoso, Famalicão, Guimarães e Vila Verde) que recebem apoio”.

Investir em acções de divulga- ção e informação, promover e dar continuidade às reuniões de ‘partilhas’ e realizar convívios entre os associados e amigos das famílias com pessoas autistas são actividades que o núcleo pretende continuar a fazer. “É preciso orientar e dar informa- ção aos pais, porque são confrontados com um problema e não sabem o que fazer”, justificou aquele responsável, lembrando que este ATL foi “muito importante”, porque chega-se a esta altura e as escolas fecham e ninguém fica com as crianças .



sábado, 8 de Agosto de 2009

UMA VISITA AO MUSEU DE VILARINHO DA FURNA

Gosto muito de visitar museus com o meu papá,então fomos ver como era Vilarinho da Furna antes de ser submerso pela barragem.

Mas como queria ler a história da Vila para deixar o papá um pouco mais descansado,fiquei com uma dor de cabeça...looollll.
Cheguei ao carro e adormeci,estou mesmo lindo que ar tão sereno,por isso a avó me chama o seu menino Estrela ou Cristalzinho.




quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

CIENTISTA AÇOREANA DESTACA-SE


Maria Neves Pereira esteve activamente envolvida na equipa que relacionou uma anomalia genética com o autismo.

Maria Neves Pereira, cientista de origem açoriana, descobriu em conjunto com outros cientistas da Universidade de Aberdeen, um gene que parece ser de grande importância para a aprendizagem e memória, podendo mesmo constituir-se com uma das chaves para a compreensão do autismo.

De acordo com a equipa de cientistas, na qual Maria Neves Pereira se insere, a descoberta poderá ser crucial, no desenvolvimento de terapêuticas para o autismo, uma doença neurológica, que afecta a forma como o autista se relaciona com os outros e com o mundo.A descoberta foi feita com recurso às mais avançadas tecnologias de mapeamento genético, que foram aplicadas a um rapaz, autista profundo. Os investigadores descobriram que a criança sofria de anomalias no gene EIF4E. Ao analisar o mesmo gene em 120 famílias com casos diagnosticados de autismo, foi descoberto que mais quatro crianças sofriam de problemas nesse mesmo gene.

Os cientistas adiantam ainda que a disfunção do gene bloqueia a síntese de proteínas, pelas células cerebrais, o que leva a uma maior incidência de pensamentos repetitivos, situação verificada no autismo.

Maria Neves Pereira, pós-doutorada em medicina genética e envolvida neste projecto há cerca de cinco anos, confessou estar “encantada por esta descoberta. A nossa equipa espera que o seu trabalho leve ao desenvolvimento de novos tratamentos para esta doença perturbadora”.O coordenador do estudo, Zosia Miedzybrodzka, realça que a descoberta apenas foi possível com “o empenho dos investigadores e devido à generosa contribuição das famílias afectadas”.O estudo já se encontra publicado no Journal of Medical Genetics (Jornal de Medicina Genética).
JornalDiario
2009-08-04

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

A FESTA DE SÁBADO

DEIXA LÁ VER SE ESTÃO TODOS A CANTAR PARA MIM
EU E A MADRINHA

A SOFIA QUE FOI A EDUCADORA DO JOÃO...OBRIGADA MINHA QUERIDA PELO BOM TRABALHO QUE DESENVOLVEU COM O MEU TESOURO,FOI UMA FESTA NUITO BOA PORQUE O JOÃO NÃO SE ISOLOU E INTERAGIU COM AS OUTRAS CRIANÇAS E ADULTOS






VISTA GERAL




A FAMILIA DO NODDY




UMA GRACINHA


TAMBÉM QUERO APREDER A APAGAR AS VELAS






O NOVO ESCORREGA


A PISCINA QUE OS PAPÁS DERAM SEM AGUA PORQUE HAVIA MUITA CRIANÇADA...JÁ VIRAM O QUE ERA TUDO VESTIDINHO E A TOMEM BANHOCA





