Tranquilidade

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FELICIDADE

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

CICLOS DA VIDA... ADOLESCÊNCIA

A adolescência é um período de vulnerabilidade, escolhas acadêmicas, vocacionais e comportamento conflitante. O início da adolescência antecipa uma série de transformações com hormônios do crescimento e sexuais que impelem ao vigor com impulsos eróticos e prospecções intelectuais. As sensações de infinitude conduzem a experiências e emoções inéditas, sem os fatores de correção necessários à vida, desvendando pensamentos onipotentes. Poderão advir lesões no comportamento pela desorientação, orientação não lógica e aética contradizendo padrões e valores.

A adolescência é um fenômeno biológico, psicológico e sócio-cultural que se inicia com a puberdade e se estende até a vida adulta. A passagem da infância para a puberdade e a vida adulta não deve ser drástica, se fazendo através de ciclos fisiológicos. Há necessidade de autonomia, sem entretanto o jovem assumir prerrogativas do adulto. Independência e autoafirmação devem torná-lo rebelde, opositor e desconfiado da autoridade. O jovem deverá alcançar a estabilidade quando consolidar o processo de identificação pessoal, educação superior ou profissional, trabalho e início da independência financeira. Significando o final da adolescência, com a capacidade de manter-se e relacionar-se entre as pessoas com equilíbrio.

Avanços tecnológicos, a complexidade social e política da civilização ocidental impõem um ritmo incontrolável com a inaceitável proposta de postergação dos pais. A visão do adolescente como um ser em transição é irrecorrível, com singular desenvolvimento para a vida adulta, descortinando possibilidades de iniciar e prover uma existência. As reações dos adolescentes, instabilidade e indefinição deverão ser consignados como transição, porém como um período de risco. Na atualidade, os adolescentes devem estar preparados cognitiva e emocionalmente para sublimarem impulsos, levando os jovens a relacionamentos impróprios com enorme variedade. Nosologias orgânicas, psíquicas e sociais, definirão o rumo da sexualidade nas próximas décadas.

A liberação incontrolável da sexualidade apresenta consequências mórbidas. Doenças infecto-contagiosas incuráveis e gravidez indesejável proporcionando filhos mal criados sem estrutura familiar compatível com o processo educativo, susceptíveis a delinquência e a criminalidade.

Sharon Lebell define a arte de viver como um manual clássico de sabedoria, virtude e felicidade.

Experiências com substâncias tóxicas induzidas pela curiosidade, imitação, afirmação, busca da virilidade ou alienação podem deflagrar longa e cruenta caminhada das drogas, algumas vezes sem retorno. O começo do fim. Estudos revelam transtornos de conduta do tipo solitário agressivo, jovens socialmente isolados, delinquentes juvenis convictos, subprodutos de classe econômica baixa com privação social, pais ausentes, violentos ou alcoólicos, adultério e rejeição materna.
Segundo Harol Kaplan, na grande maioria dos criminosos condenados à pena de morte, ocorreram abusos físicos na infância. Nas diversas partes do mundo, a drogadição faz das crianças vítimas e veículos deploráveis da abominável dependência física ou química.

A agressão tem como núcleo frustração com privações sociais ou sensoriais, experiências com abuso físico, lesões cerebrais, funcionamento intelectual “borderline” e violência genética. Poluição, ruído, estresse crônico e fatores hormonais. Exposição a modelos agressivos, violência televisionada. Pessoas que se isolam intensamente-autismo, praticam seus pensamentos delirantes durante incontáveis horas na TV. Quanto mais a criança assiste programas aéticos e antipedagógicos maior o nível de agressividade. O monstro assassino do Realengo, no Rio de Janeiro, com sintomas de abandono infantil dos pais biológicos, comportamento esquizoide genético (esquizofrênico) deveria ter pena de morte com incineração pública. E as cinzas enviadas para o inferno. Não merece o perdão divino. É necessário mais segurança nas Escolas e Colégios impedindo com rigor a entrada de pessoas não autorizadas.

E as crianças cruelmente assassinadas? Estão com Deus abençoadas no reino celestial.

É uma crise social alterando o equilíbrio e o discernimento? Ainda não. Talvez o início do desafio segmentar de populações inquietas com a privação social, que conspira contra a hegemonia de uma sociedade combalida, mediante malversações sociais. Muita atenção e respeito. Pais e professores devem educar e ensinar. Os jovens aprendem e obedecem, pais e mestres intocáveis, símbolos de um espírito superior. Jovens oniscientes e não existem. Os adolescentes devem ser orientados pela família com os conhecimentos emocionais básicos, psicológicos e socioculturais. Os pais devem praticar liberdade orientada e acompanhada com os filhos, dentro dos parâmetros da educação. Educar é ensinar. Com o estudo técnico e científico participativo da família, entidades religiosas, educadores e a comunidade nas alterações comportamentais vigentes na população. Indivíduos com transtornos mentais, tratamento psiquiátrico. Salve a juventude saudável com o futuro da pátria.

Josué de Castro
médico, professor e escritor

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