TÃO FELIZ NO BALOIÇO QUE OS AVÓS LHE DERAM E TAMBEM UM ESCORREGA MAIOR


AGORA VAMOS DE FÉRIAS,DESEJO UMA BOA SEMANA A TODOS
BEIJOKAS









sexta-feira, 24 de Julho de 2009

O DIA DE ANIVERSÁRIO

O BOLO POIS SÓ PODIA SER O NODDY
OBSERVANDO AS GALINHAS E OS POMBOS,ATÉ QUIS DAR UM BEIJO AO BURRO..LOL

AMO A MINHA MAMI



A AVÓ A QUERER TIRAR A FOTO E O JOÃO A QUERER IR PARA O LAGO DOS PATOS.
FOI UMA LINDA MANHÃ NA QUINTA PEDAGÓGICA.
OBRIGADO A TODOS PELAS LINDAS MENSAGENS


quinta-feira, 23 de Julho de 2009

PARABÉNS JOÃO

glitters


Meu querido hoje completas 3 aninhos e como eu gostaria de te dizer tanta coisa que está no meu coração..não sou capaz...
Digo-te que és o meu grande Amor como há 3 anos atrás,digo-te que és a luz que ilumina o meu caminho,digo-te que é por ti que tenho força para caminhar e tentar enfrentar todas as batalhas que temos e teremos que travar.
Faz hoje 3 anos que sonhei tão alto e Deus tinha outros planos para nós.
Mas meu amor não importa,tu és especial e eu não te trocaria por mais ninguém,sou muito feliz contigo...aprendi mais nestes 3 anos do que em toda a minha vida.
Contigo a palavra Amor tem o poder de mover montanhas e se houve momentos em que me apeteceu desistir da vida...desde que nasceste eu só peço a Deus que me dê saude e alguns anos para te poder ajudar a crescer e seres independente.
Se no futuro ainda existir este blogue e eu já cá não estiver só quero que os teus pais te mostrem as minhas palavras...que serão sempre as mesmas,tanto quando nasceste,como hoje ou no futuro não tenhas dúvidas amo-te muito.
Para ti desejo-te que Deus esteja sempre guiando os teus passos,que te ampare para não sejas magoado,que cada dia seja uma batalha ganha,que o futuro seja risonho e acima de tudo que sejas sempre muito amado e feliz.
PARABÉNS MEU NETO LINDO DA AVÓ

PARABÉNS DA NINA




PARABÉNS DA NINA













.Figuras para deixar seu orkut bem legal.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

CARNAVAL DA BAHIA PORTIMÃO 2009


Carnaval da Bahia Portimão 2009
Desta forma, o Carnaval da Bahia associa-se à causa Speranza colaborando com a oferta do espaço onde se processará a venda de acessórios que são transformados e finalizados por Paxi com base em peças de cerâmica feitas à mão, por pessoas da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA de Lisboa). A associação do Carnaval da Bahia à causa Speranza insere-se no conceito do projecto que tem como objectivo "buscar a satisfação capaz de fazer brotar a alegria ". Ao colaborar com esta causa nobre e solidária a organização sente que cumpre este objectivo. Vale a pena salientar que a causa Speranza na rede social Facebook foi fundada por um jovem de 26 anos portador de Trissomia 21 e já conta com mais de 3500 aderentes.Paxi Canto Moniz acredita que as pessoas com perturbações de desenvolvimento e autismo, ao serem ajudadas, conseguem sentir a motivação necessária para terem um objectivo de vida, assim como sentirem-se úteis na sociedade em que vivem. Com esta acção, Paxi que é também uma entusiasta do Brasil e das suas festividades será também um dos rostos deste evento. Na quinta-feira, dia 23 de Julho será possível vê-la juntamente com o anfitrião do Carnaval da Bahia, António Pereira Dias, no Programa “Você na TV”.

Maria de Carvalho

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Peixe e fruta aumentam a inteligência




O bom funcionamento do cérebro está na base de um quociente de inteligência (QI) elevado, um comportamento escolar exemplar ou uma memória afinada. Esta é uma afirmação consensual. Mas o que é preciso para que o cérebro funcione bem? A resposta passa por uma alimentação correcta, capaz de potenciar as capacidades da criança ou do adolescente. É pelo menos essa a convicção de vários nutricionistas, entre os quais o britânico Patrick Holford, autor de "Alimentação Ideal para Crianças Inteligentes", nas livrarias nacionais desde Maio. Holford reconhece que a estrutura do cérebro é determinada geneticamente e que, nesse aspecto, é inalterável. Contudo, salienta que o que lhe é fornecido como alimento, em conjunto com o que aprende, contribui para o seu desenvolvimento. E é neste capítulo que o autor defende que a nutrição ideal depende de cinco alimentos. Em primeiro lugar, o equilíbrio de açúcar no sangue, o "supercombustível do cérebro".

Deve evitar-se a ingestão de hidratos de carbono refinados, ou de absorção rápida (como bebidas gasosas, bolachas ou até pão branco com compota), já que fazem disparar os níveis de açúcar no sangue, daí resultando, mais tarde, uma grande quebra de energia. Os bons substitutos são, segundo o especialista, os hidratos de carbono complexos, ou de absorção lenta, como os cereais integrais, os vegetais e os feijões.

O pequeno-almoço é uma refeição essencial. Como diz a nutricionista Paula Veloso, "sabe-se há muito tempo que a omissão do pequeno-almoço origina uma falta de atenção e concentração que se reflecte não só no rendimento escolar e na produtividade como no estado de cansaço e no humor". Acrescenta ainda que a glicose no sangue de uma criança que não faça esta refeição origina irritabilidade, o que pode "criar um mau clima na sala de aula". Também os ácidos gordos essenciais (como a própria designação indica) são fundamentais para o cérebro e Holford atribui-lhes grande importância quando o que se pretende é tirar todo o partido das capacidades cognitivas. Segundo o nutricionista, os ómega 3 e ómega 6 promovem a saúde mental, já que a carência pode resultar em depressão, dislexia, hiperactividade com défice de atenção, fadiga, problemas de memória e mesmo autismo.

O autor lamenta a actual "fobia às gorduras", que classifica de boas e más, e garante que as primeiras, ou seja, os ómega, devem ser consumidas sem receio. Para Holford, são boas fontes de ómega 3, entre outras, as sementes de linhaça, de cânhamo e de abóbora, assim como o salmão, o arenque e a sardinha.

Quanto aos ómega 6, destaca as nozes, milho, sésamo, óleo de onagra e sementes de groselha preta. Rui Costa, neurocientista do National Institutes of Health (NIH, Instituto Nacional de Saúde) dos Estados Unidos, assegura que a alimentação é muito importante para o cérebro.

Este especialista em memória refere que alguns dos alimentos defendidos por Holdorf "têm realmente efeitos benéficos comprovados, como os suplementos de óleo de peixe para crianças com autismo (e outras crianças)", mas ressalva que "para outros alimentos há menos evidência científica".

O uso de fosfolípidos é outra regra de ouro para potenciar as capacidades das crianças ou adolescentes. Diz Holford que estas gorduras "inteligentes" do cérebro - presentes no peixe, ovos, carne de órgãos (como fígado) e lecitina derivada de soja - melhoram o humor e o desempenho mental. Os aminoácidos, fornecidos pelas proteínas, são considerados "os pilares da vida". Têm grande importância na criação de novos neurotransmissores e estão presentes em alimentos como carne, lacticínios e lentilhas.

Na opinião do especialista em nutrição, devem ser consumidos em todas as refeições. Por último, Holford defende a ingestão de vitaminas e minerais, que têm um papel-chave na construção e reconstrução do cérebro e do sistema nervoso. Considera que os nutrientes mais importantes para o cérebro são as vitaminas B1, B3, B5, B6, ácido fólico e B12, e o magnésio, o manganês e o zinco. E o nutricionista britânico diz mesmo que ingerir mais do que os níveis básicos da dose diária recomendada (DDR), através de suplementos, irá estimular a inteligência. Para a presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, Alexandra Bento, a suplementação de algumas vitaminas "não traz riscos para a saúde, como é o caso da vitamina C, mas é preciso cautela com outras, como a E, que, embora tenha um papel importante para o cérebro, não é hidrossolúvel". O director do Instituto Macrobiótico de Portugal, Francisco Varatojo, defende que, não havendo carências, os suplementos são dispensáveis, já que "a Natureza disponibiliza tudo o que precisamos". Além disso, refere, "os órgãos excretórios têm sempre que eliminar o que está em excesso, com consequente sobrecarga" dos mesmos. "Nada é 100% inócuo", conclui.


Comer bem e barato Patrick Holford dá dicas sobre como dar bons alimentos sem gastar muito dinheiro e criar bons hábitos alimentares nas crianças. É difícil para alguns pais conseguirem que as crianças comam alguns alimentos saudáveis, como vegetais. O que devem fazer? Depende muito do que se lhes dá quando são pequenas. Os vegetais devem ser introduzidos na alimentação da criança quando a mãe começa a deixar de amamentar.

Além disso, se os pais e pessoas à sua volta comerem alimentos saudáveis é provável que a criança adopte esses hábitos. Em Portugal, como noutros países, muitas crianças não comem o pequeno-almoço ou comem uma refeição desadequada.

Que impacto tem isso no seu desenvolvimento cognitivo? É a refeição mais importante. Se uma criança não a come ou come um pequeno-almoço com uma dose elevada de açúcar, como tostas com doce ou cereais muito açucarados, concentra-se menos na escola.

Que conselhos daria para uma nutrição adequada sem gastar muito dinheiro? Os alimentos saudáveis e naturais não são caros.

Podemos comer feijões, lentilhas, cereais integrais, vegetais, frutos e, ocasionalmente, peixe e carne. Muitas famílias de baixos rendimentos gastam uma quantidade exagerada de dinheiro em tabaco, álcool, doces, comidas processadas.

O suplemento de gordura essencial e de multivitaminas que uma criança precisa custa o mesmo que um cigarro.




Texto publicado na edição do Expresso de 18 de Julho de 2009

Cristina Bernardo Silva


quinta-feira, 16 de Julho de 2009

O MEU MENINO É LINDO






















terça-feira, 14 de Julho de 2009

SEM APOIOS DO ESTADO


Crianças Autistas: Reabilitação tem de ser precoce

Os pais das crianças com autismo queixam-se da falta de apoio por parte do Estado, situação que se agrava com o valor das terapias necessárias para a reabilitação e bem-estar dos seus filhos. Cada família paga entre 400 a 1000 euros mensais, de acordo com as horas de terapia comportamental, sem contar com outras despesas associadas, como medicamentos ou terapias da fala.

Estima-se que há em Portugal 65 mil crianças autistas.
João Pedroso, pai de uma criança de dez anos com autismo, garante que toda a sociedade ganhava se o Estado apostasse na reabilitação destas crianças. "O Estado iria investir muito dinheiro no meu filho, mas recuperaria esse valor porque não precisava de gastá-lo no ensino especial, em auxiliares, em instituições, nas quais estas crianças são pesos mortos para a sociedade. Os nossos filhos podiam ser autónomos e nós não vivíamos nesta angústia de não saber o que lhes acontecerá. Ganhávamos todos: as crianças, os pais e a sociedade, que não tinha de pagar impostos para estes miúdos estarem institucionalizados."
Devido às dificuldades de interacção social e de comunicação destas crianças, uma intervenção precoce e adequada pode fazer a diferença em termos cognitivos e de qualidade de vida. Estudos recentes comprovam que se uma criança de quatro anos for reabilitada, pelo menos durante dois anos, pode frequentar o ensino regular em igualdade de circunstâncias com os seus pares. Caso contrário, só 3% dos doentes terão vidas independentes. "Há situações em que parecem curados", afirma João Pedroso.
"ESTAS CRIANÇAS EVOLUEM": Vanessa Ferreira, Técnica de reabilitação
Correio da Manhã – No caso do autismo, a ficção corresponde à realidade?
Vanessa Ferreira – As crianças autistas são todas diferentes. O espectro do autismo é muito grande. As crianças que conhecemos como agressivas foram, regra geral, deixadas ao abandono, sem nenhum acompanhamento, o que foi piorando com o tempo.
– Estas crianças desenvolvem capacidades especiais?
– Depende muito da criança. Há crianças de três anos que sabem mais coisas do que as ditas normais. Muitas delas têm uma grande capacidade de memorização mas não conseguem integrar o que aprendem num contexto.
– Quais os benefícios de uma intervenção precoce?
– Quando reabilitadas precocemente estas crianças evoluem ao nível comportamental, da autonomia, da auto--ajuda e da socialização.
"HÁ PAIS QUE NEGAM A DOENÇA"
Paula Jardim é mãe do Manuel, uma criança com autismo. Mesmo só tendo tomado conhecimento da doença do filho quando este tinha dois anos e meio, garante que nunca se sentiu incapaz de lidar com uma realidade que também passou a ser a sua. "Eu não me apercebi que o Manuel tinha autismo. A doença foi crescendo e, talvez por isso, não houve propriamente um choque. Fiquei triste, mas a única coisa em que pensei foi trabalhar para o ajudar."
Para Paula Jardim é impossível falar do filho sem esboçar um sorriso. O orgulho de cada conquista supera qualquer fracasso. "O que ele mais gosta é de ir a casa dos familiares. Quando íamos ao Norte, ficava tão contente que ia duas horas e meia com a almofada na cabeça, a esconder-se. Ele arranja um objecto que o ligue às pessoas em vez de estar com elas. Não é que não goste delas, mas é a maneira que ele encontra para manifestar a sua emoção", conta.
Ainda assim, admite que a vergonha ainda predomina em algumas famílias. "Há muitos pais que negam a doença, que preferem não dizer, que têm a esperança que o filho se cure. Acho que todos devem saber o mais depressa possível para os poder ajudar. Eu gostaria de ensinar a minha família para saberem como podem ajudar."
PERFIL
Manuel tem 11 anos e uma grande alegria de viver. Está no centro ABCReal da Costa de Caparica desde Fevereiro. Apesar de ter tido uma evolução lenta, já adquiriu a capacidade de resposta ‘sim/não’ e melhorou a comunicação. Em Setembro frequentará o 3.º Ciclo.


PORTUGAL TEM 65 MIL MENORES AUTISTAS
Estima-se que em Portugal sejam cerca de 65 mil as crianças autistas, número sobreavaliado segundo Carlos França, director do centro ABCReal Portugal, o primeiro pólo português vocacionado para a Análise Comportamental Aplicada (ABA) – um método de intervenção utilizado junto das crianças com autismo. "Penso que estamos acima das 150 mil, dado que uma criança em cada 154 mil nascimentos tem autismo. Ainda há muito desconhecimento em relação a esta doença, também motivado pelo facto dos pais terem vergonha ou por quererem proteger os seus filhos", referiu.


APONTAMENTOS


DEFINIÇÃO
O autismo é uma perturbação global do desenvolvimento infantil, caracterizada por sérias dificuldades de interacção social, de comunicação e por comportamentos ritualizados.


SEM CURA
Apesar de nos últimos anos terem surgido tratamentos milagrosos, o autismo continua a ser uma doença de origem desconhecida e, por isso, sem cura.


PECS
O PECS é um sistema através do qual se ensina a criança a comunicar pela troca de símbolos visuais, que representam objectos ou situações do meio envolvente. A criança pode interagir socialmente.


NOTAS

PREVALÊNCIA DA DOENÇA
O autismo revela-se com mais frequência nos rapazes do que nas raparigas. A prevalência é de 4 a 5 para 1


RUI JÁ COMUNICA
O Rui tem três anos e graças à terapia comportamental ganhou autonomia. Apesar de não falar, consegue comunicar


PODEM SER AUTÓNOMOS
A ficção nem sempre corresponde à realidade. Os autistas, quando reabilitados, podem ser autónomos
Joana Nogueira

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

ALUNAS CRIAM BRINQUEDO PARA CRIANÇA AUTISTA


Um grupo de alunas do 12º ano da Escola Secundária de Santa Comba Dão (ESSCD) construíram um boneco adaptado para entregar a uma criança portadora de autismo.
"Um cão, um comando que faz de livro e uma casota, são os três brinquedos que compõem o boneco adaptado", refere José António, professor da escola ESSCD.
As alunas escolheram o tema "reabilitação cognitiva" para ao longo do terceiro período lectivo, desenvolver o boneco adaptado, na disciplina de Área de Projecto . "Escolhemos o tema reabilitação cognitiva e depois fomos falar com uma professora do Instituto Piaget para saber como podíamos explorar mais este assunto" explica Liliana Costa, uma das colaboradoras do projecto.
O brinquedo contém um circuito electrónico que é activado quando a criança carrega no botão do livro e depois o cão começa a ladrar. O som do cão vai estimular a parte motora e cerebral da criança. "Este brinquedo vai ser entregue a uma criança com autismo, mas podia ser entregue a outra criança qualquer, visto que o objectivo principal do brinquedo é estimular o desenvolvimento das crianças", esclarece Sofia Marques, outra das alunas envolvidas no projecto.
As alunas pensaram ainda em doar o brinquedo a um dos lares do concelho, mas quando tiveram conhecimento da criança que frequenta a Creche da Misericórdia nem hesitaram em lhe oferecer o boneco.
A entrega do brinquedo ainda não ocorreu porque a criança se encontra hospitalizada.

O que é o autismo?É uma deficiência não uma doença porque quando se fala de doença implicada remédios e cura e o autismo é uma deficiência que se pode controlar com terapia" esclarece Prazeres Domingues da Associação Portuguesa para as Perturbações de Desenvolvimento e Autismo (APPDA). É uma alteração "cerebral" / "comportamental" que afecta a capacidade da pessoa comunicar, de estabelecer relacionamentos e de responder apropriadamente ao ambiente que a rodeia.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e falas intactas, outras apresentam também retardo mental, "mutismo" ou importantes atrasos no desenvolvimento da linguagem.
Juliana Martins
ed. 381, 03 de Julho de 2009

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

NOVO MÉTODO REVOLUCIOMA O DIAGNÓSTICO DO AUTISMO


Novo método revoluciona o diagnóstico do autismo
Método computadorizado de eletroencefalograma mostrou resultados promissores

-->Pesquisadores do Instituto Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolveram um método computadorizado de electroencefalograma que mostrou resultados promissores para o diagnóstico de autismo. Actualmente, o principal método para diagnosticar a doença é o exame clínico.A tese de doutorado do pesquisador Adaílton Pontes, orientada pelo coordenador do Programa de Neuro fisiologia Clínica do Instituto Fernandes Figueira, Vladimir Lazarev, mapeou a actividade cerebral de 14 autistas de alto desempenho do sexo masculino, ou seja, pacientes sem retardo mental ou problemas significativos de linguagem.


Após o mapeamento, o resultado foi analisado quantitativamente, dentro de testes funcionais e modelos matemáticos e estatísticos.Pela análise do resultado, os pesquisadores descobriram que o cérebro dos autistas tinham alterações importantes que não haviam sido descritas em estudos anteriores.


Nos pacientes estudados, o hemisfério direito demonstrou ter menos reactividade do que o esquerdo.


Em indivíduos normais ambos os hemisférios têm o mesmo nível de actividade.Outra constatação foi a de que o hemisfério esquerdo dos autistas apresentam mais conectividade do que no restante das pessoas. "Existe uma assimetria no cérebro desses pacientes que pode estar relacionada com a doença", disse o orientador Lazarev


O resultado foi publicado no "International Journal of Psychofisiology".Agora os pesquisadores querem ampliar o número de pacientes estudados para formas mais graves de autismo. "O resultado é muito promissor porque estamos desenvolvendo um método inovador que pode ajudar no diagnóstico, mas precisamos observar se esse mesmo fenómeno se repetirá em um grupo maior", explicou Lazarev.




A DOENÇA - O autismo é uma desordem global do desenvolvimento, que pode ser diagnosticada a partir dos três anos de idade e tem como sintomas o comprometimento na interacção social, na comunicação verbal e não-verbal e apresenta interesses restritos e repetitivos. Muitas vezes, o autismo é confundido com outras síndromes ou com outros transtornos globais do desenvolvimento, pelo fato de não ser diagnosticado por meio de exames laboratoriais ou de imagem, por não haver marcador biológico que o caracterize.

quinta-feira, 18 de Junho de 2009

ABBA ...ALMADA




Crianças autistas
Centro único no País promete elevado nível de integração
por LusaHoje

Dezassete crianças autistas frequentam desde Setembro de 2008 um centro escolar único em Portugal que aplica um método desenvolvido nos Estados Unidos que tem revelado elevados níveis de integração destas crianças na sociedade.
O centro ABCReal Portugal foi criado em Portugal por um grupo de pais ao estabelecerem uma parceria com Joseph Morrow, professor da Universidade da Califórnia e presidente da Escola Americana Applied Behavior Analysis (Análise Comportamental Aplicada), o método de intervenção usado.
Este é o primeiro e único pólo, em Portugal, especificamente vocacionado para a aplicação da metodologia ABA (Applied Behavior Analysis) em crianças e jovens autistas e tem como objectivo a intervenção, formação, divulgação científica e investigação na área do autismo.
O debate deste método e dos seus benefícios na aplicação precoce em crianças e jovens autistas é o tema central de um congresso que decorre hoje e sexta-feira em Lisboa e que reunirá vários especialistas, entre os quais Joseph Morrow.
Portugal é o primeiro país europeu a debater este método e o primeiro a aplicá-lo, através do trabalho realizado pelo Centro ABCReal Portugal.
Edgar Pereira, psicólogo e director pedagógico da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo, é um dos promotores do congresso e defensor deste método.
"É um modelo de grande rigor e com resultados comprovados. Estes meninos (autistas) têm direito a ser apoiados com o melhor que a ciência pode oferecer", disse à Agência Lusa.
Este tipo de intervenção é iniciada precocemente para que as crianças possam adquirir competências básicas ao nível social e cognitivo reduzindo os seus comportamentos estereotipados e disruptivos.
Um programa ABA de intervenção precoce consiste numa terapia intensiva de 25 a 40 horas semanais por um período de aproximadamente dois anos em contexto escolar e ou doméstico.
Os terapeutas trabalham com a criança durante cinco a oito horas por dia, cinco ou sete dias por semana, geralmente na relação de um técnico por criança.
O objectivo final é ajudar cada criança a desenvolver as competências que lhe permitam ser o mais independente e bem sucedida possível.
Em declarações à Lusa, Sérgio Faria Baptista, um dos fundadores do centro em Portugal e pai de uma criança autista de quatro anos, disse que está provado cientificamente que uma percentagem significativa de alunos que recebeu a intervenção ABA intensiva em idades precoces pode acompanhar os seus pares, com mais ou menos apoio, nas escolas regulares.
Segundo Sérgio Faria Baptista, médico, os estudos revelam que 47 por cento das crianças incluídas em programas ABA com 40 horas semanais durante dois a três anos atingiram um funcionamento normal, tendo integrado a escolaridade normal em igualdade de circunstâncias com os seus pares.
Os efeitos deste método, contou à Lusa, já se fizeram sentir no seu filho, que frequenta o centro desde a sua fundação, em Setembro de 2008.
"Valeu a pena mudar toda a minha vida de Coimbra para Lisboa. O que me era proposto de apoio ao meu filho, apesar da boa vontade, não é comparável a este método: a componente social melhorou drasticamente, antes não falava e agora fala imenso", disse.
Em Portugal, adiantou, o problema do acompanhamento destas crianças surge ao nível financeiro.
Apostar numa intervenção deste género custa mensalmente mil euros e a especificidade do acompanhamento implica quase um técnico por criança.
E, acrescentou, nem todas a famílias conseguem suportar um esforço financeiro desta ordem.
O centro - filial da Escola ABCReal dos Estados Unidos, situada em Sacramento, Califórnia - funciona no Colégio Campo Flores, em Almada, com técnicos portugueses formados com a orientação americana.


Um colégio de Almada está a usar desde Setembro uma técnica que tenta modificar o comportamento das crianças autistas com o objectivo de poderem ser integradas no ensino regular.
Conhecido como método ABBA, o objectivo é permitir às crianças autistas uma mudança tranquila quando estas integrarem o ensino regular, daí que os materiais utilizados sejam muito parecidos aos de uma escola normal.
Na colégio Campos das Flores, único em Portugal a usar esta técnica, é, por exemplo, pedido aos meninos que dancem em conjunto para que se possa promover a interacção social e a motricidade das crianças através de pequenos exercícios.
Uma mãe que tem um menino autista nesta escola já viu progressos no seu filho, que ainda não completou quatro anos, pois ele agora já faz mais do que dizer uma palavra recorrendo apenas a uma sílaba, essencialmente através de vogais.
«Agora tem já um discurso que é perfeitamente compreensível para a maior parte das pessoas», acrescentou Marina, que a par da coordenadora deste centro, que também tem aí o seu filho, sentem os progressos feitos pelas crianças desta escola.
Apesar dos bons resultados, os pais destas crianças têm de pagar cerca de mil euros por mês para que possam usufruir da aplicação deste méto
do.

ANDY BODY, AUTOR DO PECS ( PCTURE EXCHANGE COMUNICATION SYSTEM ) E UM DOS ORADORES DO 1º. CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE O ABA EM PORTUGAL
IRÁ PROMOVER EM CONJUNTO COM O CENTRO ABCREAL PORTUGAL O PRIMEIRO CURSO AVANÇADO SOBRE O PECS NO NOSSO PAÍS. ESTA INICIATIVA INÉDITA E DE GRANDE IMPORTÂNCIA TERÁ UM DESCONTO DE 50% PARA AS PESSOAS INSCRITAS NO 1º. CONGRESSO SOBRE ABA. QUEREMOS FAZER TODA A DIFERENÇA! INSCRIÇÕES AINDA ABERTAS EM http://gif.ulusofona.pt/index.php?option=com_chronocontact&chronoformname=Inscricao
E NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA E PORQUE DIVULGAR É TAMBÉM INTERVIR, O CONGRESSO TERÁ TRADUÇÃO SIMULTÂNEA

O ENIGMA DO AUTISMO


O enigma do autismo

Os autistas em Portugal podem ser mais de 65 mil. Muitos não foram diagnosticados nem tiveram o tratamento adequado.
Helena Norte Jornal de Notícias 13/7/2008
Por razões ainda mal explicadas, a incidência desta perturbação do desenvolvimento - que pode variar de formas muito severas e incapacitante